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sábado, 29 de novembro de 2008

Energia limpa e desenvolvimento econômico no sul

As energias limpas combinam duas necessidades que o mundo moderno exige: a produção de energia com fontes renováveis e a sua geração sem emissão de gases poluentes. A energia eólica, energia obtida pelo movimento do ar, é a que mais vem ganhando destaque ultimamente no Rio Grande do Sul. O Estado está com três projetos de construção de parques eólicos nas cidades de Jaguarão, Sant'Ana do Livramento e Piratini.

Além de ajudar a diminuir os impactos ambientais que o mundo vem sofrendo, a energia eólica vai ajudar também no desenvolvimento econômico das cidades onde os parques estarão localizados.
Luis Carlos D'Auria é um dos investidores nessa área. Ele é dono de uma propriedade onde será construído o parque eólico de Sant'Ana do Livramento, que vai ter uma potência de 48,45 MW. Ele acredita que esse será um ótimo investimento para a cidade. "Para o parque ser construído, vários técnicos terão que se instalar na cidade pelo período de um ano. Isso vai trazer muito dinheiro para a cidade, tanto no setor imobiliário como no alimentício", diz ele. D'Auria também explica que com a cidade produzindo energia, vai haver um maior retorno de ICMS para o município.
A energia eólica é considerada a energia mais limpa do mundo. Porém, estão sendo estudadas ainda possíveis desvantagens como as ameaças a passáros que tenham suas rotas de migração onde estão localizadas as torres. "No momento estamos com vários biólogos e arqueólogos de diferentes universidades do Rio Grande do Sul. Eles estão analisando a área para ver se isso não vai causar algum tipo de desequilíbrio ambiental", complementa D'Auria.

TPM: coisa de mulher, eles não agüentariam...

Por que quando, naqueles dias em que a mulher está prestes a menstruar, sente vontade de se afundar numa barra de chocolate ou de xingar meio mundo sem motivo algum? Isso acontece por causa da tensão pré-menstrual (TPM) e pode apresentar os mais variados sintomas: desconforto abdominal, fadiga, irritabilidade, tensão, humor deprimido, humor lábil, aumento do apetite, esquecimento e dificuldade de concentração, acne, hipersensibilidade aos estímulos, raiva, choro fácil, calorões, palpitações, tonturas e irritações. Cada mulher tem a sua lista de sintomas. A dor de cabeça é o sintoma mais comum entre as mulheres que sofrem de TPM.

Dor de cabeça é associada à TPM

A dor de cabeça que é causada pela TPM não é a mesma coisa que enxaqueca. Na dor de cabeça, o que ocorre é o inchaço do cérebro pelo acúmulo de líquidos e a enxaqueca é uma doença genética periódica, podendo durar de quatro a 72 horas.

Até 70% das mulheres sentem mais dor de cabeça que os homens, principalmente próximo ao período menstrual. Isso ocorre porque os hormônios femininos que o ovário libera, retêm líquidos, que agem em diversos locais do corpo, inclusive no cérebro, formando um edema (acúmulo de líquidos). Portanto, o cérebro incha com tanto líquido mas não tem espaço para se expandir por causa da caixa toráxica, por isso causa dor (é como se estivéssemos apertados para ir ao banheiro e a bexiga cheia de líquidos, infla).

Descontrole ou desfunção horminal?

As mudanças de hábitos pelas quais as mulheres passaram no decorrer dos anos deixaram mais notória a TPM. Antigamente, nossas avós passavam a vida inteira grávidas. Nesse contexto, elas quase nunca menstruavam, pois tinham um filho após o outro. A mulher atual menstrua cada vez mais cedo, (a partir dos dez anos) e tem poucos filhos. Portanto, até os 45 anos de idade sentirá muitas vezes os sintomas da TPM, embora com o uso da pílula haja uma redução do fluxo menstrual e das cólicas, “regrando” mais o período e diminuindo o desconforto.

“Durante o período menstrual, o estrogênio e a progesterona que o ovário libera retêm líquido, mas o estrogênio também interfere na serotonina liberada nos terminais nervosos e que é responsável pela sensação de prazer”, explica o médico ginecologista-obstetra, Sérgio da Rosa.

Com essa diminuição da serotonina, as mulheres sentem necessidade de buscar coisas que dêem prazer, e aí bate aquela vontade de cair de boca numa barra de chocolate. Mas o ideal é resistir e substituí-lo por uma barra de cereais ou biscoito integral ou qualquer lanchinho leve.

Outra maneira de compensar a falta de serotonina nesse período é através da prática de algum exercício físico, pois isso aumenta as endorfinas no cérebro, e estas por sua vez, aumentam a serotonina. O exercício dará uma sensação de relaxamento, prazer, euforia e bem-estar. Muito mais eficiente que o chocolate, além de ajudar a queimar algumas calorias. As mulheres devem abrir o olho pois é no período menstrual que a maioria das mulheres engordam mais. A média pode variar entre 1 a 2kg, mas é claro que a retenção de líquidos também está somado a isso.

“Para atenuar os sintomas da TPM, deve-se procurar ingerir cálcio, magnésio, carboidratos com fibra e alimentos com menos gordura. A quantidade de sal ingerida deve ser reduzida, pois o sal contribui e muito para a retenção de líquidos”, revela o ginecologista.

Quem sofre com TPM deve ficar atento também ao uso de álcool e cigarros.

O último interfere na contração muscular e o álcool causa irritação cerebral (imagine estar com dor de cabeça por acúmulo de líquidos e ressaca ao mesmo tempo).

Pílulas inteligentes acenam com terapias inovadoras

Medicamentos integrados a dispositivos eletrônicos de última geração prometem novas terapias para disfunções do trato digestivo

A Philips Research deve apresentar, na abertura da Reunião Anual e Exposição da American Association of Pharmaceutical Scientists (AAPS), no domingo, em Atlanta, nos Estados Unidos uma nova tecnologia em pílula inteligente, a “iPill”. Esse processo acena com o desenvolvimento de novos medicamentos e terapias para disfunções do trato digestivo como a doença de Crohn, colite e câncer de cólon ─ um dos tipos mais comuns da doença no Brasil.
Em 2001, a primeira pílula-câmara foi aprovada pela Federal Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, para aplicações em diagnósticos. A iPill é uma cápsula do mesmo tamanho de uma pílula-câmara, projetada para ser engolida e passar naturalmente pelo trato digestivo. Ela pode ser programada eletronicamente para controlar a distribuição de medicamentos, segundo critérios pré-definidos.
A pílula-câmara define sua localização no trato intestinal medindo a acidez local do ambiente. Áreas diferentes do trato intestinal têm perfis de pH (nível de acidez) distintos: o estômago é altamente ácido, mas essa situação se altera no intestino superior. Com essas informações sobre o pH e os dados sobre os tempos de deslocamento da cápsula, a localização no intestino pode ser determinada com razoável precisão. O mecanismo libera o medicamento do recipiente por meio de uma bomba controlada por microprocessador, o que permite programar a liberação de medicamentos. Além disso, a cápsula foi projetada para medir a temperatura local e transmitir os dados para uma unidade receptora externa.
“A combinação das informações de navegação, da administração controlada de medicamentos e do monitoramento do trato intestinal promete fazer da tecnologia uma ferramenta de pesquisa importante para o desenvolvimento de medicamentos”, avalia o especialista chefe em administração de medicamentos Karsten Cremer da Pharma Concepts GmbH, em Basiléia (Suíça). “Em especial, reconheço o potencial dessa tecnologia para melhorar o perfil e a seleção de candidatos a receber medicamentos, o que pode acabar acelerando o desenvolvimento de novas drogas.”

Fonte: SCIAM
Por Bruna Berwanger de Andrade

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Gordura abdominal pode causar câncer de próstata

Os homens com muita barriga são mais propensos a contrair câncer de próstata do que os que acumulam poucas gorduras na região abdominal, conclui um estudo realizado por cientistas do Instituto Alemão de Nutrição (Dife, na sigla em alemão) em Potsdam, próximo a Berlim.
Segundo a pesquisa foram observados 153 mil homens, e a relação entre o perímetro da cintura e o do quadril é a que melhor reflete o risco de ter este câncer. Os cientistas suspeitam de que a gordura abdominal tenha uma influência negativa sobre o balanço hormonal.
Isso foi observado em homens com um coeficiente de cintura-quadril superior a 0,99, estes têm 43% mais risco de ter câncer de próstata do que aqueles com um coeficiente inferior a 0,89. Este coeficiente é obtido pela divisão do perímetro da cintura pelo perímetro do quadril. Ambos os perímetros permitem tirar conclusões sobre o volume de gordura acumulada na região abdominal. Mas “até agora sabemos pouco sobre a relação causal”, reconheceu Heiner Boeing, um dos autores do estudo, que apontou a possibilidade de relação entre a gordura e o nível dos andrógenos (hormônios masculinos). O que já é comprovado é que altos acúmulos de gordura abdominal elevam sensivelmente os riscos de infarto do miocárdio e de diabetes.

