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quinta-feira, 21 de março de 2013

Declaração sobre a Liberdade das Sementes

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1. A semente é a fonte de vida, é a urgência da vida de dar expressão
a si mesma, de renovar-se, de multiplicar-se, de desenvolver-se de
forma perpétua em liberdade.

2. A semente é a materialização da diversidade biocultural. Representa
milhões de anos de evolução biológica e milénios de evolução cultural
e o potencial para milénios de evolução no futuro.

3. A Liberdade das Sementes é o direito que toda e qualquer forma
adquire desde nascença e é a base da protecção da biodiversidade.

4. A Liberdade das Sementes é o direito que qualquer agricultor e
produtor alimentar adquire desde nascença. O direito dos agricultores
de guardar, trocar, desenvolver, cultivar, vender as sementes é o
âmago da Liberdade das Sementes. Quando esta liberdade lhes é retirada
os agricultores ficam encurralados pela dívida e em casos extremos
suicidam-se.

5. A Liberdade das Sementes é a base da Liberdade Alimentar, uma vez
que a semente é o primeiro elo na cadeia alimentar.

6. A Liberdade das Sementes é ameaçada pelas patentes sobre sementes,
que criam um monopólio de sementes e tornam ilegais a conservação e
troca de sementes pelos agricultores. As patentes sobre sementes não
se justificam, nem em termos éticos nem em termos ecológicos, uma vez
que as patentes são direitos exclusivos concedidos sobre uma invenção.
As sementes não são uma invenção. A vida não é uma invenção.

7. A Liberdade das Sementes de diferentes culturas é ameaçada pela
Biopirataria e pelas patentes no conhecimento e biodiversidade
indígenas. A Biopirataria não é uma inovação – é um furto.

8. A Liberdade das Sementes é ameaçada por sementes geneticamente
modificadas, que estão a contaminar as nossas quintas, eliminando
assim a opção por alimentos não geneticamente modificados para todos.
A Liberdade das Sementes dos agricultores é ameaçada quando, depois de
contaminarem as nossas culturas, as multinacionais processam os
agricultores por “roubar a sua propriedade”.

9. A Liberdade das Sementes é ameaçada pela transformação deliberada
da semente de recurso renovável auto-gerado, em produto não renovável
patenteado. Os casos mais extremos de sementes não renováveis são
aquelas desenvolvidas através da “Tecnologia Exterminadora”, que foi
desenvolvida com a finalidade de criar sementes estéreis.

10. Comprometemo-nos a defender a Liberdade das Sementes enquanto
liberdade de evolução das diversas espécies; enquanto liberdade das
comunidades humanas de reclamar as sementes de fonte livre como bens
comuns.

Para este efeito, guardaremos sementes.
Criaremos bancos de sementes comunitários e bibliotecas de sementes.
Não reconheceremos qualquer lei que de forma ilegítima faça das
sementes a propriedade privada das empresas.
E vamos pôr fim às patentes sobre as sementes.

Assina aqui a Declaração sobre a Liberdade das Sementes:
http://seedfreedom.in/declaration/

Tradução do texto da Declaração: GAIA

quinta-feira, 7 de março de 2013

O mercado negro das monografias

A monografia passou a ser um produto disponível na prateleira de um mercado que cresce na internet e  se alastra até os cursos de pós-graduação, dissertações de mestrados e teses de doutorados.
Esses “produtos” podem ser adquiridos no espúrio mercado da venda de trabalhos acadêmicos. Todos eles são produzidos com a garantia de serem inéditos. Essas ofertas também podem ser encontradas nos murais das faculdades, escondidas entre um anúncio e outro de digitação ou orientação sobre normas técnicas de formatação.

Alunos que não querem se dedicar as suas monografias acabam optando por este caminho. Um trabalho completo chega a ficar pronto em um mês, e quando acabado é enviado para o e-mail do “cliente”, junto com o pré-projeto e os slides a serem apresentados na defesa do material. Tudo isso pela bagatela de 20 a 60 reais por página, conforma o nível de escolaridade do estudante. 

