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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Cavalos Crioulos podem adoecer em competições

Engana-se quem pensa que o único problema que um cavalo, aparentemente saudável, pode enfrentar em uma prova de rédeas é o desgaste físico.
Problemas relacionados aos músculos e ossos ocupam o primeiro lugar em patologias desenvolvidas, porém, um estudo pioneiro realizado na Universidade Federal de Santa Maria, mostra que doenças relacionadas à respiração ocupam o segundo lugar no ranking do que pode ser contraído por estes animais.
“É mais difícil observar se o animal está ou não doente, pois a evidência mais palpável é a queda no desempenho do animal”, afirma o pesquisador Henrique de Abreu.
A raça de cavalos chamada de Crioula, é descendente direta dos primeiros cavalos trazidos para a América Latina pelos espanhóis e, atualmente conta com mais de 84 mil animais registrados na ABCCC (
Associação Brasileira de Cavalos Crioulos).
Valorização do Cavalo Crioulo
Dentre os motivos que atribuem destaque à este tipo de cavalo, encontra-se o Freio de Ouro, evento realizado desde 1982 e atualmente inserido na Expointer, colaborando na movimentação de mais de R$55 milhões em negócios.
De uns tempos para cá, o cavalo crioulo vêm sendo muito valorizado, então estudos acerca de seu desenvolvimento são interessantes para que os criadores não percam dinheiro na hora de investir no preparo dos animais”, declara Henrique.
Nas eliminatórias e finais do Freio de Ouro, os eqüinos são pontuados e classificados seguindo dois critérios básicos: a morfologia e a função.
A morfologia baseia-se na estrutura do cavalo, que deve seguir um padrão e a função é compreendida por doma, explosão muscular e resistência durante as provas.
E, na tentativa de conseguir uma boa colocação e elevar o valor do animal, os criadores podem prejudicar a saúde dos cavalos.
Muitas vezes, o que ocorre é que o criador para garantir notas altas na morfologia engorda o animal, fator que pode estar associado à lentidão, influenciando assim as provas de função”, acrescenta João Garibaldi, doutorando em Agronegócios pela UFRGS. Abreu destaca ainda, que muitas vezes os proprietários dos cavalos desconhecem os motivos que podem estar afetando os objetivos almejados.
Freqüência de Patologias Respiratórias em Eqüinos Crioulos em Competições
A partir da comprovação de que patologias que envolvem o sistema respiratório ocupam o segundo lugar nas causas mais comuns de limitação e queda no desempenho atlético dos eqüinos, sabe-se que detectar e tratar estes animais o mais cedo possível são essenciais para o retorno das atividades comuns aos cavalos atletas.Então, com a ajuda de um endoscópio (instrumento que permite a análise de cavidades internas do corpo), pode-se observar através das vias aéreas a freqüência de doenças ligadas ao aparelho respiratório. No decorrer dos anos de 2007 e 2008, foram analisados 32 cavalos da Raça Crioula que estavam participando das credenciadoras e classificatórias ao Freio de Ouro 2008, com um tempo máximo de 90 minutos após as provas e assegurando que estes animais, com idades variadas de 4 à 10 anos, passaram por atividades físicas semelhantes.

Pesquisador encontra dificuldade em levantar dados
O realizador destes estudos, Henrique de Abreu, reclama a falta de cooperação por parte dos criadores e tratadores dos animais. Uma vez que os exames não são obrigatórios, requerem a colaboração dos responsáveis pelos animais, no registro dos dados.
Por mim, realizaria os exames em mais de 1000 cavalos, só que os tratadores tinham medo que eu achasse alguma anormalidade e eles fossem demitidos”, evidenciou Abreu que conseguiu efetuar os estudos em apenas 32 cavalos.
Por Bárbara Henriques

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Vinho para o coração

Já se foi o tempo em que as pessoas consumiam vinho apenas nas festividades e comemorações. Nos dias de hoje, o consumo tem sido diário para muitos brasileiros, visto as propriedades benéficas do produto. Até mesmo a idade média dos apreciadores do vinho diminuiu, sendo os jovens a grande parcela consumidora de vinhos.

O que diferencia o vinho das outras bebidas alcoólicas é, principalmente, a relação harmônica dos polifenóis com os outros componentes do vinho, sobretudo o álcool. Os polifenóis existem no reino vegetal, em folhas, frutos, sementes e caules, com o objetivo de defender as plantas dos raios ultra-violeta, de fungos, bactérias e de vírus, exercendo um efeito antioxidante e antibiótico. É esse o fator principal das virtudes terapêuticas do vinho que, em algumas épocas, chegou a ser chamado de “bebida dos deuses” ou “néctar dos deuses”.

Um estudo feito no Instituto do Coração em São Paulo, que comparava o efeito do vinho e do suco de uva através de testes em coelhos que ingeriam os produtos, concluiu que 70% dos coelhos que tomaram só água tinham placas de gordura em suas artérias, frente aos 47% dos que ingeriram suco de uva e aos 38% dos que ingeriram vinho tinto. De qualquer modo, tanto a ingestão do suco de uva quanto do vinho tinto previnem a oxidação do colesterol ruim (LDL) que levam à formação de placas de asterosclerose nas pareces das artérias.

Outras propriedades das duas bebidas são: a elevação do colesterol bom (HDL), redução do risco de infartos, prevenção contra tromboses, derrames e acidentes vasculares cerebrais isquêmicos. O vinho também possui dois íons (silício e cromo) que também têm ação benéfica na limpeza das paredes das artérias. Como estas duas substâncias permanecem na corrente sanguínea por apenas 24 horas, o ideal é o consumo diário da bebida, que pode trazer melhor qualidade de vida, melhor digestão, sono e bom humor, aumento dos leucócitos, regulação da pressão arterial, ação antidepressiva, relaxante e diurética.
A quantidade máxima indicada de vinho por dia é um litro para o homem e três quartos de litro para a mulher. Acima destes limites, as propriedades benéficas diminuem ou mesmo se anulam, pois o álcool se oxida mediante processos tóxicos que se tornam nocivos ao organismo. O ideal é repartir a dose entre as duas principais refeições para que a bebida desempenhe seu papel benéfico.


Fontes: http://www.uvibra.com.br/vinhoesaude_21.htm
http://www.uvibra.com.br/vinhoesaude_34.htm
http://www.uvibra.com.br/noticias_virtudes.htm
http://www.dominiofeminino.com.br/saudavel/imagens_saudavel/vinho_grande.jpg

Arquivo: Revistas da loja República do Vinho
Livro “Vinho: Saúde e Longevidade”, de Antônio Carlos do Nascimento

Obrigada ao vendedor Vanderlei Palmeira, por sua atenção ao me fornecer material para a matéria e responder a algumas dúvidas minhas.
Por Bibiane Moreira

HPV: o problema não é só delas

Hoje em dia, proteger-se para evitar doenças sexualmente transmissíveis não é o suficiente. É preciso informação, e muita. Entre as mulheres o HPV é bem conhecido. Suas causas, tratamentos e consequências são preocupantes, pois sempre estiveram associados ao câncer de colo de útero. O exame papanicolau, que deve ser feito anualmente pelas mulheres que já iniciaram a vida sexual, acusa ou não a existência do Papiloma Vírus Humano.

No entanto, esse vírus quase imperceptível, pode atingir os homens. A desinformação de que o HPV só atinge as mulheres, acaba, muitas vezes, não preocupando os homens. Neles, a contaminação também é por meio da prática sexual sem proteção, ou pelo sexo oral. E apesar da camisinha reduzir bastante os riscos de contaminação, o vírus pode ser contraído sem penetração, pois localiza-se também nas coxas e nos testículos. Os sintomas externos podem ser mais facilmente notados, devido a anatomia do órgão sexual. Os mais comuns são verrugas que surgem no pênis. Também podem se instalar nas cordas vocais e provocar o aparecimento de papilomas que causam um quadro de rouquidão progressiva exigindo, às vezes, intervenção cirúrgica para a sua retirada.

Alguns tipos de HPV de alto risco, também causam câncer, como os de pênis e de ânus. Quando a doença é percebida, deve-se procurar um médico imediatamente, para evitar que ela se espalhe.“As verrugas podem ser eliminadas por procedimentos de cauterização ou com medicamentos. É muito importante identificar o tipo do vírus por meio de exames específicos, pois no caso de vírus carcinogênicos, é essencial que o paciente tenha acompanhamento constante de um médico especializado, para controlar a doença”, afirma o urologista Sérgio Dornelles, que há 10 anos trata casos de HPV.

Em casos de câncer, o tratamento pode ser feito por meio de radioterapia ou quimioterapia, mas, geralmente o procedimento adotado é a cirurgia.

Nos homens, o percentual de contaminação é maior do que nas mulheres, embora ocorram de forma mais assintomática. As doenças podem se desenvolver também na bexiga, na próstata e nas mucosas da boca, sem que a pessoa perceba.

Acredita-se que cerca de 50% da po­pu­la­ção se­xual­men­te ativa em algum mo­men­to da vida cruza com o HPV. Por isso, o cuidado, a prevenção e a informação são importantíssimos para evitar a doença ou que ela se desenvolva.


Tipos e vacinas

Os papilomas vírus humanos, são vírus da família Papovaviridae, que possui mais de 200 subtipos diferentes identificados até hoje. Os subtipos 6 e 11 são encontrados na maioria das verrugas genitais. Os subtipos 16, 18, 31, 33, 45 e 58, são considerados de alto risco e estão associados a tumores malignos. As vacinas existentes são contras os tipos 6, 11, 16,18 e podem ser compradas em clínicas particulares. O preço varia entre 120 e 500 reais.