Fonte: TERRA CIÊNCIA

Estatina: benefícios e malefícios

A estatina é um fármaco utilizado para combater o alto colesterol, tipicamente conhecido como LDL e no tratamento de doenças inflamatórias crônicas. Seu uso está cada vez mais comum entre crianças e adolescentes com problemas de obesidade, porém existe controvérsia com relação a isso. Por ser um medicamente de uso continuo, existem riscos colaterais que normalmente não são ditos. Em uma entrevista a revista Época em julho deste ano, o pediatra Jatinder Bhatia, da Academia Americana de Pediatria falou que o “risco de tomar estatina na infância é inferior ao benefício do tratamento”, pois não existe nenhum estudo dos efeitos adversos desse medicamento a longo prazo, já que o mesmo pode ser utilizado durante 40 ou 50 anos, dependendo do tipo de tratamento e organismo de cada um.
Pacientes adultos que utilizam o mesmo sofrem com os efeitos colaterais. Dores musculares, insônia, nauses, são alguns desses efeitos.
Júpiter
Um estudo Chamado de Jupiter, apresentado American Heart Association, dia 11 deste mês nos Estados Unidos, revelou que a estatina até então utilizada no tratamento de colesterol,pode reduzir o número de problemas cardiovasculares em até 44% dos pacientes com nível normal ou baixo de colesterol. E mais, diz que somente nesses casos ela pode ser vantajosa se utilizada desde a infância, já que reduz a PCR -proteína C Reactiva, Ela é um marcador do tipo inflamatório que está relacionado com o processo de formação de depósitos de gordura nas paredes das artérias, e por este motivo, seus elevados níveis podem ser um fator de risco para doenças cardiovasculares. O melhor é que crianças e adolescentes sejam tratados com uma dieta equilibrada e exercícios, deixando o tratamento com estatinas em casos extremos de dislipidemia genética.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Oceanos mais ácidos

Os oceanos do planeta estão pouco a pouco se tornando mais ácidos, segundo as amostras de água coletadas em torno de uma ilha no Oceano Pacífico Oriental, ao longo dos últimos oito anos. Elas demonstraram que as águas do oceano tinham acidificado 20 vezes mais rápido do que o esperado pelos cientistas, o que pode afetar seriamente a vida marinha, alertaram os cientistas. Recifes de corais e outros organismos cujos esqueletos ou conchas contêm carbonato de cálcio podem ser particularmente afetados, pois a maioria destes organismos vivem perto da superfície, onde, os pesquisadores acreditam, ocorrerá a maior mudança no pH. No entanto, seres que vivem nas profundezas do oceano podem ser mais sensíveis às mudanças no pH.
Os oceanos absorvem cerca de um terço do dióxido de carbono liberado na atmosfera por atividades humanas. Quando o gás dissolve em água, forma ácido carbônico, que modifica o delicado equilíbrio do oceano. De acordo com cientistas que publicaram um artigo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, "a acidificação pode ser um problema mais urgente do que anteriormente previsto, pelo menos em algumas áreas do oceano", observam.

Fonte: Jornal da Ciência

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Plantas ornamentais no tratamento de esgoto

Um novo sistema foi desenvolvido para o tratamento de esgoto doméstico com a utilização de plantas ornamentais. Esse método associa a beleza das plantas com o desempenho na purificação de efluentes de produtos naturais.
O sistema utiliza espécies ornamentais fixadas em pedra ou bambu onde são colocados sobre uma camada de terra. No recipiente, a água passa pelos espaços entre as pedras (ou anéis de bambu), que com a ajuda das raízes das plantas, fazem a filtração.
Segundo o Engenheiro Civil Leandro Barbosa, “o dispositivo é indicado para o tratamento complementar ao esgoto doméstico, após esse ter passado por uma primeira etapa de purificação para a remoção dos resíduos mais pesados”.

Tratamento complementar de esgoto
O sistema mantém o padrão estético dos jardins, diminuindo os níveis de rejeição da população para os dispositivos de tratamento de efluentes. Podem ser utilizadas diversas espécies de plantas, entre as quais copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica), papiro (Cyperus papyrus) e biri (Canna edulis), que colaboram com o tratamento do esgoto ao mesmo tempo em que absorvem nutrientes como fósforo e nitrogênio para crescer com qualidade.
A planta cresce em cima do esgoto, que serve como uma espécie de adubo natural para as espécies. O sistema lembra o processo de hidroponia acrescido da ação de microrganismos. Outra vantagem é que ele não necessita de nenhum tipo de produto químico ou eletricidade.
"Em uma população rural, por exemplo, seria possível plantar espécies ornamentais para venda. As fibras do caule do papiro, uma das plantas que melhor se adaptaram ao sistema, também podem ser usadas para artesanato na confecção de produtos como papel ou luminárias", afirma Barbosa.
Por ser considerado de baixo custo, o sistema é ideal para pequenas propriedades. A água gerada pode ser utilizada para a irrigação de plantações e as plantas podem servir como uma fonte de renda extra pela exploração comercial das flores e fibras vegetais.

Fonte:
http://www.esgotoevida.org.br/
www.mma.gov.br/

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Estudo analisa a reciclagem de pneus

Em 2006, foram reciclados no Brasil 48,1 milhões pneus de automóveis, o equivalente a 240,6 mil toneladas. No mesmo ano foram produzidas no país cerca de 54,5 milhões de unidades. Outras 28,6 milhões foram importadas, sendo parte comprada para reforma e venda como pneus meia-vida.
Considerando que 18,7 milhões de peças foram exportadas no mesmo ano, fica evidente a existência de uma preocupante questão ambiental , pelo menos, 16,3 milhões de pneus de automóvel teriam sido dispensados na natureza naquele ano.
É o que destaca um estudo feito por Jorge Alberto Tenório, da Poli-USP. É um trabalho, que apresenta as tecnologias utilizadas no Brasil para a reutilização, reciclagem e valorização energética do produto.
O estudo também avaliou o passivo ambiental de 2002 a 2006, com base em dados coletados em instituições como a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Ao calcular o número de “pneus produzidos, importados, exportados e reciclados nesse período, temos uma média de 14,9 milhões de pneus que teriam sido gerados e descartados na natureza anualmente, uma vez que supostamente não houve coleta e destinação correta desse material”, afirma o engenheiro ambiental Antônio Ferraz.
Um dos pontos positivos da resolução foi à “criação do cálculo que permite estabelecer o objetivo para a reciclagem de pneus, cujo percentual precisa estar acima do nível de produção a fim de eliminar o passivo ambiental existente”, relata Ferraz.
A quantidade reciclada, em unidades ou peso, é reportada anualmente pelas empresas de reciclagem e associações ao Ibama por meio do Relatório Anual de Atividades do Cadastro Técnico Federal (CTF). No caso dos pneus importados, a reciclagem de pneus antecede a liberação dos pneus novos importados.

Vantagens da recapagem e recauchutagem

Entre as vantagens da recapagem e recauchutagem de pneus estão o emprego de apenas 25% do material utilizado na fabricação de um pneu novo e a economia de 57 litros de petróleo por pneu reformado. "Isso representa uma economia de 798 milhões de litros de óleo diesel por ano ao Brasil", disse Ferraz.
O descarte de pneus usados chega a atingir, anualmente, a marca de quase um bilhão de unidades em todo o mundo, segundo dados da Associação Japonesa dos Fabricantes de Pneus Automotivos.



A longa espera por um transplante

A carência de doadores de órgãos, vivos e mortos, é ainda um grande obstáculo para a efetivação de transplantes no Brasil. Hoje, a espera por uma doação atinge 70 mil brasileiros. A falta de informações também é um grande problema que limita o número de doações.
O curioso é que quando ocorrem em decorrência de tragédias midiatizadas, como o caso da jovem Eloá Pimentel que constatada sua morte cerebra,l a família doou seus órgãos, registra-se um aumento do número de doações no país.
No Brasil, cada Estado possui uma central de transplantes que é interligada com a central nacional, responsável pela distribuição dos órgãos doados. Existem três tipos de potenciais doadores: o doador vivo, que pode doar parte do rim, fígado e pulmão, além da medula óssea; o doador com morte cardíaca, que pode doar somente as córneas; e o doador com morte cerebral, que pode doar múltiplos órgãos.
A doação só é efetivada, no caso do doador com morte cerebral, após esta pessoa passar por um protocolo de avaliação que é único em todo o mundo, e certifica definitivamente que o paciente está com morte cerebral. Em seguida, é chamada a equipe médica que fará a retirada dos órgãos. Cada órgão tem um tempo para ser colocado no receptor. O coração e o pulmão de quatro a seis horas; o fígado e o pâncreas até 12 horas, os rins de 24 a 48 horas e as córneas até sete dias. No caso de doadores vivos, o transplante ocorre de forma simultânea, ou seja, na medida em que o órgão é retirado do doador, é implantado no receptor.


Doações em Santa Maria

Em Santa Maria, cidade da região central do RS, cada hospital possui a sua Comissão Intra-Hospitalar de Captação de Órgãos e Tecidos, que é responsável pelo processo de captação, retirada e encaminhamento de órgãos para transplante. O nefrologista Dr. Rafael Cauduro, integrante da comissão intra-hospitalar do HUSM, Hospital Universitário de Santa Maria, e do Hospital de Caridade, estima que se todos os pacientes que falecem por morte cardíaca, doassem suas córneas durante um ano em Santa Maria, acabaria com a fila de espera por este órgão no Brasil. Cauduro acredita que o grande problema da falta de doadores ainda é o pouco esclarecimento da população sobre a situação.

Depoimento de quem já recebeu órgão:

"Antes do transplante, a vida era muito difícil, eu não tinha disposição nenhuma pra sair de casa. Até comer era complicado. Além disso, três vezes por semana eu precisava vir até Santa Maria para fazer hemodiálise.
O problema é que onde eu moro não tem ambulância, por isso vinha de ônibus. Eram três horas de viagem até o hospital, às vezes fazia diálise só por duas horas (o ideal seriam quatro) porque precisava voltar para rodoviária.. Agora tenho uma vida normal, posso sair e sou muito mais disposto. Queria conhecer as famílias que me ajudaram, mas é muito difícil. Gostaria que eles soubessem que graças a Deus e a esse ato de superação, hoje eu estou bem."
Wilson de Moura - recebeu um rim há quatro anos.