Vender um trabalho acadêmico não é crime, já que a prática não está previsto no Código Penal. Por outro lado, o aluno que contrata esse tipo de serviço pode ser responsabilizado de várias formas.

Dentro da própria instituição de ensino, o aluno pode ser submetido a um processo administrativo. As consequências dependem das normas internas de cada universidade. De forma geral, o aluno pode ser processado e julgado. A pena é determinada por uma comissão montada para julgar o caso e pode chegar a uma advertência verbal, uma suspensão ou até a exclusão do estudante da instituição.
Você confere a matéria completa no site.

Por Rodrigo Marques de Bem

Professor é demitido por plágio


O professor Adreimar Soares , da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, foi demitido por plagiar imagens de trabalhos publicados nos anos de 2003 e 2006, sem dar créditos aos autores que eram da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
As imagens faziam parte do trabalho de doutorado de Carolina Dalaqua Sant’ Ana da USP.
O objetivo do trabalho era saber se uma substância isolada da jararaca é útil contra o vírus da dengue. No total, dez cientistas participaram da pesquisa, publicada pela revista “Biochemical Pharmacology”.
A folha tentou entrar em contato com o professor,  mas não obteve êxito . Em mensagem ele afirmou que “houve um lamentável erro de substituição de figuras pela minha ex-aluna de doutorado”. Soares enfatizou que o ato não foi de má- fé e que já havia tomado medidas de retratação “deste grave erro”.
Mais Informações acesse o link.

Por João David Martins.

Trapaças Científicas


Nos últimos anos não é raro vermos denúncias de fraudes científicas, sejam elas em pequenos artigos acadêmicos ou em trabalhos maiores, como teses de mestrado e até mesmo de doutorado. Diante desses fatos, que estão se tornando corriqueiros a jornalista do Onconews, Claudia Jurberg entrevistou o pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e editor há 11 anos da Revista Brasileira de Educação Médica, Sérgio Rêgo, que é uma autoridade acerca do assunto.
Confira a  entrevista completa.

Por Augusto Guterres

Eu sei o que você fez na última pesquisa

No dia 01/10/2012 o site UOL publicou a reportagem "Epidemia de fraude na ciência?" sobre as fraudes em trabalhos científicos, que foram despublicados. 
Trata-se de um trabalho  publicado na revista “PNAS”, onde os pesquisadores dos Estados Unidos fizeram um estudo e uma revisão de dois mil e quarenta e sete artigos da área biomédica e de ciências da vida, entre 1977 até metade de 2012, que foram despublicados. 
O estudo mostrou que houve um aumento de fraudes em trabalhos científicos de 10%, e também as razões e soluções para que tais erros sejam impedidos de acontecer.
Confira a reportagem completa feita pela jornalista Carla Almeida no Ciência Hoje On-line 

Por Cristian Cunha

Meio homem, meio orangatongo; totalmente fraude

Os casos de fraudes descobertas no âmbito da ciência vem de muito tempo. Há mais de cem anos, mais precisamente em dezembro de 1912, o arqueólogo Charles Dawson e o geólogo Arthur Smith apresentaramn aquela que diziam ser a maior descoberta da ciência e da humanidade: trata-se do crânio de Piltdown. Este seria um simbolo de transição entre nossos antepassados e o homem que vive hoje. Ele tinha um crânio parcial, um dente solto e uma mandíbula com dentes. Até 1953 esta foi uma verdade incontestável, até que neste mesmo ano, o dentista T. A. Marston comprovou que tudo se tratava de uma grande fraude. Segundo o dentista, a verdade sobre a descoberta do início do século, é que ali estão os dentes de um orangotango, e o crânio de um homem. Até hoje se tenta entender como a fraude se deu. Muitos atribuem o "engano" ao teólogo e filósofo jesuíta Teilhard de Chardin, conhecido pelo seu humor descomprometido com a verdade e sem medo de consequências futuras.
Matéria completa no Guia do Estudante.