Rafael Miranda

Diabetes: uma ameaça a cada indivíduo

Conhecida como uma doença metabólica, genética e hereditária que necessita de um tratamento e acompanhamento diário a "diabetes melito" ou apenas diabetes é diagnosticada pela taxa elevada de açúcar na urina.
A professora de ensino médio e pré-vestibular de Santa Maria, Regina Dorneles, cita em suas aulas de biologia que quando não haviam métodos e técnicas específicas para diagnosticar a doença, as pessoas urinavam e colocavam o líquido perto das formigas. Se elas se aproximassem era confirmado o nível excedente de açúcar. O fato é explicado porque há uma falha de produção de insulina no pâncreas.
A diabetes também pode surgir a partir de fatores externos como tumores do pâncreas ou distúrbios glandulares, quando é classificada como secundária e quando ela surge de origem genética é nomificada primária.
Dados epidêmicos
A diabetes do tipo 1 geralmente ataca crianças e jovens e a tipo 2 costuma ocorrrer em pessoas obesas de mais de 40 anos. Segundo pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas a incidência de diabetes do tipo 2 está aumentando muito rápido e assumindo características epidêmicas em vários países.
Em Porto Alegre, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde 8,9% entre 100 habitantes convivem com a diabetes. O número esclarece a preocupação em cada vez mais divulgar e esclarecer dúvidas sobre a doença. A informação pode vir de programas do governo ou também do meio educacional dentro de uma abordagem mais simples.
Regina enfatiza sempre em suas aulas a importância de que a doença embora tenha um fator genético alto, "as pessoas devem evitar o sedentarismo, controlar a dieta e procurar seguir sempre as orientações médicas". Também salienta a importância de um apoio psicológico quando a gravidade da doença exige a injeção de insulina diariamente.
Por Denise Braga Lopes

Racionalização do uso da água, uma ação sustentável

Preocupadas com a escassez de recursos hídricos anunciada para as próximas décadas, algumas empresas de Santa Maria já desenvolvem projetos de reutilização da água. Um exemplo é a Expresso Medianeira, uma das maiores empresas de transporte coletivo do país, reaproveita até 80% da água utilizada na lavagem dos ônibus através das caixas de decantação. Economia que gira em torno de 100 mil litros/mês.
O projeto desenvolvido desde novembro de 2000 é um sistema de reaproveitamento da água da lavagem, onde o veículo entra no box e, através de um sensor, inicia o processo com o produto de limpeza (shampoo), os rolos de escovas e a água para enxaguar. Essa água cai no piso do box e vai para um separador de possíveis resíduos de óleo e outros detritos mais pesados. Depois, entra em um sistema de decantação com três galerias. A primeira para separar os detritos, a segunda com brita fina para reter os resíduos e a terceira com areia para filtrar. Depois deste procedimento ela volta para o tanque subterrâneo, de onde começou todo processo de lavagem.
A empresa aproveita a água da chuva, através de calhas, para repor a água que evapora ou é perdida na lavagem dos veículos. “A questão da responsabilidade socioambiental está presente na nossa missão, valores, política e objetivos da qualidade. Ficamos contentes por estarmos ajudando o meio ambiente, e fazendo um pouco do que todos deveriam fazer”, destaca Fernando Iop Saccol, coordenador do Programa Ambiental Medianeira, implantado em 2000.
Irriga, um sistema pioneiro
No setor agrícola, Santa Maria é pioneira no país na racionalização do uso dos recursos hídricos em lavouras. O sistema “Irriga”, criado pelo Centro de Ciências Rurais da UFSM e coordenado pelo professor Reimar Carlesso, gerencia propriedades e orienta a irrigação desde a semeadura até a colheita dos grãos. O projeto completa esse ano a 10º safra e atendeu, só em 2007, cerca de 120 propriedades nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Bahia e Maranhão. O acompanhamento da área irrigada se dá através de 87 estações de monitoramento meteorológico espalhados pelo Brasil. O manejo é orientado diariamente pelo acesso ao site da universidade e a cada quatro semanas cada propriedade recebe a visita de um técnico do programa.
O sistema Irriga chega a atingir, em alguns cultivos, uma economia de até 40% de água e energia elétrica, o que aumenta o nível de lucratividade e produtividade. “O nosso grande objetivo como sociedade, além de reduzir o consumo da água, é manter ou incrementar a sua qualidade”, afirma Carlesso.
Para ser atendido pelo projeto IRRIGA, o produtor deve entrar em contato com o projeto através do site .
Reimar Carlesso recebeu, no dia 24 de março, do governo do Estado, o título de Amigo da Água, através da secretaria de Meio Ambiente e da Secretaria Extraordinária da Irrigação e Usos Múltiplos da Água em função do sistema Irriga.
Por Diogo Viedo

Pilhas e Baterias: o que fazer depois de usá-las?

Pilhas e as baterias são usadas na transformação de energia química em energia elétrica. Elas possuem determinadas substâncias químicas que, quando reagem entre si, produzem energia que fazem funcionar a grande parte dos aparelhos eletrônicos.
O problema é que muitas dessas pilhas e baterias contêm metais pesados e produtos químicos que, se liberados na natureza, fazem um grande mal, causando desde enfraquecimento ósseo até perda de olfato, visão e audição.
Uma pilha comum contém pelo menos três metais pesados: zinco, chumbo e manganês. A pilha alcalina contém ainda o mercúrio. Além dos metais pesados, as pilhas e baterias possuem ainda elementos químicos perigosos, como o cádmio, cloreto de amônia e negro de acetileno.
Segundo o médico Alexandre dos Santos Leite, ao se desfazer das pilhas e baterias em locais inadequados, se contamina o solo a água e o ar. “Através da cadeia alimentar, este produto chega aos seres humanos, causando doenças que afetam o sistema nervoso central”, explica o médico.
O professor de química Vinícius Feltrin Giglio explica que uma maneira de reduzir o impacto ambiental do uso de pilhas e baterias é a substituição de produtos antigos por novos que propiciem um maior tempo de uso. “O uso de pilhas alcalinas ou de baterias recarregáveis no lugar de pilhas comuns é uma boa estratégia. Também pode-se eliminar ou diminuir a quantidade de metais pesados na constituição das pilhas e baterias”, ressalta Vinicius.
O Brasil é o único país que regulamenta a fabricação, venda e destinação final de pilhas e baterias. Desde a resolução, aprovada pelo Conama, Conselho Nacional do Meio Ambiente, os estabelecimentos comerciais que vendem estes produtos devem estar aptos a recebê-los de volta e encaminhar a seu devido destino.
O vendedor de uma loja especializada na venda de pilhas e baterias, Gabriel Giacomini, acredita que o consumidor precisa se conscientizar do prejuízo ao meio ambiente provocado pelo descarte inadequado de pilhas e baterias. “É de suma importância que se crie o hábito de levar a pilha ou bateria velha ao ponto de coleta, caso não se disponha de um carregador para reaproveitá-las o máximo possível”, esclarece o vendedor.
Por Barbara Zamberlan Alvarez

Carne de avestruz: uma nova opção na mesa do brasileiro

A carne de avestruz está sendo introduzida gradativamente no cardápio da população brasileira, como alternativa de alimentação nutritiva. Seu sabor é semelhante ao da carne bovina e nutricionalmente assemelha-se às carnes brancas.
O preço da carne de avestruz é elevado, se comparado às demais carnes que o brasileiro está acostumado a consumir como a bovina, a suína e a de frango, e talvez esse seja o maior motivo do baixo consumo da carne de avestruz no país.
A carne de avestruz é extremamente magra, sua composição média de lipídios totais é representada por 37,52% ácidos graxos saturados, 34,57% ácidos graxos insaturados e 27,91% ácidos graxos poliinsaturados. Os ácidos graxos essenciais não são produzidos pelo organismo humano, precisam ser obtidos através da alimentação. São eles: ácidos graxos poliinsaturados linoléico, Ômega 6 e o a-linolêico, Ômega 3. Estes ácidos são necessários para a produção de energia, desenvolvimento, metabolismo celular e atividade muscular, regulam diversas funções teciduais e celulares, reduzem os níveis de colesterol sangüíneo, por diminuição da fração LDL (lipoproteína de baixa densidade) e aumento da fração HDL (lipoproteína de alta densidade).
Outra característica da carne de avestruz é seu alto teor de proteínas e aminoácidos. Sua coloração é mais vermelha e escura do que a carne bovina, devido a alta quantidade de ferro em sua composição. Esta carne é uma boa opção para pacientes anêmicos. Os valores de sódio são baixos, o que é vantajoso para pessoas hipertensas ou doentes renais.
Devido o seu pH (potencial hidrogeniônico) ser elevado (6.2), a carne de avestruz torna-se ideal para produtos processados como hambúrgueres, salsichas e presuntos, o que a torna mais acessível à população.
A nutricionista e mestranda do Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFSM, Tiffany Prokopp Hautrive, em pesquisa desenvolvida em 2006, testou a aceitação da carne de avestruz entre potenciais consumidores, como apreciadores de carnes e hambúrgueres, em Santa Maria. A pesquisadora elaborou três formulações de hambúrgueres, com diferentes percentuais de carne de avestruz. A formulação 1 é composta somente por carne bovina, a 2 é composta por carne de avestruz e bovina e a formulação 3 é composta somente por carne de avestruz. O hambúrguer de formulação 2, composto por 50% de carne de avestruz e 50% de carne bovina obteve maior aceitação. Os teores de lipídios e proteínas dos hambúrgueres encontram -se dentre os valores exigidos pela legislação. O hambúrguer misto seria uma alternativa para a industrialização e comercialização, pois agregado com a carne bovina o custo se torna mais acessível.
Por Denise Braga Lopes e Denise de Oliveira

Radioterapia: a solução ou o problema

Já não bastava a doença do câncer? Agora, os 47 pacientes que necessitam do serviço de radioterapia têm um problema a mais a ser enfrentado. Na quinta-feira ,16 do corrente mês, o Serviço de Radioterapia do HUSM, Hospital Universitário de Santa Maria, foi interditado por 90 dias. A determinação veio do Setor de Vigilância em Saúde que alegou falta de infra-estrutura, de aparelhos, de instalações adequadas e de profissionais e funcionários. Por enquanto, o problema das pessoas que realizavam o tratamento contra o câncer não tem data marcada para acabar.