Depoimento de quem doou órgão:
"Eu acredito que os familiares dos receptores devem ter ficado rezando pela gente, porque ficamos bem. Apesar de ele ser novo, ter 42 anos, dois filhos e ser totalmente saudável, foi algo que aconteceu de repente, nos pegou de surpresa. Mesmo assim ficamos bem, Quando aconteceu foi um choque pra gente. Mas eu nem esperei a comissão vir fazer a abordagem. Quando constataram a morte cerebral, eu fui até os médicos e avisei que meu irmão era doador. Nem perguntei ao meu pai e minha mãe. Sabia que esta era a sua vontade e que se começássemos a ponderar, acabaríamos vacilando, porque o maior medo que os familiares têm é de que o paciente não esteja realmente morto. É muito difícil tu ver o corpo corado, quente, com o coração pulsando e ter de se convencer que a pessoa não está mais lá. O sentimento que fica é o de ter ajudado alguém. É confortante saber que existem pessoas que foram salvas pelo meu irmão. Ele ajudou oito pessoas, e eu sei que onde estiver, com certeza está feliz." Maria Eliane Savegnago , enfermeira ,doou os órgãos do irmão.

Por Denise de Oliveira

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Estudos comprovam impactos de compostos químicos sobre animais

O uso de aparelhos de ar condicionado, geladeiras, automóveis ou até mesmo um simples copo plástico. No entanto, tais benefícios podem estar vinculados a uma série de problemas ambientais que trazem sérias conseqüências para a saúde humana e para a manutenção dos ecossistemas. O alerta é resultado do trabalho conjunto de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG) para estudo do impacto da radiação ultravioleta B (UVB) e do bisfenol A em crustáceos.
Modelos animais
Na FURG, o efeito do bisfenol A tem sido avaliado no desenvolvimento de larvas de caranguejos pelo professor Pablo Elias Martinez, que trabalha em colaboração com a UFRJ. "Freqüentemente, os mamíferos são os modelos de estudo nessas investigações, devido a sua maior semelhança com os seres humanos”.
No entanto, muitos dos efeitos desses compostos químicos podem ser melhor avaliados em outros grupos, como nos crustáceos, cujos sistemas orgânicos são estruturalmente menos complexos e, ao mesmo tempo, mantém um caráter conservativo de muitos mecanismos celulares e moleculares.
De acordo com o grupo, esses animais habitam ambientes variados, como o terrestre, de água doce e salgada, além de suportar condições extremas de temperatura, o que os credencia como bons modelos de estudo, tanto em ambientes naturais, como em laboratório.
"Os crustáceos são um excelente modelo animal em pesquisas que investigam os efeitos de fatores ambientais sobre os organismos animais e suas conseqüências para o meio ambiente", destaca o acadêmico do curso de Biologia Leonardo Valquez .
Os resultados, publicados em revistas científicas e apresentados em congressos, ressaltam a relevância da pesquisa, que evidencia em análises celulares e moleculares os efeitos deletérios dos clorofluorocarbonos e do bisfenol A.


Radiação ultravioleta B (UVB)
A radiação UVB, que não atinge naturalmente a superfície terrestre, vem sendo intensificada pela destruição da camada de ozônio por substâncias como os clorofluorocarbonos - compostos químicos liberados durante a utilização de sistemas de condicionamento de ar, compressores de geladeiras e alguns tipos de sprays.
Estas substâncias comprometem a função primordial da camada de ozônio, que é reter a passagem de alguns comprimentos de onda da radiação solar, entre elas a radiação ultravioleta B (UVB).


Bisfenol A
O bisfenol A faz parte da constituição de copos plásticos descartáveis e garrafas pet. Está também presente no revestimento de latas de conservas, de refrigerantes, de cervejas e até mesmo em mamadeiras.
Quando estes recipientes são aquecidos ou expostos a mudanças de pH, liberam o bisfenol A, que mimetiza ação de hormônios estrógenos, podendo provocar alterações hormonais capazes de comprometer órgãos como o cérebro, a próstata e as glândulas mamárias, ou provocar distúrbios durante a puberdade.


Marcadores moleculares
As pesquisas agora divulgadas evidenciam os efeitos da radiação UVB e do bisfenol A em camarões e caranguejos. Os estudos são realizados através de metodologias que utilizam marcadores moleculares em diferentes tipos de células do sistema nervoso e visual destes crustáceos, especialmente células gliais, que com os neurônios participam das funções do sistema nervoso.
Resultados obtidos no sistema visual de caranguejos adultos após a exposição à radiação ultravioleta mostram alterações nos fotorreceptores compatíveis com as alterações típicas de morte celular. De acordo com as pesquisas, algumas substâncias celulares que são ativadas e que podem causar morte celular foram avaliadas, e o grupo agora pretende verificar se as células têm competência para ativar seus mecanismos de defesa e recuperar suas funções.
Além de indivíduos adultos, são estudados ovos de crustáceos, em experimentos que simulam a incidência da radiação UVB nos ambientes naturais. Os resultados obtidos na UFSC e UFRJ evidenciam alterações celulares e moleculares produzidas pela radiação no desenvolvimento embrionário de camarões de água doce.

Fontes:http://www.ufsc.br/ e http://www.ufrj.br

domingo, 23 de novembro de 2008

O que é progresso técnico em economia?

A resposta está no trabalho desenvolvido pelo acadêmico da UNIFRA Luis Pedro Saccol Fros, sob orientação do professor Alexandre Reis sobre o desenvolvimento da Economia brasileira no período de 1990 até 2001. Esse desenvolvimento é chamado de Progresso Técnico e explica a evolução econômica do país.

A metodologia utilizada para o desenvolvimento do trabalho é a contabilidade do crescimento (Growth Accounting), método tradicional que segue a perspectiva neoclássica, desenvolvida por Robert Solow, prêmio Nobel em Economia. A contabilidade do crescimento é um método empírico que permite calcular o progresso técnico na economia como um resíduo. Partindo de uma função de produção tradicional neoclássica e a partir de hipóteses sobre distribuição de renda e manipulações matemáticas chega-se a uma expressão onde a Produtividade Total dos Fatores (PTF) é calculada como um resíduo. Este resíduo é obtido como a taxa de crescimento do produto menos a contribuição dos insumos ao crescimento econômico, a partir de uma função de produção do tipo Cobb-Douglas.

Os estudos revelam que no início da década de 90 o progresso técnico brasileiro foi lento, com melhora a partir de 1992. Em 1994 houve uma queda, melhorando nos dois anos seguintes. Mas é a partir de 2000 que há uma retomada no crescimento do progresso técnico. A oscilação do progresso técnico nesta década deve-se ao efeito da modernização da economia interna, abertura comercial e ao abandono do modelo de substituição de importação.

Corrupção como objeto de estudo

A corrupção tem sido um tema debatido por diversas ciências, entre elas as Ciências Políticas, a Sociologia e a Psicologia. Em vista dos danos que causa ao funcionamento da economia e às relações sociais, coube à Ciência Econômica ampliar suas investigações sobre esta questão. É essa linha que percorre o trabalho de pesquisa Economia e Corrupção: um novo debate nas Ciências Econômicas, desenvolvido pelos acadêmicos da Unifra, Leonardo Dalla Nora (Ciências Contábeis) e Cléber Veríssimo Bortoluzzi (Economia).
Considerada o maior obstáculo para o desenvolvimento, a corrupção aprofunda o fosso entre ricos e pobres, enquanto elites vorazes saqueiam o orçamento público. Isso acarreta distorções na concorrência, porque obriga empresas a desviar importâncias cada vez maiores para obter novos contratos. A corrupção mina as bases da democracia, arrasa a confiança no Estado, destrói a legitimidade dos governos e a moral pública. Daí até a formação de um Estado anárquico onde proliferam as tensões entre classes sociais (que se tornam cada vez menos propensas a normas, regulamentos, e buscam somente suas satisfações sem importar-se com a conseqüência de seus atos) é só um passo. No longo prazo, ocorre uma total inobservância da ideologia de desenvolvimento e é possível prever repercussões negativas na estrutura desse Estado antes organizado para proporcionar desenvolvimento e bem-estar social.
O principal problema que os economistas encontram ao analisarem a corrupção é na hora de fazer sua mensuração. Os dados obtidos baseiam-se em estimativas complexas e não em dados absolutos, o que dificulta análises mais precisas. Com o objetivo de mostrar como o comércio ilegal e corruptor tem impactos negativos sobre o crescimento econômico e impedem o exercício das atividades planejadas e executadas regularmente pelo Estado, os acadêmicos optaram por uma pesquisa de natureza qualitativa de caráter exploratório e utilizaram dados coletados mediante pesquisa bibliográfica.
Ao término da pesquisa, ficou claro que a deterioração dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, descende da sucessiva inoperância estatal nas suas mazelas administrativas, onde a não valoração de algumas premissas essenciais da moralidade acabam promovendo procedimentos ilegais. Nasce, portanto, um Estado desorganizado e corrupto; enquanto 'cai por terra' a base fundamental do desenvolvimento social.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O que é ressonância magnética?

