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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Consumo (des)informado

O começo de mais um mês para os trabalhadores significa dinheiro em conta e compras a fazer. Já para os donos de mercados é sinônimo de filas maiores e carrinhos cheios de compras. Em tempos de crise, o medo de um aumento de preços faz com que muitos consumidores corram para os mercados para aproveitarem as promoções.
Produtos com preços reduzidos são muito tentadores, mas podem conter algumas “surpresas”. É o exemplo dos transgênicos, identificados por uma pequena letra T nas embalagens. São produtos geneticamente modificados com o objetivo de melhorar a qualidade e aumentar a produção e a resistência às pragas, porém, que podem também gerar um desequilibro ambiental pela proliferação descontrolada de tais alimentos e a quebra da cadeia alimentar natural com a extinção de certos animais, além do principal temor: as doenças a longo prazo pelo constante consumo humano.
Polêmico desde o inicio de sua comercialização no Brasil em 2003, o mais preocupante em relação a esses produtos é que a maioria dos consumidores desconhece os sinais da existência nas embalagens. Para comprovar esta teoria, uma rápida pesquisa foi feita em supermercado do centro de Santa Maria. De oito pessoas entrevistadas entre 18 e 72 anos, apenas uma conhecia o símbolo da transgenia nos produtos que estava comprando.
Maria Terezinha Bueno, de 53 anos, foi uma das consumidoras questionadas no momento em que botava litros de óleo de soja em seu carrinho. Ela é cozinheira há 22 anos e desconhecia a existência de tais produtos. “Para falar a verdade nem sei o que é isso, e eu que uso bastante esse óleo de cozinha. Mas acredito que não faça mal, pois deixam vender normalmente nos mercados.”
Já o funcionário público Marcos Fonseca, de 61 anos, único entrevistado que conhecia o que estava comprando, afirma que tenta evitar os transgênicos quando vai às compras. “Para ter aquele símbolo é porque alguma coisa tem de errado, então procuro fugir deste tipo de produto.”
Neste supermercado, todos os quatro tipos de óleo de soja eram considerados transgênicos e continham o símbolo. Na distribuição das mercadorias do setor, apenas os produtos como óleos de canola e girassol não eram geneticamente modificados.
Mesmo que pequena, a identificação em amarelo nas embalagens dos produtos, alerta os consumidores mais desavisados. Contrário a isso, desde 2008, tramita um projeto de lei proposto pelo deputado Luis Carlos Heinze, do Partido Progressista (PP) do Rio Grande do Sul.  A matéria propõe que a informação esteja apenas em produtos com índice superior a 1% de transgenia na sua composição. A proposta foi aprovada em abril de 2015 pela Câmara dos Deputados com 320 votos a favor e 135 votos contrários, ainda precisa passar pelo Senado Federal.

Por Lucas Amorim, Jean Pimentel e Pedro Henrique Madeira

Produtos transgênicos e os riscos à saúde

Os transgênicos estão presentes em quase tudo que é consumido no nosso dia a dia. Desde o café da manhã, até a última refeição que feita, se ingere uma quantidade considerável de produtos transgênicos. Mas afinal, o que de fato é um produto transgênico? Segundo especialistas, são alimentos que têm sua estrutura genética modificada, isto é, sua estrutura é alterada a fim de que as bactérias e pragas não ataquem o broto, e ele chegue como um produto esteticamente bonito nas prateleiras do supermercado. 
Os transgênicos não se limitam apenas às frutas, legumes e verduras. Eles estão espalhados, inclusive em produtos industrializados. Toda vez que um produto apresenta na embalagem um “T” com um triângulo em volta, quer dizer, que esse alimento, tem alguma substância que foi geneticamente modificada em sua composição. A rotulagem que identifica quando o produto é ou não transgênico é obrigatório no Brasil. Porém, um projeto de lei  tramita no Congresso Nacional para que as indústrias não tenham mais a obrigação de colocar tal identificação na mercadoria. Esse projeto gera polêmicas entre os latifundiários e empresários que defendem a lei e, os profissionais da saúde que o condenam por que querem assegurar a saúde do consumidor.
Segundo o médico pediatra Lucas Corrêa,em crianças, o consumo em excesso de alimentos que contenham substâncias geneticamente modificadas pode gerar um aumento significativo de alergias, uma intolerância a antibióticos, além de outras complicações. “É preciso ficar atento com os produtos que as crianças consomem, pois é nessa fase da vida que começamos  a formam o paladar. Optar por alimentos saudáveis, não é tarefa fácil, pois certos tipos de alimentos, como verduras, frutas são facilmente rejeitados pelos pequenos. Entretanto, é preciso oferecer mais vezes”, explica o pediatra, que alerta sobre a importância de observar as embalagens para ver se contém ou não substâncias transgênicas nos alimentos consumidos pelos pequenos.
Quando questionado sobre o projeto de lei, o médico explicou que é um atentado contra a saúde, pois, segundo ele, o cidadão deve saber que tipo de alimento está consumindo. Além disso, o pediatra alerta que os riscos do consumo desse tipo de produto, não são apenas para crianças. “Há riscos para todas as idades, principalmente crianças e idosos, pelo fato de que eles são mais vulneráveis a adoecer”, finaliza.

