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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Comportamento: recolha a sujeira do seu bichinho

Quem nunca pisou nas “necessidades” de um cachorro que atire a primeira pedra! Este inusitado e desagradável fato vem se repetindo cada vez mais nas cidades, seja pelo aumento de animais abandonados ou pelos donos mal-criados que levam seus animaizinhos para passear e “esquecem” de recolher a sujeira deixada no caminho.
Um morador do bairro Moema, em São Paulo resolveu fazer a sua parte. Não. Ele não tem cachorro, nem gato. Também não matou os bichinhos da vizinhança. Mas, usou do bom humor para pedir às pessoas que passeiam com animais para recolherem a sujeira que tanto incomodava – e em alguns lugares ainda incomoda, e muito. Segundo o G1, a campanha já deu resultados. O dono da idéia contou que 90% do problema já foi solucionado.
Estive em São Paulo no começo do mês de outubro e me deparei com esta realidade. Porém, a consciência já pesou por lá. É muito comum ver donos de cães passeando pelas calçadas munidos de sacola plástica, jornal ou qualquer objeto que ajude na limpeza do ambiente “batizado” pelos animais.
De volta a Santa Maria, caminhando em um parque localizado na região central da cidade, pude notar que a maioria dos meus conterrâneos ainda não evoluiu neste quesito. Resultado: encurtei meu passeio, voltei para casa indignada e com o tênis sujo. Por isso, convido a todos para abraçar esta campanha. Recolha a sujeira que seu cachorrinho deixa na rua! Não sou contra animais. Bem pelo contrário, tenho três cachorros e sou totalmente a favor do passeio pelas ruas e calçadas da cidade. Porém, a responsabilidade pelos dejetos dos nossos animaizinhos é de cada um de nós. Recolha a sujeira, coloque em um lixo mais próximo e mantenha a cidade limpa e perfumada! Isso também é consciência ambiental.


Marielle Pereira Flôres
Jornalista

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Descobertos novos planetas

Existe vida fora da terra? Esta é uma pergunta que persegue cientistas e estudiosos. No espaço há 353 planetas extrassolares. Este é o resultado de estudos dos astronômos do mundo todo e , do Brasil, nos últimos 17 anos. Uma das condições para que um planeta tenha vida é que nele exista água. Pensar que os humanos não fossem os únicos no universo a ter vida fez com que a ciência abrisse outra fonte de pesquisa.
O planeta extrassolar ou exoplaneta é uma massa planetária com limite superior a 13 vezes o limite de Júpiter, que não tenha luz própria e que orbite uma outra estrela que não seja o sol. A busca por exoplanetas iniciou com a fotografia na astronomia, no final do século 19.

Thiago Matheus e Eduardo Janot Pacheco do Departamento de Astronomia, Gesofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo afirmam em sua pesquisa que nos últimos cinco anos aconteceram mudanças no sistema solar. Plutão não faz mais parte do sistema solar e novos planetas e configurações planetárias vão surgindo. Os geólogos afirmam que provavelmente as estrelas tenham mais de um planeta em torno de si.
A mais nova descoberta, o exoplaneta HD80606 b, está localizado perto de uma estrela muito parecida com o sol. Ele tem uma órbita incomum, se aproxima e afasta da estrela chegando a variar a temperatura em -270ºC a 930ºC.
A cada surgimento de um novo planeta novas respostas sobre o universo e, possíveis explicações de como se formou o sistema solar.
Imagem: ESA, NASA, M. Kornmesser (ESA/Hubble), and STScI


Marta Kochann

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ciência, Tecnologia e Inovação em Telejornalismo

Entre os meios de comunicação que divulgam ciência, a televisão é o meio mais popular. Além de possuir um maior alcance, ela é um veículo de fácil acesso e custo baixo. Para analisar as formas como a informação de ciência é veiculada em telejornais do país, a pesquisadora Audre Cristina Alberguini fez uma tese de doutorado chamada “A Ciência nos Telejornais Brasileiros”, no programa de pós-graduação em Comunicação da Universidade Metodista de São Paulo. O trabalho investiga a cobertura de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), nos telejornais brasileiros de canal aberto em horário nobre. Foram escolhidos, Jornal da Band, Jornal Nacional, Jornal da Record, Jornal da Cultura e SBT Brasil.
Entre os objetivos da investigação estavam a linguagem, conteúdo, formato, recursos empregados, o espaço que a CT&I ocupam nos noticiários em relação a outras informações, as relações entre as fontes utilizadas, entre outros. A investigação se deu a partir da metodologia da análise de discurso, estudos de recepção, e grupos focais.
O resultado da pesquisa mostrou que os jornais apresentam notícia de CT&I, mas que elas não são freqüentes. Possuem em alguns casos influências das assessorias de comunicação de organizações de ciência .
A pesquisadora apresenta alguns aspectos positivos e outros negativos das coberturas sobre CT&I. Alguns dos aspectos positivos são contextualização social da pesquisa, relevância da pesquisa, demonstração dos trabalhos dos cientistas nos laboratórios, relacionar a tecnologia à vida das pessoas, etc. E alguns aspectos negativos como: usos de termos vagos e imprecisos, ausência de imagens, falta de contextualização do assunto, excesso de dados e números, uso de linguagem técnica, matérias que não fornecem a origem institucional da pesquisa.

Mais informações sobre a pesquisa
aqui.

O Primeiro Supersônico

Quando o lendário piloto de testes americano, Chuck Yeager riscou os céus com o seu Bell x-1 na manhã do dia 14 de outubro de 1947, ele não estava apenas demolindo um muro como acreditavam os cientistas, ele estava entrando para a história como o primeiro ser humano a ultrapassar a barreira do som.

Terminada a II Guerra Mundial o mundo estava dividido entre dois blocos, o capitalista comandado pelos Estados Unidos e o comunista dirigido pela então União Soviética. Fazendo proveito dos variados experimentos realizados pelos nazistas, estes dois países desenvolveram uma verdadeira corrida tecnológica sem precedentes. Os americanos ficaram com a maior parte dos cientistas alemães enquanto os soviéticos colocaram as mãos em grande parte dos materiais nazistas apreendidos.

Num ritmo frenético os americanos começaram as pesquisas com o objetivo de ultrapassar a barreira do som. Foram reunidos na base aérea de Muroc na Califórnia os melhores pilotos de testes , junto com projetistas de várias empresas aeroespaciais.

A velocidade do som atingida por uma aeronave à 13.000 metros de altitude é de 1.216km/h, ou seja 337m/s. Na época julgava-se impossível alcançar este triunfo e físicos falavam que era uma espécie de muro que existia no ar. A maior dificuldade era o arrasto aerodinâmico que um objeto atinge quando está perto de atingir Mach1 . Mach1 é o nome dado a velocidade do som, assim quando um corpo atinge 2 vezes a velocidade do som ele esta à Mach2 e assim sucessivamente. A empresa americana Bell conseguiu resolver o problema do arrasto, construindo um avião em forma de projétil de fuzil, com este formato a aeronave pôde cortar o deslocamento de ar que se forma à altas velocidades, este avião levou o nome de Bell X-1.

O X-1 era um avião muito pequeno movido por motores foguete, media 9,5 metros de comprimento por 8,5 metros de envergadura. O motivo de suas pequenas dimensões foi o fato dele ser lançado do ar por um bombardeiro Boeing B-29. Ele subia até determinada altitude e era lançado da barriga do B-29, percorrendo um vôo na vertical aproveitando o máximo de empuxo dado por seus motores.

Vários pilotos perderam a vida tentando ultrapassar a barreira do som dentro do Bell x-1. Homens totalmente desprovidos de tecnologia e contando apenas com sua coragem, lançaram-se ao desconhecido na busca de respostas que nem a ciência da época estava capacitada a responder. Mísseis nazistas V-2 que eram lançados da França em direção à Londres durante a 2ª Guerra Mundial atingiam cerca de 5 vezes a velocidade do som, mas nunca com uma pessoa dentro. Até 1947 não se sabia os efeitos que o fenômeno supersônico causaria ao corpo humano.

Antes de seu vôo histórico, Chuck Yeager resolveu fazer uma homenagem a sua mulher, batizando seu Bell X-1 com a inscrição “Glamorous Glennis”(Glamorosa Glennis). Uma vez lançado o X-1 de “Chuck” sobe como uma bala em busca do seu objetivo. Minutos após o lançamento, o pessoal de terra escuta um forte estrondo no céu, todos pensaram que fosse o avião de Chuck que tinha explodido, não era. Com tamanha pressão sofrida pelo X-1 na hora de atingir Mach1, aliado ao deslocamento de ar que cria uma verdadeira "muralha" no céu, um som é ouvido no solo, alguns o chamam de “Estrondo Sônico”.