Em 3 de Julho de 1977 ocorreu algo que mudaria o cenário da medicina moderna, embora mal tenha sido notado fora da comunidade das pesquisas médicas: foi feito o primeiro exame de ressonância magnética em um ser humano.
Em conjunto com os pulsos de energia das ondas de rádio, o aparelho pode selecionar um ponto bem pequeno dentro do corpo do paciente, construindo um mapa em 2-D ou 3-D dos tipos de tecidos focados. Então, ele junta essas informações para criar imagens em 2-D ou 3-D.
A verdade é que esse exame fornece uma visão sem igual do interior do corpo humano. O nível de detalhes que podemos ver é extraordinário quando comparado com qualquer outro tipo de exame de imagens.
A ressonância magnética é o método preferido para o diagnóstico de muitos tipos de traumas e doenças devido a sua incrível capacidade de personalizar o exame de acordo com o problema médico especifico.
Ao modificar os parâmetros dos exames, o aparelho de ressonância pode fazer com que os tecidos do corpo apareçam de maneiras diferentes. E isso é muito importante para o radiologista (que lê o exame) determine se algo visto é normal ou não.
Os sistemas de ressonância magnética também podem fazer imagens do sangue circulando em praticamente qualquer parte do corpo sem mostrar o tecido ao redor. E o que é mais impressionante, em muitos casos, o aparelho consegue fazer isto sem injeção de contraste, que é necessário na radiologia vascular.
O fato dos aparelhos de ressonância não usarem radiação ionizante é um conforto para muitos pacientes, assim como os materiais de contraste têm uma incidência de efeitos colateral muito pequena. Outra grande vantagem da ressonância magnética é sua capacidade gerar imagens de qualquer plano axial, sagital e coronal.

Alto custo

Os equipamentos de ressonância magnética são extremamente caros, o que acaba deixando, conseqüentemente, os exames caros também. Embora possa ser solicitado para diagnosticar diversas doenças e lesões, não é de acesso a todos os cidadãos imediatamente, o que gera grande fila de espera no Sistema Único de Saúde.
Em Santa Maria não são realizados exames de ressonância magnética pelo SUS. Os pacientes são encaminhados a Santo Ângelo que pertence a 12º CRS. O encaminhamento do exame deve ser feito junto a Secretária Municipal de saúde, que se responsabiliza pela lista de agendamento para o gestor estadual, que é quem providencia a verba de pagamento do exame. A verba que possibilita o exame é Federal, através do Sistema de Informações Ambulatoriais SIA/SUS. Os pacientes são levados até Santo Ângelo através de Microônibus ou veículos menores por conta da Prefeitura Municipal.
De acordo com Jacinda Lehmen Stahl, Assessora Técnica/ Regulação e Gerência de Controle e avaliação dos serviços de Saúde SMS/ Santa Maria, As cotas dos exames seriam mensais, mas o município depende do Estado para liberá-las. Santa Maria tem tido acesso em média de apenas 150 exames ao ano.

Nanotecnologia é uma esperança para a cura do câncer

O governo do EUA está investindo maciçamente em pesquisas de nanotecnologia no combate as células cancerígenas. No ano de 2008 já somam oito centros instalados pelo país com o propósito de desenvolver e testar as novas pesquisas.
A idéia de utilizar as nanopartículas como instrumento para combater a doença surgiu através de uma sugestão de um técnico em radiação, John Kanzius. O técnico decidiu por sua conta e risco, injetar sulfato de cobre no corpo humano e logo irradiar o paciente com ondas de rádio. A combinação dessas ondas com o sulfato de cobre faz com que haja uma vibração que libera um calor que destrói as células cancerígenas. Foi o começo das descobertas e das pesquisas em nanopartículas no combate à doença.
As nanopartículas que são capazes de ser adaptadas a necessidade do paciente, podem levar dentro delas a substância radioativa, capaz de destruir as células cancerosas. As nanopartículas se parecem tanto com a célula original que enganam as células cancerosas que as deixam ingressar no seu corpo celular. É nesse momento que elas iniciam seu trabalho de distribuição da substância radioativa, bombardeando as células e as destruindo.
O grande segredo segundo especialistas e pesquisadores norte americanos para que a infiltração celular aconteça está na formação da capa celular, capaz de enganar as células cancerosas coibindo assim, uma possível rejeição, e facilitando a atuação da substância curativa.

Os números da doença
O câncer foi a causa de 7,6 milhões de mortes durante o ano de 2007 no EUA, e representou 13% de todos os falecimentos no país, o que fez com que nos últimos 10 anos o governo dos Estados unidos destinasse US$ 4 bilhões anuais para a pesquisa com o foco de solucionar o problema. A nanotecnologia foi a prioridade no desenvolvimento e contou também com um grande orçamento ofertado pelo governo que direcionou US$ 144 milhões para fundar os oito centros de pesquisa do país.
No Brasil, o Inca, Instituto Nacional do Câncer,divulga as estimativas da doença a cada dois anos e publica livros que ajudam os brasileiros a entenderem mais a doença e tratá-la de forma preventiva. O câncer mais freqüente entre os brasileiros é o de pele que atinge uma média de 120 mil cidadãos por ano.

Fontes aqui e aqui.

Por Clarissa Pippi

Cuidado com o volume

O pequeno e inofensivo mp3 player virou alvo da sociedade Brasileira de Otologia, inclusive com um dia especifico para a campanha de baixar o volume, dia 10 de novembro.
A data vem alertar da epidemia que pode assolar os jovens, crianças e adultos, “a surdez”.
Os tocadores de mp3 possuem uma potência muito elevada, em volume máximo, podendo chegar a 120 dB, o que equivale ao barulho de uma turbina de um avião em decolagem. Alguns países limitam o volume máximo na fabricação destes aparelhos, como o Canadá. No Brasil não há nenhuma restrição.
O Comitê Científico Europeu de Riscos à Saúde divulgou no início de outubro deste ano um estudo que comprova que o uso de mp3 player com fone intra-auricular (dentro do ouvido) favorece a perda de audição, e que adolescentes e jovens na casa dos 20 anos não perceberiam a diminuição da capacidade auditiva imediatamente. Os efeitos nocivos da música alta só serão percebidos em uma década ou quando entrarem na casa dos 30 anos, avalia a pesquisa.
De acordo com o estudo, os grupos mais expostos a riscos são aqueles que ouvem mp3 player ao menos cinco horas por semana. Porém, os malefícios podem ser notados mesmo para quem ouve apenas 28 segundos por dia de música alta e que boa parte dos jovens ouve música no mp3 com sons entre 100 e 115 decibéis, quando o nível recomendado é sempre inferior a 60 decibéis. ” A dificuldade está em respeitar os 60 dB, pois escuto o que gosto, e conseqüentemente alto para nada me atrapalhar”, diz Gelson Pereira de Lima, 26 anos.
Além da perda de audição, o som muito alto de tocadores de mp3, pode agredir o ouvido de outras formas, causando zumbido, forte dores de cabeça, insônia e dificuldade de entendimento. Ou seja: pessoas jovens terão problemas auditivos muito antes que seus pais e avós. A surdez relacionada à exposição a sons intensos é "cumulativa".
Uma vez cessado o fator causador (exposição a ruído), a perda de audição estaciona, mas não regride.
Segundo o Dr. Luis Carlos Carpes, especialista na área de otologia em Santa Maria, afirma que o maior problema está nos pais que permitem o uso excessivo dos fones, pois o fone mesmo que utilizado em volume baixo, mas excessivamente pode causar danos a longo prazo, além de otites e irritações locais, devido o ouvido ser um aparelho sensível. O controle do volume cabe de uma conscientização, pois o mp3 é um aparelho novo e vamos detectar seus problemas em longo prazo.
O uso de mp3 e similares apresentam maior risco, pois os fones estão inseridos no canal auditivo e levam o som diretamente à membrana timpânica, sem nenhum meio de proteção às delicadas estruturas que compõem a orelha interna. Os fones tipo concha são os mais benéficos, claro, se usados em uma intensidade sonora adequada.
“ O uso de fones concha complica devido a praticidade, muitas vezes o fone me incomoda e doe a orelha mas, já virou hábito”, diz Edson Romitti, 24 anos.

Para proteger o ouvido, a Sociedade Brasileira de Otologia dá algumas dicas:
• Deixe o volume do tocador de mp3 na metade do volume máximo do aparelho;
• Fique atento para que o som saído dos fones não seja ouvido pelos amigos ao redor;
• Evite ficar muitas horas seguidas ouvindo mp3;
• Procure ajuda médica tão logo seja percebida qualquer alteração da audiçãoSão pequenas atitudes capazes de produzir grandes benefícios para o ouvido. E dessa maneira você será recompensado com muitos anos de sons agradáveis, prazerosos e memoráveis, apenas cuidando da sua saúde auditiva.

Preocupada com a alta incidência de problemas auditivos em nossa população, a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO) promove, desde 2004, a Campanha Nacional da Saúde Auditiva. A iniciativa, que conta com o apoio da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), traz um amplo programa de informação que tem como objetivo conscientizar a população, esclarecendo sobre a perda auditiva, seu impacto social, suas diversas causas e as possibilidades atuais de tratamento. A Campanha tem um canal de atendimento à população sobre dúvidas sobre audição, perda auditiva, atendimento médico, aparelhos auditivos e doenças. O canal para você esclarecer dúvidas, se divertir com jogos, saber sobre os cuidados com seu ouvido e muito mais você pode conferir no site
http://www.saudeauditiva.org.br/

UNIFRA ganha destaque no Salão de Iniciação Científica da UFRGS

A pesquisa "Lipodistrofia e redistribuição de gordura corporal em crianças e adolescentes com HIV tratados com terapia antiretroviral" foi um dos destaques do último Salão de Iniciação Científica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Com a autoria da acadêmica de nutrição da UNIFRA, Tamirys Cabreira, e a orientação das professoras Vanessa Ramos Kirsten e Cristina Machado de Moraes, o trabalho vem sendo desenvolvido desde abril de 2008 no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).