Os transgênicos não estão presentes apenas nos alimentos consumidos por humanos, ele está também, nas rações para animais, adubos e fertilizantes para as lavouras. O zootecnista Francisco Siqueira comenta que esse produto é utilizado nas rações para prevenir o risco dos animais adquirirem certas patologias, como o gado, por exemplo, mas que também pode trazer riscos para a saúde humana, e também para o meio ambiente. “Se usado demais pode aumentar o risco de câncer em quem consome a carne, além de gerar complicações aos animais”, pondera.
Siqueira também alerta para não ser feito terrorismo sobre os produtos. Em muitos casos, é preciso utilizar produtos geneticamente modificados: “é preciso que haja um equilíbrio, porque os transgênicos são necessários, mas não devem ser usados de forma demasiada, pois se usado demais traz riscos”, comenta.
Conforme o jornal on line O Progresso de Minas Gerais, o Brasil consumia em 2009 5,2 quilos de veneno agrícola habitante/mês. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), alerta que o uso de agrotóxicos pode causar infertilidade, aborto, modificações no sistema imunológico e câncer. 
Corrêa orienta as pessoas a comprarem legumes, frutas e verduras, em feiras orgânicas, ou escolher produtos hidropônicos, isto é, a base de água. “Comprar verduras e hortaliças no supermercado, pode parecer saudável, mas não é. É preciso verificar a procedência do alimento antes, caso contrário fará tantos malefícios quanto o refrigerante”, finaliza.


Por Laíz Lacerda e Pedro Corrêa

terça-feira, 4 de novembro de 2014

“Se toca: porque nem só o outubro é rosa”

Crédito: Pedro Lenz Piegas


Na quarta-feira, dia 29/10, ocorreu no prédio 16 do Centro Universitário Franciscano, um diálogo sobre o câncer de mama e o papel da mulher no atual contexto social. A roda de conversa teve como nome o lema “Se toca: porque nem só o outubro é rosa”. A referência não é por acaso, já que nesse período ocorre o movimento internacional conhecido como Outubro Rosa, que faz alusão ao laço cor de rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama.

Estiverem presentes nessa roda a psicóloga da AAPECAN (Associação de Apoio à pessoas com Câncer) Maria Luiza Schreiner; a professora Letícia Frigo, mestre em fisioterapia na Saúde da Mulher; as voluntárias Juraci e Nélida; e a professora Maria Furlan, que integra a Liga do Câncer de São Vicente do Sul.

Antes do diálogo foi apresentada uma performance artística realizada pela estudante de teatro da UFSM, Maura Oliveira. A estudante, que também é acadêmica de psicologia na Unifra, integra o grupo Psicoarte e, por meio da sua performance artística, indagou aos presentes na atividade questões como “o que é ser mulher”, “qual o papel da mulher”, “o que é ser mãe”, entre outros temas pertinentes.

Crédito: Pedro Lenz Piegas
A conversa foi bem descontraída e contou com perguntas feitas por alguns integrantes do público presente. Além disso, as voluntárias Juraci e Nélida, visivelmente emocionadas, mas também sem esconderem o bom humor, falaram como fazem para superarem as adversidades ocasionadas pelo câncer.
Nesse aspecto, a psicóloga Maria Luíza ressaltou:
“A vontade de viver é essencial para as mulheres superarem as dificuldades. O apoio e a compreensão da família também”.

