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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Distúrbio osteomuscular na vida do trabalhador

Você sente fortes dores nos braços ou costas e elas não passam? Você sente isso freqüentemente? Ocorre formigamento, sensações de peso e cansaço? Cuidado! Esses sintomas podem ser causados por movimentos repetitivos que desencadeiam o DORT – Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho. Essa patologia afeta tendões, músculos e nervos, principalmente os do pescoço e dos braços e a melhor forma de evitar a doença é a prevenção.
Os DORT são um problema de saúde pública e um importante agravo à saúde do trabalhador. Podem causar incapacidade funcional, com comprometimento da saúde do trabalhador, necessidade de tratamento prolongado e, conseqüentemente, afastamento do ambiente de trabalho.
A maior incidência das disfunções ocorre na faixa etária de 30 a 40 anos, e na maioria em mulheres. Existe também um grande incidente nas indústrias. Esta síndrome já foi detectada entre operários de linha de montagem, datilógrafos, digitadores, operadores de caixa, costureiras, entre outros tipos de funções nas indústrias e nos serviços.
As maiores causas para esse problema são os movimentos repetitivos e o espaço de trabalho inadequado, que faz com que a postura seja incorreta. As conseqüências mais comuns são tendinites (inflamações nos tendões), epicondilites (inflamações nos cotovelos) e síndrome do túnel do carpo (inflamação do nervo na região do punho). É bom lembrar que apenas um fator desses, isolados, não é determinante para a ocorrência de DORT. É a combinação deles associados à freqüência, intensidade e duração que causam o distúrbio.

Pesquisa sobre DORT
A acadêmica do sexto semestre do curso de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria, Francine Cassol Prestes desenvolveu uma pesquisa sobre os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Trata-se de uma análise crítico-refexivo da leitura de produções científicas que abordam DORT em diferentes categorias profissionais e de discussões realizadas no Grupo de Pesquisas, Trabalho, Saúde, Educação e Enfermagem da UFSM.
Em investigação com trabalhadores de enfermagem de um Hospital Universitário foi identificado um grande número de trabalhadores (71,5%) com incidência de dor ou desconforto lombar. Da mesma forma, grande parte dos trabalhadores de uma metalúrgica (75,2%) relataram algum tipo de sintomas osteomuscular nos últimos doze meses. Outro estudo abordou ainda a alta incidência de DORT em bancários e sua associação com depressão e afastamento do trabalho.
Este estudo foi proposto como uma reflexão crítica acerca dos DORT em diferentes categorias profissionais e apontou para a incidência de DORT em diferentes categorias profissionais, o que remete à importância de se promover ações preventivas e educativas aos trabalhadores, adequando-as aos diferentes contextos organizacionais.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Fisioterapia nas puérperas é objeto de estudo

A avaliação da qualidade dos atendimentos de fisioterapia prestados às puérperas, ou seja, mulheres que acabaram de ter um parto, internadas no Hospital Casa de Saúde de Santa Maria foi objeto de pesquisa desenvolvida pela acadêmica Donara Pereira do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Franciscano.
Donara investigou 24 mulheres internadas na maternidade do hospital, e que foram submetidas ao parto normal ou cesariana, durante o período de agosto de 2008.
As mulheres avaliadas estavam na faixa etária de 15 a 40 anos. Destas, 66,66% foram submetidas à parto normal e 33,33% à cesariana. Todas realizaram pré-natal. Em relação ao exame físico das puérperas, 83,33% apresentou diástase dos músculos retos abdominais, 16,64% apresentavam edema de extremidades. Quanto ao tipo de mamilo, 83,33% possuíam mamilo protuso e 16,64% plano. Foram encontradas queixas de problemas em relação à amamentação, com fissuras mamárias (37,5%), ingurgitamento (20,83%) e dificuldades para amamentar (12,5%). Quanto às queixas álgicas, os locais mais prevalentes foram lombar (95,84%) e membros inferiores (12,5%).

