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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Alto rendimento no esporte

O esporte de alto rendimento é aquele no qual o atleta se prepara fisicamente para praticar determinada modalidade esportiva. Seja qual for a atividade pretendida, os desafios e dificuldades a serem trilhadas serão bastante similares e devem ser supervisionadas por especialistas da área da educação física, e este é o diferencial do atleta de alto rendimento para o esportista de fim de semana.
Segundo o preparador físico Marcelo Meliande a pessoa que pensa ser atleta de alto desempenho deve ter consciênciade duas coisas básicas: disciplina e saber das dificuldades físicas. “O esportista deve ser disciplinado e ter perseverança nos objetivos que são traçados pelo seu orientador”. “A pessoa deve ter claro de que poderá haver grandes dificuldades e que essas deverão ser superadas pela pessoa”, comenta ele.
Mesmo com treinamentos físicos diários o rendimento desses atletas são mais lentos. Segundo Meliande, se o atleta tiver um treino bem planejado os resultados aparecerão após três a cinco anos do inicio das atividades.
Lesões mais comuns e maneiras para preveni-las
Submetidos a altas cargas de exercícios e repetitivos muitos dos atletas acabam sofrendo alguma lesão durante sua trajetória no esporte. Segundo o fisioterapeuta Rodrigo Daronch, as lesões mais comuns nesses atletas estão nas articulações, joelho, ombro, ligamentar, e sua recuperação normalmente é mais rápida que em atletas comuns devido ao organismo estar mais acostumado com exercícios.

Goico recuperou-se de uma grave lesão em 8 meses - foto:Guilherme Kalsing

Exemplo de recuperação é o goleiro Goico Rossi, 36 anos, atleta do Riograndense F.C. O goleiro sofreu lesão no joelho em março de 2011e, oito meses depois, está recuperado, pronto para voltar a atuar. A recuperação ficou apenas por conta de sessões de fisioterapia.
“A fisioterapia teve um papel importante na minha recuperação. Oito meses depois da minha contusão já estou pronto para voltar aos gramados muito em virtude dos exercícios de fortalecimento e prevenção que os fisioterapeutas me passaram durante esse período”, comenta Goico.
O fisioterapeuta Rodrigo Daronch ressalta a rápida recuperação do goleiro em comparação com pessoas que não praticam esporte. “O Goico ou qualquer atleta de alto rendimento tem recuperação mais rápida que o comum, pelo fato que seu organismo está acostumado com grandes cargas físicas. Uma lesão parecida em uma pessoa normal demoraria para recuperação em torno de um ano e meio. Ele foi em oito meses”, comenta Rodrigo.
Dentre as diversas formas de prevenir as lesões nos atletas de alto rendimento como nos atletas de fim de semana a alimentação está no topo das primordiais. A orientação em torno da alimentação desses atletas é fundamental para o resultado deles nas modalidades que praticam e ai entra o papel do nutricionista.
Para a nutricionista Thamires Flores esses atletas devem ter cuidado especial na sua alimentação, principalmente tornando-a balanceada e que venha a repor as energias perdidas nos treinamentos. "O importante para esses atletas é a reposição das energias. Para isso, a orientação é consumir frutas, verduras, evitar excesso de gordura, açúcar e carboidratos controlados”, afirma ela.

Por Guilherme Kalsing

sábado, 29 de outubro de 2011

Vinho, saiba a quantidade certa

Ideal para um jantar romântico, comemorar os bons momentos, antes ou depois das refeições, o vinho é sempre uma boa pedida. Desde a antiguidade, o vinho está intimamente ligado à evolução da medicina, desempenhando sempre um papel principal. Os primeiros praticantes da arte da cura, já usavam o vinho como medicamento
A bebida, considerada remédio, nem sempre ajuda à saúde do ser humano. O vinho pode causar dependência quando ingerido em excesso. O alcoolismo foi definido como doença e os malefícios de seu consumo indiscriminado começaram a ser estudados. O álcool foi e é protagonista de campanhas de saúde pública.
Além do alcoolismo, a bebida que é apreciada pelos brasileiros principalmente na estação mais fria do ano, quando ingerida com abuso, causa sérios problemas à saúde como cirrose. “A cirrose é uma das doenças mais comuns provocadas pela bebida”, diz o médico cardiologista Moacir Alves Filho. A cirrose hepática é uma doença difusa do fígado, que altera as funções das suas células e dos sistemas de canais biliares e sanguíneos.
Os que exageram nos finais de semana podem sofrer todos os malefícios da ingestão exagerada e aguda do vinho sem nenhum ganho para a saúde, incluindo acidentes de trânsito.
Além da quantidade, a regularidade também é importante para se obter os efeitos benéficos do vinho. O elemento químico presente no vinho tinto chamado resveratrol tem mostrado, em estudos com animais, possuir efeito de proteção cardíaca e química. A bebida que faz bem ao coração, diminui os níveis de colesterol ruim (LDL) e aumenta o colesterol bom (HDL).
Alguns médicos recomendam a ingestão de uma dose pequena diária, e há aqueles que não recomendam, pois o paciente acaba sempre ultrapassando o limite recomendado, prejudicando à saúde. “Não recomendo, porque os pacientes acabam tomando um copo, dois por refeição, enquanto o recomendado é apenas uma dose pequena”, diz o cardiologista.
Para o servidor público, Osvaldo Mora, 50 anos, a bebida é companhia quase diária de uma de suas refeições. “Costumo tomar duas taças durante a janta. Tenho esse costume há dois anos, desde quando comecei a produzir a bebida”, disse Mora.
Para aproveitar o que o vinho tem de melhor, é preciso moderação. Uma taça antes ou depois da janta ou almoço é uma boa pedida.


Por Denise Rissi e Franciele Bolzan

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Auxílio para novos empreendedores

Solange Binotto Fagan, pró-reitora de pós-graduação, pesquisa e extensão,em entrevista ao Noticência, fala sobre Incubadora Tecnológica de Empresas da UNIFRA.