Auditorias públicas e reuniões entre o Husm e o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) já estão sendo realizadas para que o serviço volte a funcionar o mais breve possível. Os próximos passos a serem dados pelo hospital é a compra de mais um aparelho de radioterapia, máscaras para proteger os pacientes contra a radiação e um médico que possa acompanhar o tratamento.
Claudete Lopes, delegada substituta da 4ª CRS, informou que os pacientes estão sendo encaminhados para o Hospital de Santa Cruz do Sul. “Nosso papel está sendo feito. Estamos direcionando os pacientes para Santa Cruz. O transporte é pago pelas secretarias. O problema é que nada ainda foi resolvido no hospital universitário. A compra de novos equipamentos já está sendo agilizada, mas isso leva tempo”.

O pedido para a compra de um novo aparelho de tratamento do câncer já foi feito. Segundo o diretor administrativo do Husm, Carlos Amaral, “encaminhamos ao setor jurídico da universidade o pedido emergencial, espera-se que o pedido seja liberado logo para efetuarmos a compra, que tem um valor de R$30 mil, mais ou menos”.

Quando questionado sobre a falta de profissionais no setor, Amaral afirmou que o problema será resolvido com o quadro do hospital e com funcionários terceirizados.

O prédio que abriga o serviço de radioterapia é antigo e não cumpre com algumas normas exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), elaboradas em 2006. O Husm aguarda as verbas do Ministério da Saúde para fazer as reformas necessárias. Assim que o hospital fizer as melhorias exigidas, o Setor de Radioterapia será reativado e volta a funcionar.

Tratamento

A radioterapia é um tratamento para regenerar células com tumores. O tecido doente é exposto à radiação e o tempo da aplicação é calculado conforme cada caso. O tratamento do câncer pode ser feito por cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, utilizadas de forma isolada ou combinada, dependendo do órgão e do grau de invasão do tumor.

Pacientes que precisam de tratamento para radioterapia devem entrar em contato com a 4ª Coordenadoria Regional de Saúde, pelos telefones (55) 3222-3988 ou 3222-2929, ou ir na Rua André Marques, 675

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Difusão de tecnologia aumenta produtividade no cultivo do arroz

Diminuir a lacuna entre o rendimento médio e o potencial produtivo das lavouras de arroz gaúchas é o desafio proposto pelo Projeto 10, um conjunto de estratégias para o aumento da produtividade, competitividade e sustentabilidade da lavoura orizícola do Rio Grande do Sul.
Partindo da idéia de que o Estado tem tecnologia para obter resultados mais elevados na produção de arroz, foi identificada a precariedade quanto à transferência das técnicas de cultivo.
O Projeto 10 integra o projeto ArrozRS implementado pelo governo do Estado, consiste na formação de um grupo de produtores assistidos por técnicos habilitados que trabalham na implantação de lavouras experimentais com tecnologia limpa e o uso eficiente dos recursos naturais para obtenção de altas produtividades.
Para o diretor técnico do Irga, Valmir Menezes, o Projeto 10 foi fundamental para que o RS obtivesse resultados mais satisfatórios quando o assunto é arroz. Prova disso é que as áreas cultivadas mediante orientação atingiram rentabilidade de até 8,2 toneladas por hectare, enquanto a média regional se manteve em 7 toneladas. Porém, isso só foi possível graças a adesão de 579 produtores de forma direta, somados a outros 3799 que participaram de forma indireta em 63 municípios do estado.
Segundo o técnico agrícola do Irga, Milton Oliveira, os arrozeiros da depressão central tem demonstrado interesse pelo projeto. Ele explica que são agendados “Dias de Campo”, onde os demais produtores da região são convidados a conhecer as ações empregadas na manutenção da lavoura experimental, como por exemplo a época de semeadura, os cuidados com a irrigação, a adubação balanceada e o controle de pragas e doenças.

Quinoa, nova arma da alimentação natural

A quinoa ou quinua é uma espécie da família do espinafre, de alto valor nutricional que no Chile e no Equador já foi amplamente usado para reduzir a desnutrição infantil. Foi qualificado pela Academia de Ciências dos Estados Unidos como o melhor alimento de origem vegetal para consumo humano. É interessante para esportistas, alérgicos ao glúten, idosos, pessoas com propensão a doenças cardiovasculares, vegetarianos, amantes de uma alimentação saudável e esta conquistando a cozinha de conceituados restaurantes.
Este pseudocereal é uma ótima fonte de proteínas de alto valor biológico e fornece todos os aminoácidos essenciais necessários para o perfeito funcionamento do nosso organismo além de ser fonte de várias vitaminas e minerais.
A
Embrapa – Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados realizou um trabalho pioneiro com a quinoa da espécie Chenopodium quinoa Wil para adaptá-la ao cultivo no Brasil. Depois de longo tempo de pesquisa, foi disponibilizada em 2001 aos agricultores.
No Brasil, ela é ainda pouco conhecida. A pesquisa mostra as suas características nutricionais, reunindo informações sobre os benefícios de incorporação do quinoa no plano alimentar, indicando uma alternativa para diversificar e complementar a alimentação.
Segundo a nutricionista, Clarissa Dotto, a quinoa não faz milagres, mas fazendo parte de um plano alimentar equilibrado pode ajudar os seus consumidores a alcançarem as necessidades nutricionais desejadas e desfrutar de uma melhor qualidade de vida junto aos benefícios de ótimo estado nutricional.

Benefícios da ingestão em
celíacos:
A vantagem da quinoa é que ela é isenta em glúten e pode ser consumida pelos portadores de doença celíaca. Os celíacos têm intolerância a alimentos elaborados a base de trigo, amido de trigo, centeio, cevada, triticale e aveia. Ao consumirem esses alimentos são acometidos de forte diarréia que pode levar a uma desnutrição generalizada. Controlar a alimentação é parte principal do tratamento, a ingestão de farináceos deve ser reduzida e excluída e se o doente pode ser curado, isso só ocorrera se manter uma dieta isenta de glúten.
Em indivíduos suscetíveis, o glúten desencadeia uma reação inflamatória no intestino delgado, que “achata” o epitélio, reduzindo a absorção. A extensão do comprometimento determina se o individuo com doença celíaca desenvolverá os sintomas, que incluem fraqueza, diarréia, fadiga, perda de peso e anemia.
Mesmo não sendo considerada uma substituta perfeita para os produtos convencionais quem contem glúten, a quinoa mostra-se uma alternativa atraente para elaboração de alimentos. Além de apresentar alto teor de proteínas, as quantidades de minerais encontradas nesse pseudocereal são suficientes para satisfazer as recomendações nutricionais.
A obtenção de produtos torna-se difícil sem as propriedades mecânicas conferidas pelo glúten, mas já existem varias formulações desenvolvidas utilizando grão de cereais não tóxicos.
Benefícios da ingestão em esportistas:
Tem sido estudada como um bom alimento para os esportistas pelo alto teor de carboidratos (amido), principal substrato energético utilizado na pratica esportiva, e também pelos aminoácidos essenciais que são importantes para o sistema imunológico. Os atletas devem ingeri-la antes e depois das provas, pois contem ômega 3 e ômega 6 auxiliares no armazenamento de glicogênio nos músculos formação e recomposição de fibras musculares rompidas durantes os exercícios.

Benefícios da ingestão em idosos:
Na terceira idade, um dos fatores mais relevantes na diminuição do consumo alimentar é a redução da sensibilidade por gostos primários como o doce, amargo, ácido e salgado. E com a perda dos dentes ou a utilização de próteses totais ou parciais inadaptadas, o idoso vai necessitar de um alimento com consistência macia e sabor suave, características estas encontradas no quinoa.
Devido à presença de todos os aminoácidos essenciais ele vai ajudar a retardar a perda de massa muscular. O consumo adequado de proteínas é fundamental para a manutenção da massa muscular que diminui com o aumento da idade.
O papel das fibras solúveis no metabolismo encontradas em boa quantidade no quinoa é de extrema importância para os idosos. Elas tendem a estabilizar as concentrações de glicose e insulina sangüínea pós-prandial e a reduzir o colesterol sérico.
Por ser fonte de vitaminas E, C, zinco e magnésio, que possuem propriedades antioxidantes vão ajudar a proteger as células contra ação dos radicais livres e a lisina vai ajudar a fortalecer a imunidade e a melhorar a memória.

Benefícios da ingestão em pessoas com propensão a doenças cardiovasculares:
Devido ao seu baixo índice de sódio e boa fonte de potássio, a quinoa regulariza o funcionamento do sistema muscular e os batimentos cardíacos.
A quinoa é rica em fontes protéicas de origem vegetal e de alto valor biológico, tendo a vantagem de não aumentar a ingestão de gorduras saturadas e colesterol presentes nas fontes animais e relacionadas ao desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

Benefícios da ingestão em vegetarianos:
Auxilia vegetarianos restritos a atingirem suas necessidades protéicas diárias. Entretanto o quinoa não é fonte de vitamina B12 e ferro heme sendo este melhor absorvido pelo nosso organismo, cujas principais fontes são os alimentos de origem animal.