Este acontecimento é considerado um dos maiores feitos da história da humanidade. Os cientistas tiveram provas que pilotos podem suportar altas velocidades, dando assim o ponta pé inicial à era espacial . Tomando como exemplo o vôo de Chuck , cápsulas tripuladas em foguetes em direção ao espaço foram pensadas, o que era impensável antes de 1947. Já Chuck Yeager não parou por aí, bateu vários recordes e só de aposentou durante a década de 80 como general, escrevendo assim o seu nome entre os maiores aviadores que o mundo já conheceu.
video

Momento onde Chuck Yeager ultrapassa a barreira do som imortalizado no filme "Os Eleitos, onde o futuro começa"(the right stuff) de 1983.

Mateus Martins

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sensibilidade para consumir

O excesso de consumo sempre será prejudicial ao meio ambiente. Reduzir e reciclar são hábitos que devem ser introduzidos no cotidiano. Uma sociedade que explora cada vez mais seus recursos naturais e não aproveita os resíduos deve adotar uma nova postura, a fim de dar valor ao que é tratado como inútil.
As políticas públicas estão fazendo a sua parte no sentido de educar a população. A seleta coletiva é importante, mas todos os tipos de lixo ainda vão para o mesmo lugar? As empresas estão aderindo a política do verde, imprimindo seus panfletos em papel ecologicamente recicláveis e apoiando projetos de reflorestamento.
A sociedade, o poder público e as instituições querem mostrar atitudes ecologicamente corretas e ter atitudes sustentáveis, mas o capitalismo sempre fala mais alto. É impossível deixar de consumir. Então, quais seriam as "soluções" para os problemas ambientais?
Reduzir, reutilizar e reciclar. De nada adianta inventar novos produtos e não investir em novas alternativas para o reaproveitamento ou no tratamento de aterros ou lixões a céu aberto. São diversos os impactos ambientais que seriam evitados se esta alternativa fosse realmente pensada e aplicada no dia-a-dia. Ainda que existam pessoas que sobrevivam do lixo, a educação seria capaz de favorecê-los na mesma medida. Ou seja, toda a sociedade deve ter consciência de que consumir é uma necessidade e o modelo de consumo deve ser repensado.
As principais mudanças devem acontecer no comportamento das pessoas. O consumo consciente não é uma questão de conceito ou ideologia, mas uma atitude pela preservação do meio ambiente. O modo de vida, os valores e a sensibilidade do poder educativo pode mobilizar as pessoas, em um primeiro momento, para um posicionamento positivo para pensar e agir de forma ecológica. Assim, o processo de conscientização só tende e evoluir. Segundo o ecologista Marcelo Pelizzoli "o segundo nível deve ser a consciência crítica e a sensibilidade, para então contemplar o terceiro: o agir local para melhorar. Isso inclui uma educação relacional, emocional, afetiva, de valores".



Leia mais sobre o assunto:
Planeta Sustentável




Plantar ideias

A falta de arborização se faz presente nas grandes cidades. Há alguns anos, Santa Maria tinha maior número de árvores nas calçadas e praças. Hoje, a ausência se faz sentir mais ainda pelo aumento da população e o desenvolvimento da construção civil. Os efeitos são visíveis no cotidiano. A falta de sombra causa o aumento das temperaturas e o consumo de energia. Sem falar no aumento da poluição, no risco a biodiversidade, na erosão e outros problemas ambientais decorrentes da ausência de vegetação. O Parque Itaimbé é um dos poucos exemplos de paisagismo em uma área inteiramente edificada. Sabe-se que o plantio de mudas pode ajudar na diminuição da temperatura e na qualidade de vida da população.
Se Santa Maria fosse uma cidade mais arborizada, a qualidade do ar e da água seriam melhoradas de maneira significativa.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente tem programas de arborização. Em Camobi, o plantio de árvores reduziu cerca de 2ºC na temperatura. A população pode se mobilizar neste sentido e plantar suas próprias mudas. A médio e a longo prazo pode-se obter resultados tanto na diminuição do consumo de energia, quanto na qualidade de vida. Enquanto isso as leis ambientais e as construções civis buscam alternativas ecologicamente corretas para diminuir e evitar futuros impactos.

Novas formas de combate a depressão

Um estudo desenvolvido em ratos, comprovou que a eletroacupuntura reduz os efeitos associados à depressão. A pesquisa constata que, os efeitos estão diretamente relacionados aos níveis de serotonina no sistema nervoso central.
O resultado está em um artigo publicado na Ciência Hoje de outubro corrente. Ela traz a pesquisa realizada por cientistas do laboratório de Pesquisa em Acupuntura da Universidade Federal de São Paulo(USP), explicando a passagem da corrente elétrica pelo corpo após a inserção de agulhas, assim que obtida a sensação de QI, descrita como sendo de um fluxo de calor pelo tronco e pelos membros de acordo com o movimento.
A China, primeiro país a utilizar o recurso terapêutico em pacientes com depressão, durante a década de 30, também vem realizando vários experimentos com pacientes para comparar o uso da eletroacupuntura com as drogas antidepressivas tricíclicas, e os resultados mostram que a melhora é semelhante ao uso de fármacos.
Os resultados divulgados são promissores, embora a pesquisa se encontre em estágios iniciais e envolva um número pequeno de pacientes. A teoria de que a eletroacupuntura poderia estimular a quantidade de mensageiros químicos serotonina e norepinefrina no cérebro explica que nos casos de depressão, ocorre um desequilíbrio dessas duas substâncias químicas no cérebro.
Antes de decidir por qual tratamento optar, o paciente deve consultar um médico, sempre consciente de que os medicamentos devem ser ingeridos quando não há outros métodos de melhora, pois antidepressivos, se usados sem prescrição podem causar dependência.
É importante que o paciente durante a consulta, questione o médico sobre a possibilidade de fazer os tratamentos paralelamente. A maioria dos medicamentos antidepressivos que existe no mercado, trata a depressão aumentando o nível de serotonina no encéfalo. A eletroacupuntura também aumenta a concentração da serotonina no sistema nervoso central, dessa forma, ela pode ser terapia adjuvante eficaz no tratamento da depressão.

YouTube também é cultura




A página de web “Youtube.com” foi analisada pelo jornalista Paulo Henrique Serrano. Ele avaliou o potencial do site de armazenamento de vídeos quanto seu potencial emprego na educação. Após delinear as ferramentas disponibilizadas para promover a melhor utilização dos vídeos, Serrano chegou a conclusão que, apesar de não ser usado, freqüentemente, com esse fim, o site pode auxiliar na difusão de conhecimentos na web.

Apesar de os vídeos mais vistos do site trazerem a “estética do grotesco”, ou seja, situações absurdas, como a famosa “Dança do Quadrado”, o pesquisador lembra que esses conteúdos exemplificam a maior liberdade de publicação propiciada pela web. Assim, materiais de caráter político que mostrem bastidores e denúncias poderão ser também podem ser disponibilizados sem o limite típico dos meios de comunicação em geral.

Sobre a utilização do canal de vídeos como ferramenta de ensino, Serrano levanta a possibilidade da postagem de vídeos gravados de videoconferências ou palestras, como a ministrada por Lúcia Santaella no III Congresso Internacional de Semiótica na UFES. Além destes, também podemos encontrar vídeos explicativos, que vão desde dicas culinárias a origamis.

Mas não apenas nos vídeos que Serrano aponta a possibilidade de gerar conhecimento. No site, são disponibilizados espaços para postagem de comentários sobre o filme em questão. Os visitantes podem discutir e complementar o vídeo e os comentários feitos pelos outros usuários, formando assim um conhecimento coletivo.

O compartilhamento de interesses e conhecimentos tem a única fronteira do interesse pessoal nos conteúdos. Cada internauta tem a liberdade de filtrar o dilúvio informacional, de acordo com seus próprios critérios e interesses. Qualquer conteúdo audiovisual encontra nesse site um suporte digital eficiente e gratuito.

