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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Produtos transgênicos e os riscos à saúde

Os transgênicos estão presentes em quase tudo que é consumido no nosso dia a dia. Desde o café da manhã, até a última refeição que feita, se ingere uma quantidade considerável de produtos transgênicos. Mas afinal, o que de fato é um produto transgênico? Segundo especialistas, são alimentos que têm sua estrutura genética modificada, isto é, sua estrutura é alterada a fim de que as bactérias e pragas não ataquem o broto, e ele chegue como um produto esteticamente bonito nas prateleiras do supermercado. 
Os transgênicos não se limitam apenas às frutas, legumes e verduras. Eles estão espalhados, inclusive em produtos industrializados. Toda vez que um produto apresenta na embalagem um “T” com um triângulo em volta, quer dizer, que esse alimento, tem alguma substância que foi geneticamente modificada em sua composição. A rotulagem que identifica quando o produto é ou não transgênico é obrigatório no Brasil. Porém, um projeto de lei  tramita no Congresso Nacional para que as indústrias não tenham mais a obrigação de colocar tal identificação na mercadoria. Esse projeto gera polêmicas entre os latifundiários e empresários que defendem a lei e, os profissionais da saúde que o condenam por que querem assegurar a saúde do consumidor.
Segundo o médico pediatra Lucas Corrêa,em crianças, o consumo em excesso de alimentos que contenham substâncias geneticamente modificadas pode gerar um aumento significativo de alergias, uma intolerância a antibióticos, além de outras complicações. “É preciso ficar atento com os produtos que as crianças consomem, pois é nessa fase da vida que começamos  a formam o paladar. Optar por alimentos saudáveis, não é tarefa fácil, pois certos tipos de alimentos, como verduras, frutas são facilmente rejeitados pelos pequenos. Entretanto, é preciso oferecer mais vezes”, explica o pediatra, que alerta sobre a importância de observar as embalagens para ver se contém ou não substâncias transgênicas nos alimentos consumidos pelos pequenos.
Quando questionado sobre o projeto de lei, o médico explicou que é um atentado contra a saúde, pois, segundo ele, o cidadão deve saber que tipo de alimento está consumindo. Além disso, o pediatra alerta que os riscos do consumo desse tipo de produto, não são apenas para crianças. “Há riscos para todas as idades, principalmente crianças e idosos, pelo fato de que eles são mais vulneráveis a adoecer”, finaliza.

Os transgênicos não estão presentes apenas nos alimentos consumidos por humanos, ele está também, nas rações para animais, adubos e fertilizantes para as lavouras. O zootecnista Francisco Siqueira comenta que esse produto é utilizado nas rações para prevenir o risco dos animais adquirirem certas patologias, como o gado, por exemplo, mas que também pode trazer riscos para a saúde humana, e também para o meio ambiente. “Se usado demais pode aumentar o risco de câncer em quem consome a carne, além de gerar complicações aos animais”, pondera.
Siqueira também alerta para não ser feito terrorismo sobre os produtos. Em muitos casos, é preciso utilizar produtos geneticamente modificados: “é preciso que haja um equilíbrio, porque os transgênicos são necessários, mas não devem ser usados de forma demasiada, pois se usado demais traz riscos”, comenta.
Conforme o jornal on line O Progresso de Minas Gerais, o Brasil consumia em 2009 5,2 quilos de veneno agrícola habitante/mês. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), alerta que o uso de agrotóxicos pode causar infertilidade, aborto, modificações no sistema imunológico e câncer. 
Corrêa orienta as pessoas a comprarem legumes, frutas e verduras, em feiras orgânicas, ou escolher produtos hidropônicos, isto é, a base de água. “Comprar verduras e hortaliças no supermercado, pode parecer saudável, mas não é. É preciso verificar a procedência do alimento antes, caso contrário fará tantos malefícios quanto o refrigerante”, finaliza.


Por Laíz Lacerda e Pedro Corrêa

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Carne de avestruz: uma nova opção na mesa do brasileiro

A carne de avestruz está sendo introduzida gradativamente no cardápio da população brasileira, como alternativa de alimentação nutritiva. Seu sabor é semelhante ao da carne bovina e nutricionalmente assemelha-se às carnes brancas.
O preço da carne de avestruz é elevado, se comparado às demais carnes que o brasileiro está acostumado a consumir como a bovina, a suína e a de frango, e talvez esse seja o maior motivo do baixo consumo da carne de avestruz no país.
A carne de avestruz é extremamente magra, sua composição média de lipídios totais é representada por 37,52% ácidos graxos saturados, 34,57% ácidos graxos insaturados e 27,91% ácidos graxos poliinsaturados. Os ácidos graxos essenciais não são produzidos pelo organismo humano, precisam ser obtidos através da alimentação. São eles: ácidos graxos poliinsaturados linoléico, Ômega 6 e o a-linolêico, Ômega 3. Estes ácidos são necessários para a produção de energia, desenvolvimento, metabolismo celular e atividade muscular, regulam diversas funções teciduais e celulares, reduzem os níveis de colesterol sangüíneo, por diminuição da fração LDL (lipoproteína de baixa densidade) e aumento da fração HDL (lipoproteína de alta densidade).
Outra característica da carne de avestruz é seu alto teor de proteínas e aminoácidos. Sua coloração é mais vermelha e escura do que a carne bovina, devido a alta quantidade de ferro em sua composição. Esta carne é uma boa opção para pacientes anêmicos. Os valores de sódio são baixos, o que é vantajoso para pessoas hipertensas ou doentes renais.
Devido o seu pH (potencial hidrogeniônico) ser elevado (6.2), a carne de avestruz torna-se ideal para produtos processados como hambúrgueres, salsichas e presuntos, o que a torna mais acessível à população.
A nutricionista e mestranda do Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFSM, Tiffany Prokopp Hautrive, em pesquisa desenvolvida em 2006, testou a aceitação da carne de avestruz entre potenciais consumidores, como apreciadores de carnes e hambúrgueres, em Santa Maria. A pesquisadora elaborou três formulações de hambúrgueres, com diferentes percentuais de carne de avestruz. A formulação 1 é composta somente por carne bovina, a 2 é composta por carne de avestruz e bovina e a formulação 3 é composta somente por carne de avestruz. O hambúrguer de formulação 2, composto por 50% de carne de avestruz e 50% de carne bovina obteve maior aceitação. Os teores de lipídios e proteínas dos hambúrgueres encontram -se dentre os valores exigidos pela legislação. O hambúrguer misto seria uma alternativa para a industrialização e comercialização, pois agregado com a carne bovina o custo se torna mais acessível.
Por Denise Braga Lopes e Denise de Oliveira