Noticiência: Como surgiu a iniciativa de implantar o programa de incubação na UNIFRA?
Solange Fagan: Hoje, em todo o país, existe o movimento de aproximar as universidades do empreendedorismo. Então, baseado nisso, a Instituição buscou proporcionar novas oportunidades aos alunos através da implementação de uma Incubadora Tecnológica. A iniciativa visa aliar o que temos de conhecimento científico/tecnológico na Instituição com a possibilidade de agregar empresas, mesmo que visem lucro e cada empresa seja consolidada dentro de uma área especifica. A idéia que se tem é que a Incubadora aproxime alunos, funcionários e professores da UNIFRA da área empresarial, visando também atingir a comunidade em geral.

Noticiência: Há quanto tempo a UNIFRA está pensando na implantação desse projeto?
Solange Fagan: Na verdade, fazem mais de dois anos que estamos pensando o projeto. Desde a construção do Prédio 8, onde as incubadoras vão ser instaladas. Na época da construção do Prédio, já se pensava em reservar nele, um espaço para empresas, sem saber muito bem ao certo como isso se daria. E a partir de 2009, quando assumi a pró-reitoria, comecei a trabalhar numa proposta de Incubadora. Então, estamos trabalhando no projeto desde março de 2009.

Noticiência: Hoje, em que fase está o programa?
Solange Fagan: Ele está sendo implementado. Até agora foi feito um edital, em que se inscreveram 12 pessoas. Para que suas empresas sejam incubadas é necessário que sejam aprovadas em um curso de capacitação. Hoje, essas pessoas estão fazendo esse curso para aprender a fazer, por exemplo, um plano de negócios. No curso, elas estão aprendendo toda a parte de legislação, contábil, financeira, e também, por exemplo, de propriedade intelectual. Esse curso acontece até o mês de novembro.

Noticiência: Qual é a próxima etapa?
Solange Fagan: Depois da realização do curso, cada empreendedor vai construir seu plano de negócios, em que os participantes do curso poderão colocar todo o foco do que é realmente a empresa que eles pretendem construir. Esse plano de negócios será avaliado por pessoas especializadas: membros do SEBRAE, do comitê de empreendedorismo da cidade e consultores internos. Dessa forma, serão identificados os melhores planos de negócios apresentados. A partir desta etapa, os responsáveis pelas empresas irão assinar um contrato com a Instituição e aí receberão terão, de janeiro até março, para concluir todo o tramite legal. Após essa fase, o diretor da Incubadora, professor Lissandro Dorneles Dalla Nora, fará um acompanhamento dessas empresas, junto com uma equipe de professores.

Noticiência: Segundo o Edital, podem participar as empresas voltadas para o ramo da tecnologia e/ou inovação. Quais as áreas que mais procuraram o programa?
Solange Fagan: Na verdade, nós não separamos nenhuma área. Você pode ser um profissional de ensino, por exemplo, que queira montar uma empresa para produzir material didático inovador, isso é uma área interessantíssima. Por outro lado, você pode ser uma pessoa da área de engenharia de materiais querendo produzir um novo tipo de plástico ou um novo tipo de papel, esse também é um trabalho inovador. O que nós objetivamos é que a empresa produza tecnologia para agregá-la ao conhecimento que a Instituição ou a cidade já possuem. Desta forma, novos projetos poderão ser produzidos. Também desejamos que essas empresas se diferenciem por esse fator, pelo que vão produzir. Isso é a inovação, ter um tipo de diferencial.

Noticiência: Haverá abertura de novos editais?
Solange Fagan: Sim. A idéia é que a gente faça editais anuais. Como esse ano foi o primeiro, nós tivemos doze inscritos, a nossa idéia é que desses doze tenhamos, na primeira incubação, no máximo quatro ou cinco empresas, também para ter espaço para outras. Então, o ideal é que todo ano nós lancemos um edital e que quatro ou cinco empresas sejam inseridas. Assim, à medida que as primeiras forem saindo, outras estarão entrando. A intenção é que comece um ciclo, pois elas têm um período para ficar lá, de dois anos até dois anos e meio ou três.

Noticiência: Quais os benefícios que esse programa traz para a comunidade acadêmica?
Solange Fagan: Um deles é realizar uma integração direta, pois um dos aspectos que as pessoas da comunidade, não só de Santa Maria, se queixam muito é o fato de que a academia está muito distante do mercado. Nem tudo o que se aprende na universidade é usado no mercado de trabalho. Um dos benefícios principais é aproximar as pessoas da vivência empresarial. Pretendemos que a Incubadora tenha muitos estagiários, então vamos precisar de um setor de marketing para ajudar as empresas a fazerem seu material. E, provavelmente, essas empresas também vão precisar contratar profissionais da parte jornalística. Se elas contratarem pessoas que atuam na UNIFRA, serão beneficiadas. Um dos aspectos colocados no próprio edital, é que a preferência é sempre por professores, alunos, ex-alunos e funcionários da Instituição.

Noticiência: Existiram dificuldades para a implementação da Incubadora?
Solange Fagan: A primeira dificuldade foi entendermos o que é uma incubadora. Então, visitamos várias incubadoras, e constatamos que cada uma trabalha de forma diferente e tem aspectos positivos e negativos também diferentes. Então, propusemos a realização desse curso como uma das tentativas para reduzir um desses aspectos negativos observados, de que a pessoa entre na Incubadora, não saiba o que é uma empresa, fique lá dois meses e precise fechá-la. Esse foi um dos pontos que conseguimos aprender com outras incubadoras. Não temos certeza do resultado, mas é uma primeira proposta. A segunda dificuldade é entender o tipo de Incubadora que estamos propondo. Porque, hoje em dia, existem vários tipos. Então, foi difícil definir qual incubadora desejávamos implementar. A da UNIFRA é uma incubadora tecnológica. Até aqui tivemos algumas dificuldades, mas sabemos que outras virão.