A liberdade dos jovens quanto ao uso da internet

A última pesquisa realizada pela SaferNet Brasil – São Paulo divulgou que 87% por jovens não possuem restrições quanto ao uso da internet e 53% deles tiveram contato com conteúdos agressivos ou consideráveis impróprios para a idade. Com a tecnologia evoluindo cada vez mais alguns jovens possui liberdade no acesso a internet.
Com pais exigentes há cuidados restritos ao uso da tecnologia, a comerciante, Simone Lopes, 38 anos, que tem uma filha de 12 anos conta que observa sempre sites que a filha Amanda navega. “Cuido exatamente tudo, não podemos duvidar de nada, sempre estamos desconfiados, o abuso sexual infantil esta solto pela internet e não podemos relaxar nos cuidados, hoje não estamos livres de nada”, relatou Simone.
Alguns anos atrás as brincadeiras e diversões das crianças e pré-adolescentes eram outras. Bonecas, jogos educativos, carrinhos, até na rua havia movimento da criançada. O estudante Roberto Almeida, 17 anos, explica que quando era mais novo, tinha muito incentivo dos pais pelo não uso da internet. “Meus pais me presenteavam com muitos livros, jogos, para que eu não utilizasse a internet, mas hoje, não têm como, preciso para trabalhos escolares e até mesmo diversão, os tempos mudaram.”, esclarece Almeida.
Orkut, MSN, Twitter, Youtube, são os mais procurados pelos jovens, são poucos os que não possuem uma página na internet. A estudante Laura Menezes, 15 anos, comenta que não gosta desta modernidade. “Não há mais almoço ou jantar com a família, no fim as pessoas passam tanto tempo na frente do computador que não aproveitam mais nada, acesso apenas meu e-mail e quando preciso pesquisar algo para a escola, de resto não me faz falta.”, diz Laura.
Talvez o uso ta internet seja uma polêmica em algumas casas, mas usada com moderação e com cuidado, não há problemas de navegar por ela. “Os pais são responsáveis pelos menores de idade, já os maiores de dezoito anos sabem até onde podem ir”, explica o psicólogo Cleuber Rodrigo do Amarante. O psicólogo Amarante ainda conclui que: “As pessoas sabem os perigos que a internet trás, o fato é utilizar sites confiáveis e não fazer dela a única atividade da vida”.


Por Thaís Bueno

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Relações on line e o mundo real

Valores morais e atos tradicionais de família são cada vez mais escassos. As pessoas se tornaram individualistas. Cada um no seu mundinho, ou, no seu computador. Desde a chegada da televisão as mudanças foram acontecendo rápido demais. Com a Internet, então, foi como se avançássemos 20 anos em cinco. Os relacionamentos, antes preservados, agora se diluem com a mesma rapidez, afirma o servidor público e pai de dois meninos, Paulo Vieira. Para ele, o avanço da tecnologia e da Internet foi fundamental no desenvolvimento humano, mas tem a mesma importância pelo lado negativo. " O problema é que as pessoas nunca se satisfazem com o tempo que ficam conectados", acrescenta Vieira. Muitos pais se preocupam hoje porque os filhos não saem de casa, mas ficam horas e chegam a passar a noite toda no computador. MSN, Twitter, Facebook são alguns dos sites mais acessados pelas pessoas, na maioria jovens.
Com medo de ceder aos apelos da modernidade e da exposição excessiva de pessoas da família, como a filha, a estudante de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá, em Juiz de Fora, Herlaine Romão resistiu bastante até decidir ter uma página em um site de relacionamentos. Os colegas e amigos até brincavam dizendo que ela não existia. " Estes sites deixam as relações menos humanas, nada como uma conversa face a face, mas em contrapartida possibilita reencontros que a distância não permitiria", reconhece Herlaine. Ela pretende ensinar para a filha os mesmos valores aprendidos com a família como ter respeito e ser honesto.
Um mês estagiando longe da mãe e das irmãs fez com que estudante de Fisioterapia do Centro Universitário Franciscano ( UNIFRA), Natalia Paraiba Nunes, visse que todos os valores que a sua família passou são importantes. " Senti muita falta da minha família, meu namorado, amigos, e do feijão da mamãe", confessa Natalia.
Independente do que cada um pensa sobre os relacionamentos virtuais, é no ambiente familiar que se aprende o que é certo ou errado. E é para lá que corremos quando a vida nos põe a prova.

Internet e a terceira idade

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia com 24 voluntários, com idades entre 55 anos e 78 anos comprovou que o uso da internet pode ajudar o funcionamento do cérebro em pessoas da terceira idade em pouco tempo.
Os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos: os novatos e os experientes na internet. Depois dos primeiros contatos com o computador, uma ressonância magnética realizada nos idosos, mostrou que a atividade nas áreas cerebrais que controlam a linguagem, a leitura, a memória e a capacidade visual são ativas nos dois grupos. Mas os idosos experientes na internet trabalharam uma área do cérebro muito mais extensa do que a dos novatos.
Depois de um tempo de pesquisas, onde os idosos permaneceram acessando a internet uma hora por dia, novos exames foram realizados, e mostraram que além de toda a área que já tinha sido ativada nos primeiros testes, os novatos também trabalharam a parte frontal do cérebro, uma região que controla a memória e a tomada de decisões.
Os pesquisadores concluíram que a internet, se usada diariamente, pode funcionar como um treinamento do cérebro, um trabalho que não deixa o cérebro perder a capacidade de raciocínio.

Internet e a mudança no comportamento

Com o advento da internet as pessoas de mais idade tiveram que se adaptar ao novo suporte, enquanto os adolescentes já nascem familiarizados com a tecnologia. A ferramenta permite ao internauta o acesso ilimitado aos conteúdos disponibilizados na web. No entanto, ela não é apenas utilizada para o consumo de informações nas diversas vertentes, mas também é usada nas relações interpessoais. Porém, a rotina ativa no espaço virtual influencia no comportamento dos indivíduos.
Por meio das comunidades virtuais é comum o internauta criar uma identidade por trás da tela do computador. Isso lhe permite refugiar dos problemas de socialização que enfrentaria no contato pessoal, explica a psicóloga Anelise Araújo.
Uma parcela dos internautas que faz uso da ferramenta sofre com problemas de inibição, possuem vergonha em interagir face a face, e isso é vivenciado pelo repositor Danilo Munhão da Silva, de 26 anos. Ele acessa a internet de cinco a seis horas diárias e diz que através dos sites de relacionamento os diálogos fluem e o usuário fica mais a vontade. Além disso, fora do espaço virtual sente dificuldade de se expressar e não falaria a metade do que escreve.
O funcionário da TV Futura Thiago Jacobi Bürger, 26 anos, comentou que, às vezes, o contato é melhor no espaço virtual. O usuário sabe lidar com situações de nervosismo, se está mal humorado não deixa transparecer, além dos sentimentos de raiva, mágoa ser controlados. Dessa maneira, as conversar ocorre de acordo como a pessoa se apresenta. Ele utiliza sites de relacionamento como ferramenta de trabalho para supervisionar 26 integrantes da mídia televisiva. Em função disso, fica conectado cerca de 14 horas na web.
O comportamento dos usuários é alterado devido ao uso compulsivo da tecnologia. O modo de agir e a linguagem ficam claras na interatividade. Como o meio se caracteriza pelo dinamismo, rapidez nas postagens as palavras ganham formas por abreviaturas, siglas e pela utilização de emotions nas mensagens, esclarece a psicóloga. Porém, a linguagem virtual influencia na linguagem formal dos adolescentes, por estarem familiarizados com essa realidade.
A preocupação dos pesquisadores é quando isso afeta nas atitudes dos mesmos seja nas produções em sala de aula e no processo de alfabetização.
Segundo o estudioso Roberto Fasciani “nenhum instrumento ou tecnologia inventada pelo homem pode ser intrinsecamente positivo ou negativo, certo ou errado, útil ou perigoso. É só a utilização que disso se faz que pode ser julgada com regras éticas”.
A psicóloga Anelise alerta que os pais não devem proibir os filhos de usarem a tecnologia, mas a liberdade guiada, ou seja, a supervisão é a melhor coisa que se tem a fazer nestes casos.


Vanessa Barbieri Moro

INTERNET: para o bem ou para o mal?