Publicidade pelo meio-ambiente

Uma empresa em Santa Maria, no interior Rio Grande do Sul, entrou na moda do “ecológicamente-correto”. Há três meses um projeto inédito e inovador vêm ganhando espaço junto às empresas de publicidade da cidade: “Todos Jungton pelo Meio Ambiente”, é uma campanha criada pela empresa de comunicação visual, Jungton que há mais de 30 anos atua no segmento.
“Sabemos que o mercado de comunicação visual e impressão digital é um potencial poluidor”, diz Zélia Jugton, uma das idealizadoras da campanha e também proprietária da empresa junto com o pai e a irmã. Segundo ela, a idéia surgiu de uma preocupação da empresa com o destino do material gráfico produzido por eles depois de utilizados pelos os clientes, e também o impacto que ele causava no meio ambiente. “Os materiais que antes iriam para o lixo comum ou que o cliente não saberia o que fazer são coletados gratuitamente por nós. Basta entrar em contato pelo telefone ou por e-mail que nós vamos até lá recolher”, conta a empresária.
Segundo Zélia, hoje já é possível notar a conscientização tanto dos clientes quanto dos empregados, pois a campanha também abrange a coleta seletiva dos resíduos gerados dentro da própria empresa, o que eles chamam de “resíduos de produção”. A cada três meses, esses materiais são selecionados e encaminhados às empresas regulamentas pela Fepan (Fundação Estadual de Proteção Ambiental). Zélia destaca que parte deste lixo é reciclado. A outra parte é destinado a aterros sanitários, permanecendo assim, isolados no meio-ambiente.
A campanha é uma forma que a empresa encontrou para alertar às Agências de Publicidade, parceiros e clientes e também a população quanto às questões ambientais. Zélia comenta que o trabalho melhorou muito dentro da empresa, “hoje eles estão evitando cada vez mais desperdícios, e além de ter está política dentro da empresa, também levam isso para dentro de suas casas”.
A Jungton é uma empresa familiar pioneira no ramo da comunicação visual em Santa Maria. Entre suas principais atividades estão a confecção de adesivos, painéis decorativos, almofadas, banners, e envelopamento de veículo.

ACONTECE

Encontro Internacional de Profissionais da Conservação da Biodiversidade
De 05 à 11 de novembro de 2008 - em São Paulo
Informações no site da Fapesp

6º Congresso brasileiro de Tecnologia e (Re)Habilitação Cognitiva
De 06 à 08 de novembro de 2008 - em São Paulo
Evento organizado pela Sociedade Brasileira de Neuropsicologia
Informações no site: http://www.agencia.fapesp.br/

2º Conferencia Ibero-Americana de Publicações Eletrônicas no Contexto da Comunicação
de 17 à 21 de novembro - no Rio de Janeiro
Tema: "Percursos digitais entre ciência, tecnologia e inovação"
Informações no site

3º Simpósio Multidisciplinar sobre Células-Tronco
De 25 à 28 de novembro de 2008 - Em São Paulo
Informações no site

Amazontech 2008 - Amostra de Inovações Tecnológicas
De 25 à 29 de novembro de 2008 - Em São Luís do Maranhão (MA)
Tema: "Educação e Inovação pela Sustentabilidade"
Realização: Sebrae e Embrapa
Informações pelo site

Reunião Ciência, Tecnologia e Sociedade
de 26 à 28 de novembro de 2008 - Em Porto Alegre
Informações no site da sbpc

2º Encontro de Ciencia e Tecnologia do Paraná
de 27 à 29 de novembro de 2008 - Em Guarapuava no Paraná
Informações pelo site

I Oficina de Redação em Divulgação Científica
Em andamento até 11 dezembro de 2008 - Em São Paulo
Realização: Núcleo José Reis de Divulgação Cientifica / Legulus Cursos de Difusão Cultural
Informações pelo site: http://www.legulus.com.br/

Leitura e Escrítura da Divulgação Científica
Em andamento até 02 de fevereiro de 2008 - Em São Paulo
Realização: Legulus Cursos de Difusão Cultural.
Informações pelo site: http://www.leituraeescritura.com/

61º Reunião Anual da SBPC
de 12 à 17 de julho de 2009 - em Manaus (AM)
Realização: Sociedade Brasileira para o Pregresso da Ciência
Informações pelo site: http://www.sbpcnet.org.br/

Chimarrão e Saúde


O chimarrão é um dos maiores símbolos do tradicionalismo gaúcho. Com freqüência pode-se ver gaúchos com cuias térmicas no local do trabalho, na aula, ou carregando mateiras em lugar de passeio. Uma boa notícia para os mais tradicionalistas: o que era costumeiro ser feito por tradição pode tornar-se um hábito para cuidar da saúde.
A cardiologista Vera Portal está desenvolvendo uma pesquisa sobre os benefícios da erva mate e do chá verde para a saúde. Com a pesquisa ela pretende mostrar que tomar chimarrão melhora o colesterol ruim, reduz a massa gorda e os níveis de açúcar no sangue, diminui o peso corporal, melhora da resposta inflamatória do organismo e do fluxo sangüíneo nas artérias coronárias.
O cardiologista Alexandre Alves alerta que se deve estar atento aos efeitos colaterais. Por possuir cafeína, o chimarrão em excesso pode causar palpitações. Cada pessoa deve saber o limite de ingestão dessa bebida, porque cada um tem sensibilidade diferente. Para alguns, alguns goles são o suficiente para acelerar o coração.
Alves também explica que existe uma substância na erva mate, o benzopireno, que também é encontrado no cigarro, que pode ser uma substância cancerígena. Mas a quantidade na erva mate é muito pequena e a pessoa deverá ter uma predisposição para desenvolver câncer. E é constatado mais casos de câncer na faringe nos lugares onde é costume tomar chimarrão muito quente – nesse caso, a doença é desenvolvida por causa da temperatura elevada.
O estudo sobre os benefícios do chimarrão e da erva mate está sendo feito no Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul, sob a coordenação da médica Lucia Pellanda. Os primeiros resultados da pesquisa deverão sair em março do ano que vem.

Por Beatrice Witt

Cigarro e Anticoncepcionais não combinam

As pílulas anticoncepcionais destacam-se na lista dos métodos contraceptivos com grande eficácia. A margem de falha entre as mulheres que fazem o uso correto dos comprimidos é de 0,1%. Mas a combinação de seu uso com o tabaco pode diminuir a eficácia.
O risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e tromboflebite em mulheres jovens que usam anticoncepcionais orais e fumam, chega a ser dez vezes maior que o das que não fumam e usam este método de controle da natalidade. Calcula-se que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos de idade.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que mulheres fumantes com mais de 35 anos não recorram às pílulas combinadas (que contêm estrógeno e progesterona em sua formulação), pois foi observado que essas pacientes apresentam mais riscos de terem infarto, derrame e trombose venosa , alerta Cassiana Giribele, membro do Conselho Editorial da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
Uma vez abandonado o cigarro, o risco de doença cardíaca começa a decair. Após um ano, o risco reduz à metade, e após 10 anos atinge o mesmo nível daqueles que nunca fumaram.Entre as mulheres que convivem com fumantes, principalmente seus maridos, há um risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão em relação àquelas cujos maridos não fumam.
A prevenção ainda é a melhor solução. O cigarro traz outros malefícios além da diminuição da eficácia da pílula, atinge mulheres que não usam esses métodos e também os homens.
Preocupados com os males a Unifra lança a campanha Antitabagista. Buscam conscientizar e diminuir o número de fumantes que freqüenta a instituição, levando não somente informações sobre os malefícios do cigarro, mas destacando como o mesmo interfere e controla a vida de quem fuma. A campanha visa, sobretudo, despertar um questionamento pessoal sobre o ato de fumar, dando condições para que os usuários de cigarro iniciem sua luta contra o vício.



Fontes: Organização Mundial de Saúde. La mujer y el tabaco, 1993.

Rosemberg, A.M. Implicações do Tabagismo na saúde da Mulher. mimeo, 2002.

http://www.unifra.br/Home/Noticia.asp?1621

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Tempestade global

São Paulo, 29 de setembro de 2008, 14h49min. A Bovespa se vê obrigada a acionar o circuit breaker: os negócios estão temporariamente interrompidos, pois a queda no mercado superou os 10%. O pior tombo da Bolsa de Valores de São Paulo nos últimos nove anos é o primeiro reflexo da turbulência global no Brasil. Setembro de 2008 ficará marcado pelo início de uma crise sem precedentes na história da economia moderna, que altera o rumo do capitalismo.
Tudo começou nos Estados Unidos. E não é tão complexo de entender: os bancos que concediam financiamentos habitacionais sofreram calote de muitos clientes. Como os títulos dessas dívidas eram negociados entre bancos, o efeito se espalhou. Só no dia 14 de setembro, 10 destes anunciaram socorro financeiro ao governo para tentar enfrentar a crise. No dia 29, porém, a Câmara dos Deputados norte-americana rejeita o plano de resgate financeiro. Como conseqüência, a Bolsa de Nova York cai 6,98%, a maior em pontos de sua história.
O fracasso refletiu em uma forte tensão no mercado financeiro do mundo todo, comparada somente à crise de 29. As bolsas de valores despencam, bancos anunciam falência e o dólar dispara em relação ao real. Para a população, fica o medo em investir, a sombra do aumento do desemprego, a alta dos juros e a dificuldade em fazer novos financiamentos.
Mas, afinal, que precedentes a crise trará ao cotidiano dos brasileiros? Nessa nova ordem da economia, como serão as relações que envolvem dinheiro e confiança, liberdade e regulamentos, iniciativa privada e Estado? Quais os cuidados que teremos de ter na hora de comprar, viajar, consumir?
A maioria destas perguntas continuará sem resposta definitiva e concreta por um bom tempo. Mas a partir da análise de mercado podemos chegar a algumas observações importantes. Mudanças radicais indicam que os mecanismos que impulsionaram a economia global nas últimas duas décadas serão aposentados. Após a crise, o mundo deverá se movimentar de forma mais lenta, de acordo com novas e severas regras. Que regras serão essas? Só o tempo poderá afirmar.