O que é uma Incubadora Tecnológica?
Organização que abriga empresas cujos produtos, processos ou serviços são gerados a partir de resultados de pesquisas aplicadas e nos quais a tecnologia representa alto valor agregado.

Onde?
A Incubadora Tecnológica está localizada no Prédio 8 da UNIFRA, na Avenida Rio Branco, esquina com a Rua Silva Jardim, onde funcionava o antigo Hotel Glória.

Por Emanuelle Bueno e Marianna Antunes

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Comunidade junguiana perde James Hillman

O analista junguiano James Hillman faleceu  na manhã de hoje, 27, em sua casa em Thompson, Connecticut, EUA. Será sepultado em cerimônia pequena e fechada.
Conhecido internacionalmente como o criador da "psicologia arquetípica" pós-junguiana, Hillman lecionou na Yale University, Syracusa University, University of Chicago e University of Dallas (onde foi co-fundador do Dallas Institute of the Humanities and Culture). É autor de mais de vinte livros na área de psicologia. Sua direção no trabalho psicológico se comprovou pioneiro e útil, testemunhado por muitos acadêmicos, clínicos, artistas, escritores e ativistas urbanos que usaram a sua abordagem em seus trabalhos.


Da Redação.

Diabetes na gravidez

A diabetes gestacional é uma doença que atinge em torno de 7,6% das mulheres brasileiras e acontece porque a gestante produz uma quantidade insuficiente de insulina para ela e seu bebê. O excesso de açúcar no sangue pode trazer riscos para a futura mãe e, principalmente, para o feto em formação. Apesar dos problemas, o tratamento médico pode proporcionar uma gravidez tranqüila.

Identificada no final do segundo trimestre da gestação, um histórico familiar de diabetes e ganho excessivo de peso durante a gravidez estão entre as principais razões para esta doença, podendo ser intensificada em mulheres diabéticas. Mesmo existente há muito tempo, a diabetes gestacional aparenta estar em evidência nos últimos anos, o que para a obstetra Lia Mara Zamberlan Montagner tem relação direta com o crescimento do número de pessoas com diabetes, de uma forma geral. “Se pensarmos em cem anos atrás, por exemplo, as mulheres não tinham acompanhamento médico, e muitas das gravidezes interrompidas, podiam ser em razão da diabetes gestacional, sem quer que as vítimas soubessem que este era o verdadeiro motivo”, explica.

Outro fator que pode ter intensificado o número de diabetes gestacional nas últimas décadas, é o grande número de mulheres que engravidam depois dos 30 anos. Como revela a Dra Lia Mara, mulheres acima dos 25 anos e com estatura abaixo de 1,51m estão mais sujeitas a apresentarem o quadro de diabetes gestacional. Este é o caso de Suzi Conrad de Menezes, 45 anos, que mesmo sem nenhum caso de diabetes na família, adquiriu a doença durante a gravidez. “Não sabia da existência da doença, pois nas minhas duas outras gestações não tive este problema”, revelou Suzi, que descobriu a diabetes no quarto mês de gestação, através de um exame de rotina.

Exames laboratoriais são a única forma de confirmar este tipo de diabetes, como explica a Dra Lia Mara: “Os sintomas do diabetes tradicional é sede, muita fome, urina em excesso, mas na gravidez estas características não são percebidas. De forma que a única maneira para a constatação oficial da diabetes gestacional é com o rastreamento laboratorial. Neste exame é medido o nível da glicemia da mãe, em jejum. Números elevados deste exame podem apontar a presença da diabetes gestacional”.

No caso de pacientes que já possuem diabetes, e engravidam estando com a glicemia descompensada, existem alguns riscos muito grandes para o feto. Pode envolver desde a má formação do bebê até o aborto. Mas a Dra Lia Mara ressalta que mesmo as mulheres com diabetes podem ter uma gravidez estável, basta manter alguns cuidados, por isto, é fundamental o acompanhamento médico mesmo antes da gravidez.

Para o bebê, os riscos são maiores, e tem ligação direta com o excesso de glicose da mãe. “De uma maneira simples e fácil: o nível de glicose da mãe reflete o nível de glicose fetal. E isto vai acarretar no feto uma produção excessiva de insulina pelo pâncreas do feto. Isto pode gerar o que é chamado de feto macrossômico, isto é, aquele bebê que nasce grande e pesado”, explica a Dra Lia Mara. Este bebê pode ter dificuldades para nascer e tem o risco de fazer uma hipoglicemia preocupante no período pós-parto, já que ele nasce habituado ao nível de glicose alto da mãe. Podem ainda trazer problemas cardiovasculares, devido ao ganho rápido de peso.

Ao final da gestação algumas mulheres ficam totalmente livres da diabetes, como foi o caso de Suzi Menezes. Só é preciso lembrar, como ressalta a Dra Lia Mara, que mulheres que tiverem diabetes gestacional, ficam mais propícias a terem o retorno da doença no futuro.

Por: Djuline Seiffert e Willian Correia.

O estudo da química no ensino médio

A Constituição Brasileira e a legislação de ensino dispõem que a educação para a cidadania é função primordial da educação básica nacional. Mas o que significa ensinar química para os estudantes? Será que o ensino de química que temos ministrado em nossas escolas tem preparado nossos jovens para o exercício consciente da cidadania?

A professora universitária, Ana Paula Greff Athayde, 36, explica que é bastante difícil avaliar o ensino de química nas escolas brasileiras. “Depende da escola, dos recursos materiais e de pessoal, do tipo de escola (pública ou privada), do currículo escolar, etc.” Para ela, em escolas públicas os recursos como laboratórios e pessoal para trabalhar, o tempo escasso para planejamento interdisciplinar são as principais dificuldades no cenário atual de ensino da química no Brasil. A aprendizagem da química mobiliza habilidades de ler, interpretar, fazer cálculos. Além disso, exige que se vá além do que pode ser visto. “É preciso relacionar fatos e conceitos, é preciso deduzir. E isso dá um trabalho... Às vezes, o aluno tem até que estudar!” brinca Ana Paula.