Entre os diálogos expostos, foram discutidos, além do Outubro Rosa, alguns temas como  a necessidade de se ampliar o debate sobre saúde da mulher, acesso ao atendimento, autonomia do usuário, auto-estima, padrões de beleza exagerados e o gênero feminino.

Para finalizar a conversa, Maria Luíza destacou que a questão feminina é uma pauta importante e bastante abrangente.
“Se o Outubro é Rosa, o resto do ano deve ser colorido”, completou a psicóloga.


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Empreendedorismo não tem área


O objetivo era criar um empreendimento fictício. O planejamento foi completo: definição de espaço físico e orçamentos; visão, objetivos e valores da empresa; previsão orçamentária; escolha dos perfis de diretoria e colaboradores. O trabalho tinha tudo para ser de Administração, entretanto foi desenvolvido pelas alunas de Enfermagem do Centro Universitário Franciscano Amanda Conrado e Luana Machado Seixas. O projeto “Planejamento empreendedor de uma empresa de enfermagem: relato de uma experiência” foi apresentado na noite de 2 de outubro no Eixo “Empreendedorismo” da XVIII edição do SEPE.


Desenvolvido na disciplina de Gestão e Organização em Saúde e Enfermagem, o projeto das acadêmicas Amanda e Luana simula a criação de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos. Em sua explanação, Luana traçou um histórico do atendimento a esse público desde o início da assistência ao combate da dependência no Brasil, em 1976. Segundo ela, o vício tem quatro aspectos: cultural, psicológico, biológico e interpessoal. Para conseguir um tratamento efetivo, sua proposta é dar destaque à participação da família no processo.

Encerrando sua apresentação, a acadêmica salientou a importância da família
no processo de recuperação da dependência química com a imagem acima.
Aliado ao apoio familiar, a clínica desenvolveria um trabalho multidisciplinar, com profissionais das áreas de Medicina, Fisioterapia, Educação Física e Terapia Ocupacional. Entre as atividades, figurariam exercícios, atividades em grupo e o cultivo de hortas, as quais seriam a principal fonte de alimentos dos pacientes.

Com os objetivos de recuperar, reabilitar e reinserir os dependentes químicos na sociedade, a acadêmica Luana Seixas explicou que o papel da família é importante, mas deve ser feito com cuidado. Em sua clínica fictícia, seria desenvolvida uma estratégia em que os familiares deveriam receber instruções em forma de três aulas. Ao fim do “curso”, saberiam como se portar ante a situação e poderiam acompanhar de forma produtiva a recuperação do entre querido.

Em sua conclusão, a acadêmica de Enfermagem destacou a importância de acabar com a lógica assistencialista da saúde brasileira. Segundo ela, o tratamento dos pacientes não pode ser feito todo no formato dos postos de saúde, mas sim de acordo com as especificidades de cada problema.

Por Guilherme Benaduce

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Uma revisão sobre envelhecimento e postura

Por que os idosos têm problemas de postura? Como isso pode prejudicar suas vidas e de que forma isso pode ser tratado e evitado? Essas questões nortearam a apresentação da acadêmica de Fisioterapia do Centro Universitário Franciscano, Natália Ferraz Mello, que abriu a primeira noite do XVIII SEPE no eixo “Atenção integral à saúde”. Durante os vinte minutos da exposição do trabalho intitulado “Controle postural em idosos: uma revisão de literatura”, a estudante procurou esclarecer a importância do tema e suas implicações, a partir dos principais autores da área.

A curvatura da coluna e a consequente má postura são agravados pela idade.
Ilustração: Gallahue e Ozmun (2001)

Conforme a revisão feita por Natália, o equilíbrio é determinado pelas condições do indivíduo manter seu centro de gravidade em uma posição correta. Entretanto, com o avanço da idade, o ser humano perde essa capacidade devido a diversos fatores, como os desgastes muscular e ósseo.

