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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fundação Fulbright oferece bolsas

O Programa Hubert H. Humphrey 2012/2013 oferece bolsas de aperfeiçoamento profissional nos EUA. A inscrição fica aberta até 30 de junho.
Os candidatos devem atuar em uma das seguintes áreas: desenvolvimento e economia agrícola; direito (com foco em direitos humanos); drogas (educação, prevenção e tratamento); manejo de recursos naturais e meio ambiente; planejamento urbano e regional (com foco em habitação popular); políticas e administração de saúde pública; política e administração de tecnologia (com foco em inovação); políticas e planejamento educacional (democratização, acesso e equidade do ensino superior); tráfico de pessoas (políticas de prevenção).
O programa oferece bolsa de estudos cobrindo: manutenção mensal; auxílios para compra de livros, instalação, viagem internacional, compra de computador, desenvolvimento profissional; passagem de ida e volta aos EUA; seguro saúde; anuidade e taxas escolares. Os candidatos selecionados que necessitem treinamento complementar de língua inglesa poderão ser contemplados com curso intensivo nos EUA.

Mais informações no site da Fulbright

Fonte: Ascom Fulbright

domingo, 10 de abril de 2011

Projeto para o futuro da ciência no Brasil

A Comissão do Fututo terá o “Rio Grande do Norte como palco para o projeto de construção de um parque tecnológico de neurociência, contribuindo para o desenvolvimento nacional”, declara o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloisio Mercadante, em sua visita à Escola Alfredo Monteverde, no bairro da cidade de Esperança, em Natal, conforme informação do jornal Diário de Natal.
Miguel Nicolelis, neurocientista de renome mundial, em conhecimento científico e humano, foi o principal agente de motivação para essa jornada de conhecimento, que terá como primeira ação a reunião de pesquisadores e cientistas que terão incumbência de discutir os rumos da ciência brasileira no longo prazo.
A Comissão assim denominada, se reunirá duas vezes ao ano com pesquisadores internacionais e quatro vezes ao ano com cientistas brasileiros. Sendo a primeira realizada neste mes. Será composta de 21 membros, 7 estrangeiros , 7 pesquisadores brasileiros que atuam no exterior e 7 de cientistas que residem no país. Sendo esta capitaneada pelo próprio Miguel Nicolelis.
Segundo o ministro Mercadante, essa comissão internacional ajudará muito na ciência do Brasil, buscando a interdisciplinariedade com varias áreas de conhecimento para assegurar a pluralidade. "Temos uma comissão internacional de grande respeito, a exemplo do que acontece na Europa e nos Estados Unidos," disse Mercadante.


Ex-ministros da Ciência e tecnologia serão convidados para o diálogo com a comissão, além de entidades científicas do Brasil, como a SBPC, além de instituições ligadas à física, biologia e matemática, com o objetivo de formular um projeto para o futuro da ciência do Brasil.


Comissão do Futuro da Ciência Brasileira
Presidente: Miguel A. L. Nicolelis, Duke University e ELS-IINN; Alan Rudolph, Biólogo, International Neuroscience Foundation, EUA; Alexander Triebnigg, Médico, Presidente da Novartis, Brasil; Conceição Lemes, Jornalista, Brasil; Débora Calheiros, Pesquisadora, EMBRAPA, Brasil; Jon H. Kaas, Neurocientista, Vanderbilt University, US National Academy of Science, EUA; Luiz A. Baccalá, Engenheiro, Escola Politécnica, USP, Brasil; Luiz Belluzzo, Economista, Professor Emérito UNICAMP, Brasil; Mariano Sigman, Neurocientista, Universidade de Buenos Aires, Argentina; Marilena Chauí, Filósofa e Professora, USP, Brasil; Mariluce Moura, Jornalista, FAPESP, Brasil; Mauro Copelli, Físico, UPFE, Brasil; Patrick Aebischer, Neurocientista, Presidente da École Polytechnique Fédérale de Lausanne, Suíça; Ricardo Abramovay, Cientista Político, FEA-USP, Brasil; Robert Bishop, Cientista Computacional, ex-CEO da Silicon Graphics, EUA; Ronald Cicurel, Matemático e Filósofo, Suíça; Selma Jerônimo, Médica-Pesquisadora, UFRN, Brasil; Stevens Rehens, Biólogo, UFRJ, Brasil; Thereza Brino, Educadora em Tecnologia da Informação, Brasil; Victor Nussenzweig, Médico, New York University, Brasil/EUA; William Feiereisen, Cientista Computacional, Intel, EUA .

Fernando Custódio

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A física nuclear brasileira perde Amélia Hamburger

A pioneira em física nuclear e pesquisadora em história e epistemologia da física, Amélia Hamburger, faleceu na sexta-feira,01, aos 78 anos, em São Paulo. Herdeira direta da tradição acadêmica da física dos anos 1950, foi professora do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) por mais de quatro décadas. Era casada com o também físico Ernst Hamburger e tinha cinco filhos.
Com uma carreira nascida da tradição acadêmica da física dos anos 1950, Amélia teve um papel essencial, na década de 1960, na fundação da Sociedade Brasileira de Física (SBF), ajudando a redigir os estatutos da instituição e compondo a diretoria e o conselho da sociedade diversas vezes.
Amélia se graduou em Física, em 1954, no Instituto de Física da USP, fez mestrado na Universidade de Pittsburgh, em 1960, e concluiu o pós-doutorado na Carnegie Mellon University em 1967. Suas áreas de pesquisa se concentravam principalmente em Física Nuclear e Mecânica Estatística, tendo como principais linhas de pesquisa a Física Nuclear e do Estado Sólido, História da Física no Brasil, Epistemologia da Física e Aprendizagem e Psicologia do Desenvolvimento Humano, além de ter atuado com política educacional e ciência nas relações Brasil-França.

