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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pandemia 2009 - A H1N1

Pandemias virais são raras na história mundial. Tipicamente, elas ocorrem em intervalos entre 10 e 50 anos. No século XX houve várias pandemias, que vitimaram milhões de pessoas. A mais recente pandemia é a Gripe A H1N1, popularmente chamada de Gripe Suína que, segundo dados da OMS, até agora já vitimou mais de 800 pessoas.
Uma pandemia afeta o mundo inteiro. São surtos de gripe que têm ocorrido em diversas partes do mundo e afetam, principalmente, os animais. Mas quando o vírus da gripe se torna uma pandemia humana, com a total capacidade de transmissão, é provável que se espalhe por todo o planeta e afete todas as populações, sem que as fronteiras nacionais ou situações sócio-econômicas representem uma barreira. Essas pandemias causam um súbito aumento no número de doentes e, muitas vezes, causam um imenso transtorno aos serviços de saúde e conseqüentemente, acarretam graves perturbações sociais e perdas econômicas.
Estudos mostram que um vírus pandêmico, totalmente transmissível a humanos, é capaz de se estender ao longo de todo o mundo em um período de três meses. Como esses vírus sofrem diversas mutações, eles se tornam muitos perigosos, pois esses subtipos virais atacam diretamente as pessoas que não são imunizadas a ele.
Luisa Schneiders e Thais Bueno

O que é a gripe?

A gripe é uma enfermidade causada por um vírus que é introduzido no corpo humano pelas vias respiratórias: nariz, garganta e vias pulmonares.
Entre os principais sintomas estão febre alta, mal estar geral e forte dor de cabeça causada pela infecção que pode durar uma semana. Existem atualmente dois grupos de vírus da gripe, A e B. Entre os dois, o vírus A é o mais perigoso, pois ele tem um potencial pandêmico e sua evolução se dá de maneira silenciosa. Entre os principais agravantes da doença de acordo com o boletim do Ministério da Saúde, são problemas metabólicos e respiratórios, cardiopatias crônicas, hipertensão arterial e imunodepressão, além de gestação.
O Vírus da gripe A ataca não só seres humanos, mas também algumas aves e mamíferos . Em contato com um animal de outra espécie já infectado pela gripe, o vírus A pode intervir em material genético do mesmo e assim produzir um novo vírus híbrido.
Como todos os vírus da gripe, o vírus da gripe A passa por um processo de mutação. Para se tornar contagiosa acredita-se que outros vírus influenza como o da gripe espanhola em 1918, sofreram modificações na sua composição original. Após a projeção de contágio o vírus passou a infectar a população, espalhando-se rapidamente. Como a gripe tipo A modifica sua estrutura constantemente, há necessidade de criação de uma vacina atualizada a cada ano.

Mateus Martins e Dinis Cortes

Orientação da OMS na web

Em 2005 a Organização Mundial de Saúde preparou uma série de medidas para informar sobre a Gripe Aviária em seu website: Neste ano, com a pandemia da nova gripe, Influenza A também conhecida por H1N1, a OMS preparou um esquema ainda maior no que diz respeito à informação.
Há quatro anos, o site promovia atualizações constantes e recentes sobre o número de casos da doença e medidas sugeridas para amenizar o risco de transmissão. Entre estas medidas estão orientações a cerca de cuidados básicos de controle e recomendações a pessoas que precisam viajar para o exterior. Naquela época o site também disponibilizou uma espécie de newsletter. Jornalistas podiam se cadastrar pelo site e receber mensagens automáticas por email. Assim, atualizariam as notícias a todo momento.
Com o avanço da gripe H1N1 e a confirmação de vários casos no mundo, a OMS disponibiliza em seu site a mesma ou maior cobertura sobre o tratamento, sintomas, informações sobre a possível vacina, o controle, formas de prevenção, centros regionais de informações, centros estratégicos, documentação técnica, riscos biológicos.
Devido ao rápido avanço da nova gripe, a OMS também lançou um documento que visa a recomendação para diminuir o impacto da pandemia na sociedade, além notícias constantemente atualizadas.
O site atual também apresenta um mapa interativo sobre os casos confirmados no mundo. Enfim, todo um aparato que tente sanar as dúvidas do público em geral.

Bárbara Weise e Maitê Vallejos

O papel do jornalista científico e a saúde pública

O jornalista científico faz a mediação entre pesquisadores e sociedade. Dessa forma, um de seus papéis é decodificar uma linguagem mais específica e complexa. Os receptores da informação passam, a partir desse momento, entender melhor o processo das pesquisas e sua finalidade. A linguagem comum entre pesquisadores se torna de dífícil compreensão pelos leigos .
A importância desse profissional se torna mais visível quando a saúde pública está em foco, como é o caso da Gripe A. Meios de comunicação se pautam de assuntos relacionados a doença. como prevenção, o tipo de vírus, a forma de contágio e os procedimentos necessários. Outra abordagem está relacionada ao avanço das pesquisas e as medidas governamentais adotadas.

A situação alarma a sociedade, pois a cada momento surgem mais casos suspeitos e mais mortes são confirmadas. Uma das medidas necessárias é a correta divulgação de informações , tanto por parte de profissionais da saúde, do governo e da mídia que deve buscar o esclarecimento dos fatos. Em um momento delicado, o maior cuidado deve ser em relação à espetacularização dos fatos. Os acontecimentos devem ser noticiados, mas criar pânico entre as pessoas não é a solução. Devem sim ser indicadas as formas de se prevenirem e de saberem diferenciar os sintomas de doenças semelhantes , como no caso a gripe sazonal e a Gripe A.

O jornalista científico precisa seguir certos parâmetros exigidos pela profissão. A busca por diferentes fontes e instituições gera a credibilidade para o veículo e para o profissional . Além disso, ouvir todos as versões possíveis relacionadas ao mesmo acontecimento também é muito importante. Como toda notícia, a informação científica , também requer pesquisa, apuração de qualidade e a correta tradução de estudos para os leitores, ouvintes ou telespectadores.
Francine Boijink e Vanessa Moro

Noticiência e a gripe A

Noticiência retorna, após um início de semestre adiado por conta das medidas de prevenção à pandemia da gripe A . Enquanto blog utilizado no ensino da disciplina de jornalismo científico, nesse semestre ele terá nela o seu fóco principal.
As pandemias podem provocar graves desequilibrios sociais e econômicos, uma vez que a grande parte da população trabalhadora é afetada e isso gera uma forte pressão aos serviços básicos.
Enquanto notícia, ela se impõe. Rapidez na transmissão e na propagação, capacidade de mutação, a impossibilidade de barreiras geográficas, prevenções possíveis, o atendimento aos infectados traduzem-se na pauta cotidiana que invade as redações e as vidas. Mais do que um acontecimento, ela, presente, será nosso objeto de estudo.

Da redação