Lipodistrofia é o nome dado às mudanças na forma do corpo. A doença é um conjunto de alterações metabólicas, como as alterações nos níveis de colesterol, triglicerídeos e resistência à insulina. Além das alteraçãoes metabólicas, há também as morfológicas como a de redistribuição de gordura corporal, criando um acúmulo na região abdominal e toráxica, aumento da gordura visceral e alargamento da região dorso-cervical. Essas alterações são encontradas em pacientes HIV/AIDS, quando estes fazem uso da terapia antiretroviral de alta potência (HAART). "A Síndrome lipodistrófica do HIV tem sido associada como um dos efeitos colaterais mais comuns em pacientes em uso de HAART, principalmente dos inibidores de protease, uma classe de medicamentos antiretrovirais", explica Tamirys.

A investigação tem como objetivo avaliar as características de síndrome lipodistrófica em crianças e adolescentes que tenham HIV e façam uso do tratamento de HAART. "São coletados dados de estado nutricional, como peso e altura, de distribuição de gordura, tais como circunferências e pregas cutâneas e exames laboratoriais de perfil lipídico e metabólico", complementa a acadêmica.

Junto à coleta de dados, são realizadas orientações nutricionais para os responsáveis pelas crianças e adolescentes. Com um controle alimentar e de medicamentos, as alterações metabólicas podem ser tratadas. Já para o tratamento das alterações morfológicas existem medidas reparadoras como a lipoaspiração de giba (também conhecidas como "pelota cervical") e parede abdominal. "Essas medidas foram adotadas a fim de minimizar distúrbios emocionais e psiquiátricos nestes pacientes", diz Tamirys. Quanto aos resultados, ela explica que ainda não foram avaliados estes dados estatisticamente, portanto ainda não se pode afirmar se os pacientes apresentam uma redistribuição da gordura corporal.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Feira do Livro revela a preocupação dos gaúchos com a saúde

Entre muitas palestras, autógrafos, atividades artísticas, o corre - corre atrás de promoções, típico da Feira do livro de Porto Alegre, uma banca chama a atenção. Pessoas quase atravessam as janelas que separam o comprador do vendedor. A banca não anuncia nenhuma promoção, mas é o único estande entre os 123 da Feira que comtempla a literatura mais específica da área da saúde.
A editora Artmed que começou em 1973 com apenas livros médicos nacionais e importados, já conta hoje com publicações em várias áreas. Saúde mental, biociências, educação, administração hospitalar entre outros temas.
Raquel Flor trabalha no estande da editora e está surpresa com o número de livros que foram vendidos. Entre muitos médicos, estudantes de medicina, enfermeiros estão as pessoas que não possuem a formação acadêmica na área médica, mas querem informar-se sobre sua própria saúde.

Ela cita como um dos mais vendidos, o livro de Judith S. Beck, Pense magro, um best -seller nos Estados Unidos com mais de 120 mil exemplares. A obra esta á venda ao redor do mundo e já conta com 16 traduções.
Mas o que há de diferente neste livro? Segundo Raquel, "ele trabalha com a auto-estima das pessoas que vivem fazendo dietas e não perdem peso".
O livro propõem ensinar através de passos e exercícios específicos o cérebro a pensar de uma forma mais leve, ou melhor, mais magra. A autora afirma em uma de suas entrevistas que "trata-se de um programa psicológico e não de uma dieta alimentar. Não lhe diz o que comer. Você pode estabelecer a dieta de sua preferência, desde que ela seja nutritiva. O programa ensina o leitor a comer conforme o esperado e a responder a pensamentos sabotadores como eu não quero que, eu não tenho que ou eu não consigo" - esclarece Judith.
O livro mais vendido na banca da Artmed apresenta o perfil da sociedade contemporânea que tem consciência em buscar uma vida mais saudável. As dietas milagrosa não se solidificam ou atingem no máximo metas de pouca durabilidade.
Talvez seja este o grande sucesso da autora que é diretora do Instituto Beck de Terapia Cognitiva, na Filadélfia e professora associada de psicologia clínica no Departamento de Psiquiatria da Universidade da Pensilvânia, a vontade de emagracer não basta para realmente perder penso, é necessário reavaliar condutas e pensamentos para estimular o cérebro a ser mais saudável e determiná-lo a cumprir suas funções de uma maneira saudável e dinâmica.
Por Denise Braga Lopes

sábado, 15 de novembro de 2008

A verdade sobre os remédios para emagrecer

A obsessão por formas perfeitas fez com que o Brasil ganhasse um título preocupante. Pesquisa realizada pela ONU revela que o país é o campeão no consumo de anfetamina – substância presente na maioria dos remédios para emagrecer. Especialistas alertam para o uso indiscriminado dessas drogas que, se tomadas sem orientação médica, podem causar efeitos graves como a depressão e a dependência química.
No entanto, por ser supostamente a forma mais rápida e fácil para perder os quilinhos a mais, milhares de brasileiros apelam para esses medicamentos sem ao menos saber dos efeitos que podem causar no organismo.

Mas por quê?
O acesso fácil a esses remédios é um dos fatores de tal número de consumidores. A nutricionista Irene Barros, destaca também o culto exagerado à estética pelos brasileiros. "A beleza aqui é valorizada pelo corpo. Isso, junto ao fato de ser um país tropical e liberal, faz com que as pessoas estejam sempre preocupadas em estar em forma", afirma.
E nessa busca impaciente pela boa forma, as pessoas apelam para qualquer tipo de oferta que prometa os resultados desejados. Foi o que aconteceu com a lojista Raquel Andrade Nunes, 27. Mesmo estando apenas cinco quilos acima do peso, ela buscou uma dessas fórmulas mágicas anunciadas no rádio e na TV. Sem nenhuma indicação médica começou a tomar os medicamentos. Resultado: nenhum quilo a menos e vários efeitos indesejáveis a mais. "Os remédios afetaram meu intestino que parou de funcionar totalmente. Comecei a ficar inchada, preguiçosa para os exercícios e, pior, 'enorme', reclama.
Após a procura de médicos especializados e nutricionista, a comerciante obteve os resultados pretendidos anteriormente."Gradativamente eles foram retirando a medicação. Hoje, sem remédios, mantenho os 55 kg só com dieta equilibrada e exercícios. Auto-medicação nunca mais", garante.

“Tira teima”
Mas qual é a verdade sobre estes medicamentos? Quais os benefícios? Que problemas podem trazer? Vale trocar a estética pela saúde? Não é preciso pesquisar muito para saber os males das “pílulas mágicas”.
“Existem três classes desses remédios. Não há contra-indicações, desde que eles sejam bem administrados e não haja abuso na posologia. O ideal é começar com uma dosagem baixa e analisar o perfil do paciente para saber suas necessidades. Fazer exames para ver qual medicação se adapta a massa corporal da pessoa. Exames cardíacos e sanguineos também são obrigatórios para poder fazer o tratamento. Adolescentes, idosos, grávidas, mulheres no período de amamentação e pacientes com problemas psiquiátricos não devem tomar esses tipos de medicamentos. O problema é que sempre há alguém conhecido que já se submeteu a um tratamento desse tipo. A facilidade na obtenção de receitas, sem pedir exames, sem cuidados individuais. Compras pela internet sem nenhuma precação de estar ingerindo outra química. Isso leva o ser humano a se auto-destruir.”, alerta o Endócrino, Dr. Cláudio Teixeira.
Segundo Teixeira, os efeitos colaterais costumam ser os mesmos para todas as classes desses remédios. Tanto os catecolaminérgicos como os serotoninérgicos causam sono ou insônia, diminuição da libido, boca seca, nervosismo, obstipação intestinal, desconcentração, fraquezas momentâneas, ansiedade e taquicardia. Para controlar os últimos sintomas, os médicos costumam associar os medicamentos a ansiolíticos.
Vale ressaltar que os especialistas devem recomendar essas cápsulas apenas aos pacientes com IMC acima de 30 kg/m2 ou acima do IMC 25 kg/m2, quando eles apresentam também alguma co-morbidade associada à obesidade, como diabetes ou hipertensão. Além disso, seu uso só pode ser feito após prescrição médica.

Se você usa anfetaminas há anos ou meses, saiba que existem outras opções medicamentos, além de psicoterapeutas especializados em Transtornos Alimentares. Confira algum deles:

Sibutramina
– Possui outro mecanismo de ação, pois age nos dois centros (serotonina e noradrenalina). Já foi testado em todos os tipos de pacientes, por isso tem uma abrangência maior. Sua dosagem deve ser entre 10 e 15 mg diárias. Existem dois tipos: subtramina anidra e cloridrato monoidratado de sibutramina. Ainda não há estudos que comprovem a eficácia da subtramina anidra, além de ter origem desconhecida. Por isso, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe a sua importação no Brasil.

Anfepramona
– É potente na diminuição do apetite e um dos que provocam menos efeitos colaterais. Age no núcleo do hipotálamo para inibir a fome. Estudos comprovam que tem grande eficácia, mas apresenta altos índices de dependência quando usado em exagero. As doses diárias são até 120 mg, divididas em duas vezes ao dia. Pode ser encontrado na fórmula de remédios, como Dualid S, Hipofagin S e Inibex.