A importância do estudo dos problemas posturais em idosos é de simples explicação. Uma vez que a expectativa de vida do ser humano é cada vez maior, cada vez mais pessoas estão sujeitas aos problemas relacionados à idade. No caso dos problemas posturais, o risco principal, além do desconforto, são as quedas. Conforme envelhecemos, segundo a acadêmica, o perigo de fraturas mais graves é maior, o que justifica, portanto,  a preocupação em realizar um estudo sobre o assunto.

Por Guilherme Benaduce

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Uma maneira natural de emagrecer


A estação mais quente do ano está próxima. É no verão que a mulherada coloca o corpo à mostra, mas para as mais vaidosas, ele precisa estar em forma. Ir à academia, fazer caminhadas no início ou no final do dia e encarar diferentes dietas fazem parte da rotina de quem quer perder aqueles quilinhos indesejáveis. Mas o que muitas pessoas não sabem é que uma nova maneira de mandar para longe aquelas gordurinhas, é através da ingestão do óleo de coco.
O óleo de coco extra virgem é um produto cem por cento natural, de origem vegetal, extraído a partir da polpa do coco fresco, através de processos físicos. Este oleozinho tem ação antioxidante, que colabora na diminuição da produção de radicais livres, ajudando na redução do Low Density Lipoprotein (LDL), mais conhecido como colesterol ruim, e aumentando o High Density Lipoprotein (HDL), conhecido como bom colesterol.
Além disso, a novidade auxilia na regulação intestinal, ajudando a eliminar as bactérias patogênicas, auxiliando na proteção e favorecimento do crescimento da flora intestinal. Vale lembrar que o óleo de coco não é um medicamento é um alimento complementar. “É bom consumir diariamente para que o organismo obtenha uma reserva de ácidos graxos. Seu consumo deve ser moderado, pois se for em excesso, engorda”, salienta Gabriela Foletto Alássia, nutricionista.
Segundo a nutricionista, o óleo deve ser misturado na comida para diminuir a fome durante as refeições. Dessa forma ele ajuda a emagrecer, a partir de uma dieta balanceada.
Para preservar suas propriedades nutricionais, o óleo de coco deve ser misturado em preparações frias, como saladas, sucos e batidas, sempre em pequena quantidade.
Para quem quer emagrecer, utilizando o óleo de coco, é importante tomar duas cápsulas por dia, uma antes do almoço e outra antes da janta, assim ocorrerá á diminuição do apetite. Se for em forma de óleo, o importante é colocar uma pequena porção sobre a comida.
Em Santa Maria essa novidade já está em algumas farmácias há mais de dois anos. Mas foi após a reportagem publicada no programa “Globo Repórter”, da Rede Globo, que o produto ficou famoso. “Depois da reportagem, as vendas do óleo aumentaram em cem por cento”, comenta Kelen Barella Pahins, farmacêutica.
Em uma farmácia de manipulação da cidade, o produto é procurado tanto por homens quanto por mulheres acima do peso desejado. Mas é a mulherada, quem mais procura o produto.
O produto é encontrado em forma de óleo, quando colocado em temperatura ambiente, em forma de manteiga, quando colocado na geladeira e em cápsulas. Um pote com 60 cápsulas custa em média, R$39,90. Já, 250 gramas do produto custam R$44,90 e 500 gramas custam em média, R$ 79,00.

10 motivos para consumir óleo de coco
1. Ação antioxidante- colabora na diminuição da produção de radicais livres;
2. Ajuda na redução do mau colesterol (LDL);
3. Colabora no emagrecimento transformando-se rapidamente em energia, não se depositando no organismo, capaz de gerar calor e queimar calorias;
4. Melhora o sistema imunológico. Contém ácido áurico que é o mesmo ácido graxo presente no leite materno o qual acelera a queima de calorias;
5. Regula a função intestinal;
6. Melhora o funcionamento de tireóide;
7. Ação cosmética: aplicar na pele e nos cabelos
8. Ação bactericida em feridas, picadas de insetos, eczema, dermatite, herpes e candidíase;
9. Diabéticos- dá sensação de saciedade e tira a compulsão à carboidratos, principalmente doces;
10. Usando na fadiga crônica e fibromialgia.