A professora também afirma que tornar o ensino de química mais dinâmico, depende de uma revisão do currículo da disciplina. “Não se pode ignorar a quantidade absurda de conteúdos que enfrenta um estudante que deseja fazer vestibular. E não se pode ignorar o vestibular.” Além disso, a professora alerta que não podemos esquecer o aperfeiçoamento dos professores e a expansão dos recursos materiais. “O governo tem que colocar a mão no bolso, tem que investir de verdade e esse dinheiro tem que ser gasto de forma adequada” conclui.

Mas e para quem enfrenta esse desafio nas escolas todos os dias? Conversamos com a estudante de ensino médio Mariele Dreon, de 17 anos, que falou um pouco sobre a sua opinião. Ela ressalta que a matéria química, em si, não é complicada “as minhas dificuldades com a matéria são em torno das nomenclaturas e terminologias”. A aluna ainda elogia seus professores e conclui que, a maioria teve êxito ao ensinar, porém alguns não souberam desenvolver uma dinâmica de aula que pudesse envolver os demais. Mariele ainda dá a dica “faço uma lista das coisas que preciso estudar e começo pelos itens que tenho mais dificuldade. Assim não estarei tão cansada e conseguirei compreender de forma mais completa o conteúdo.”

Muitos estudantes pensam que a química é uma ciência limitada às pesquisas de laboratório e à produção industrial. A verdade, é que ela está presente em nosso cotidiano, das mais variadas formas e em todos os momentos. A química estuda a matéria, suas transformações e a energia envolvida nesses processos. Além disso, ela explica diversos fenômenos da natureza e é a maior aliada dos avanços tecnológicos da nossa sociedade.

O acadêmico do curso de Química do Centro Universitário Franciscano, Luciano Mello Raguzzoni, de 20 anos, conta que começou a se interessar pela química no final do ensino médio e quando começou a freqüentar o cursinho. Ele relata que quando estava no ensino médio, a química era muita teoria e não envolvia atividades em laboratórios ou algum experimento. “Mas mesmo com as dificuldades, eu segui esse caminho.” desabafa Luciano. O acadêmico ainda acrescenta que a química no curso de química é diferente. “No curso você consegue achar lógica em tudo que você aprendia no ensino médio”. O acadêmico encerra sua colocação com uma proposta de que os alunos que tem dificuldades devem estudar e tentar contextualizar a química com seu cotidiano “assim a visão que vocês têm da química irá ficar mais fácil e ampla” completa.

A professora Ana Paula também dá um conselho “não entreguem exclusivamente ao professor a responsabilidade de seu sucesso escolar, não se ensina a quem não quer aprender. Sejam comprometidos.”


por Camilla Compagnoni

Dança sobre rodas


Fugindo dos limites impostos pela vida, o grupo de dança Extremus nasceu de um projeto da UFSM e conta com crianças e adolescentes de ambos os sexos que se apresentam em várias cidades do estado, emocionando plateias, e provando que o corpo humano pode se superar.
São inúmeros os benefícios que a prática da dança traz. Patrícia Hommerding, professora de fisioterapia da Unifra, explica: “Eles demonstram que estão gostando, notamos que a auto estima deles aumenta. Focamos bastante na ação de sair do solo pra cadeira e vice versa e é notável a melhora deles. Assim como melhora o desempenho corporal, melhora também a qualidade de vida”.
A modalidade tem como proposta a inovação e a descoberta de novos movimentos corporais, buscando uma conscientização social sobre as potencialidades que uma pessoa portadora de deficiência tem, dessa forma, contribuir de uma maneira mais eficaz para quebrar barreiras de inclusão social.
Maria Gorete Brandão conta que o filho, Marcos B. Junior, hoje com 15 anos, adorava viajar para se apresentar com o grupo Extremus, no qual fez muitas amizades. Segundo ela, por ser uma criança comunicativa, promove a interação dos colegas de grupo, e o avanço de sua comunicação pessoal se deve à dança. Recentemente Marcos se apresentou na X Mostra Artística em cadeiras de rodas. Com a chegada da adolescência, o jovem decide se afastar da dança e dar prioridade aos amigos e outras atividades. Por ter iniciado na dança muito cedo, Marcos lembra com carinho de todos os momentos que a dança proporcionou, mas sorridente diz que seu tempo já passou.
A dança, como qualquer atividade física feita com prazer, melhora o desempenho psicológico, pois a criança ou adolescente, ao saber de suas funções diárias, ocupa o seu tempo com esse exercício, além de melhorar o funcionamento dos ossos e músculos.
O professor e coordenador do curso de psicologia Felipe Schroeder enfatizam que a dança para os cadeirantes é muito importante, pois a arte em si, aperfeiçoa as aptidões do indivíduo, traz bem estar e deve ser incentivada desde a infância. Felipe complementa: “A dança melhora a auto-estima, a expressão corporal, a comunicação, a expressão dos sentimentos, aumentando a sensibilidade. É fundamental os cadeirantes, por ter uma limitação, conseguirem se inserir ao grupo e com a sociedade através da arte”.

Por Fernanda Ramos e Lidiana Betega

Um Vilão para as mulheres

O câncer de mama é um problema recorrente na maioria das mulheres brasileiras. Muitas delas possuem dúvidas a quem recorrer quando o câncer aparece. Em vista disso, o médico especialista em mastologista, Rodrigo Maurer da Silva, esclareceu sobre os procedimentos adequados.

Noticiência:O que é o câncer de mama?