Por Fabiano Oliveira

Os plágios que marcaram a Ciência

Discussões a cerca da conduta exercida por aqueles que têm algum ou total envolvimento com o ramo da ciência, sejam jornalistas ou cientistas, não é assunto recente. Desde teorias muito conhecidas, que revelam grandes nomes como Isaac Newton e Charles Darwin, esse assunto encontra reflexos.

Em matéria publicada por Álvaro Oppermann, no ano de 2011, o autor faz referência a fatos históricos que envolvem fraudes e imposturas por parte de alguns personagens de renome nesse campo. Dentre esses exemplos antigos Oppermann trouxe a concepção de que, segundo Pablo Schulz (Universidade Nacional do Sul) e Issa Katime (Universidade do País Vasco), a má conduta nessa área do conhecimento tenha iniciado ainda na Antiguidade com o astrônomo e matemático Cláudio Ptolomeu.

Ao partir para casos mais recentes e de grande impacto citou: o alemão Ernest von Haeckel, com o desenvolvimento de embriões falsos. Ainda, o geneticista ucraniano Trofim Lysenko que fraudou dados para que sua teoria fosse aceita, a eventualidade cometida por pesquisadores da Coréia do Sul acusados de coagir mulheres da própria equipe a doar óvulos para produção de embriões humanos clonados, entre outros. 

Para conhecer os demais casos de fraudes que marcaram o meio científico acesse o site e leia a reportagem na íntegra.

Por Mariane Bevilaqua Dall'Asta

Bom demais para ser verdade

Incidência de fraudes e “despublicações” aumentou dez vezes de 1975 a 2012


René Descartes, em seu Discurso sobre o método, definiu uma receita que os cientistas seguem até hoje em seu trabalho. O método pode ser resumido em cinco passos: o primeiro é detectar o problema ou, o que significa o mesmo, ter uma ideia. A seguir, se reúnem todos os dados essenciais sobre ele, eliminando o que não é substancial, para então formular uma hipótese, que é o terceiro passo. O quarto é predizer, a partir dessa hipótese, o resultado de ensaios ainda não realizados. O quinto e último passo verifica se as experiências terminam como previsto, para que então a hipótese passe a integrar uma teoria.
Tal processo foi colocado em prática devido à impessoalidade que ele impõe. Dessa forma, a pesquisa não é aceita até que o objeto tenha sido devidamente analisado e seus resultados comprovados. Ao seguir os passos, se tenta impedir que haja fraudes e trapaças. Não há, então, aquele “jeitinho” para as coisas, mas existem aqueles que ainda tentam.

Marc Hauser falsificou dados em pesquisas que teriam mostrado a capacidade de macacos de reconhecer regras semelhantes à gramática. O sul-coreano Hwang Woo-Suk anunciou que tinha sido o primeiro a criar, a partir de um embrião clonado, linhagens de células-tronco. Dois casos de fraude onde os pesquisadores não saíram ilesos: Hauser foi obrigado a renunciar seu cargo na Universidade Harvard e Woo-Suk foi condenado na Justiça. Esses são dois casos identificados. Mas e aqueles que acabam “passando”?

Um trio de pesquisadores liderado por Arturo Casadevall, da Faculdade de Medicina Albert Einstein (EUA), mostra que a proporção de artigos “despublicados” devido a fraudes e plágios aumentou dez vezes desde 1975 para cá. O estudo foi publico na revista científica americana “PNAS”. 
Ao analisar as publicações biomédicas, eles viram que quase metade dos 2.047 artigos que tiveram alguma intervenção desde 1975 envolviam fraude ou suspeita de fraude: coisas como inventar dados e manipular experimentos. 
É um crescimento elevado, e a situação norte-americana pode ser semelhante à brasileira. Nesse sentido, no ano de 2012 o CNPq, que é o principal orgão federal de apoio à pesquisa no país, criou a Comissão da Integridade na Atividade de Pesquisa, responsável por receber denúncias e conduzir investigações de má conduta. A intenção é fiscalizar, e, embora o CNPq não tenha poder de polícia, tem autoridade para cancelar bolsas e projetos do pesquisador denunciado. 