Topiramato
– Surgiu no mercado como um anticonvulsivante, aliado no combate à epilepsia infantil e enxaqueca. Uma pesquisa feita pelo Instituto de Psiquiatra da UFRJ e Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (Iede) comprovou que este medicamento diminui em até 70% a compulsão alimentar. Ao contrário do que muitos pensam, a compulsão alimentar vai além do ato de devorar um pacote de biscoitos. Esse transtorno, que atinge cerca de 30% dos obesos, consiste no descontrole do consumo de muitos alimentos rapidamente. Geralmente essas pessoas comem escondidas das outras, no mínimo duas vezes por semana e acabam passando mal depois. O abuso desse medicamento pode causar até anorexia. Seu nome nas farmácias é Topamax.

Rimonabanto - Em abril de 2007, a ANVISA aprovou o registro de um remédio que prometia mexer nas estruturas corporais. O Acomplia ou pílula antibarriga, à base de Rimonabanto, como é chamada, é usada no tratamento da gordura localizada na região da cintura. Mas, ao contrário do que pensam, não é milagre. A pílula tem contra-indicações e efeitos colaterais. Ela só deve ser usada em casos de obesidade e não para aquela barriguinha saliente, que se forma por questão de dois ou três quilinhos. De qualquer forma, mais de 50% dos brasileiros se encontram neste quadro e, para eles, o remédio pode ser muito eficiente. As pessoas que têm a circunferência acima de 80 cm são fortes candidatas ao medicamento. Em média, se tomado corretamente, o Acomplia promete reduzir até oito centímetros ao redor do abdômen em um ano. Mas ele não é mágico. Para que funcione, é preciso conciliar dieta com exercícios.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Pesquisa investiga os riscos das nanopartículas

Uma comissão científica britânica que estuda a poluição atmosférica encomendou uma pesquisa para saber os riscos das nanopartículas. Preocupados com avanço da nanotecnologia e consequentemente o aumento de produtos à base de nanopartículas. Eles pretendem identificar com os resultados da pesquisa se as nanopartículas causam algum risco à saúde, e se caso houver quais são.

Hoje calcula-se que haja pelo menos 600 produtos disponíveis no mundo todo que contenha algum tipo de nanopartícula, e a estimativa e que cada vez mais o seus usos vão aumentar. Segundo John Lawton, presidente da comissão científica e citado hoje pelo jornal britânico "The Guardian", a falta de estudos sobre os possíveis efeitos das nanopartículas é preocupante porque atualmente se ignora os efeitos danosos para o meio ambiente e o metabolismo humano. "Não queremos ser alarmistas, mas quanto mais rápido soubermos mais coisas sobre isto, melhor. O que dizemos ao Governo é que tem que fazer algo... e com urgência", declarou Lawton.

As nanopartículas que podem ser 100 vezes menores que um vírus, são usadas em produtos como protetores solares, roupas esportivas e suplementos alimentares. Um exemplo é o dióxido de titânio, ele é usado nos cremes para a proteção dos raios solares e é bastante eficaz para prevenir o câncer de pele.

Segundo a professora de toxicologia da Universidade Napier, em Edimburgo, na Escócia, as nanopartículas demonstraram ser tóxicas em vários testes feitos em laboratório. As nanofibras de carbono, usadas na confecção de roupas coloridas sem usar tinturas, podem chegar ao meio ambiente e serem inaladas enquanto outras nanopartículas microscópicas podem ser absorvidas por vários organismos e contaminar a cadeia alimentar.

Fonte: EFE

Distúrbio osteomuscular na vida do trabalhador

Você sente fortes dores nos braços ou costas e elas não passam? Você sente isso freqüentemente? Ocorre formigamento, sensações de peso e cansaço? Cuidado! Esses sintomas podem ser causados por movimentos repetitivos que desencadeiam o DORT – Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho. Essa patologia afeta tendões, músculos e nervos, principalmente os do pescoço e dos braços e a melhor forma de evitar a doença é a prevenção.
Os DORT são um problema de saúde pública e um importante agravo à saúde do trabalhador. Podem causar incapacidade funcional, com comprometimento da saúde do trabalhador, necessidade de tratamento prolongado e, conseqüentemente, afastamento do ambiente de trabalho.
A maior incidência das disfunções ocorre na faixa etária de 30 a 40 anos, e na maioria em mulheres. Existe também um grande incidente nas indústrias. Esta síndrome já foi detectada entre operários de linha de montagem, datilógrafos, digitadores, operadores de caixa, costureiras, entre outros tipos de funções nas indústrias e nos serviços.
As maiores causas para esse problema são os movimentos repetitivos e o espaço de trabalho inadequado, que faz com que a postura seja incorreta. As conseqüências mais comuns são tendinites (inflamações nos tendões), epicondilites (inflamações nos cotovelos) e síndrome do túnel do carpo (inflamação do nervo na região do punho). É bom lembrar que apenas um fator desses, isolados, não é determinante para a ocorrência de DORT. É a combinação deles associados à freqüência, intensidade e duração que causam o distúrbio.

Pesquisa sobre DORT
A acadêmica do sexto semestre do curso de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria, Francine Cassol Prestes desenvolveu uma pesquisa sobre os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Trata-se de uma análise crítico-refexivo da leitura de produções científicas que abordam DORT em diferentes categorias profissionais e de discussões realizadas no Grupo de Pesquisas, Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem da UFSM.
Em investigação com trabalhadores de enfermagem de um Hospital Universitário foi identificado um grande número de trabalhadores (71,5%) com incidência de dor ou desconforto lombar. Da mesma forma, grande parte dos trabalhadores de uma metalúrgica (75,2%) relataram algum tipo de sintomas osteomuscular nos últimos doze meses. Outro estudo abordou ainda a alta incidência de DORT em bancários e sua associação com depressão e afastamento do trabalho.
Este estudo foi proposto como uma reflexão crítica acerca dos DORT em diferentes categorias profissionais e apontou para a incidência de DORT em diferentes categorias profissionais, o que remete à importância de se promover ações preventivas e educativas aos trabalhadores, adequando-as aos diferentes contextos organizacionais.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Comunidade: integração da família e da escola

A comunidade Nova Santa Marta, em Santa Maria, RS, abriga cerca de 5000 famílias. É nessa região que se localiza a Escola Marista Santa Marta e o Centro Social Marista Santa Marta, que atendem à comunidade, ofertando desde o ensino regular a projetos sociais que atuam em distintas frentes de ação, como a proteção integral para crianças e adolescentes, inclusão digital, inclusão produtiva, idosos e famílias.
A pesquisa desenvolvida pela acadêmica de Serviço Social da UNIFRA Larissa Carvalho Pereira, investigou o trabalho realizado pelo serviço de assistência social dessas instituições frente à comunidade. Foram observados grupos de pais que tem filhos inseridos em projetos sociais, proporcionando um espaço para reflexão, discussão, trocas de experiência, acesso a informações e conhecimentos. Nesta perspectiva de intervenção,identificaram-se sujeitos mais aptos a exercitarem seus direitos, cumprindo os seus deveres, trilhando caminhos de autonomia e emancipação.


A metodologia do trabalho propôs reuniões mensais para discussão de temáticas anteriormente estabelecidas, definindo normas e regras para o bom andamento e funcionamento do grupo. A acadêmica acredita que a escola da atualidade deve buscar a promoção de ações como a deste trabalho para aproximar a família do contexto educacional, partindo do reconhecimento das realidades sociais e do comprometimento da instituição escolar em compreender o aluno como um todo.
Larissa explica que ,como resultado da pesquisa, observou um maior interesse por parte dos pais pela vida escolar de seus filhos, além de uma busca por informações que lhes auxiliem a garantir e efetivar seus direitos. "A partir deste interesse eles se tornaram sujeitos críticos e conscientes quanto a seu papel como cidadãos", ressalta a estudante.
Por Barbara Zamberlan Alvarez

Oxitocina, o hormônio da amizade

A oxitocina é um hormônio produzido pelo hipotálamo, armazenado na hipófise posterior. Sua função é promover contrações uterinas durante o parto e auxiliar a saída do leite durante a amamentação, por este motivo é conhecida como hormônio do amor.
Mas não são apenas estas as funções do hormônio oxitocina. Em um estudo feito pelas psicólogas Laura Cousin Klein e Shelley Taylor da Universidade da Califórnia, diferente dos homens, as mulheres em uma situação de stress se tornam mais solidárias, buscando desta forma uma solução pacífica para seus problemas. A responsável por este tipo de reação nas mulheres é a oxitocina. Quando liberado para responder a uma questão relacionada ao stress, a oxitocina encoraja as mulheres e faz com que elas protejam seus filhos e procure a companhia de outras mulheres. Por este motivo, quanto mais amizades se cultiva, mas oxitocina as mulheres produzem, o que lhes proporciona um efeito calmante, intensificado pela presença do estrogênio. Já nos homens, a testosterona diminui a força da oxitocina.
Segundo a psicóloga Shelley Taylor, da Universidade da Califórnia, a amizade restaura o bem-estar, protege a saúde e prolonga a vida.
Mais aqui.