Rodrigo:O câncer de mama é a patologia maligna que ocorre quando existe uma modificação celular em tecido mamário com crescimento anormal e desordenada desse tecido. A causa especifica para ocorrer essa transformação não é conhecida, mas existem riscos para ela que isso aconteça, como por exemplo, alguns tipos de nódulos ou lesões ditas precursoras, histórico familiar de câncer de mama, antes de entrar em menopausa. A obesidade, o uso de terapia de reposição hormonal em pós menopausa também pode oferecer um maior risco.

Noticiência:Quais são os tipos de câncer de mama existentes?

Rodrigo:Os principais tipos de câncer de mama são classificados conforme o local onde ocorreu a modificação celular, nos ductos mamários - chamado de câncer ductal 80% dos casos ou se nos lóbulos mamários é chamado de lobular - 15% dos casos e existem outros tipos celulares que são tidos como especiais que são mais raros.

Noticiência:Qual a forma de prevenção?

Rodrigo:A prevenção primária do câncer de mama seria afastar fatores de riscos que podem ser evitados. A prevenção também deve ser feita com exame de mamografia a partir dos 40 anos de idade, ou antes, se a paciente possuir fatores de risco. A associação de outros exames de imagem da mama pode ser analisada pelo médico - geralmente ginecologista e mastologista. A prática do auto-exame de mama deve ser estimulada para a mulher ter conhecimento da própria mama e no caso de dúvida procurar atendimento.

Noticiência:Como tratar?

Rodrigo:O tratamento deve ser individualizado conforme cada caso clínico. Para isso existe uma classificação do estágio da doença mamária, que pode estar localizada somente na mama em estágios iniciais ou ter localização em outros locais do corpo (as metástases). O tratamento é feito em algumas etapas: a cirurgia que pode ser a retirada total de mama (mastectomia) ou em casos iniciais somente a retirada de parte da mama (quadrantectomia). Na cirurgia também é feita a retirada de glângios axilares (linfonodos) para avaliação de seu comprometimento pela doença e também servem como um fator prognóstico da evolução da doença. A quimioterapia que tem por finalidade atingir células do câncer em outros locais fora da mama pode ser realizada com diferente drogas e períodos de duração. A radioterapia serve para um controle local da doença e prevenir a recidiva da lesão. Existem os tratamentos direcionados para específicos tipos de câncer de mama em que a paciente fica em uso de medicamentos para bloqueio hormonal por geralmente cinco anos. A paciente deve receber orientação de fisioterapia e apoio psicológico durante o tratamento.

Noticiência:Há alguma novidade ou algum estudo em andamento mais recente?

Rodrigo:A maioria dos estudos em andamento procuram otimizar o tratamento do câncer. Ultimamente estão direcionados em estabelecer as características inclusive genéticas da lesão para melhorar a resposta e efetividade do tratamento. Na área cirúrgica estão direcionados para fazer o tratamento oncológico adequado e minimizar o dano estético e funcional da paciente.
Qual é a chance do câncer de mama voltar, depois de tratado?
As chances de cura de um câncer de mama são muito boas, em média de 80 a 90% quando identificado e tratado adequadamente em estágios inicias da doença, como as lesões pequenas que ainda não são sentidas pelo exame físico da mama e conseguem ser vistas em mamografia. Conforme a gravidade da lesão essa chance de cura vai sendo diminuída.

Noticiência:Como se faz o diagnostico precoce do câncer de mama?

Rodrigo:Normalmente, através de visita médica periódica e exames de imagem da mama, sendo a mamografia o principal. Conforme a situação clinica pode ser associado a ecografia ou ressonância magnética de mamas.

Noticiência:Quais são os tipos mais freqüentes de câncer de mama?

Rodrigo:O tipo mais freqüente de câncer de mama é chamado de carcinoma ductal invasivo.

Noticiência:Qual o de maior incidência em Santa Maria? E quantos casos de câncer de mama são descobertos por ano em Santa Maria?

Rodrigo:Santa Maria segue o padrão nacional, sendo o mais freqüente o ductal invasivo. Ainda temos uma demora importante de diagnóstico precoce do câncer a nível local como também a nível nacional. Em 2010 a incidência nacional de câncer de mama foi de 49 mil e 240 novos casos. O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente em mulheres, perde apenas para os de pele.

Noticiência:Quando a pessoa descobre que está com câncer de mama, a quem deve recorrer?

Rodrigo:Preferencialmente a um mastologista, que um profissional adequado para direcionar o tratamento conforme o caso clínico.

Noticiência:Tem como descobrir se o câncer de mama tem chance depois de tratado, voltar?

Rodrigo: A paciente após o diagnóstico e tratamento inicial fica sob acompanhamento principalmente com o mastologista e com o oncologista nos primeiros anos que são os de maior risco de retorno da doença conforme o caso.

Noticiência:Há pesquisas sobre câncer de mama em Santa Maria?

Rodrigo: Sim, principalmente no Hospital Universitário de Santa Maria, são desenvolvidos trabalhos visando melhor conhecimento e tratamento da doença