A Internet nada mais é do que um sistema de informação global, que possibilita a troca de in-formações dos mais variados assuntos, o envio de mensagens, a conversação com milhões de pessoas ou apenas o acesso às notícias de qualquer parte do planeta. Podemos dizer que a Internet é, de uma vez e ao mesmo tempo, um mecanismo de disseminação da informação e divulgação mundial e um meio para colaboração e interação entre indivíduos e seus computadores, independentemente de suas localizações geográficas.
Mais do que qualquer uma das gerações passadas, a juventude de hoje está conectada - durante todo o tempo- com um mundo de comunicação e informação nas pontas dos dedos. A internet configurou a forma de trabalhar, relaxar e até de namorar da juventude atual. A rede criou, para eles, uma noção diferente de comunidade e novas formas de expressão. Segundo a professora Deise Trindade, 35 anos, a Internet têm os seus prós e contras. “Não podemos negar que a Internet foi um grande avanço tecnológico para a humanidade, mas ela precisa ser bem utilizada. Se o jovem não souber utilizá-la de uma forma saudável, ele certamente irá se prejudicar”, comenta.
O uso indevido da rede pode acarretar para os jovens sérios problemas. De acordo com a psicó-loga Ana Clara Lemos, 33 anos, o mau uso da Internet traz sérias conseqüências para a saúde física e mental dos usuários. “O jovem que passa todo o tempo navegando na internet, muitas vezes, torna-se sedentário, não pratica exercícios físicos, e isso pode trazer problemas como o aumento de peso, dores musculares, problemas de visão. Já na parte psicológica, o maior problema é alienação que o jovem sofre. Eles não têm a personalidade formada, e acabam sendo influenciados pelas informações que trocam na rede, e isso é muito perigoso, porque a Internet não possui um controle das informações divulgadas. Ao mesmo tempo em que tem coisas boas, também tem coisas ruins, e cabe aos pais controlarem os conteúdos que os seus filhos acessam e ficarem atentos as possíveis mudanças de comportamento dos filhos”, concluí.
Ainda segundo a psicóloga Ana Clara, se o jovem começa perder interesse pelas coisas que gosta, se passa a ter problemas na escola e com os amigos, e passa a viver uma vida virtual, os pais devem entrar em ação e impor limites de uso da rede ou procurar ajuda de um profissional habilitado.
Não podemos negar que a Internet é uma evolução tecnológica muito satisfatória, que trouxe muitos benefícios para a humanidade, mas precisamos usá-la corretamente e orientar os jovens sobre os perigos que eles podem correr ao acessar a rede de maneira indevida, e acima de tudo, devemos ter a consciência de que nenhum meio de comunicação é mais importante do que a convivência co pais, educadores e amigos reais.

Erramos

Na matéria "De olho no tempo em Santa Maria" erramos ao transcrever a fala da entrevistada no INPE. Leia-se a afirmação correta abaixo:

Elisa fala que na última segunda-feira à tarde, dia 5, esfriou antes chover. “Se tivesse continuado quente como foi durante o dia e chovesse, a probabilidade de ocorrer granizos, com tamanhos de pedras relativamente grandes (tamanhos de “ovos de galinha”) parecidos com os que ocorreram em Itaara no dia 7 de setembro, seria muito elevada. Só que em questão de 1 hora a temperatura baixou 10ºC, isso fez com que a tempestade não se intensificasse e não ocorressse o fenômeno”.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Quebra de patente: uma questão coletiva

A possibilidade da quebra de patente para medicamentos tem gerado discussões válidas em torno da questão. Para quem não sabe todo o cientista, pesquisador, inventor que patentear sua criação, que pode ser um produto de qualquer natureza, pode controlar o uso do mesmo por um certo período e ganhar dinheiro também.
No Brasil, o mercado de medicamentos movimenta mais de R$10 milhões. A FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz) é uma das instituições com maior depósito de patentes desde a década de 80. São 115 patentes requeridas, sendo 51 no Brasil e o restante no exterior e destas, 54 já foram concedidas, sendo 14 no Brasil.
A justificativa sobre a necessidade da quebra de patente no Brasil é que pacientes com AIDS, financeiramente vulneráveis, têm dificuldades em adquirir os coquetéis para o tratamento da doença. Se pensarmos em nível nacional, a quebra prejudicaria ou deixaria de incentivar novas pesquisas e poderia prejudicar pacientes locais.
Mas considerando que a maioria das pesquisas nas universidades do país traz inovações para a área de fármacos e não fórmulas de medicamentos, a conclusão é de que o Brasil precisa importar fórmulas e isto tem um custo. Como já sabemos que o investimento em saúde no Brasil não abrange todos os problemas da população, seria utópico pensar que o governo sempre dará prioridade para abastecer toda a população com os medicamentos importados, o que é papel do Estado. Está aí a justiça tendo que intervir em muitos casos, até para uma simples internação hospitalar.
Como sabemos muitos laboratórios já firmam convênios com universidades dando a garantia da comercialização da valorização dos produtos aos nossos pesquisadores. Por isso é plausível pensar como um país de terceiro mundo e considerar a quebra como uma solução pragmática a uma fatia dos problemas de saúde do Brasil.


Camila Gonçalves

Ação pede cancelamento de patente de remédios

A ação movida pela Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia) contra as patentes de remédios, em setembro de 2009, se justifica pelo valor gasto com cinco medicamentos usados contra a doença. Só em 2001 foram gastos 420 milhões de dólares. Se as patentes fossem quebradas o Brasil economizaria bastante. O "pepeline", como é conhecido, é um sistema que permite a revalidade de patentes estrangeiras no Brasil.
Em julho, deste ano, o presidente Lula e os presidentes da América do Sul já cogitavam em quebrar patentes para a vacina da gripe suína. O remédio Efavirenz, usado no tratamento do vírus HIV, teve sua patente quebrada em 2007.
A autonomia neste caso é briga grande. Envolve tecnologia e estudo. A indústria farmacêutica, por sua vez, incluiria o pagamento aos laboratórios para continuarem a produzir a medicação necessária. Mesmo assim haveria menor custo.
Sem dúvida, a burocracia é ponto negativo no desenvolvimento da questão. Entre o registro de uma patente até pedir autorização para o governo, para comercializá-la leva anos.
As indústrias de medicamentos vibram e aceleram na fabrição de todas os remédios com patente liberada. Sorte do consumidor que terá acesso a um tratamento mais barato.

Marta Kochann

O lado inverso do patenteamento

Para refletir sobre as patentes de medicamentos precisamos ,antes de tudo, lembrar que vivemos em um país subdesenvolvido. Assim, se compararmos nosso país com os demais inseridos em um contexto de desenvolvimento, conclui-se que historicamente somos inferiores tecnologicamente.
Os EUA, por exemplo, não permitiam lei de autor para estrangeiros por quase todo século 19. Na Europa e Japão, a patente de produtos farmacêuticos só começou a vigorar quando as suas próprias indústrias farmacêuticas já se encontravam desenvolvidas. Porém, quando não eram desenvolvidos só conseguiram enriquecer justamente porque não ofereciam proteção a patentes. Já os países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento foram praticamente obrigados a ceder as leis de patenteamento sem levar em conta o fato de terem estabelecido um parque industrial capaz ou de levar em consideração o acesso da população a medicamentos essenciais.
Além de todos esses fatores históricos com relação às leis de proteção a criação cientifica, é preciso refletir que o remédio é visto pelos governos como mercadoria e não como agente terapêutico. Além disso, os remédios são direitos sociais da população. Fora que o custo dos remédios é muito caro, fugindo do acesso da maioria da sociedade.
Recentemente com a queda do dólar, os remédios continuaram caros. O preço dos medicamentos é determinado pelo monopólio da indústria mesmo que muitos desses produtos como, por exemplo, os destinados a doenças graves tenham isenção fiscal. Os pacientes com sérias doenças, como a AIDS, custam em média ao governo R$5.000. O problema é ainda maior quando pensamos que não existem os remédios genéricos para todo o tipo de doença.
Essa exclusividade de direitos, que assegura o retorno de investimentos seria inviabilizada pela alta concorrência da livre reprodução. Por um lado. encarece os valores para o governo e para a população; por outro, privilegia os cientistas e inventores.
Também existe um empecilho que precisa ser revisto: as firmas querendo vender exclusivamente seus produtos, e a população sendo atraída pela compra dos “piratas” que oferecem valores menores.
Aliás, quase tudo que consumimos, vemos ou até mesmo ingerimos, está direta ou indiretamente protegido. A quebra de patentes devolveria ao cidadão seu real direito de consumo de remédios por menores valores, alem de qualquer laboratório ou indústria poder fabricar sem rígidas leis de patenteamento. Pois quem mais perde com essas leis são os países pobres.