Afeto no tratamento a crianças portadoras do HIV

Desde 1982 quando foi registrado o primeiro caso de AIDS em crianças, a doença vem causando grande terror à essa faixa etária. O crescimento da AIDS no Brasil, principalmente entre as mulheres - hoje há uma mulher infectada para cada três homens com o vírus-, faz com que as crianças nasçam portadoras do vírus da doença. Ao mesmo tempo, as crianças soropositivas correm sérios riscos de serem vítimas da orfandade que vem crescendo muito nos últimos anos. Aliada à doença, a orfandade pode causar sérios problemas para a criança, já que produz grande mudança no cotidiano dela que não sabe lidar com a doença.
O número de crianças portadoras do vírus e abandonadas por seus pais vem aumentando inclusive, aqui em Santa Maria. O destino dessas crianças, na maioria das vezes, acaba sendo as casas de apoio. Sabendo que toda criança deve ter um apoio especial, acadêmicos do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Franciscano, Unifra, desenvolveram um projeto de integração, entre eles com crianças portadoras do HIV/AIDS que vivem em Casa de Apoio.
O projeto
Ana Paula Casarotto, estudante de fisioterapia e integrante da equipe, relatou em pesquisa participante, a observação desse projeto de integração dos acadêmicos e das crianças.
“Todo criança, independente da condição sorológica, precisa de carinho e atenção”, completa Ana Paula. O projeto da turma de Fisio realizou encontros semanais durante cinco meses, com duração de duas horas a cada encontro. Através de atividades lúdicas eram trabalhados o desenvolvimento neuropsicomotor (desenvolvimento do sistema nervoso, psicológico e o desenvolvimento da coordenação motora) e da motricidade das crianças. As crianças ainda eram orientadas a desenvolver um trabalho de prevenção às infecções secundárias e do desenvolvimento da autonomia e do auto-cuidado.
Melhoras na função respiratória também foram observadas devido à prática dos exercícios. Com essa melhora, infecções respiratórias diminuíram, se comparadas com as fichas médicas anteriores dos pequenos. No período que se estendeu o trabalho dos estudantes, não houve nenhum agravante em relação às doenças oportunistas.
Durante o projeto, Ana Paula percebeu que as atividades realizadas pelos acadêmicos junto às crianças estavam proporcionando o desenvolvimento da autonomia, da afetividade e do espírito de co-participação, assim como percebeu-se mudanças tanto dentro da Casa de Apoio como fora dela. “A maior recompensa do grupo, foi perceber a diferença não somente na saúde das crianças, mas também no aspecto afetivo”, completa a estudante.
Por Bruno Tech

Perfil da adolescente grávida

A gravidez na adolescência já virou uma realidade no Brasil. Desde 2005, os registros disponíveis no país revelam um significativo crescimento no número de ocorrência de gravidez na fase adolescente.
Em cima destes dados, a estudante Taísa Tatsch, desenvolveu um trabalho de caracterização do perfil dessas jovens gestantes. Junto com seus colegas, Taísa criou um projeto de pesquisa que busca identificar as adolescentes grávidas na área de abrangência da Unidade de Saúde da Família Dr. Roberto Binato, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. O trabalho consiste na caracterização do perfil das adolescentes e tem por objetivo levantar os fatores que estão envolvidos diretamente na gestação na adolescência.
Para a coleta dos dados, o grupo levou em consideração certos critérios para a seleção das adolescentes. A jovem deveria estar na faixa etária dos 10 aos 19 anos (idade que corresponde à fase da adolescência segundo a Organização Mundial de Saúde), estar grávida e residir em algum dos três bairros que compõem a região de abrangência do estudo.
Dentro desses critérios, foram selecionadas sete adolescentes para a caracterização do perfil das mesmas. A faixa etária das jovens variou entre 16 a 19 anos.
Na coleta de dados constatou-se que a primeira relação sexual das jovens, ocorreu por volta dos 15 anos. Outros dados também foram colhidos para a caracterização do perfil.
Com relação à escolaridade das adolescentes 14,2% possuem o 1°grau incompleto, 28,7% possuem o 1°grau completo, 14,2% cursaram o 2°grau incompleto, 28,7% possuem o 2°grau completo e 14,2% o 3º grau incompleto.
Quanto à renda familiar, em 57,1% das jovens a renda é de até um salário mínimo. Para 28,6% das mesmas, a renda é de um a três salários mínimos. Maior que três salários, somente para 14,3% das adolescentes que fizeram parte do estudo.
Resumindo, mais de 50% das grávidas vivem com menos de um salário mínimo por mês para atender as suas necessidades.
Outro ponto que foi levado em conta para a caracterização do perfil, foi à relação conjugal das garotas. Dentre elas, 57,1% moram junto com seu companheiro, 28,6% já são casadas e 14,3% não moram com o companheiro. Os dados comprovam que as adolescentes selecionadas, estão na mesma situação que outras jovens que já participaram de um outro levantamento de perfil. Em uma recente pesquisa realizada em São José do Rio Preto, em São Paulo, os dados recolhidos vão ao encontro dos dados recolhidos por Taísa em Santa Maria. Ou seja, a maioria das jovens gestantes continuam morando com seu companheiros após a descoberta da gravidez.
“Através dessas entrevistas foi possível analisar o perfil das adolescentes gestantes e assim buscar os fatores que configuram essa realidade. Com isso, notamos a necessidade de intensificar ações educativas de prevenção tendo como foco a gravidez na adolescência” conclui Taísa.
Por Bruno Tech

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Porto Alegre recebe o 1º Congresso Internacional de Inovação

Os americanos John Kao, especialista em empreendedorismo, e Jay Paap, consultor de empresas globais, estão entre os principais palestrantes internacionais que virão ao Brasil entre os dias 17 e 19 de novembro. O objetivo da visita é a participação no Congresso Internacional de Inovação, que acontece em Porto Alegre, Rio Grande do Sul
A primeira edição do congresso tem como foco o conceito de Inovação, seus benefícios e a discussão de subsídios para decisões empresariais, a partir dos temas: Inovação e Crescimento, Estratégias para a Inovação, Inovação e Competitividade Local e Global e o Sistema Nacional de Inovação.
O evento é realizado pelo Sistema Fiergs - Sesi, Senai e IEL, pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O Congresso Internacional de Inovação acontece no próprio Centro de Eventos Fiergs, que fica na Avenida Assis Brasil, 8787. A entrada é gratuita e as inscrições devem ser feitas com antecedência. Mais informações no endereço:
www.fiergs.org.br/inovacao.

4ª Reunião Ciência, Tecnologia e Sociedade

Acontece em Porto Alegre a 4ª Reunião Ciência, Tecnologia e Sociedade. Com o objetivo de promover a cooperação científica e tecnológica entre os países do Mercosul, o Encontro ocorre entre os dias 26 e 28 de novembro, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A reunião é organizada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em parceria com a Asociación Ciencia Hoy, a Asociación Argentina para el Progreso de las Ciencias (AAPC) e a Sociedad Uruguaya para el Progreso de la Ciencia y la Tecnología (Supcyt).
Realizado pela primeira vez no país – Argentina e Uruguai foram as sedes dos anos anteriores–, o evento será aberto ao público e não haverá necessidade de inscrição prévia.
O objetivo é contribuir para a consolidação de redes de cooperação entre pesquisadores e instituições, bem como a inclusão efetiva da cooperação científica e tecnológica nas negociações do Mercosul.

Uruguai: senadores aprovam descriminalização do aborto

O aborto é um assunto polêmico em países do mundo inteiro. Na última terça-feira, 11 de novembro, foi a vez do Senado do Uruguai ser foco dessa polêmica, com a aprovação do projeto de lei denominado Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva, que descriminaliza o aborto. Dos 30 senadores que votaram, 17 foram a favor da lei e 13 contrários. No projeto, a mulher pode optar pelo aborto até a 12ª semana de gestação.

Apesar do voto favorável do vice-presidente do Uruguai e de outras autoridades do país notórias, o presidente Tabaré Vázquez, que é médico, é forte oposição junto a igreja católica. Cabe a Vázquez emitir o veto do projeto, pois na constituição uruguaia, o presidente tem dez dias para aprovar ou rejeitar um projeto, a partir do momento em que o texto chega ao Executivo. Se vetado o projeto, os legisladores podem convocar uma sessão do Congresso para tentar derrubar o veto presidencial.


Se o projeto não for vetado pelo presidente Vázquez, será um marco para a America Latina. O Uruguai será o primeiro país a permitir o abordo sem restrições. Hoje, só em casos de estupro ou quando a mãe corre risco de vida ele pode ser realizado.

Fonte:JConline

Por Adriano Sartori

Cadê a programação de ciência nos canais abertos?

A grade de programação das emissoras de canal aberto de televisão brasileira está repleta de programas de entretenimento, seriados, novelas. E os programas de ciência onde estão?
Nos horários matinais, por volta das seis horas, alguns programas como o Globo Ciência vão ao ar. Eles trazem questões acerca dos mais variados assuntos referentes à área de ciência. Outro programa da rede Globo, o Globo Repórter, aborda, vez ou outra, temas alusivos às questões científicas. Redes como a Bandeirantes, o SBT , a Record, estão aos poucos encaixando o tema em sua programação, como forma de popularizar esses conteúdos.
Faz-se necessário uma reflexão sobre o tema. Por que tais conteúdos são tão escassos nas emissoras de canal aberto? Possivelmente uma resposta para essa questão é a pouca audiência. Está a população brasileira interessada em discutir ciência ou em se questionar acerca dos comportamentos dos personagens das novelas?
Não é uma questão de minimizar as potencialidades dos inúmeros brasileiros, no entanto, é inegável o seu desinteresse por assuntos relativos à ciência. É preciso desmitificar as abordagens que são feitas sobre o assunto, para assim despertar interesse nos telespectadores e conquistar, dessa forma, mais espaço nos canais abertos.
A descobertas de novas vacinas, hábitos de alimentação, informações sobre tecnologia, saúde, comportamento, entre outras, figuram no cenário dos assuntos que podem ser pautados como ciência. Para que a ciência esteja inserida de forma mais homogênea nos conteúdos tratados pela mídia televisa é preciso que ela seja colocada em pequenas doses, para que as pessoas “provem” e aprendam a gostar do assunto. Fazendo com que ele venha a se tornar indispensável nas exibições dos programas de TV.