A fisioterapia no puerpério

O puerpério consiste na fase pós-natal, onde o corpo da mãe retorna ao estado pré-gravídico. Esta fase é caracterizada por uma série de alterações físicas e psíquicas para que o corpo materno se adapte à maternidade. O trabalho do fisioterapeuta no puerpério consiste na prevenção e tratamento de alterações nos sistemas músculo-esquelético, respiratório e circulatório.
Segundo Donara, o profissional também deve incentivar os cuidados e as técnicas para uma melhor amamentação: “orientamos as pacientes para ter os cuidados necessários e não usar uma amamentação artificial e um desmame precoce. A fisioterapia, no período do puerpério, proporciona uma recuperação mais rápida, melhora na qualidade de vida e na saúde das mulheres”.
A pesquisa descritiva integra o trabalho da equipe do curso de fisioterapia da Unifra. Desde 2004, os acadêmicos do curso realizam o acompanhamento das puéperas em práticas curriculares no módulo de Fisioterapia e a Saúde da Mulher, e durante o estágio supervisionado de Fisioterapia e Saúde.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Radioterapia: a solução ou o problema

Já não bastava a doença do câncer? Agora, os 47 pacientes que necessitam do serviço de radioterapia têm um problema a mais a ser enfrentado. Na quinta-feira ,16 do corrente mês, o Serviço de Radioterapia do HUSM, Hospital Universitário de Santa Maria, foi interditado por 90 dias. A determinação veio do Setor de Vigilância em Saúde que alegou falta de infra-estrutura, de aparelhos, de instalações adequadas e de profissionais e funcionários. Por enquanto, o problema das pessoas que realizavam o tratamento contra o câncer não tem data marcada para acabar.

Auditorias públicas e reuniões entre o Husm e o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) já estão sendo realizadas para que o serviço volte a funcionar o mais breve possível. Os próximos passos a serem dados pelo hospital é a compra de mais um aparelho de radioterapia, máscaras para proteger os pacientes contra a radiação e um médico que possa acompanhar o tratamento.
Claudete Lopes, delegada substituta da 4ª CRS, informou que os pacientes estão sendo encaminhados para o Hospital de Santa Cruz do Sul. “Nosso papel está sendo feito. Estamos direcionando os pacientes para Santa Cruz. O transporte é pago pelas secretarias. O problema é que nada ainda foi resolvido no hospital universitário. A compra de novos equipamentos já está sendo agilizada, mas isso leva tempo”.

O pedido para a compra de um novo aparelho de tratamento do câncer já foi feito. Segundo o diretor administrativo do Husm, Carlos Amaral, “encaminhamos ao setor jurídico da universidade o pedido emergencial, espera-se que o pedido seja liberado logo para efetuarmos a compra, que tem um valor de R$30 mil, mais ou menos”.

Quando questionado sobre a falta de profissionais no setor, Amaral afirmou que o problema será resolvido com o quadro do hospital e com funcionários terceirizados.

O prédio que abriga o serviço de radioterapia é antigo e não cumpre com algumas normas exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), elaboradas em 2006. O Husm aguarda as verbas do Ministério da Saúde para fazer as reformas necessárias. Assim que o hospital fizer as melhorias exigidas, o Setor de Radioterapia será reativado e volta a funcionar.

Tratamento

A radioterapia é um tratamento para regenerar células com tumores. O tecido doente é exposto à radiação e o tempo da aplicação é calculado conforme cada caso. O tratamento do câncer pode ser feito por cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, utilizadas de forma isolada ou combinada, dependendo do órgão e do grau de invasão do tumor.

Pacientes que precisam de tratamento para radioterapia devem entrar em contato com a 4ª Coordenadoria Regional de Saúde, pelos telefones (55) 3222-3988 ou 3222-2929, ou ir na Rua André Marques, 675