Lais Bozzetto

sábado, 17 de outubro de 2009

A crise mundial a serviço do meio-ambiente

A depressão econômica que tomou conta das manchetes neste último ano, deixa uma marca positiva contra a poluição. De acordo com a edição on-line de 07 de Outubro de 2009 do Jornal da Ciência, é o primeiro registro de queda na emissão de CO² em 40 anos.
A Agência France-Presse, explica a queda em matéria postada na Folha Online, de 27 de fevereiro de 2009, dizendo que a crise fez com que os empresários das indústrias reduzissem sua produção passando a comprar menos direitos de emissão de CO² colocando em risco, também, esse mercado.
Tal incidente na economia mundial reduz temporariamente a emissão do dióxido de carbono, mas está longe de resolver por inteiro a questão. A queda será compensada em seguida, já que as políticas ambientais é que são frágeis.
A questão do aquecimento global e do dióxido de carbono é primeiramente ambiental e, vista mais de perto, econômica.
A Agência Internacional de Energia - AIE, considera que para frear a catástrofe ecológica é necessário estabilizar as emissões de CO² em 450ppm até 2030. Com isso, as empresas continuariam a crescer e a temperatura média do planeta não ultrapassaria mais de dois graus Celsius. Além disso, as emissões relacionadas à geração de energia poderiam aumentar até 6% no mundo até 2020, tomando por base os níveis registrados em 2007. Mas a intensidade de emissões de carros teria de cair em 37%.
Fica fácil observar que a questão do CO² e do aquecimento global está condicionada ao investimento em tecnologias mais baratas. Carros com sistemas de ignição que não prejudicam as condições do ar são mais caros que os outros, além das técnicas geradoras de energia já estarem ultrapassadas, contrapondo-se a uma minoria de mecanismos ditos ecologicamente corretos.
O que vem ao encontro desta questão economia X redução da poluição é resultado do preço do carbono, que com seu preço aumentado, tem seu consumo reduzido. Assim, como as tecnologias que não agridem o meio-ambiente devem ter seus custos reduzidos, para se tornarem de acesso público.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Novas alternativas para o Ensino Médio no Brasil

Falar sobre educação no Brasil hoje levanta muitas discussões. Começando pelos baixos salários dos professores, falta de estruturas nas escolas públicas e o grande número de evasão escolar do ensino médio nos últimos anos. A nova proposta do Ministério da Educação prevê mudanças para solucionar estes problemas mais emergenciais.
Com essas alterações o ensino médio passa a ser interdisciplinar, reduzindo as doze disciplinas básicas para quatro grupos de conhecimento, entre eles: línguas, matemática, ciências humanas e ciências biológicas. Outro aspecto será a carga horária dos alunos e dos professores que irão aumentar e a liberdade para o aluno escolher 20% das disciplinas que cursará.
O ensino médio no Brasil é a etapa que menos recebe verbas públicas na educação. As verbas para pré-escola são maiores do que para o ensino médio. Isso se torna um problema, pois a pré-escola não é essencial para chegar ao ensino superior.
É claro que todas essas mudanças não vão se concretizar de um ano para outro. É preciso investimentos e uma modificação nas escolas começando com treinamento de professores que muitas vezes desatualizados. Essas mudanças que o MEC propõe são para tentar solucionar a evasão escolar e preparar os alunos para o Enem que a partir deste ano pode servir como vestibular em muitas universidades do país.
Esta nova forma de estimular os alunos a freqüentarem as escolas mesmo após um longo dia de trabalho oferecendo disciplinas alternativas que discutam assuntos culturais e que ofereçam experiências práticas e teóricas é muito importante para o avanço da educação no Brasil. Com isso os estudantes podem entrar em uma universidade com noções sobre vários temas o que pode ajudar na escolha da profissão.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mais educação para os brasileiros

Uma boa notícia para a educação brasileira foi divulgada esta semana :Com 390 votos e 3 abstenções plenário aprovou em segundo turno,a PEC 277/08 do senado , que acaba, gradualmente, com a incidência da Desvinculação de Receitas da União (DRU) sobre o dinheiro do governo federal destinado à educação. O texto afirma o direito à educação básica gratuita para pessoas de 4 a 17 anos.
A matéria ainda retornará ao Senado para a votação, pois houve alterações no texto original, mas para o autor da moção o professor Isaac Roitman, a recente aprovação sem votos contrário na Câmara federal é uma notícia auspiciosa para os que lutam por uma educação de qualidade. Segundo ele, em 2010, espera-se que haja uma contribuição de R$ 7 bilhões para a educação e a aplicação correta desta quantia é de responsabilidade de toda a sociedade.
Em um país em que muitas vezes a educação não foi vista como prioridade de muitos governos é importante que haja um incentivo à educação cada vez maior. Levar as crianças desde pequenas para a escola pode ser uma estímulo para que elas gostem de estudar e também um alívio para os pais que tem que trabalhar. Ao invés de estar em casa olhando no TV ou no computador sem controle do que estão acessando as crianças podem ir ao colégio onde poderão interagir, brincar e principalmente aprender.
No Brasil a situação já foi bem pior, muitas das crianças que entravam no colégio acabam tendo que abandoná-lo em regiões mais pobres, pois eram obrigadas a trabalhar. Como iniciativas como o Bbolsa Escola a situação ficou melhor nos últimos, mas ainda temos muito para avançar até a educação dos países mais desenvolvidos.
Em 2008, 993 mil pessoas com até trezes anos estavam empregadas no país, uma queda de 19,2% em relação a 2007(1,2 milhões). O número de ocupação entre pessoas entre cinco e treze anos foi o menor da década de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A maior parte trabalha em atividades domésticas (51,6%). Outros 35,5% trabalhavam em atividades agrícolas. A média salarial ficou em R$ 269 mensais – o salário mínimo é R$ 465 atualmente.. A região Nordeste, mesmo registrando queda de 13,4% em 2007 para 12,3% (1,7 milhão), em 2008, ainda apresentava a maior proporção de crianças e adolescentes nessa faixa de idade ocupadas. A pesquisa aponta uma queda gradual desse índice desde 1992, quando ele estava em 19,6%.
Já a taxa de analfabetismo ficou praticamente inalterada em 2008 em relação ao ano anterior. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), havia cerca de 14,2 milhões de analfabetos de 15 anos ou mais no Brasil em 2008, quando a taxa de analfabetismo foi estimada em 10,0%. Em 2007, a taxa foi de 10,1%. Os jovens de 15 a 17 anos e de 17 a 24 mantiveram os mesmos índices de um ano para o outro, 1,7% e 2,2%, respectivamente. A Pnad considerou analfabetos aqueles com cinco anos ou mais que não sabem ler nem escrever um bilhete.
O governo discordou das informações. O ministro da educação, Fernando Haddad, questionou os dados e argumentou que a queda de apenas 0,1% na quantidade de analfabetos com dez anos de idade ou mais é um ponto fora da curva na taxa média de redução dos últimos anos. O órgão entrou em contato com o IBGE para revisar as informações.
No quesito professores o estudo “Professores do Brasil: Impasses e desafios”, patrocinado pela Organização das Nações Unidas para a Educação e a Cultura (Unesco) mostra que cerca de 3 mil professores no país têm baixos salários e formação deficiente. Segundo o levantamento, elaborado pelas professoras Bernardete Angelina Gatti e Elba Siqueira de Sá Barreto, metade ganha menos de R$ 720.
Os índices brasileiros ainda entristecem aqueles que acreditam que uma boa educação é condição básica para um bom desenvolvimento de nosso país.Mas, nosso país tem uma história ainda recente, e atos como a aprovação no plenário nos mostram que lentamente a idéia de que a educação de qualidade é primordial em um país está sendo enraizada na nossa cultura.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Inovação, agricultura e alimentos: o papel da ciência para a sustentabilidade

Na próxima quinta-feira, 15, em São Paulo , acontece o I Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos para o Futuro Sustentável. Representantes no Brasil da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, reúnem-se com especialistas e líderes de instituições de pesquisa, da agricultura e indústria de alimentos para debaterem sobre o papel da ciência e das inovações tecnológicas. Temas que se tornaram cada dia mais crucial para o desenvolvimento sustentável brasileiro e da própria humanidade.
O evento é realizado pelas entidades - Associação Nacional de Defesa Vegetal, Andef; Instituto para o Agronegócio Responsável, ARES; e Sociedade Rural Brasileira, com apoio da FAO e do Grupo Pão de Açúcar.