E o Brasil?
" O reflexo da crise financeira americana no Brasil será quase imperceptível." A frase é do presidente Lula, que mais uma vez manifesta otimismo diante de uma situação mais do que delicada. A crise pega o país no auge, quando o crescimento e o desenvolvimento são bem satisfatórios. Por outro lado, o país criou uma defesa consistente que deverá tornar menos devastadores os efeitos da tormenta. Ou seja, o Brasil não está entre os vulneráveis, e sim com um mercado interno vigoroso e agora pertencente ao grupo dos emergentes.
"Diferente das empresas americanas, onde o crédito era disponibilizado sem alienações e análises dos credores, no Brasil as instituições financeiras oferecem financiamentos com maior cuidado, com base em critérios seguros e garantias que asseguram, pelo menos temporariamente, a normalidade das operações financeiras domésticas", afirma Rosmeri Antunes, gerente de uma agência do Itaú em Santa Maria.
Porém, a crise afeta não somente o setor da economia. O aumento de 20% previsto para o exercício de 2009 na Cultura não vai se concretizar. A perspectiva é que o valor continue estacionado nos R$ 800 milhões.

E o brasileiro?
A maioria dos brasileiros passa longe da bolsa de valores. Porém, não significa que a população não será diretamente afetada pela crise econômica. Podemos notar pelo menos duas alterações importantes nas condições oferecidas para a compra de bens como carros e eletrodomésticos: na média do mercado, os juros já estão mais altos e os prazos encolheram.
Na compra de uma geladeira, por exemplo, o preço deve continuar o mesmo – exceto se o dólar continuar se valorizando frente ao real. Porém, se a compra for a prazo, a prestação vai ficar mais cara, com um prazo mais curto e o juro mais caro. Se a compra for à vista, não haverá diferença. Ou seja, o poder de compra do brasileiro tende a diminuir.
Rosmeri alerta para que os consumidores evitem financiamentos longos, contratos prevendo juros variáveis e compras em moedas estrangeiras. Em aplicações, os fundos de renda fixa, como os Certificados de Depósito Bancário(CDB), são os mais seguros e recomendados.
Embora o país esteja de certa forma protegido das conseqüências imediatas da crise, o desemprego que já afeta 3 mil trabalhadores por dia na Espanha e que atingiu 140 mil no Reino Unido e 40 mil trabalhadores na França só em agosto, deve chegar aos brasileiros nos próximos meses. Indústrias multinacionais como as montadoras Opel e BMW paralisaram toda sua produção na Europa, medida que tende a espalhar-se pelo mundo. Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), serão gerados 20 milhões de novos desempregados até o final de 2009, chegando a 210 milhões. Será a primeira vez que a humanidade atingirá essa marca.
" A crise é nos EUA, o Brasil vive um bom momento na economia, mas infelizmente já podemos sentir algumas conseqüências da turbulência aqui na região. Os negócios da minha empresa já estão sendo afetados, pois dois dos principais fornecedores, que buscam os produtos no exterior, elevaram os preços de venda. Outro importante fornecedor foi além: temeu pelo futuro incerto e decidiu interromper por tempo indeterminado todas as negociações da empresa. O dólar subiu e se tornou um fator preocupante. E isso tudo, como sempre, vai acabar estourando no bolso do consumidor final "– explica José Luiz de Oliveira, microempresário.

Por Diogo Viedo e Fabio de Oliveira

Cientistas pressionam Lula por redução de burocracia

Em um evento da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) nesta terça-feira (21/10), o Presidente Luíz Inácio Lula da Silva foi questionado por cientistas quanto à demora na burocracia que acaba atrasando as pesquisas no país.
Um dos questionamentos vem de biólogos que trabalham coletando animais e plantas e dos pesquisadores que dependem da importação de material para os estudos. O Ministério do Meio Ambiente já emitiu uma portaria para facilitar a concessão de autorizações para pesquisa em parques nacionais, mas segundo o presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, o problema não foi solucionado.
Após ouvir as reclamações dos pesquisadores, Lula afirmou que pensava que já estava resolvido “esse negócio de pesquisa na Amazônia”. O presidente ainda sugeriu que a SBPC e o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende coloquem todos os problemas mencionados numa "cesta" e os levem para uma reunião no fim do ano. A partir disso, será verificado o que pode ser feito "com cada órgão que está criando determinadas dificuldades".
O presidente fez piada com os cientistas e disse que eles não são os únicos que emperram frente à burocracia. "Eu queria trocar os microfones dos púlpitos em que eu falo, porque são muito compridos e eu não consigo ler os documentos. Nós passamos dois anos. Vocês acham que é só com vocês?"
Já sobre as reclamações sobre a falta de recursos na área de ciência e tecnologia, o presidente não ouviu, porém ressaltou que o dinheiro proveniente do PAC da Ciência, R$ 41 bilhões, precisa ser bem gasto até 2010, e que essa é a condição para que o setor receba mais recursos posteriormente.
Deu aqui

Implantes: inovação para poucos.

Os implantes dentários são "raízes" artificiais implantadas no osso mandibular ou maxilar, com o objetivo de substituir as raízes verdadeiras, possibilitando a "fabricação" de próteses sobre os mesmos. O objetivo é repor os dentes ausentes, proporcionando a reabilitação estética e funcional (mastigação), diminuir a sobrecarga em dentes remanescentes (dentes que não caíram) possibilitando um equilíbrio durante a mastigação e frear a reabsorção óssea. Isto é, o osso maxilar tem como função sustentar os dentes, permitindo a mastigação. Uma vez perdido esse dente, o osso perde essa finalidade e é reabsorvido pelo o organismo, o quê associado a problemas hormonais geram uma perda na qualidade desse osso. O implante pode deter esse processo, livrando o paciente de problemas funcionais e atuando de forma similar aos dentes naturais.
O material utilizado para a fabricação de implante é o titânio, um metal biocompatível com o tecido orgânico, o que evita uma reação adversa e permite a osseointegração - processo pelo qual o implante se integra ao osso.
O tratamento é indolor, normalmente procurado por aqueles que desejam melhorar a estética ou corrigir a alguma lesão que ocasionou a perda de dentes. Normalmente a fase da osseointegração dura de três a quatro meses na mandíbula (osso inferior) e cinco a seis meses no maxilar (osso superior), a taxa de rejeição é mínima. Uma vez bem planejado pelo dentista e bem higienizado pelo usuário, tratamento não gera riscos e dura a vida toda.
Fora seu custo elevado, são poucas as restrições para aqueles que desejam colocar um implante. Adolescentes entre 15 e 18 anos não devem utilizar, pois o crescimento maxilar ainda não é completo; pessoas com doenças sistêmicas graves, como leucemia por exemplo, pessoas com diabetes mesmo que controlada, pois são mais suscetíveis a infecções, mulheres grávidas, dependes químicos e fumantes no geral, por que o cigarro além de prejudicar a saúde dos dentes, prejudica os tecidos ao redor do implante.
Complexo e sofisticado, é um procedimento realizado em consultório odontológico pelo especialista na área. Seu valor depende do número de dentes a ser implantado, mas não é um procedimento barato, que atinge as classes populares. Em Santa Maria, por exemplo, o sistema único de saúde (SUS) não disponibiliza nem a confecção de próteses para aqueles que necessitam de uma adequação.


Bullying: ameaça na escola


Seu filho não gosta de ir à escola e está com as notas ruins. Você já reduziu as horas de vídeo-game dele, cortou a televisão, mas nada mudou. Pode ser que não sejam as excessivas horas na frente do computador ou o fato dele ir dormir tarde que justifiquem esta má vontade de estudar. Seu filho pode estar sofrendo o tipo de agressão denominada "bullying".


O "bullying", palavra de origem da língua inglesa (bully, que significa valentão) significa a prática de violência na qual uma ou mais pessoas agridem e humilham alguém incapaz de se defender. Segundo a psicóloga Dalva Lopes Gonçalves, a prática tem origem na própria família: “Questões como desestruturação familiar, relacionamento afetivo pobre, maus tratos e explosões emocionais por parte dos pais podem desencadear este comportamento em um indivíduo”.
Um jovem que xinga os professores e bate nos colegas, ou não quer ir mais no colégio e volta com as roupas rasgadas, pode estar praticando ou sendo vítima de "bullying". Segundo Dalva Gonçalves, independente do caso, o jovem deve procurar ajuda psicológica para um trabalho de orientação, mas o principal está no “ papel dos pais, dando atenção e afeto ao jovem”.