Evelyn Paz e Luana Baggio

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O mundo está menos violento

O psicólogo evolucionista Steven Pinker, 57, afirma que todas as formas de violência conhecidas  estão em queda. Segundo ele, há pelo menos 500 anos, o mundo está se tornando menos violento e mais seguro.
As atuais formas de violência como os ataques terroristas e as guerras civis são "meros soluços estatísticos", diz ele.
Pinker, que trabalha na Universidade Harvard, reuniu números que indicam o declínio de todas formas de violência, das guerras à crueldade com animais. Segundo ele, em alguns casos a queda já dura séculos.
O resumo de seus argumentos foi publicado como artigo de opinião na edição de hoje da revista científica "Nature" , e remetem ao seu novo livro ainda sem tradução no Brasil - "The Better Angels of Our Nature". Nele, Pinker argumenta que os "anjos bons da nossa natureza" estão vencendo a disputa pela alma humana. Refutando a teoria do bom selvagem, o cientista faz uma análise dos processos históricos que indicam a queda da violência. A primeira delas decorreria  do fortalecimento dos Estados a partir do século XVI. A centralização do poder e da riqueza na figura do rei regrou os conflitos  entre a nobreza que costuma guerrear entre si. A segunda frente redutora, afirma ele, vem em consequência da
 invenção da imprensa, o que favoreceu a circulação de ideias entre todas as camadas sociais, e o Iluminismo resultante desse processo. A ênfase no debate racional e a  redescoberta das ideias democráticas marcaram o universo intelectual europeu, ampliando a gama de temas debatidos e a inclusão, nesse processo, das questões relativas aos direitos dos humanos e de gênero. Para ele, o debate iluminista levou ao lento mas crescente predomínio da democracia como regime de governo, o que também diminuiu guerras. Ao mesmo tempo, o avanço do comércio internacional tornou os países cada vez menos interessados em guerrear pelas riquezas, afirma Pinker.

Da Redação.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Tecnologia, conhecimento e educação

Na tarde desta sexta-feira ocorreu a conferência de encerramento do XV Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão. Neste ano, o evento teve como tema Educação e Ciência na Era Digital.
O professor Dr. Sérgio Roberto Franco,da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foi responsável por finalizar o simpósio. Na palestra com o tema Impactos da tecnologia no ensino universitário, Franco falou sobre a Era Digital que ficou conhecida como a Era da Informação, e salientou para a diferença entre ela e o conhecimento. “Informação é aquele dado que pode estar armazenado, ele está espalhado pelo mundo. O conhecimento é o processo humano, que não é produzido sozinho. Não existe conhecimento na internet”, afirma.
A popularização da ciência também foi abordada na palestra. “Outro dia estava procurando uma notícia sobre determinado assunto e foi incrível como eu achei de informações erradas. O conhecimento nunca é absoluto, ele sempre deixa algo de fora”
Franco ainda comentou que os avanços científicos não substituem o aprendizado em sala de aula. “Não é porque eu estou usando tecnologia que eu vou ter uma melhora na qualidade de ensino”. Ele ainda aproveitou para incentivar as pessoas a usarem o grande acesso à informação para questionarem mais os assuntos discutidos.
O professor encerrou a conferência com a questão da probabilidade relacionada ao ser humano. “A História se passa com possibilidades e não com probabilidades. A mesma tecnologia que gerou a bomba atômica criou a ressonância magnética”, declarou Franco.
Na conferência estavam presentes a Reitora da UNIFRA, Irani Rupolo, a Pró-reitora de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão, Solange Fagan,a pró-reitora de Graduação, Vanilde Bisognin, além de professores e acadêmicos da instituição.

Mais informações sobre o SEPE na Agência Central Sul de Notícias

Por Laudia Bolzan.

Jogos ajudam estudantes no aprendizado escolar

Que tal ter outro método para aprender matemática? É o que o acadêmico da Unifra Alisson Hofart propôs hoje pela manhã no XVSEPE ao apresentar a pesquisa  sobre o jogo como recurso didático na disciplina de matemática. A alternativa serve para que os alunos de ensino médio aprendam mais, e de forma diferente, a tão temida matemática. “É muito atrativo para os jovens, eles nem percebem que estão estudando matemática. No jogo é preciso resolver equações para encontrar as respostas e ser o ganhador”, relata Alisson.
O grupo de pesquisa trabalha no turno inverso da escola, e a 8ª série foi escolhida em função do conteúdo ser um pouco mais difícil, e onde os estudantes estavam com certa dificuldade. “O objetivo é fazer a fixação deste conteúdo de forma diferente, sair da rotina da sala de aula”, destaca o acadêmico.
Já na hora em que os jogos são aplicados, os acadêmicos notaram resultados em relação aos estudantes. Os que tinham um pouco de dificuldade, estavam aptos para resolver as equações e seguir o jogo.
A utilização de jogos na aprendizagem das crianças é uma maneira eficaz,e isso foi o que os acadêmicos descobriram com a pesquisa. “É uma outra maneira dos alunos se interessarem mais sobre a matéria e fixar o conteúdo”, conta.
A 15ª edição do SEPE termina hoje, e é uma das oportunidades que a Unifra dispõe aos acadêmicos de diferentes cursos da instituição, mostrarem mais sobre as pesquisa desenvolvidas. “O SEPE ajuda na nossa formação acadêmica e pode abrir portas para o mercado de trabalho”, finaliza Alisson.

Por Thays Ceretta

Sistema de purificação de água por radiação solar é apresentado no XVSEPE

Na manhã de exposição dos pôsteres da área de Ciências Tecnológicas, o acadêmico de Engenharia Ambiental da Unifra, Lucas Scapin, apresentou sua pesquisa sobre  o Desenvolvimento de sistema de purificação de água por radiação solar . O processo tem como objetivo, a pesquisa e produção de um equipamento capaz de efetuar a despoluição da água em residências, onde não há abastecimento público, utilizando como combustível a energia solar.
Através de trabalhos semelhantes, Lucas montou sua própria estrutura que ainda será testada. “O trabalho é uma inovação. A idéia básica do projeto é pegar a água contaminada e por radiação solar fazer o processo de limpeza”, afirma o estudante.
Em relação à escolha do tema, Lucas destaca a preocupação constante com a água, e a vantagem que o mecanismo simples e a estrutura pequena do projeto proporcionam. “ Se for colocado em prática esse trabalho pode trazer grandes benefícios para a sociedade. Pode ser desenvolvido em locais de difícil acesso, onde não tem água tratada”, complementa o acadêmico. A estrutura está sendo montada de acordo com as exigências para o tratamento da água.
Lucas ainda destaca a importância de apresentar um trabalho no SEPE. “Tem grande importância, porque nos dá uma visibilidade na área acadêmica e contribui profissionalmente”, finaliza o acadêmico.