No mundo
A Semana Mundial da Alimentação é comemorada internacionalmente entre 12 e 16 de outubro. Em novembro, entre 16 e 18, a ONU, promove em Roma o World Summit, Como alimentar o mundo em 2050-, que reúne especialistas em alimentação de diversos países. Durante o debate, eles precisarão apontar e convencer os líderes e governos das nações sobre as estratégias da Segurança Alimentar para o mundo.
As propostas a serem apresentadas no Fórum da Itália visam superar o desafio apontado no mais recente relatório publicado pela FAO, que prevê crescimento de um terço da população mundial até 2050. Isto significa produzir alimentos para mais 2,3 bilhões de pessoas, o que exige crescimento de 70% da agricultura. "O mundo precisará ampliar os investimentos para fortalecer a agricultura nos países pobres e em desenvolvimento, o que pode evitar que, em 2050, cerca de 370 milhões de pessoas - 5% da população desses países - ainda sejam atingidas pela fome", adverte Hafez Ghanem, diretor-assistente da FAO, em Roma.


I Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos para o Futuro Sustentável
Dia 15 de Outubro - 8h30 às 12h30
Mercure Hotel - Ibirapuera - São Paulo
Sala Praça da Sé - Piso E3
Informações: (11) 3256-4312 - E-mail: meccanica@meccanica.com.br
Inscreva-se pelo site: http://www.forumagriculturaealimentos.org.br/
Siga o Fórum no Twitter: http://twitter.com/foruminovacao
Foto:RZ

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

De olho no tempo em Santa Maria

Passou a ser quase rotina assistir nos últimos noticiários reportagens mostrando cidades arrasadas por temporais no sul do Brasil. As marcas da mudança do clima tem assustado a população tamanha a força da natureza. E outubro vem reunindo estes fenômenos.
No último final de semana, as rajadas de vento atingiram alguns bairros da cidade de Santa Maria no centro do RS, destelhando casas e arrancando orelhões. Na capital gaúcha, segunda-feira, 5 de outubro, muita destruição, alagamentos e problemas com a rede elétrica foram algumas das conseqüências causadas pelo caos das recentes tempestades.
Ainda não recuperados da chuva de granizo que varreu há pouco tempo o município de Itaara, também localizado na região centro do Rio grande do Sul, cabe saber se as cidades estão preparadas para “defender-se” desses novos e violentos eventos climáticos? No caso de Santa Maria, a meteorologia pode prever com antecedência esses fenômenos e reduzir estragos e mortes?
A aluna de meteorologia e estagiária do núcleo de Geodesastres do INPE, Elisa Glitzenhirn, explica que a variação da atividade climática no espaço de tempo, tem relevância predominante na resultante dos fenômenos. Ela conta que a posição geográfica tem influência neste aspecto: “Santa Maria está situada em um relevo de depressão rodeada de uma extensa cadeia montanhosa. Portanto, tem uma parcela benéfica, pois impede que tempestades mais severas se aproximem da região. E quando estas passam, já chegam sem força ao se instalar sobre a cidade. Em questão de minutos pode se diminuir ou aumentar a intensidade de um grande temporal. Por isso a importância do espaço de tempo”.
Por outro lado, afirma as conseqüências desastrosas que podem ser causadas pelo relevo: “Supondo que ocorresse um tornado em Santa Maria. A chance de ele sair da cidade é de certa forma impossível. Ele vai destruir tudo que puder enquanto tiver força porque não há lugar para o escoamento devido à parede de montanhas que nos cerca. Como as pessoas falam popularmente: “Santa Maria está dentro de um buraco”. E é verdade, por essa razão o tornado vai ficar batendo e voltando para o mesmo lugar.
Ela também comenta que a variação da temperatura tem ajudado muito na não intensificação das chuvas na região. Elisa fala que estamos e tivemos um pouco de sorte: “A nossa sorte é que na última terça-feira à noite, dia 6, esfriou antes chover. Se tivesse continuado quente como foi durante o dia e chovesse, cairiam granizos gigantes do tamanho ou quase como bolas de basquete,porque ao esfriar repentinamente ocorre uma inversão térmica que desfaz o fenômeno. Em dois minutos a temperatura baixou 10 graus. Isso foi uma característica do relevo da cidade que ajudou muito”.

domingo, 11 de outubro de 2009

Curso de meteorologia na UFSM

O Gruma (Grupo de Modelagem Atmosférica) é formado por alunos do curso de Meteorologia da UFSM, Universidade Federal de Santa Maria. O grupo realiza estudos de caráter experimental e faz as previsões do tempo para a cidade. Segundo eles, a previsão pode ser feita com três dias de antecedência ocorrido o fenômeno. O índice de acertos nos estudos atinge 70%.
O grupo emite boletins diários pelo site oficial do Gruma, http://www.gruma.ufsm.br/, feito para alertar a população sobre possíveis tempestades.
O Gruma é formado por acadêmicos aprendizes e, desse modo, as atividades visam fornecer experiência na função e qualidade no ensino. Eles alertam essa condição por enfrentarem críticas sobre os erros nas previsões.
O professor Otávio Acevedo fala que a meteorologia de Santa Maria dispõe de avançados computadores para realizar as previsões, mas ressalta que a máquina não faz tudo. O meteorologista tem que lidar com as variações de cálculo e do tempo para desenvolver um trabalho eficaz e com quase 100% de certeza e acerto. “Não é algo padrão, o tempo muda muito rápido de uma hora para outra e o profissional tem que saber trabalhar com isso para obter consistência na sua previsão”.
Ele lamenta o fato do RS ser o único estado da região sul a não possuir um centro regional de meteorologia. “Isso seria importante para a descentralização do curso de meteorologia em si, pois existe apenas aqui na cidade e em Pelotas. Seria bom também para outras sedes do INPE em geral.
O professor defende ainda que as formas populares de reconhecer as possíveis viradas no tempo são muito válidas e verdadeiras. A experiência e opinião principalmente de pessoas mais velhas é de grande relevância. Explica que por residirem muitas vezes em lugares afastados do perímetro urbano por longo tempo, acabam por adquirir conhecimento real da variação do clima perto de suas moradias.
Seja informado por profissionais ou ditos populares, os habitantes da região de Santa Maria devem procurar ficar atentos a estes avisos e sinais. O simples fato de ter a informação, pode salvar muitas pessoas de acidentes provocados por estes eventos e até mesmo salvar a nossa vida. Pois como pôde-se perceber, o clima na região centro pode surpreender a qualquer minuto.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Em nome da mãe: o não reconhecimento paterno no Brasil

Lançado ontem em Brasília, o livro " Em nome da mãe: o não reconhecimento paterno no Brasil", de Ana Liési Thurler, mestre em filosofia pela UFSM e doutora em sociologia pela UNB.
O livro resulta da pesquisa para a tese de doutorado da autora, e cuja investigação em registros cartoriais revelou que pelo menos um quinto dos brasileiros são filhos da mãe. Ou seja,o registro da paternidade é negado ao nascer, agravando a condição já precária de mulheres e crianças em desvantagem social e econômica dentro do quadro de desigualdades e assimetrias profundas nas relações parentais.
O livro impresso pela editora Mulheres, de Florianópolis,SC, será lançado em Belo Horizonte no VII Congresso Brasileiro de Direito de Família, promoção do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), a ser realizado entre 28 a 31 de outubro e, em Recife, no Seminário Mães Solteiras e Reconhecimento Paterno, promoção da Associação Pernambucana de Mães Solteiras (APEMAS), em 18 de novembro.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

OPINIÃO! A quebra de patente dos medicamentos

O assunto, além de polêmico, é de extrema importância. De um lado os países em desenvolvimento como o Brasil lutam para reduzir os custos dos medicamentos usados no tratamento de doenças como a AIDS. De outro, os laboratórios e a intenção de manter o alto custo dos remédios sob a justificativa de que boa parte do lucro é investida em pesquisas, as quais buscam novas descobertas para o setor e quebra de patentes pode desestimular pesquisadores em todo o mundo.
A patente de um produto compreende em garantir a proteção à propriedade intelectual. Sua prerrogativa é garantir ao inventor os direitos de fabricação e venda de seu invento. Mas essa garantia está beneficiando algumas grandes empresas farmacêuticas e matando milhares de pessoas, principalmente, em países pobres que não tem condições de bancar o alto custo dos produtos.
O Brasil liderou as reivindicações das nações em desenvolvimento feitas a Organização Mundial da Saúde (OMS). O texto pedia mais respeito aos países pobres, pois alguns medicamentos utilizados na saúde pública tinham preços diferentes para cada país. Um exemplo é a decisão adotada pelo Brasil de quebrar a patente de um medicamento usado no combate a AIDS, agora o País vai importar um genérico por um preço três vezes menor.
O presidente Lula afirmou que a mesma medida pode ser estendida a outros medicamentos. Assim, o Brasil poderia escolher de quem comprar ou até mesmo produzir tais remédios.
No meu entender isso seria um grande passo para o país, já que essa economia pode estimular as empresas e os pesquisadores nacionais. Mas acima de tudo, melhoraria as condições de vida de quem depende de medicamentos caros e não tem dinheiro para comprar.