Por Franciele Bolzan

sábado, 29 de outubro de 2011

Vinho, saiba a quantidade certa

Ideal para um jantar romântico, comemorar os bons momentos, antes ou depois das refeições, o vinho é sempre uma boa pedida. Desde a antiguidade, o vinho está intimamente ligado à evolução da medicina, desempenhando sempre um papel principal. Os primeiros praticantes da arte da cura, já usavam o vinho como medicamento
A bebida, considerada remédio, nem sempre ajuda à saúde do ser humano. O vinho pode causar dependência quando ingerido em excesso. O alcoolismo foi definido como doença e os malefícios de seu consumo indiscriminado começaram a ser estudados. O álcool foi e é protagonista de campanhas de saúde pública.
Além do alcoolismo, a bebida que é apreciada pelos brasileiros principalmente na estação mais fria do ano, quando ingerida com abuso, causa sérios problemas à saúde como cirrose. “A cirrose é uma das doenças mais comuns provocadas pela bebida”, diz o médico cardiologista Moacir Alves Filho. A cirrose hepática é uma doença difusa do fígado, que altera as funções das suas células e dos sistemas de canais biliares e sanguíneos.
Os que exageram nos finais de semana podem sofrer todos os malefícios da ingestão exagerada e aguda do vinho sem nenhum ganho para a saúde, incluindo acidentes de trânsito.
Além da quantidade, a regularidade também é importante para se obter os efeitos benéficos do vinho. O elemento químico presente no vinho tinto chamado resveratrol tem mostrado, em estudos com animais, possuir efeito de proteção cardíaca e química. A bebida que faz bem ao coração, diminui os níveis de colesterol ruim (LDL) e aumenta o colesterol bom (HDL).
Alguns médicos recomendam a ingestão de uma dose pequena diária, e há aqueles que não recomendam, pois o paciente acaba sempre ultrapassando o limite recomendado, prejudicando à saúde. “Não recomendo, porque os pacientes acabam tomando um copo, dois por refeição, enquanto o recomendado é apenas uma dose pequena”, diz o cardiologista.
Para o servidor público, Osvaldo Mora, 50 anos, a bebida é companhia quase diária de uma de suas refeições. “Costumo tomar duas taças durante a janta. Tenho esse costume há dois anos, desde quando comecei a produzir a bebida”, disse Mora.
Para aproveitar o que o vinho tem de melhor, é preciso moderação. Uma taça antes ou depois da janta ou almoço é uma boa pedida.


Por Denise Rissi e Franciele Bolzan

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Os cuidados com os suplementos alimentares

A revista Saúde do mês de abril, edição número 309, noticiou os perigos de se utilizar sumplementos alimentares. Pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, analisaram 111 produtos apreendidos em academias de ginástica, onde seis desses produtos eram de marcas nacionais. O resultado dessa análise revelou que cerca de 25% desses suplementos continham esteróides, que são substâncias derivadas do hormônio masculino, e que servem para aumentar a massa muscular. Esses produtos contém substâncias prejudiciais que não são declaradas nas embalagens.
Segundo a notícia, diversas pesquisas já foram realizadas e os resultados são sempre os mesmos, os suplementos apresentam mais substâncias do que as que são divulgadas em suas embalagens. Muitas vezes são encontrados anabolizantes e estimulantes em simples suplementos nutricionais.
Além de alertar para estes perigos, a matéria orienta que os consumidores desses produtos utilizem somente produtos com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e sempre com acompanhamento médico.


Por Pricila Lameira

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Vinho para o coração

Já se foi o tempo em que as pessoas consumiam vinho apenas nas festividades e comemorações. Nos dias de hoje, o consumo tem sido diário para muitos brasileiros, visto as propriedades benéficas do produto. Até mesmo a idade média dos apreciadores do vinho diminuiu, sendo os jovens a grande parcela consumidora de vinhos.

O que diferencia o vinho das outras bebidas alcoólicas é, principalmente, a relação harmônica dos polifenóis com os outros componentes do vinho, sobretudo o álcool. Os polifenóis existem no reino vegetal, em folhas, frutos, sementes e caules, com o objetivo de defender as plantas dos raios ultra-violeta, de fungos, bactérias e de vírus, exercendo um efeito antioxidante e antibiótico. É esse o fator principal das virtudes terapêuticas do vinho que, em algumas épocas, chegou a ser chamado de “bebida dos deuses” ou “néctar dos deuses”.