O tratamento ao praticante da agressão é recomendado enquanto a pessoa ainda é jovem, pois na medida em que envelhece, o indivíduo torna hábito xingar vizinhos e colegas de trabalho. Se não tratado, Dalva avalia que a pessoa pode ter conseqüências tanto no trabalho como na vida particular: “A pessoa pode perder uma ótima oportunidade de emprego ou um relacionamento, por ter este temperamento agressivo e intolerante”.
O estudante Fernando Costa, hoje na universidade, lembra como foram difíceis os tempos do colégio. “Na oitava série, eu era o chamado courinho da turma. Todos me humilhavam. Nunca sofri agressão física, mas a psicológica era horrível”. A solução encontrada foi a troca de escola. O estudante melhorou seu rendimento e sentiu-se mais confiante: “Eu senti de novo a vontade de ir às aulas. Nunca fui muito de estudar, mas sempre gostei de estar no ambiente escolar”, conta Fernando.
Como o bullying também se desenvolve facilmente no âmbito escolar, é importante que os professores estejam atentos às atitudes de seus alunos: “Acredito que se os professores estiverem atentos ao comportamento da turma, orientando e intervindo, poderemos prevenir muitos casos”, ressalta Dalva Gonçalves.
A professora e psicóloga Micheline Ritzel conta que atuando como educadora há dez anos, já presenciou casos de bullying: “Já presenciei pequenos furtos, ameaças, ofensas, agressões físicas. Mas o que mais se vê é alunos que apelidam, xingam e zoam outros colegas. Muitas vezes estes alunos justificam suas atitudes como uma brincadeira, ou ainda como forma de se defender de algum tipo de agressão”. Ritzel conta que nesses casos, parou a aula e conversou com os alunos: “Sempre parei a aula e orientei meus alunos quando via essas atitudes, alertando eles das conseqüências que o bullying pode trazer à vida escolar e social do adolescente”.
A Secretaria Municipal de Educação,em Santa Maria, informou não ter dados específicos registrados sobre o bullying. Porém, a coordenadora do eixo do Ensino Fundamental, professora Neuza Pereira explicou: “Com certeza os professores presenciam esse tipo de comportamento em sala de aula, só não sabem que isso é um comportamento chamado bullying”. E é em cima deste ponto que iniciou na última segunda-feira, 20 de outubro, o I Curso de Formação de Profissionais da Educação: Escola que protege na Universidade Federal de Santa Maria, sobre violência nas escolas para professores da rede Estadual, Municipal e Particular. O curso, que vai até 31 de outubro, está divido entre manhã e tarde, contara com palestras e oficinas sobre diversos temas que englobem violência infantil nas escolas. O curso é promovido pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Formação Inicial, Continuada e Alfabetização da UFSM (GEPFICA), com apoio do Ministério da Educação e do Centro de Educação da UFSM.
Por Adriano Sartori e Bruno Tech

O mundo do pequeno: a Nanotecnologia

Carros que mudam de cor com vidros auto-limpantes, cosméticos anti-idade, geladeiras com ação bactericida e maior durabilidade para os alimentos, ipods, produtos de limpeza com base na natureza, coletes a prova de bala mais leves, capacidade de transportar medicamentos dentro do corpo, reconstruções dentárias, combate a tumores de pele, revoluções no tratamento do câncer e até cuecas auto-limpantes muito usadas pelos soldados do Iraque. São diversas as novidades criadas pela nanotecnologia.
Nano vem do grego nanos que significa “anão”. Nanotecnologia é a criação de matérias utilizáveis e funcionais, a base de tudo isso está na capacidade de transformar átomos e moléculas cada vez menores, ou seja, o nano através da escala nanometrica que equivale a um bilhão de vezes menos que o metro.

A nanotecnologia é uma possibilidade de brincar um pouco de Deus”, explica Solange Fagan Binotto, Dra. Em física e coordenadora do Mestrado em Nanociências do Centro Universitário Franciscano. Ela diz que o estudo é a junção de várias ciências, a química, a física e a biologia e visa estudar a matéria numa escala muito pequena para construir coisas que nunca existiram antes ou para começar a entender o que já existia e não sabíamos como funcionavam.
A área da saúde é o setor no qual se tem mais investimento.Já existem muitos estudos para diagnóstico e tratamento de doenças, mas a maior revolução, segundo especialistas, ainda está por vir como, por exemplo, para o tratamento do câncer e da AIDS.Um dos grandes obstáculos é o alto custo dos produtos.
Processos ainda desconhecidos

Apesar de todas as vantagens, ainda não se sabe os riscos que a nanotecnologia pode causar aos pesquisadores e usuários, pois ainda não há técnicas experimentais para observar a escala do que está fazendo mal.
Segundo Solange, não há dimensionamento dos riscos que as pessoas correm, pois quanto menor o nano mais problemático fica para ver o efeito biológico.
A regulamentação da nanotecnologia é muito recente no mundo todo, existem cuidados especiais para lidar com os estes materiais, mas em condições ainda precárias devido à falta de conhecimento sobre os efeitos. Já as empresas que lançam os produtos, visam o lucro e não demonstram interesse na segurança do público-alvo.
No Brasil a nanotecnologia não tem uma regulamentação própria mas foi adotada a lei de Biossegurança como parâmetro. A nanopoluição já é uma preocupação entre os pesquisadores pelo fato de que a nanotecnologia permite uma redução das partículas - as nanopartículas -, a tamanhos capazes de alterar formas, fórmulas e funções de produtos. Trata-se assim, de um tipo de poluição que pode ser muito perigosa, uma vez que pode flutuar facilmente pelo ar viajando por grandes distâncias, devido ao seu pequeno tamanho. Por outro lado, mesmo não se sabendo os efeitos maléficos que a nanotecnologia pode causar “ ninguém viverá mais sem eles, pois os produtos estão saindo, e as empresas não vão parar de produzir. As coisas vão chegar e não se sabe se faz bem ou se faz mal. Mas não é por causa disso que as empresas vão parar de produzir.” esclarece a coordenadora.
A Nanociência está expandindo mas há poucos cursos que abrangem todas as áreas de concentração da nanociência.
O Mestrado em Nanociência - Pós-graduação Stricto-Sensu do Centro Universitário Franciscano é uma opção a quem se interessa ao estudo da nanociência. Ele é o único mestrado multidisciplinar na área em todo o país.
O curso tem como público-alvo profissionais de diversas áreas. “Para falar em nanociência não tem como mostrar só o ponto de vista da biologia, química ou física, são necessários outros profissionais como da medicina, farmácia e computação. Ninguém consegue fazer nada sozinho nesta área, o ideal é juntar o maior número de pessoas e colocá-las para trabalharem em conjunto”, conclui Solange.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Pesquisa internacional investiga as propriedades de nanoestruturas à base de óxidos

Santa Maria integra uma rede mundial de pesquisa sobre nanoestruturas, através do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Nessa rede, uma linha de pesquisa denominada "Transportes Eletrônicos e Propriedades Elétricas e Magnéticas de Superfícies, Interfaces e Películas " está sendo desenvolvida por universidades do país inteiro, além de contar com a colaboração de pesquisadores de universidades estrangeiras. A UFSM participa nela com o projeto "Nanoestruturas à base de óxidos", que visa incorporar óxidos com ferromagnetos diluídos (DMS), isolantes ou semicondutores, no crescimento de sistemas de nanoestruturas. Financiada por várias fontes, incluindo CNPQ, agências públicas e privadas, além do centro de pesquisas IRCSET, da Irlanda, ela possui um total de verba disponível de aproximadamente 72.900 reais.
A pesquisa está no seu estágio inicial, ou seja, nanoestruturas à base de óxidos não têm, ainda, suas propriedades conhecidas. A equipe de pesquisa pretende consolidar o sistema de crescimento de filmes da UFSM e, junto com a UNIPAMPA, estabelecer o crescimento de filmes por eletrodeposição. Logo após, identificar óxidos com magnetos diluídos que apresentem magnetização a tempertatura ambiente, e estudar em detalhe suas propriedades magnéticas, elétricas e estruturais. "Já conseguimos nos aproximar do fim da primeira etapa. Os sistemas de deposição entrarão em funcionamento neste ano", comenta o coordenador do projeto, Lucio Strazzabosco Dorneles, PhD em Transportes Eletrônicos e Propriedades Elétricas de Superfícies; Interfaces e Películas. "São produzidos filmes ultrafinos de óxidos. Ultrafinos significa espessuras da ordem de dezenas ou centenas de nanômetros (20 - 300 nm). Estes filmes são analisados por diferentes técnicas, o que nos informa se eles tem ou não propriedades interessantes", explica Dorneles que pesquisa nanoestruturas desde 1994.
Segundo ele, nanoestruturas à base de óxidos são quaisquer estruturas construídas com algum óxido que tenham pelo menos uma das dimensões em escala nanométrica. "Ou seja, uma série de filmes ultrafinos de óxidos ou de metais de transição, empilhados. As estruturas que nós estudamos não são utilizadas em aplicações do dia-a-dia", complementa ele.
A pesquisa tem sua aplicação principalmente no meio acadêmico, porém, poderá ser utilizada também pela indústria, como por exemplo, aplicados em sensores.
A equipe de pesquisa é composta pelos professores brasileiros Luiz Fernando Schelp, doutor, especialista em transporte eletrônico em nano-estruturas; Marcos Carara, doutor, especialista em transporte eletrônico a altas freqüências em nano-estruturas; André Gündel (UNIPAMPA, Bagé), doutor, especialista em crescimento de filmes ultrafinos por eletrodeposição e caracterização in-situ;Paulo Pureur Neto (UFRGS, Porto Alegre), doutor, especialista em caracterização magnética e de transporte a baixas temperaturas; e pelos irlandeses Michael Coey (TCD, Dublin, Irlanda), doutor, especialista em magnetismo e James Lunney (TCD, Dublin, Irlanda), doutor, especialista em aplicações de LASER e plasma.
Entre os bolsistas estão os estudantes da UFSM Matheus Gamino Gomes, mestre e aluno de doutorado, e os graduandos Thiago José de Almeida Mori e Vivian Montardo Escobar.
Por Bruna Berwanger de Andrade e Patrícia Nunes