Fontes:




Universidades atentas ao plágio



Luciano Tardin da ESPM e o programa que flagra plágios.

A era digital tem proporcionado avanços significantes em todas as áreas de ensino, tanto em Ciências Exatas como nas Ciências Sociais e Humanas.
A disponibilidade de materiais para consulta online tornou-se mais fácil, basta um computador conectado à internet.Porém, acadêmicos de cursos superiores tem se aproveitado desta facilidade para plagiar trechos ou conteúdos de artigos na íntegra.
Com o intuito de se proteger, as universidades cariocas já estão utilizando programas específicos para localizar “coincidências” nos textos dos estudantes.
A PUC-Rio e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), por exemplo, utilizam programas estrangeiros para detectar possíveis plágios. A primeira contratou o software holandês “Ephorus” (professor, em grego). Já a segunda utiliza o programa americano “Safeassing” para identificar fraudes. Ambos  programas funcionam da seguinte forma: depois de enviados os textos, os softwares analisam e criam um relatório informando a porcentagem do que foi copiado da internet. Após este relatório os professores analisam os números e decidem se aquele conteúdo é ou não um plágio.

Matéria completa em O Globo, 11 jul. 2012

Por Bruno Mello

Revista "despublica" artigo de cientistas acusados de fraude

Pesquisa feita por brasileiros, que investigou  ácidos presentes no óleo de peixe, é despublicada. O artigo divulgado na revista científica, "Journal of Lipid Research" , recebeu denúncia de fraude por um blog internacional, pois continha fotos mal posicionadas e iguais a um artigo anterior. 
O autor principal da pesquisa foi Rafael Lambertucci. Rui Curi, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, também assinou o artigo. Segundo Rui, nestes estudos as fotos são parecidas, mas o artigo será corrigido para uma possível nova publicação.
Esta matéria foi publicada no portal online da Folha de S. Paulo pelo colaborador Fernando Tadeu Moraes, em janeiro último. 
Em uma breve análise do texto, em momento algum, o jornalista foi tendencioso. No seu texto predomina a declaração das fontes, deixando assim, o leitor livre para interpretar.

Por Camila Joras

Estudos despublicados em 2012



A cada ano o número de estudos científicos despublicados no Brasil e no mundo aumenta devido a algum tipo de fraude. Forjar dados e plagiar trabalhos alheios são as incidências de fraudes mais comuns entre estudos e pesquisas. A ganância e a ambição por novas propostas de trabalho e avanço na carreira levam os cientistas a querer publicar a qualquer custo, como ocorreu nos casos tratados nesta reportagem.
Encabeçando a lista dos trabalhos científicos fraudulentos de 2012, aparece Hisashi Moriguchi, que alegou ter avançado sobre a tecnologia de uma pesquisa ganhadora do prêmio Nobel, do biólogo Shinya Yamanaka que fez a descoberta de células adultas reprogramadas para voltar a um estágio inicial. Moriguchi anunciou que a sua descoberta possibilitava a cura de falências cardíacas terminais. Logo após o anúncio, as Universidades de Harvard e de Massachusetts, dos EUA, alegaram que Moriguchi não havia utilizado as instalações das universidades, como haveria relatado em sua publicação. Como resultado, o fraudador perdeu o emprego na Universidade de Tokyo.

O psicólogo holandês Diederik Stapel virou o queridinho da mídia ao apresentar pesquisas comportamentais. Ele afirmava que o fracasso poderia servir como motivação para o sucesso, por exemplo, propagandas de cosméticos podiam fazer as mulheres sentirem-se feias, comparar-se com outros poderia fazer com que a pessoa perseverasse mais, mas que isso não a tornaria mais feliz. O problema é que a pesquisa foi quase ou inteiramente falsificada. De acordo com o Retraction Watch, 31 de seus trabalhos já foram despublicados.