Amélia também participou do projeto de recuperação da história da física contemporânea em São Paulo, com vários subprodutos, incluindo um texto recente contemplado com o prêmio Jabuti, contendo a primeira parte de um projeto de edição do livro Obra científica de Mario Schönberg, que reúne 50 artigos científicos do período entre 1936 e 1948.
Ela organizou o livro Fapesp 40 anos - Abrindo Fronteiras e foi aluna de Marcello Damy, pioneiro na física experimental do Brasil e responsável pela instalação do primeiro reator nuclear no País, em 1956, no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Teve ainda experiências pessoais com figuras importantes nos primórdios das pesquisas em Física Moderna no Brasil, além do brasileiro Mário Schönberg (1914 - 1990), como o italiano Giuseppe Occhialini (1907-1993) e o norte-americano David Bohm (1917-1992).
 
(Fonte: Ascom da SBF)



sábado, 2 de abril de 2011

O Brasil e a Ciência nos dias de hoje, uma questão de cultura.

Miguel Nicolelis é médico e neurocientista formado pela USP (Universidade de São Paulo). Seu nome já esteve dentre os cidadãos mais importantes do mundo, pois foi o primeiro brasileiro a ter um artigo publicado na capa da revista Science.
Nicolelis se destaca não somente pela relevância de seu trabalho com neurociência, mas também por enfatizar que a ciência deve servir como um fator de transformação social. E nesse caso,
Nicolelis tem respaldo para falar. Em fevereiro de 2007 foi inaugurada a unidade do Instituto Internacional de Neurociências Alfredo J. Monteverde em Natal no Rio Grande do Norte. O local na verdade é uma escola com o objetivo de promover a educação científica como inclusão social; a escola é voltada para crianças do nordeste com baixa condição financeira.
Essa é uma questão que deve ser difundida no Brasil, pois o país tem subsídios, basta investir muito mais na educação e por consequência na pesquisa. À iniciativa pode ser somada com a mídia, que deve investir em jornalistas especializados em reportar a ciência como algo para todos.
A questão é que a situação do Brasil em relação a ciência e pesquisa, ainda é precária. Não deve ser algo distinto da política e das políticas públicas e tão pouco visto como erudito. Se existem oportunidades (prouni, por exemplo) para que não somente os ricos estejam nos bancos universitários (onde a maior parte das pesquisas são fomentadas), deve haver oportunidades para que a familiarização com a ciência seja feita fora desses bancos também; mudar a cultura educacional do Brasil é essencial e urgente.

Sabrina Kluwe

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ciência Made in Brazil

 O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), é considerado um dos maiores pesquisadores do mundo na área de neurociências. Lidera pesquisas revolucionárias no tratamento o Mal de Parkinsons e procura entender como o circuito do cérebro produz todas as funções do corpo. Coordena há anos um grupo de pesquisadores da área de Neurociência da Universidade Duke (Durham, Estados Unidos). Após reconhecimento internacional, inclusive sendo lembrado para o Prêmio Nobel, retorna ao Brasil para implantar em Natal – RN, um Instituto Internacional de Neurociências (IINN), um investimento em ciência, cultura e inclusão social que teve um custo inicial de R$ 1 bilhão. Em entrevista dada ao programa Provocações da Tv Cultura, explicou o que pretendia com o projeto: “Acredito que a força do pensamento pode superar barreiras geográficas. Estamos nos instalando no Nordeste, justamente para provar que é possível fazer ciência longe dos grandes centros”. Além do Instituto ter como objetivo a disseminação do conhecimento científico pretende fomentar o progresso social e econômico do país, ter uma função eficaz na formação cultural das futuras gerações de brasileiros. O Instituto sofre com algumas dificuldades político-burocráticas. Segundo o próprio Nicolelis, existem interesses de grandes empresas estrangeiras em financiar o projeto brasileiro, mas estas doações são impedidas de chegarem até o Instituto. Acredita que a visão política brasileira é deficitária quando se fala em ciência, é necessário uma política globalizada e não provinciana. “Estamos tentando expandir ciência, tecnologia e conhecimento no país, temos que oferecer o que há de melhor , que no caso brasileiro é o talento humano.”

Felipe Martinz

II Jornada de Popularização da Ciência abre chamada para artigos

Estão abertas até o dia 10 de abril a chamada para os artigos à II Jornada de Popularização da Ciência, que acontece em Santa Maria, e será  realizada no dia 26 de abril no prédio 16 do campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
A proposta é discutir de forma interdisciplinar, as pesquisas desenvolvidas na área da Linguística e da Comunicação Social.
O Laboratório de Pesquisa e Ensino de Leitura e Redação (LABLER-UFSM), em parceria com o Projeto DCEROT-Divulgação Científica: Estratégias Retóricas e Organização Textual da UNISINOS e o Laboratório de Pesquisa em Comunicação do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA) vão apresentar, através de debates, o que estão pesquisando nessas áreas.
O público- alvo inclui estudantes de graduação, pós-graduação e integrantes de equipes de pesquisa das três instituições envolvidas. Os interessados podem se inscrever na modalidade de apresentador ou de ouvinte. Os artigos devem ser entregues até dia 10 de abril, visando o processo de midiatização da ciência. A perspectiva pode ser no discurso publicitário, jornalismo científico, popularização do tema ou a influência dos meios de comunicação no assunto.
O valor da inscrição para apresentador é de R$15,00 e para participar da Jornada como ouvinte o investimento é de R$10,00. Maiores informações no site w3.ufsm.br/lablerx
 
 Paola Schwelm ( Da redação da ACS)