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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Gordura abdominal pode causar câncer de próstata

Os homens com muita barriga são mais propensos a contrair câncer de próstata do que os que acumulam poucas gorduras na região abdominal, conclui um estudo realizado por cientistas do Instituto Alemão de Nutrição (Dife, na sigla em alemão) em Potsdam, próximo a Berlim.
Segundo a pesquisa foram observados 153 mil homens, e a relação entre o perímetro da cintura e o do quadril é a que melhor reflete o risco de ter este câncer. Os cientistas suspeitam de que a gordura abdominal tenha uma influência negativa sobre o balanço hormonal.
Isso foi observado em homens com um coeficiente de cintura-quadril superior a 0,99, estes têm 43% mais risco de ter câncer de próstata do que aqueles com um coeficiente inferior a 0,89. Este coeficiente é obtido pela divisão do perímetro da cintura pelo perímetro do quadril. Ambos os perímetros permitem tirar conclusões sobre o volume de gordura acumulada na região abdominal. Mas “até agora sabemos pouco sobre a relação causal”, reconheceu Heiner Boeing, um dos autores do estudo, que apontou a possibilidade de relação entre a gordura e o nível dos andrógenos (hormônios masculinos). O que já é comprovado é que altos acúmulos de gordura abdominal elevam sensivelmente os riscos de infarto do miocárdio e de diabetes.

Fonte: TERRA CIÊNCIA

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Oceanos mais ácidos

Os oceanos do planeta estão pouco a pouco se tornando mais ácidos, segundo as amostras de água coletadas em torno de uma ilha no Oceano Pacífico Oriental, ao longo dos últimos oito anos. Elas demonstraram que as águas do oceano tinham acidificado 20 vezes mais rápido do que o esperado pelos cientistas, o que pode afetar seriamente a vida marinha, alertaram os cientistas. Recifes de corais e outros organismos cujos esqueletos ou conchas contêm carbonato de cálcio podem ser particularmente afetados, pois a maioria destes organismos vivem perto da superfície, onde, os pesquisadores acreditam, ocorrerá a maior mudança no pH. No entanto, seres que vivem nas profundezas do oceano podem ser mais sensíveis às mudanças no pH.
Os oceanos absorvem cerca de um terço do dióxido de carbono liberado na atmosfera por atividades humanas. Quando o gás dissolve em água, forma ácido carbônico, que modifica o delicado equilíbrio do oceano. De acordo com cientistas que publicaram um artigo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, "a acidificação pode ser um problema mais urgente do que anteriormente previsto, pelo menos em algumas áreas do oceano", observam.

Fonte: Jornal da Ciência

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Pesquisa investiga os riscos das nanopartículas

Uma comissão científica britânica que estuda a poluição atmosférica encomendou uma pesquisa para saber os riscos das nanopartículas. Preocupados com avanço da nanotecnologia e consequentemente o aumento de produtos à base de nanopartículas. Eles pretendem identificar com os resultados da pesquisa se as nanopartículas causam algum risco à saúde, e se caso houver quais são.

Hoje calcula-se que haja pelo menos 600 produtos disponíveis no mundo todo que contenha algum tipo de nanopartícula, e a estimativa e que cada vez mais o seus usos vão aumentar. Segundo John Lawton, presidente da comissão científica e citado hoje pelo jornal britânico "The Guardian", a falta de estudos sobre os possíveis efeitos das nanopartículas é preocupante porque atualmente se ignora os efeitos danosos para o meio ambiente e o metabolismo humano. "Não queremos ser alarmistas, mas quanto mais rápido soubermos mais coisas sobre isto, melhor. O que dizemos ao Governo é que tem que fazer algo... e com urgência", declarou Lawton.

As nanopartículas que podem ser 100 vezes menores que um vírus, são usadas em produtos como protetores solares, roupas esportivas e suplementos alimentares. Um exemplo é o dióxido de titânio, ele é usado nos cremes para a proteção dos raios solares e é bastante eficaz para prevenir o câncer de pele.

Segundo a professora de toxicologia da Universidade Napier, em Edimburgo, na Escócia, as nanopartículas demonstraram ser tóxicas em vários testes feitos em laboratório. As nanofibras de carbono, usadas na confecção de roupas coloridas sem usar tinturas, podem chegar ao meio ambiente e serem inaladas enquanto outras nanopartículas microscópicas podem ser absorvidas por vários organismos e contaminar a cadeia alimentar.

Fonte: EFE

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Gorduras Trans entre os riscos e as vantagens

As gorduras trans já fazem parte do dia-a-dia, e é com a preocupação de esclarecer seus efeitos e usos industriais que Edemar Luis Balbinot e Márcia Arenhart( acâdemica de nutrição) desenvolveram seu trabalho para apresentação no XII Símposio de Ensino, Pesquisa e Extensão- SEPE com o tema A realidade das Gorduras Trans.
As gorduras trans nada mais são do que um tipo específico de gordura ou seja formado a partir de ácidos graxos. Ela está presente na nossa alimentação através de produtos industrializados como biscoitos, bolos confeitados e salagadinhos. Ela é muito utilizada nestes produtos por aumentar sua validade, mas é extremamente nociva para o organismo. A este último fator que é causado pela gordura trans está relacionado o aumento do nível da lipoproteína, em outras palavras o LDL ou colesterol ruim e redução do HDL o colesterol bom. São muitos os riscos que isto pode causar a saúde do homem como infarto, derrame cerebral e a obesidade.

Apesar de todos estes riscos a gordura trans é muito utilizada nos processos de industrialização dos alimentos. Devido que suas características melhoram o alimento industrializado como a palatabilidade e textura, aumenta a vida de prateleira dos produtos. A gordura hidrogenada também é usada por redes de fast-food e restaurantes para frituras.
Produtos como margarinas, sorvetes cremosos, biscoitos, bolos, tortas, pães, salgadinhos, pipoca de microondas, bombons, e tudo mais que contenha gordura hidrogenada (feitas industrialmente) , são fontes de gordura trans.

Com todas estas implicações e usos da gordura trans se fez necessário a partir da ANVISA um maior controle da ingestão diária de alimento, então o Valor Calórico Diário antes considerado 2,5 mil calorias, decaiu em valor devido à grande quantidade de gorduras trans utilizadas, diminuindo para 2 mil calorias. Os produtos industrializados também passaram por transformações pois ele deve ser identificado nos rótulos dos produtos.