Patentes de medicamentos: os dois lados da questão

No mês de maio do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fechou um acordo sobre patentes e o acesso a medicamentos. A decisão reconheceu o direito dos países de quebrar patentes e estabelecer a criação de um grupo de especialistas para que seja desenvolvido um novo mecanismo de financiamento que estimule a pesquisa e o desenvolvimento no setor da saúde.
A patente define-se como uma propriedade temporária, que previne a cópia e venda do produto a um preço mais baixo e que pode ser legalmente concedida ao Estado. O que acontece é uma divisão de opiniões e uma eterna briga entre o pesquisador/criador e àqueles que necessitam do uso de determinado benefício a um preço mais acessível. É confortável para aquele que tem a patente lucrar “rios” de dinheiro em cima do feito. A partir daí entra-se na questão de pesar os ônus. Se pensarmos em uma situação hipotética, em que o vírus da Aids se alastra por um país e um pesquisador tem a vacina contra o HIV. O que fazer? Beneficiar-se e orgulhar-se em cima de uma pesquisa que durou anos para estar completa e vender a patente por um alto valor? Permitir que o Estado intervenha e quebre a patente? Ou deixar-se salvar milhares de vidas, deixando que laboratórios farmacológicos do mundo inteiro fabricassem e comercializassem medicamentos da cura da Aids livremente?
A questão é realmente complexa, pois é mais do que uma simples discussão, mas é um assunto que envolve a ética e tantos outros fatores sociais. Na ocasião da quebra de patente do medicamento do anti-retroviral Efavirenz, droga usada no tratamento da Aids, em 2007, o presidente Lula declarou: “ É importante deixar claro: não importa se a firma é americana, alemã, brasileira, francesa ou argentina. O dado concreto é que o Brasil não pode ser tratado como se fosse um País que não merece respeito, ou seja, pagarmos quase US$ 1,60, quando o mesmo remédio é vendido para outro país a US$ 0,60. É uma coisa grosseira, não só do ponto de vista político e econômico. É um desrespeito. Como se o doente brasileiro fosse inferior ao doente da Malásia. Não tem nenhuma possibilidade de aceitarmos isso".
O presidente nada mais fez do que defender nosso país, carente de tecnologia, se comparado a países desenvolvidos neste tipo de pesquisa, como Estados Unidos e Suíça. Em seu discurso, ele toca no ponto de que realmente, não há como ignorar o impacto social que determinadas quebras de patente causariam. Na hora de pesar o lado do pesquisador ou daquele que tem a patente e o lado de tantas pessoas que seriam beneficiadas com tratamentos antes caros, fico com o lado da maioria.

Uma esperança para quem luta contra o Vírus HIV

Teste realizado na Tailândia motiva pesquisadores brasileiros que buscam a cura da AIDS. Os estudos tinham um desenvolvimento lento depois de várias tentativas frustradas na criação de uma vacina. Agora a vacina respondeu imunologicamente ao vírus. Iniciativas como essa podem gerar mais investimento científico tanto por parte do governo quanto da iniciativa privada.
No ano de 2008, mais de 7 milhões pessoas foram infectadas por dia no mundo. A maioria dos contágios é registrada em países pobres e na população com idade entre 15 e 24 anos. A África Subsaariana é a região com mais casos, 72% das mortes mundiais ocorrem nesse local . Mesmo com números assustadores a Organização das Nações Unidas-ONU revela que houve redução do número de mortos pelo HIV.
Apenas no ano passado o Brasil registrou cerca de 13 mil casos da doença e pesquisas revelam que as relações sexuais crescem enquanto o uso de preservativo diminui. O índice de pessoas que se protegem é maior entre os jovens. Os adultos com parceiro fixo dispensam o preservativo na maioria dos casos.
Porém, ao mesmo tempo em que possibilidades de vacina contra a AIDS renovam as esperanças das pessoas contaminadas, fica claro que existem outras barreira além da científica. Apenas um terço da população mundial infectada tem hoje acesso universal aos medicamentos.
Para conter a epidemia do vírus é preciso uma conscientização e políticas públicas eficazes na prevenção e no tratamento da AIDS. O governo federal deve investir em programas que auxilie e informe os jovens sobre o Vírus e a importância de usar preservativos. O uso da camisinha é a melhor forma de se prevenir e prevenir o parceiro. A divulgação e os debates sobre o assunto ajudam a criar uma conscientização de saúde.
Não é possível conter a contaminação enquanto mecanismo de prevenção e doenças sexualmente transmissíveis forem tratados como tabus, por escolas, famílias e religiões.
É fundamental saber que a AIDS é uma doença séria e que até a cura existe um longo caminho.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Lançamento do livro Mídia: fonte & palanque do pensamento culturalista de Gilberto Freyre

Será lançado amanhã, 07, na Faculdade Social, em Salvador, Bahia, o livro Mídia: fonte & palanque do pensamento culturalista de Gilberto Freyre, do jornalista e doutor em Comunicação, Edson Fernando Dalmonte.
O livro apresenta a relação entre Gilberto Freyre (1900-1987) e o universo midiático, contex-tualizando seu pensamento e identificando as correntes teóricas que influíram no processo de formação do pesquisador, especialmente a Nova História.
Em atuação nos Estados Unidos, entre 1918 e 1922, Freyre entrou em contato com um jornalismo mais ágil e, com base em tal vivência, ao regressar ao Brasil, implantou modificações na práxis jornalística recifense, adotando linguagem mais precisa e objetiva. Em duas perspectivas, aponta a mídia como elemento fundamental para a trajetória do escritor pernambucano: como fonte para pesquisas – dada a necessidade de servir-se de suportes como notícias e anúncios de jornal, fotografias etc. – e como palanque para a manifestação de ideias. Com a habilidade de quem entendia do assunto, Freyre utilizou os meios de comunicação para difundir seu pensamento, publicando ininterruptamente artigos em jornais e revistas, o que lhe garantiu destaque no quadro intelectual de sua época. Tal recurso tomou dimensões mais amplas quando, em 1934, o Diário de Pernambuco integrou-se aos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, possibilitando a difusão das formulações teóricas de Freyre em escala nacional. Defende-se ainda que Gilberto Freyre se antecipou historicamente aos pesquisadores britânicos do Centro de Birmingham, tendo sido, portanto, um dos precursores da corrente intelectual denominada Estudos Culturais.
O evento acontece às 17h e 30 minutos e o livro é editado e distribuído pela editora da UFBA.
O autor é formado pela Universidade Federal do Espírito Santo, mestre em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo e doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Faculdade de Comunicação da UFBA. Professor e pesquisador, coordena o curso de Jornalismo da Faculdade Social da Bahia e integra o Cepad – Centro de Estudos e Pesquisa em Análise do Discurso, da Faculdade de Comunicação da UFBA. É membro da INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, e da SBPJor – Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo. Também pela Edufba, publicou Pensar o discurso no webjornalismo: temporalidade, paratexto e comunidades de experiência.