Mal de Alzheimer, do lapso ao esquecimento

Uma doença que não tem prevenção. O diagnóstico é difícil de ser feito e quase sempre é tardio. Considerada uma doença degenerativa que produz atrofia progressiva o Alzheimer atinge no Brasil entre 800 mil e 1,2 milhão de pessoas. O índice de portadores no mundo corresponde oscila entre 24 e 27 milhões.
O Centro Universitário Franciscano (Unifra) desenvolve junto à Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) o projeto de Assistência Multidisciplinar Integrada aos Cuidadores dos Portadores da Doença de Alzheimer (AMICA), que atua em diversos municípios do país. Os encontros promovidos acontecem todas as quintas das 17h às 18h no campus II da Unifra, prédio 17, sala 710.
Em parceria com os cursos de Assistência Social, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição e Terapia Ocupacional é oportunizado suporte àqueles que tenham um familiar, conhecido, amigo portador dessa doença. A coordenadora do AMICA, professora Teresa Cristina Blasi, adianta que uma nova frente de trabalho será aberta – a rede de cursos que integra a AMICA deverá atuar também junto aos pacientes portadores do mal – com ênfase ao auto-cuidado e à memória. As atividades devam iniciar no próximo semestre.
A dificuldade em aceitar o diagnóstico
Os cuidadores em geral relutam em aceitar que o familiar portador da patologia tenha se tornado um estranho. “Muitos dos cuidadores chegam aqui com uma carga elevada de tensão. A parte emocional fica vulnerável. É complicado assimilar essa condição de não-consciência. Compreender que o nosso familiar está se tornando alguém ‘estranho’ é difícil”, avalia a professora da Terapia Ocupacional e membro do AMICA, Vera Barcellos.
Aos cuidadores vale lembrar as palavras da escritora Lya Luft que escreveu sobre o tema ao dizer “que uma coisa que ajuda, um pouco , é tentar entrar no universo do doente, em lugar de querer que ele retorne ao nosso”.
As (in)certezas da doença
Uma doença silenciosa que inicia ora com um esquecimento ou com uma simples confusão. A sociabilidade muda, os bons modos parecem ser esquecidos. Os portadores de Alzheimer começam a não ter mais cuidados com higiene e aparência. A apatia os atinge de maneira abrupta.
O Alzheimer ainda tem suas causas desconhecidas mas sabe-se que há relações com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas. Em meio a tantas incertezas uma se consolida em meio aos cientistas que apóiam-se para uma forma de retardar o aparecimento do Alzheimer – está na educação através de atividades mentais e físicas na juventude e meia-idade. Acreditam que seja uma maneira de aumentar o número e a força de conexões entre os neurônios no cérebro, constituindo numa reserva cognitiva.
Muito pouco tem se avançado no combate ao Alzheimer. Nessa embate que a ciência apenas conjectura meios e suposições de minimizar os efeitos nefastos dessa doença degenerativa pode-se valer-se do que diz Lya Luft que “nesse processo não há nada de bom, de belo, a não ser o exercício da ternura, sem esperar muito retorno”.

FILHOS DO CÉSIO -137

No dia 13 de setembro completou 20 anos do maior acidente radioativo do Brasil, que aconteceu em Gôiania, Goiás e contaminou, na época, 102 vítimas, segundo autoridades locais. A radiação foi emitida por uma cápsula que continha césio 137.
O processo de disseminação da radiação começou quando dois catadores de lixo, Roberto dos Santos e Wagner Mota removeram o aparelho de radioterapia do antigo Instituto Goiano de Radioterapia até a casa de um deles. Ingenuamente não sabiam que estariam causando o maior acidente do mundo ocorrido fora das usinas nucleares.
Com a intenção de desmontar e vender as partes de metal e chumbo do aparelho para ferros velhos da cidade, eles o abriram sem saber que dentro ele continha uma grande quantidade de césio-137. No momento em que os catadores entraram em contato com o material, altamente radiativo, imediatamente o material todo ficou exposto a 19,26 g de cloreto de césio.
Após venderem a máquina para um ferro velho, o desfecho foi ainda pior. O novo proprietário ficou admirado com a luz azulada que o pó branco do césio refletia durante a noite. Do dia 18 de setembro de 1987 ao dia 21 de setembro do mesmo ano, ele convidou amigos e familiares para conhecerem o que parecia ser uma grande descoberta. Curiosos chegaram a levar parte do pó para casa achando que se tratava de algo sobrenatural. Assim foi se espalhando a radiação por toda cidade.
Não demorou muito e os primeiros sintomas começaram a aparecer. Hospitais começaram a receber pacientes com vômitos, náuseas, tonturas e diarréia, acreditavam se tratar, até então, de uma doença contagiosa desconhecida. Na verdade se tratava de sintomas da Síndrome Aguda da Radiação.
O caso mais conhecido foi o da sobrinha do dono do ferro velho, Leide das Neves , na época com 6 anos de idade, que foi a primeira vítima a morrer devido a ingestão do césio durante a janta.
Físicos contataram que se tratava de um grave acidente radioativo após análise do material recolhido. Este material gerou 13,4 toneladas de lixo, entre eles, roupas, utensílios, plantas, resto de solo, materiais de construção, que permanecerão armazenados em um depósito, construído numa cidade vizinha por pelo menos 180 anos.
No dia 8 de maio de 2008 foi aprovado no Senado um projeto de lei que estabelece o pagamento de pensão vitalícia ,no valor de R$ 750,00 para cerca de 3 mil pessoas, entre elas, policiais militares, bombeiros, funcionários da Vigilância Sanitária e outros. Mesmo o governo apoiando as vítimas, elas ainda continuam sofrendo o preconceito gerado pelo desconhecimento dos efeitos da radiação. Uma das moradoras do local, onde ocorreu o acidente ainda vive isolada e incompreendida pelos vizinhos.
Sabe-se que até hoje foi registradas a morte de 60 pessoas e a contaminação de 6 mil. Mas não há como calcular o número de pessoas que ainda possam vir a sofrer com o acidente de 1987.

Mais informações sobre o césio 137 estão disponíveis no site:

Por Clarissa Pippi e Rejane Fiorenza

Pragas Urbanas

Leptospirose, giardíase, esquistossomose e amebíase são muito mais do que nome de doenças estudadas na escola. Elas estão presentes na realidade urbana e, ainda matam muitas pessoas em decorrência da falta de informação e do descaso da administração pública.
Em Santa Maria, o Arroio Cadena que atravessa a zona urbana é um concentrador de focos dessas doenças. As más condições ambientais são geradas pelos depósitos de lixo e agravadas pelo processo de ocupação irregular das suas margens. A proporção dos santa-marienses que moram em áreas em que o lixo é enterrado, jogado e queimado no local é de 4,9%, em contraponto aos 94,7% que têm seu lixo coletado e armazenado em áreas próprias.
Segundo a nutricionista e professora de Saúde Coletiva, Ruth Maurer da Silva, entre as razões que levam o Cadena a ser considerado uma área de risco, está a falta de consciência ambiental dos moradores e a carência de saneamento básico. Esses fatores desencadeiam uma série de doenças cujo contágio acontece através da água contaminada, como as causadas por protozoários, vermes, vírus e outros parasitas.
O índice de pessoas infectadas na cidade é maior nessas zonas, onde as condições de moradia são precárias. Na cidade, apenas 53,8% da população é abastecida por rede de esgoto, enquanto 1,3% sequer tem instalação sanitária.
Para a professora, é muito importante tomar cuidado com os animais por serem eles os maiores agentes transmissores, como o rato que transmite a leptospirose. A utilização da água provenientes desses locais também é preocupante. Doenças como a Ascaridíase e a Giardíase são adquiridas após a ingestão água contaminada, o que pode causar diarréia,
desnutrição e desidratação do infectado.
A orientação da população, quanto às maneiras pelas quais se previne as doenças transmissíveis, é fator indispensável para o sucesso de qualquer campanha. O médico veterinário e funcionário da vigilância sanitária, Rafael Potter, informa que em Santa Maria o trabalho nas áreas de risco só ocorre quando há casos notificados. "A ação nessas regiões é um trabalho em conjunto que envolve a Secretaria de Saúde, a Vigilância Sanitária e a Secretaria de Obras para evitar novas contaminações", informa o veterinário se referindo à mobilização que é feita para combater a propagação das parasitoses. No ano de 2007 foram notificados 208 casos de leptospirose em Santa Maria, sendo o mês de agosto o mais agravante, com 44 registros da doença .
Fonte:
Núcleo de Vigilância Epidemiológica de Santa Maria
Secretaria de Saúde de Santa Maria
Sistema DataSus
Site do Ministério da Saúde
Google Imagens

O biochip do câncer

Engenheiros da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, criaram um minúsculo biochip wireless que pode ser injetado em tumores cancerígenos, informando aos médicos, em tempo real, a dose exata de radiação e o alvo preciso do tumor para o qual o tratamento contra o câncer, a Radioterapia, deve ser direcionado.
A informação deverá ajudar não apenas a diminuir a dose de radiação à qual os pacientes deverão se submeter, como também aumentar a eficiência do tratamento, eliminando de forma plena os tumores. "Como os órgãos e tumores movem-se no interior do corpo durante o tratamento, precisamos de uma nova tecnologia para informar aos médicos a dosagem exata de radiação efetivamente recebida pelo tumor," diz o médico radiologista Alberto Oliveira.
O biochip consiste em um aparelho chamado dosímetro, capaz de fazer medições dos níveis de radiação automaticamente e enviar os resultados por meio de uma conexão sem fios.

A transmissão é feita por meio da rádio - freqüência, um minúsculo aparelho de rádio de baixa potência que dispensa o uso de baterias no transmissor, permitindo um grande nível de miniaturização. O dosímetro é hermeticamente encapsulado em uma ampola de vidro, sendo inserido no corpo do paciente por meio de uma seringa. "É um dosímetro de radiação e um dispositivo de rastreamento de posição dentro da mesma cápsula hermeticamente selada, de forma que ela não precisará ser removida do corpo," explica o médico Alberto.
Os testes clínicos com o novo dispositivo deverão começar apenas em 2010. Até lá se espera que o aparelho esteja com uma dimensão ao redor de 0,5 milímetro, com circuitos ainda menores e com mais potência, ressalta Oliveira. Essa será uma nova forma de auxílio para melhorar a qualidade do tratamento contra o câncer, além do maior controle de radiação incidida no paciente.

