Os DORT são um problema de saúde pública e um importante agravo à saúde do trabalhador. Podem causar incapacidade funcional, com comprometimento da saúde do trabalhador, necessidade de tratamento prolongado e, conseqüentemente, afastamento do ambiente de trabalho.
A maior incidência das disfunções ocorre na faixa etária de 30 a 40 anos, e na maioria em mulheres. Existe também um grande incidente nas indústrias. Esta síndrome já foi detectada entre operários de linha de montagem, datilógrafos, digitadores, operadores de caixa, costureiras, entre outros tipos de funções nas indústrias e nos serviços.
As maiores causas para esse problema são os movimentos repetitivos e o espaço de trabalho inadequado, que faz com que a postura seja incorreta. As conseqüências mais comuns são tendinites (inflamações nos tendões), epicondilites (inflamações nos cotovelos) e síndrome do túnel do carpo (inflamação do nervo na região do punho). É bom lembrar que apenas um fator desses, isolados, não é determinante para a ocorrência de DORT. É a combinação deles associados à freqüência, intensidade e duração que causam o distúrbio.
Em investigação com trabalhadores de enfermagem de um Hospital Universitário foi identificado um grande número de trabalhadores (71,5%) com incidência de dor ou desconforto lombar. Da mesma forma, grande parte dos trabalhadores de uma metalúrgica (75,2%) relataram algum tipo de sintomas osteomuscular nos últimos doze meses. Outro estudo abordou ainda a alta incidência de DORT em bancários e sua associação com depressão e afastamento do trabalho.
Este estudo foi proposto como uma reflexão crítica acerca dos DORT em diferentes categorias profissionais e apontou para a incidência de DORT em diferentes categorias profissionais, o que remete à importância de se promover ações preventivas e educativas aos trabalhadores, adequando-as aos diferentes contextos organizacionais.