Por Djuline Seiffert

Pesquisa relata terapia voltada aos pacientes soropositivos em Santa Maria

Saúde pública em pauta. Um dos trabalhos apresentados neste segundo dia de SEPE trouxe como tema a avaliação de Pacientes portadores do vírus da AIDS em uso da Terapia Antirretroviral em Santa Maria.
Durante a apresentação, a acadêmica do curso de Farmácia, Leila Paula Somavilla, elucidou a importância das correlações existentes entre a qualidade de vida dos pacientes soropositivos e a adesão à terapia antirretroviral (TARV), bem como os benefícios na sobrevida e redução da morbidade e mortalidade relacionada à doença.
A terapia implica na inibição da replicação viral. Com isso se busca retardar a progressão da imunodeficiência e restaurar, tanto quanto possível, a imunidade aumentando tempo e qualidade de vida.
Na fase inicial se estabelece o vínculo com paciente, o acompanhamento pessoal, suporte social e informações sobre a AIDS. O tratamento é monitorado no sentido de superar prováveis obstáculos, otimizar experiências e incrementar a adesão aos antirretrovirais.
Leila, a estudante responsável por este trabalho esclarece no final da apresentação: “desenvolvi a pesquisa com intuito não só de ter um trabalho para apresentar no SEPE , mas sim com objetivo maior de poder ajudar essas pessoas, proporcionando um melhor tratamento e dessa forma cumprindo com o meu dever enquanto profissional da saúde.”
A análise dos dados foi disponibilizada através do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom) de Santa Maria. A sequência da pesquisa prevê a aplicação de um questionário biodemográfico socioeconômico aos pacientes cadastrados no SICLOM e que fazem acompanhamento médico na Casa Treze de Maio - sede da Política Municipal em HIV/AIDS da Secretaria de Saúde do município.
Hoje, 06 de outubro, Santa Maria contabiliza o exato número de 1414 indivíduos portadores do vírus HIV.

Por Pâmela Rubin

Chá pode auxiliar no controle da Diabetes tipo 2




     Uma possibilidade caseira de manter a glicemia bem perto do valor normal pode auxiliar no tratamento de pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2. É o chá Bauhinia furficata, popularmente conhecido como chá de pata-de-vaca.
A estudante do 9º semestre de Nutrição do Centro Universitário Univates de Lajeado, Fabiane Dresch, realizou, junto a um grupo de pesquisa, uma avaliação antropométrica dos pacientes com este tipo de doença.
Os resultados foram apresentados durante o penúltimo dia de atividades do XXIII Salão de Iniciação Científica da UFRGS. A pesquisa, que teve duração de 10 meses, fez uma avaliação nutricional com dois grupos: o grupo-teste, que tomava o chá; e o grupo controle. A intenção era fazer um monitoramento das possíveis mudanças do metabolismo dos pacientes. “Queríamos ver qual grupo ia ter a diminuição do fator hiperglicêmico. Sabemos que o chá ajuda na diminuição da glicemia”, afirma Fabiane.
     Foram selecionados indivíduos de Unidades Básicas de Saúde dos três municípios com maior índice de glicemia do Vale do Taquari (Estrela, Teutônia e Lajeado). De acordo com a estudante, o chá é muito utilizado pela população do Vale do Taquari, encontrado com bastante facilidade dentro das casas e pátios. Por isso, verificar as ações deste fitoterápico no metabolismo dos indivíduos com Diabetes Mellitus tipo 2 é importante. “Como é uma planta muito comum, a população que possui este tipo de doença não precisa utilizar muitos medicamentos. Elas podem utilizar este chá para baixar os índices de glicemia”, ressalta Fabiane. 
Fabiane Dresch, à direita
    Porém, toda ressalva é significante: só a utilização do chá não auxilia no controle da Diabetes tipo 2. É preciso um acompanhamento medicamentoso controlado combinado com uma boa alimentação. “O paciente deve usar o chá três vezes ao dia, em porções de 5g e fervê-lo”, assegura Fabiane. O grupo-teste estudado na pesquisa não teve uma boa aderência ao chá pata-de-vaca, porque não tinham uma dieta adequada, nem utilizaram os medicamentos de maneira correta. O autocontrole nutricional é importante para auxiliar neste tipo de tratamento diabético. 

Por Dandara Flores

Pesquisa analisa o potencial eólico de Santa Maria

Na manhã desta sexta-feira, dia 7, a acadêmica do curso de Engenharia Ambiental da Unifra, Jaqueline Degodoy, expôs seu trabalho de Iniciação Científica vinculado à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). A pesquisa Potencial eólico para geração de energia elétrica em Santa Maria-RS mostra que a conversão de energia cinética dos ventos em energia elétrica renovável, limpa e prontamente utilizável é uma aplicação que vem ganhando importância.
A acadêmica do 10º semestre ressalta que o objetivo principal do projeto é analisar a viabilidade de instalação de um parque eólico em Santa Maria. “Foi estimada a velocidade do vento na altura de dez metros e de 100 metros, que seria a altura adequada para a instalação de torres eólicas”, conta Jaqueline. A pesquisa contou com dados de nove anos de estudos sobre os aspectos climáticos relacionados ao vento.
Jaqueline já trabalha há dois anos com energia eólica, o que influenciou na escolha do tema de pesquisa. “Com a pesquisa consegui aprender muito mais sobre o tema e também definir a minha área de atuação profissional. Quero seguir trabalhando com energia eólica”, complementa a estudante. Jaqueline acredita que seu trabalho pode trazer benefícios para a sociedade. “Futuramente esse trabalho pode ser utilizado por uma empresa, pode servir como base para avaliar a possível instalação de parques eólicos”, finaliza a acadêmica.