Agências de notícias e o jornalismo científico

Por volta do século XIX, as Agências de Notícias surgiram para a troca de informações entre os países, encaminhando-as aos jornais da época. Hoje, seguindo o mesmo propósito de divulgar informações e notícias direto da fonte para veículos de comunicação, as agências de notícias têm dado destaque ao Jornalismo Científico.
A Reuters, agência londrina existente desde 1851, conhecida pelas informações sobre política e economia, passou a oferecer visibilidade para a comunidade científica. Exemplo disto é o espaço no site dedicado às questões ambientais.
Partindo da idéia de que com a crescente demanda de material noticioso dos tempos atuais, as agências tornam-se objetos importantes no intercâmbio de acontecimentos, fatos e pesquisas vindas do mundo todo. Para muitas empresas jornalísticas, elas acabam por tornar-se a principal fonte de informação em matérias que exigem mais profundidade. Portanto, pautar temas científicos nas Agências de Notícias pode ter como conseqüência a aproximação do público leitor com estas informações.
Aqui no Brasil, a agência Notisa é especializada neste tipo de informação e caracteriza-se pela facilidade de acesso às matérias, o site é dividido em temas como nutrição, antropologia, bioética, saúde ambiental e outros.
Ainda, é notória a presença de Agências de Notícias ligadas à universidades, que enxergam na Internet a chance de divulgar seus próprios estudos. Neste grupo destacam-se a Agência USP de Notícias e a Agência UFRJ de Notícias. E também existem as ligadas aos órgãos que investem nestas pesquisas, como a Agência Fapesp.
Como o desenvolvimento tecnológico possibilita um volume significativo de informações nas redações jornalísticas, a dificuldade de acesso à materiais científicos não pode ser mais utilizada como pretexto de escassez de notícias na área. O conveniente agora é deixar que tais matérias atravessem os critérios de noticiabilidade dos editores dos jornais e chegue até a casa do público.

Por Bárbara Henriques

Radiojornalismo comunitário na Unifra

O projeto de extensão “Radiojornalismo Comunitário” do Centro Universitário Franciscano orientado pelo professor e jornalista Maicon Elias Kroth, leva à comunidade da zona sul de Santa Maria informação e inclusão social, além ajudar na busca de soluções de problemas da população.
Realizado através do Programa de Bolsas de Extensão da UNIFRA (PROBEX), o programa Estação Notícia que vai ao ar pela Caraí FM-106,3 MHz, das sete às oito horas, nas quartas e sextas-feiras é produzido, editado e apresentado pelo estudante do terceiro semestre de jornalismo Carlos Wenceslau Júnior.
O programa que tem duração de uma hora é dividido em quatro blocos com duração de 12 minutos cada. São veiculados notícias e boletins gravados. A produção é baseada no material disponível na Internet e em releases de assessorias de órgãos públicos.
São fontes para o programa sites da Prefeitura Municipal, em primeiro lugar, devido ao valor-notícia de proximidade, Agência Rádio Web e Agência Chasque de notícias.
O Estação Notícia tem por premissa levar à comunidade da Vila Tropical na zona sul de Santa Maria, fatos que de alguma forma mexam com suas vidas, que cumpram uma função social, e faz com que o programa aborde diversos temas de perfil comunitário e de serviço, cumprindo um papel de utilidade pública, educação e cultura.
“O jornalismo comunitário se caracteriza como um gênero contra-hegemônico que rompe com os pressupostos teóricos e da prática jornalística tradicional condizentes com a grande mídia. Nesse contexto o radiojornalismo comunitário surge como um meio que busca o exercício da cidadania e que trata dos assuntos ligados à sua comunidade”, conclui Carlos Wenceslau.
Por Diogo Viedo

CNPq divulga editais

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) está com as inscrições abertas para auxílio à pesquisa. Os editais são financiados com recursos próprios do CNPq, ou de outros Ministérios e Fundos Setoriais.
Para a apresentação de um projeto de pesquisa é essencial ao candidato estar familiarizado com as regras gerais do apoio à pesquisa e as regras específicas de cada edital.

Alguns editais abertos:

· Objetivo: Seleção pública de propostas para a execução de projetos conjuntos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I), no âmbito dos Convênios bilaterais de cooperação científica e tecnológica internacional com as Américas. Encerramento das inscrições: 04 de dezembro de 2008

· Objetivo: Apoiar e promover ações integradas e cooperadas para o desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação e a capacitação de recursos humanos voltadas para o pré-tratamento, combustão e gaseificação de biomassa. Encerramento das inscrições: 21 de novembro 2008

· Objetivo: Apoiar a capacitação e formação de recursos humanos em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação na cadeia produtiva do hidrogênio e células combustíveis. Encerramento das inscrições: 20 de novembro 2008

· Objetivo: Apoiar e promover ações para ampliação da capacidade laboratorial em tecnologias de uso racional de energia dentro do contexto da Lei de Eficiência Energética (Lei 10.295/2001, de 17 de outubro de 2001). Encerramento das inscrições: 20 de novembro 2008

Confira mais editais e informações

Fisioterapia nas puérperas é objeto de estudo

A avaliação da qualidade dos atendimentos de fisioterapia prestados às puérperas, ou seja, mulheres que acabaram de ter um parto, internadas no Hospital Casa de Saúde de Santa Maria foi objeto de pesquisa desenvolvida pela acadêmica Donara Pereira do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Franciscano.
Donara investigou 24 mulheres internadas na maternidade do hospital, e que foram submetidas ao parto normal ou cesariana, durante o período de agosto de 2008.
As mulheres avaliadas estavam na faixa etária de 15 a 40 anos. Destas, 66,66% foram submetidas à parto normal e 33,33% à cesariana. Todas realizaram pré-natal. Em relação ao exame físico das puérperas, 83,33% apresentou diástase dos músculos retos abdominais, 16,64% apresentavam edema de extremidades. Quanto ao tipo de mamilo, 83,33% possuíam mamilo protuso e 16,64% plano. Foram encontradas queixas de problemas em relação à amamentação, com fissuras mamárias (37,5%), ingurgitamento (20,83%) e dificuldades para amamentar (12,5%). Quanto às queixas álgicas, os locais mais prevalentes foram lombar (95,84%) e membros inferiores (12,5%).

A fisioterapia no puerpério

O puerpério consiste na fase pós-natal, onde o corpo da mãe retorna ao estado pré-gravídico. Esta fase é caracterizada por uma série de alterações físicas e psíquicas para que o corpo materno se adapte à maternidade. O trabalho do fisioterapeuta no puerpério consiste na prevenção e tratamento de alterações nos sistemas músculo-esquelético, respiratório e circulatório.
Segundo Donara, o profissional também deve incentivar os cuidados e as técnicas para uma melhor amamentação: “orientamos as pacientes para ter os cuidados necessários e não usar uma amamentação artificial e um desmame precoce. A fisioterapia, no período do puerpério, proporciona uma recuperação mais rápida, melhora na qualidade de vida e na saúde das mulheres”.
A pesquisa descritiva integra o trabalho da equipe do curso de fisioterapia da Unifra. Desde 2004, os acadêmicos do curso realizam o acompanhamento das puéperas em práticas curriculares no módulo de Fisioterapia e a Saúde da Mulher, e durante o estágio supervisionado de Fisioterapia e Saúde.

Paulo Lauda e Adelmo Simas Genro são tema de estudo em TFG

A jornalista Fernanda de Souza Couto, formada pela Unifra, teve como tema de seu Trabalho Final de Graduação o período entre a eleição e a cassação de Paulo Lauda e Adelmo Simas Genro. Ela expôs seu trabalho de pesquisa no último Sepe, com o título Tempos de Incerteza: da eleição à cassação de Paulo Lauda e Adelmo Simas Genro (Santa Maria – 1963 - 1964).

Médico em Santa Maria, Paulo Lauda era de família de ferroviários, posição importante na época. Adelmo Genro era natural de Pelotas mas encontrava-se há bastante tempo em Santa Maria, tendo ajudado a fundar o colégio Manoel Ribas - o suficiente para que educadores da cidade se identificassem com ele.

Paulo Lauda e Adelmo Simas Genro foram eleitos prefeito e vice-prefeito em 1963 em Santa Maria - RS, tendo seus mandatos cassados em maio do ano seguinte devido à alegação de subversão ao comunismo. Segundo Fernanda, o jornal A Razão foi escolhido para ser utilizado na pesquisa por ter sua existência mantida desde a época dessa eleição até os dias de hoje, na cidade.

O trabalho é de análise do discurso sobre o sujeito político (o discurso das mídias), o discurso do político, o discurso implícito e o discurso dos boatos, baseado no jornal da época em Santa Maria. Através do estudo, Fernanda conta ter percebido que já havia uma tendência nos jornais locais contra o candidato Paulo Lauda durante as eleições, apesar de seu assessor trabalhar no principal jornal da cidade àquela época. Ela explica que, até aquele momento, ainda era permitido que assessores trabalhassem em jornais durante as eleições. Para ela, o período do AI-5 e anterior ainda podem ser muito estudados pelo campo do jornalismo e da comunicação. Há uma cópia da TFG de Fernanda no Nupec, 6ª andar do prédio 14 - campus III da Unifra, para quem quiser conferir.

Texto e Fotos: Bibiane Moreira