Um estudo feito no Instituto do Coração em São Paulo, que comparava o efeito do vinho e do suco de uva através de testes em coelhos que ingeriam os produtos, concluiu que 70% dos coelhos que tomaram só água tinham placas de gordura em suas artérias, frente aos 47% dos que ingeriram suco de uva e aos 38% dos que ingeriram vinho tinto. De qualquer modo, tanto a ingestão do suco de uva quanto do vinho tinto previnem a oxidação do colesterol ruim (LDL) que levam à formação de placas de asterosclerose nas pareces das artérias.

Outras propriedades das duas bebidas são: a elevação do colesterol bom (HDL), redução do risco de infartos, prevenção contra tromboses, derrames e acidentes vasculares cerebrais isquêmicos. O vinho também possui dois íons (silício e cromo) que também têm ação benéfica na limpeza das paredes das artérias. Como estas duas substâncias permanecem na corrente sanguínea por apenas 24 horas, o ideal é o consumo diário da bebida, que pode trazer melhor qualidade de vida, melhor digestão, sono e bom humor, aumento dos leucócitos, regulação da pressão arterial, ação antidepressiva, relaxante e diurética.
A quantidade máxima indicada de vinho por dia é um litro para o homem e três quartos de litro para a mulher. Acima destes limites, as propriedades benéficas diminuem ou mesmo se anulam, pois o álcool se oxida mediante processos tóxicos que se tornam nocivos ao organismo. O ideal é repartir a dose entre as duas principais refeições para que a bebida desempenhe seu papel benéfico.


Fontes: http://www.uvibra.com.br/vinhoesaude_21.htm
http://www.uvibra.com.br/vinhoesaude_34.htm
http://www.uvibra.com.br/noticias_virtudes.htm
http://www.dominiofeminino.com.br/saudavel/imagens_saudavel/vinho_grande.jpg

Arquivo: Revistas da loja República do Vinho
Livro “Vinho: Saúde e Longevidade”, de Antônio Carlos do Nascimento

Obrigada ao vendedor Vanderlei Palmeira, por sua atenção ao me fornecer material para a matéria e responder a algumas dúvidas minhas.
Por Bibiane Moreira

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A Doença do Consumismo



Quando o consumismo começa a ser algo patológico? Quais os sintomas? Em um programa de entrevista que assisti pela Globo, uma psicóloga explica um pouco mais sobre o assunto. Segundo a psicóloga Eliane Medlowicz, “O sintoma mais clássico, mais claro, é a questão de estourar o orçamento.Você compromete família, compromete o nome. É uma doença nova, fruto da sociedade contemporânea, e se chama Oniomania. O medicamento dado para esse tipo de problemática é o antidepressivo”.
Muitas pessoas compram somente para obter status, para demonstrar seu poder de compra ou superioridade. Há também aquelas que compram por necessidade, ou até mesmo por modismo. O problema surge quando há a necessidade de comprar, a obsessão pela compra. Essas pessoas são os chamados consumidores compulsivos e formam 3% da população brasileira.
Segundo o psicólogo Daniel Fuentes, a maioria dessas pessoas é composta por mulheres, mas todas possuem temperamento forte, são ágeis, dinâmicas, inquietas, perfeccionistas, possuem uma desenvoltura social e cultural maior, são imediatistas e muito inteligentes.É quase como os compulsivos por jogos, que possuem uma fixação ainda maior que a fixação do viciado pela cocaína.
A dificuldade de se sair dessa doença é imensa, e precisa ser tratada, às vezes, até com antidepressivos, já que a força de vontade não adianta sozinha – assim como todos os vícios. Acredito que o mundo consumista em que vivemos já passou da fase das necessidades e dos modismos, e agora encontramo-nos quase todos doentes por compras. Basta fazer uma pergunta: quanto tempo você agüentou sem comprar um celular novo, levando em conta que o seu, mesmo com três ou quatro anos de uso, ainda funcionava bem? É preciso que todos passemos por um regime de re-educação quanto ao consumo. A partir de agora, listinha na mão e só o essencial do essencial para a sobrevivência (sua e do planeta Terra).

Para quem quiser ler algo interessante sobre o consumismo, sugiro o blog Ser consumista.
Por Bibiane Moreira