Por Djuline Seiffert

Nanociência em pauta

Na manhã desta sexta-feira, o XV Sepe teve mais uma rodada de exposição de pesquisas no Conjunto I da Unifra. Entre os diversos assuntos, a Nanociência, explicada pelos alunos da Engenharia Química, Física Médica, Engenharia de Materiais e Engenharia Biomédica que trataram um pouco mais sobre o assunto para o público visitante.
Entende-se por nanociência o estudo de manipulação da matéria numa escala atômica e molecular, incluindo o desenvolvimento de materiais ou componentes já associados a diversas áreas como a medicina, computação, biologia, eletrônica, além das anteriormente citadas. É uma área promissora mas que ainda está dando os seus primeiros passos, contudo,mostrando resultados surpreendentes. Há muitos debates sobre as implicações futuras da nanociência, pois os desafios são semelhantes aos de desenvolvimentos de novas tecnologias.
A estudante de Física Médica, Bruna Grechi que apresentou a pesquisa “Interação da molécula de nimesulida como nanocubo de BC2N”, cujo objetivo consiste na interação desses dois compostos e que o composto (nimesulida) possa agir em princípios específicos não sendo desperdiçado dentro do organismo, já constatou alguns resultados satisfatórios até então. Ela ressalta, porém, que a pesquisa ainda exige um maior estudo e experimentos antes de ser aplicada.

 

Por Lidiana Betega

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um olhar sobre a literatura regional

     A acadêmica de Letras, Isabele Vasconcelos, apresentou sua pesquisa sobre a escrita regionalista, na noite de hoje, dia 6, no XV SEPE. O trabalho A estética regional do Brasil: um diálogo entre as fronteiras mineira, gaúcha e paulista foi realizado sob orientação da professora Silvia Niederauer.
     Em sua pesquisa, Isabele ressalta que “a leitura é um importante meio de formação do indivíduo”. O objetivo principal do trabalho é realizar uma investigação sobre os aspectos que caracterizam a escrita regionalista de forma artística e estética. Segundo Isabele, “as pessoas se percebem na literatura de seus estados”.
     A acadêmica começou sua pesquisa analisando o regionalismo sul-riograndense. Entre as observações, ela aponta o início da literatura regional marcado pela necessidade de construção de identidade do país. Essa forma de expressão escrita mantém a tradição de um local.
     A pesquisa analisa as escritas regionalistas do Rio Grande do Sul, de São Paulo e de Minas Gerais. A característica presente na literatura regional dos três estados foi o retrato da simplicidade do homem do interior.

Por Marianna Antunes

Produção textual acadêmica em foco

     As professoras do curso de Letras da UNIFRA, Célia Della Méa e Valéria Bortoluzzi apresentaram na noite de hoje, dia 6, o trabalho Habilidades para a Produção Textual Acadêmica, durante o SEPE. O trabalho começou a ser realizado em 2009, está em etapa de finalização e como resultado traz a proposta de um material diferenciado para o desenvolvimento das habilidades textuais.
     As experiências vividas pelas professoras em salas de aula, quando ministravam as disciplinas de Redação Acadêmica, Português Instrumental e Produção textual em outros cursos, as incentivaram a realizar esse trabalho. Durante a apresentação, elas relataram encontrar dificuldades para desenvolver as habilidades textuais em alunos de diversas áreas e esse se tornou o objetivo principal do trabalho.
     Desde o início, a pesquisa foi dividida em quatro etapas, cada uma delas, realizada em um semestre. A primeira iniciativa das professoras foi coletar e analisar textos produzidos por alunos de diferentes cursos durante seus períodos de faculdade. Nesta fase, o objetivo era detectar dificuldades comuns aos estudantes.
Ainda na primeira fase do trabalho, um questionário também foi entregue a professores de diferentes cursos para avaliar suas opiniões sobre os conteúdos textuais mais importantes para serem trabalhados em cada curso. Os gêneros resumo, resenha, ensaio e artigo acadêmico foram os escolhidos para serem contemplados pela disciplina de Português Instrumental.
     A segunda etapa do trabalho foi a elaboração de atividades para o desenvolvimento de habilidades gerais de produção textual ligadas a cada gênero. O diferencial dessas atividades é a possibilidade de cada professor adaptá-las para os diferentes cursos. O material permite que textos escolhidos pelo professor, conforme o curso para que são destinados, se encaixem de forma eficaz nas atividades já elaboradas. A professora Valéria ressalta a importância deste aspecto. “Os textos dos livros costumam ficar desatualizados rapidamente, com esse material este problema não vai existir”, afirma Valéria.
     Após a apresentação e explicação sobre o material produzido aos professores que o utilizariam, a terceira fase do trabalho foi a aplicação dos exercícios elaborados para os diversos cursos, entre eles, Desing, Letras, Pedagogia, Jornalismo e Publicidade e Propaganda. A próxima fase do trabalho é o lançamento da publicação deste material didático impresso.

Por Marianna Antunes

Pessoas não reciclam pilhas e baterias

" A acadêmica do curso de química Greice Estefânia Michel apresentou no 15º Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão (SEPE), na noite de quinta - feira, 06 de outubro, um trabalho de pesquisa com enfoque no tema: "Reciclagem de pilhas e baterias".
Em entrevista, a acadêmica relata que a escolha do tema foi viabilizada à partir do incentivo da disciplina de Projetos Interdisciplinares e surgiu à partir de uma motivação pessoal como cidadã responsável pelo futuro do nosso planeta.
Com a ajuda da professora Aline Marques da Silva, a acadêmica aplicou questionários focando públicos diversos, com o objetivo de entender o que essas pessoas achavam do tema "reciclagem" e como elas tratam a mesma no cotidiano.
A aluna relata ter ficado bastante frustrada com os resultados alcançados, pois constatou que é um assunto que não atrai o interesse das pessoas e que são poucas que se mobilizam para mudar a situação.

por Camilla Compagnoni"