A leitura de revistas e os jovens

A internet está tomando o espaço de muitos meios de comunicação. A revista é um veículo que vêm sendo prejudicado com as informações online. Para atrair leitores, as publicações estão se especializando em um público alvo. Um exemplo disso são as revistas voltadas para os jovens, geração acostumada desde cedo a utilizar a rede mundial de computadores.
Para aproximar os jovens, a revista usa como artifício, conteúdos voltados para o público adolescente. Assuntos sobre bandas famosas de sucesso nacional e internacional, testes de raciocínio, dicas de comportamento e sexualidade são os temas preferidos para atrair a atenção dos leitores.
O técnico de computação Ricardo Calai, 20 anos, é assinante da revista Men´s Healt há dois anos. Ele ressalta a importância do meio impresso na juventude. Para Calai, as matérias publicadas na revista incentivam os jovens a cuidarem da saúde e da sexualidade. “Quando leio as matérias sobre saúde, procuro seguir as dicas da revista”, afirma.
Já o estudante Leonardo Pereira, 21 anos acredita que revistas estão caindo em desuso. “Quando preciso de uma informação recorro à internet”, revela. Pereira busca os mais variados assuntos por sites de busca. O estudante conta que tem um relacionamento aberto com seus pais. Sempre que necessário tira suas dúvidas com eles. “Meus pais tem experiência, já vivenciaram todas as situações que eu passo”, justifica. Para Pereira as revistas mostram os temas polêmicos de maneira superficial.
A professora Deise Ferreira conta que em suas aulas procura estimular os aluno a utilizarem revistas como meio de informação. “Faço atividades de leitura em sala de aula e exercícios de recortes de reportagens”, lembra. Para ela, os jovens devem criar o hábito da leitura desde cedo, independente do meio de comunicação. Mas como a internet ainda não chegou na maioria das salas de aula, a preferência segue sendo revistas e jornais.
A maioria dos jovens procura por conteúdos na internet. Porém, alguns assuntos são tratados como tabus. Um exemplo disso é falar sobre a sexualidade na adolescência. As revistas tendem a abordar temas polêmicos de uma maneira que se aproxime cada vez mais dos jovens.
O interesse dos jovens pela leitura existe, porém com a internet os temas são selecionados pro cada pessoa. Na revista os temas são propostos pela editoria e o adolescente tem a possibilidade de ler um pouco de cada assunto.

Por Vinícius Ferreira

Mídia televisiva: vilã ou mocinha?


Não é preciso ser um especialista no assunto para perceber que pelo menos há 10 anos a televisão e a internet não eram objetos motivos de preocupação dos pais para com os filhos. Hoje, com o avanço da tecnologia e a própria “correria” da vida profissional, cada vez mais pais e/ou responsáveis deixam as crianças expostas ao computador, TV e outras mídias. A questão é: até que ponto esta exposição é saudável para os pequenos? A mídia cumpre seu papel, enquanto busca educar e informar? A mídia aliena e influencia de maneira errada o comportamento do público infantil? O conteúdo que está nas telas está de acordo com determinadas faixas-etárias? E mais: qual deve ser a atitude dos pais em relação a este panorama?
Uma pesquisa realizada pela Unesco em 2004, comprova que o tempo que as crianças gastam assistindo a televisão é, pelo menos, 50% maior que o tempo dedicado a qualquer outra atividade do cotidiano, como fazer a lição de casa, ficar com a família, ler ou brincar com os amigos.
A agrônoma Fátima Guedes, mãe de Yuri, 10 anos, reclama que o filho passa muito tempo na internet ou assistindo TV. Ela ainda compara que na sua época, o conteúdo dos desenhos na televisão, por exemplo, tinha um caráter mais educativo. “Sempre lembro que assistia o Sítio do Pica-Pau Amarelo, todos os dias o programa passava uma mensagem diferente. Hoje em dia não vejo uma identidade nos desenhos, a gente não sabe nem mais o nome do programa. São só temas de luta e brigas”, opina Fátima.
A psicóloga Vânia Fortes de Oliveira destaca a década de 80, como época em que surgiram programas que preocupavam os pais. “A mídia possui grande influência sobre o comportamento dos indivíduos e com as crianças não é diferente. Os programas da Xuxa e Angélica, por exemplo, tornaram-se fenômenos culturais no país. O culto ao consumismo infantil e a sensualidade das apresentadoras tirava a tranquilidade dos pais, pois estimulavam os pequenos a adquirirem comportamentos precoces”, explica Vânia.
Por outro lado, deve-se levar em consideração também a maneira como as crianças observam a televisão e não apenas o que os pais acham dela. Uma curiosa pesquisa realizada em 2004 pelo Grupo de Pesquisa em Educação e Mídia, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), aponta que crianças da região sudeste do Brasil, sabem enxergar a televisão de forma positiva e não tem dúvidas sobre o caráter educativo que ela possui. O estudo teve como suporte textos escritos por mais de 400 crianças, com idades entre 8 e 12 anos. Nas redações, elas expressavam o que pensavam sobre a TV.
Na pesquisa, um menino de 12 anos, de uma escola pública de Araguari, Minas Gerais coloca no texto que “nos dias de hoje a televisão vem de todos os cantos do mundo, trazendo educação, cultura de outros países, costumes de diferentes povos. A televisão traz conhecimento de todos os lugares”. Já os textos de uma menina e de um menino de uma escola pública de São Gonçalo, Rio de Janeiro diz: “O programa que eu não gosto de assistir é o filme Cidade de Deus, porque mostra muita coisa que é ruim para a vida de uma pessoa, mostra muita violência e as pessoas fumando maconha, mostra armas, brigas”.
Os textos provocam reflexão, à medida que se percebe que as crianças têm consciência do que estão assistindo e não precisam, necessariamente, ser influenciadas pela televisão. Todo este assunto que aborda a relação entre mídia e criança é muito amplo. As respostas relativas às questões do primeiro parágrafo deste texto abrem um leque de opção, opiniões e ângulos sobre o tema. O interessante é que os pais saibam impor limites às crianças e que as crianças possam escolher e saber aproveitar o que não só a televisão tem de bom para oferecer, mas todas as mídias que estão inseridas no cotidiano atual.

As múltiplas faces do Twitter


Com a instantaneidade da internet, uma nova ferramenta fez sucesso entre os internautas. No começo as regras e a operacionalidade ainda eram mistério, mas em pouco tempo, o Twitter foi se tornando um espaço onde pessoas comuns interagem com celebridades e autoridades e onde 140 caracteres são o suficiente para expressar uma opinião. Apesar de a pergunta do cabeçalho ser “What are you doing?”, algo como, “o que você está fazendo”, muita gente comenta acontecimentos políticos, econômicos e culturais.
O bacharel em Informática e Especialista em Segurança de Redes, Guilherme Giuliani, explica como funcionam os relacionamentos no twitter. Existem os followings e os followers, os primeiros são as pessoas que o usuário segue, os segundos são os seguidores do usuário. O twitteiro recebe atualizações do que seus followings escrevem e tudo que o mesmo escrever será visto por seus followers.
Guilherme explica que não há regras entre os usuários para seguir alguém, mas que há a possibilidade de bloqueio de um seguidor. “Segue-se deliberadamente qualquer pessoa. Às vezes pode haver alguém que nao quer ser seguido, aí coloca um cadeado e seleciona os seguidores”, exemplifica.
Quanto ao sucesso de cada Twitter, Giuliani acredita que o conteúdo das frases é fundamental e que outro fator que vai determinar o número de seguidores de uma pessoa é identificação dos demais usuários com o teor das postagens.
A designer santamariense Nanthala Betancourt (imagem) chegou a ficar em primeiro lugar nos twitters mais relevantes. Ela tem 1098 seguidores e descreve seu perfil em inglês, com palavras-chave como designer, blogs, espanhol, web 2.0, entre outras. No Twitter ela disponibiliza o link de seu blog. Quem navega por ele se depara com posts sobre a nova sede do Facebook, na Califórnia, inovações por todo o mundo como jogos, e trabalhos de agências de publicidade.
O publicitário Rogério Dias tem uma produtora de eventos e acredita que o Twitter é uma grande ferramenta de divulgação. “Assim como é chamado de microblog e pode ser ótimo para expressar idéias, informar, o Twitter também é como um outdoor no que diz respeito à promoções, tanto que a lei eleitoral poderia ser modificada para evitar estas formas de divulgação dos candidatos na eleição do ano que vem”, lembra.
O departamento de Presença Digital da Bullet realizou pesquisa ainda este ano para saber qual era o perfil dos usuários brasileiros do Twitter. Usuários da própria ferramenta divulgaram a pesquisa entre 27 e 29 de abril.
Conforme a consulta 61% são homens, 65,1% são jovens e adultos entre 21 e 30 anos, 82,8% são solteiro, 46% são do Estado de São Paulo e 10% são do Rio de Janeiro. Quanto à escolaridade, 37,6% são pessoas qualificadas, estudantes de ensino superior e 31,7% são graduadas.


Camila Gonçalves