Um trabalho publicado no International Journal of Andrology (“Periódico Internacional de Andrologia”) em 2008 alegou que os celulares diminuíam a contagem de esperma e causavam alterações adversas nos testículos de coelhos. O trabalho foi despublicado em 2012, pois o autor não tinha autorização de publicação de seus co-autores e os dados apresentados não tinham precisão.

E por fim, uma pesquisa matemática exibida em 2010 também foi retirada das publicações por ser considerada um erro administrativo e não conter conteúdo científico. 

Nenhum deles supera a marca de 35 trabalhos despublicados de Hyung-In Moon, um cientista coreano que levou a ideia de revisão de um trabalho científico por cientistas da mesma área, para um nível completamente diferente. Ele revisou os próprios trabalhos, usando nomes falsos para dar a impressão de legitimidade. Além de admitir ter falsificado vários dados nos estudos ele ainda assumiu forjar um estudo sobre doença hepática e outro sobre uma planta anticancerígena.

Leia a matéria completa.


Por  Luíza Oliveira e Nathalia Ruviaro

Plágio atinge grandes veículos de comunicação

O colunista da revista “Time” e apresentador da CNN, Fareed  Zakaria, acabou afastado por um mês dos dois veículos após confessar ter plagiado partes de um artigo sobre controle de armas que foi publicado na revista “New Yorker”, em abril de 2012.

Zakaria teve sua coluna semanal, “Fareed Zakaria GPS”, suspensa na revista e uma publicação removida de seu blog na CNN. A cópia foi registrada duas semanas depois que o jovem, Jonah Lehrer, pediu demissão da “New Yorker” por alterar e, algumas vezes, criar citações. O jornalista já esteve envolvido em casos como esse. Em 2009, outro colunista, Jeffrey Goldberg, o acusou de copiar algumas citações sem referência, além de criar polemica ao ter conversas fora do campo profissional com o presidente Barak Obama.

Nascido na Índia, o apresentador, e também autor de vários livros, recebeu vários prêmios e títulos de universidades conceituadas como Harvard e Brown. É doutor pela universidade de Harvard e membro do conselho da Universidade de Yale, na qual atua com rigidez em casos de plágio.

Você confere mais informações e o trecho plagiado no site. 
Por Yuri Nascimento

Fraudes na ciência são antigas e humilhantes

As fraudes que infelizmente são comuns em universidades e revistas cientificas, não são apenas cometidas por pesquisadores inexperientes ou iniciantes. Essas peripécias  podem ser encontradas na graduação, mestrado ou até mesmo plágio em pesquisas de doutorado. Parece ser “coisa” da exorbitante facilidade de busca na internet, porém não é de hoje que essas situações constrangedoras vem a tona. 
Um exemplo, é a pesquisa mal sucedida do caso “Sapo Pintado”, que acabou em suicídio por enforcamento do autor.
 O caso inicia no século 20 com o biólogo Paul Kammerer. Ele divulgou uma pesquisa em 1909, onde, provava por características anatômicas que sapos terrestres obrigados a copular na água, tornavam-se aquáticos. Ainda demonstrou aos seus colegas de Academia em Viena, que com o tempo os animais poderiam ganhar “cerdas copuladoras”, que facilitava a copulação na água.A afirmação do pesquisador foi ainda mais a fundo, dizendo que depois que o sapo sofria essa mutação  de adquirir a característica anatômica, passava aos genes da prole. Foi de tamanha impressão a pesquisa que iria contra a Teoria da Evolução.
Porém, o que parecia mais curioso é que Kammerer não deixava os sapos testados serem examinados por outros pesquisadores e, assim, os animais permanecerem isolados no instituto de Investigação Biológica de Viena por duas décadas.  Até que um biólogo americano G. K. Noble, conseguiu ter acesso aos animais e descobrir que as cerdas eram falsificações, feitas com tinta de nanquim. Sendo assim Noble, divulga a farsa na revista Nature, e Kammerer suicida-se enforcado em uma floresta nos Alpes.
Leia a matéria completa aqui.