Santa Maria é precária no atendimento odontológico público

Santa Maria, cidade do interior do Rio Grande do Sul, possui 274 mil habitantes atendidos por apenas 44 dentistas, dentro do Sistema Único de Saúde. Os dados do IBGE e da Secretaria de Município da Saúde revelam que para cada dentista na cidade, existem 6227,27 pacientes.
Tal realidade é refletida no decréscimo dos indicadores da cobertura da primeira consulta odontológica em Santa Maria, registrados pela prefeitura municipal. No primeiro semestre de 2006, 5,12% pessoas fizeram a primeira visita, em 2007 foram 4,49% e em 2008 o índice cai para 4,28%. O comparativo demonstra uma queda significativa, talvez explicada pelos parcos dentistas em atendimento pelo Sistema Único de Saúde.
As ações referentes às políticas de saúde bucal não se limitam à disposição de dentistas, mas estão embasadas em campanhas de prevenção. Nos primeiros seis meses de 2006 o número de ações especializadas em odontologia somava 3.162, já em 2007 esse índice caiu para 2.508. Segundo o DATASUS, alguns aspectos como o período de férias, a falta de material e o registro inadequado de informações podem explicar tal decréscimo.
Segundo o enfermeiro e coordenador do PSF, Programa de Saúde da Família, José Cristiano Soster, a odontologia é a área em pior situação de atendimento em Santa Maria. Ele atribui três fatores principais para isso: “Há falta de perfil para trabalhar no SUS, há estagnação do PSF, visto que era para ser 44 equipes e são 16, dessas apenas cinco contam com dentistas. Há, também, problemas no processo de trabalho”. Segundo Soster, essa situação acontece mesmo não faltando remédios, equipos e equipamentos suficientes para o atendimento.
Santa Maria faz parte de um contexto nacional no qual dados estatísticos mais generalistas em relação à odontologia são escassos. No entanto, em pesquisa feita pelo SB BRASIL 2003, estão referenciadas algumas informações.
Sobre dados pontuais, há pesquisas que explicitam investigações acerca de comunidades específicas. No entanto, a precariedade de dados evidencia,também, a invisibilidade da questão diante do poder público.

domingo, 19 de outubro de 2008

Pela substituição da sacola plástica

Usando-se uma bolsa de tecido, é possível economizar 6 saquinhos plásticos por semana e 24 sacos por mês . Ou seja, 288 sacos por ano e, aproximadamente, 22.176 sacos ao longo da vida.
Informações fornecidas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos revelam que são consumidos anualmente entre 500 bilhões e um trilhão de sacos plásticos ao redor do mundo.
“Existe una economia áspera por trás da reciclagem dos sacos plásticos. Processar e reciclar uma tonelada de sacos custa U$ 4000.A mesma quantidade de sacos é vendida no mercado de matérias-primas a U$ 32”, afirma Jared Blumenfeld, Diretor do Departamento de Meio Ambiente em São Francisco.
Um estudo de 1975 demostrou que as embarcações transoceânicas lançam aproximadamente 4 milhões de kilogramas de plástico ao mar por ano. As lixeiras do mundo não estão inundadas de plástico porque a maior parte do plástico acaba no oceano. Já foram encontrados sacos plásticos flutuando ao norte do Círculo Ártico, e também muito mais ao sul, nas Ilhas Malvinas.

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Lata de alumínio, material infinitamente reciclável

Você já imaginou se todas as latas de alumínio jogadas fora diariamente, não fossem recolhidas? Talvez estivéssemos submersos numa mistura de alumínio, cerveja e refrigerante, com um cheiro insuportável. Mas graças aos catadores de latinhas no Brasil, essa realidade está muito distante. No país, cerca de 200 mil pessoas saem diariamente às ruas em busca do único meio de sustento para sobreviver. São crianças, homens e mulheres que tornaram o país o hepta-campeão em reciclagem de latinhas de alumínio. Em Santa Maria não é diferente. “Fazem 6 anos que eu cato latinhas e outros materiais recicláveis. Mas são elas que geram mais lucro, porque são fáceis de achar e são as mais valorizadas na hora da venda”, afirma o catador José Pedro Santos, que sustenta dois filhos apenas com a renda que ganha como catador. “Querendo ou não, esse é o único meio que a gente tem de sobreviver. Se não fossem essa latinhas, eu ia ter que caminhar o dobro por dia, pra obter a renda necessária pra alimentar minha família”, conclui José Pedro.
Em Santa Maria, a empresa Tecnoresíduos recicla em média 300 toneladas de lixo por mês, segundo o engenheiro ambiental e funcionário Felipe Lasch. No entanto, ele não soube dizer a quantidade de alumínio que é recebida junto com todo esse lixo.
A funcionária Marta dos Santos, da empresa Multi Plaspel, uma das seis entidades que realizam reciclagem de lixo na cidade, informou que o material entregue na empresa pode ser feito por qualquer pessoa. “Diariamente vem aqui pessoas que separam o lixo nas suas próprias casas, os catadores e, também, pessoas do comércio de Santa Maria”. Ela afirma que o quilo de latas de alumínio custa, em média, R$ 2,75, algo em torno de 70 latas.
Um processo barato
A primeira lata de alumínio do Brasil foi fabricada em 14 de outubro de 1989 e rapidamente conquistou os consumidores. De lá para cá, quase 100 bilhões de latas foram comercializadas em todo o país.
A grande vantagem da reciclagem do alumínio é o reaproveitamento do seu material sem a perda de suas características. O processo consome apenas 5% da energia gasta na produção de alumínio primário, obtido a partir da bauxita (minério de onde se produz o alumínio). Além disso, produzir um quilo de alumínio reciclado significa poupar cinco quilos de bauxita. A reciclagem de uma única latinha economiza energia suficiente para manter um aparelho de TV ligado durante três horas.
Para os fabricantes de bebidas, o uso desse produto apresenta diversas vantagens, já que seu peso reduzido favorece o transporte. A alta produtividade nas máquinas é outra característica das latas, sendo que mais de 120 mil latas podem ser cheias em uma hora. Só em 2006, foram recicladas 317 mil toneladas de alumínio, o equivalente a 38% do consumo doméstico de produtos transformados do metal. 96,5% das latas consumidas transformaram-se em reciclagem. Esse volume supera os países desenvolvidos, como o Japão (86%) e os Estados Unidos (51%).
Fontes:
http://www.consciencia.net/2006/0224-reciclagem.html
http://www.reciclaveis.com.br/noticias/00508/0050808lata.htm
http://www.abal.org.br/
http://ambiente.hsw.uol.com.br/reciclagem-de-aluminio1.htm

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Médicos & pacientes: uma relação delicada

Todos adoecem de vez em quando e, com freqüência, precisa consultar um médico. O que poucos sabem é sobre os seus direitos e deveres de paciente, e os direitos e deveres dos profissionais da saúde. Nesse caso, o Código de Ética Médica pode ser muito esclarecedor.
Por exemplo: o médico não pode afastar-se de suas atividades sem deixar outro médico no seu lugar; não deve deixar de comparecer aos plantões ou abandoná-los sem a presença de um substituto; precisa esclarecer o paciente sobre sua doença; não deve realizar nenhum procedimento médico sem a permissão do paciente ou seu responsável legal (a não ser em caso de urgência); o médico também não deve acobertar conduta antiética ou praticar concorrência desleal com outros médicos.
O que cabe ao paciente?
Exigir ou relembrar os seus direitos, como: ser referido pelo nome e sobrenome, não pela doença ou problema de saúde; deve receber atendimento imediato assim que chegar na instituição de saúde; o tempo de espera no local do atendimento não deve ser maior do que meia hora; o material utilizado em qualquer procedimento médico deve ser descartável ou rigorosamente esterilizado; o paciente possui livre acesso a seu prontuário médico; o diagnóstico deve ser repassado ao paciente e, o mais importante, o paciente deve receber explicações claras e detalhadas sobre exames realizados, e também sobre suas finalidades da coleta de material para análise.
E o que pensam os profissionais da saúde?
Moacir Arus, cirurgião geral e vascular e professor de Medicina Legal e Ética Médica na Faculdade de Medicina da UFRGS, fala sobre as dificuldades em lidar com os pacientes. “O resultado depende do comprimento das orientações”, afirma, citando o exemplo de uma doença pulmonar ou vascular na qual é necessário que o paciente não fume para melhorar sua saúde.

“O médico deve esclarecer o paciente de que ele tem responsabilidade sobre aceitar ou não as condições impostas pelo tratamento”, segue Arus. Revela que, muitas vezes, não é fácil para o paciente fazer o que ele sabe que é certo. Por exemplo, um hipertenso controlar o sal, ou diabético controlar o açúcar, o obeso comer menos e fazer mais exercícios. Demora para que o paciente se acostume um regime que ele não gosta, ou exercitar-se mais.
Outro problema freqüente é a intervenção dos pacientes na medicação. Alguns tomam para mais, outros tomam para menos. “Esse problema se agrava nas doenças crônicas, pois exigem maior participação dos pacientes”, esclarece Arus.
A questão preocupa também os futuros médicos. João Leonardo Fracassi, estudante do oitavo semestre de medicina da UFRGS, acredita que o médico deve ser um profissional sempre bem atualizado e com a obrigação de atender a população, apesar da profissão estar desvalorizada. Por outro lado, " os pacientes querem ser curados pelos médicos, mas não seguem o tratamento à risca. Por isso, muitas vezes o tratamento não funciona e o médico acaba sendo culpado."
As faculdades de medicina incluem na formação dos profissionais estratégias para lidarem com situações dessa natureza.

Mais informações:
Código de Ética Médica Revista Viva Saúde Foto 1 Foto 2

Por Beatrice Witt e Luisa Estivalet