Por Nayara Lunkes

Professor da UNICAMP teve que despublicar artigos após fraude


No ano de 2011 um respeitado professor titular de Química da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) foi o principal acusado de fraudar onze artigos científicos na Instituição.
Claudio Airoldi, de 68 anos, um dos mais experientes professores da universidade, onde iniciou suas atividades acadêmicas no ano de 1968, “despublicou” os artigos após a comprovação da fraude.
O professor falsificou imagens de ressonância magnética que servem para estudar características de novas moléculas. Os trabalhos foram publicados em 2008 e 2010 em colaboração com Denis Guerra, que atualmente é professor da Universidade Federal de Mato Grosso.
A matéria foi publicada pelo site Folha Online, no dia 31/03/2011, pelo jornalista Ricardo Mioto.

Déverson Martelli Figueredo

Pesquisa científica da Holanda teve caso de fraude

A fraude do psicólogo holândes Diederik Stapel, da Universidade de Tilburg, integrou o quadro das pesquisas sob investigação.
O psicólogo holandês forjou uma pesquisa a respeito dos estereótipos das pessoas que sofreriam com o impacto em ambientes de bagunça. A pesquisa foi publicada na Revista Science e, de acordo com o então, coordenador das investigações a respeito do caso há pelo menos 30 suspeitas de trabalhos forjados. 
A matéria completa pode ser lida aqui.

Por Bruna Barcelos

Crescimento do plágio na ciência preocupa pesquisadores


O Brasil não possui regras claras para quem pratica o plágio - apropriação indevida da obra intelectual de outra pessoa e uma conduta considerada antiética. No entanto, pesquisadores brasileiros estão preocupados com a incidência destes casos na área da  produção científica.
 Segundo a pesquisadora Sônia Vasconcellos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, levantamentos mostram que desde 1970, a ocorrência de plágio cresceu muito.  A facilidade no acesso das informações de pesquisas, principalmente na internet, facilita quem costuma praticar esta fraude.
Confira a reportagem completa na Revista Exame, que divulgou a notícia, após a pesquisadora participar de um Seminário sobre este tema. 

Por Fabrício Vargas

terça-feira, 5 de março de 2013

Disponível na internet o primeiro dicionário de políticas públicas do Brasil


Está disponível on line o primeiro dicionário de Políticas Públicas do Brasil.O dicionário reúne conceitos teóricos e exemplos práticos do campo  e pode ser acessado por estudante, pesquisadores, ou qualquer pessoa interessada na "gestão pública contemporânea e suas relações internas e externas".
De acordo com nota publicada no site da UEMG, diferentes autores trazem no documento "reflexões significativas  nas diversas áreas em que atuam, sejam elas sociais, políticas e econômicas". 
A obra foi organizada pelos professores Carmem Lúcia Freitas de Castro, Cynthia Rúbia Braga Gontijo e Antônio Eduardo de Noronha Amabile da Faculdade de Políticas Públicas Tancredo Neves, da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Ele pode ser acessado aqui.

domingo, 3 de março de 2013

O estranho sumiço das abelhas


O nome científico é Desordem do Colapso das Colônias, traduzido do inglês. Um fenômeno que ganhou relevância nos Estados Unidos, particularmente na Califórnia, em 2006, quando milhões de colmeias desapareceram. O cálculo do sumiço em 27 estados era de 1,4 milhão de colmeias para um total de 2,5 milhões. As abelhas não morrem, elas somem. Não deixam rastro. É como no navio fantasma Maria Celeste, cuja tripulação sumiu em 1872, daí chegaram a apelidar o evento de “Maria Celeste”.
O problema aumentou quando o sumiço atingiu vários países da Europa, incluindo, Alemanha, França, Espanha, Portugal, Suíça, entre outros. Começaram a levantar as causas do problema. Das antenas de celulares, ao estresse de percorrer milhares de quilômetros transportando abelhas dentro de caminhões acompanhando as safras de várias culturas. Das 250 mil espécies de plantas com flores, 90% são polinizadas por animais, na maioria insetos, e na sua maioria abelhas – cálculo de 40 mil espécies no mundo, três mil no Brasil.

Por Najar Tubino. Leia a matéria completa aqui.