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sexta-feira, 11 de março de 2011

Um olhar político sobre a questão ambiental

A revolução industrial marca a origem de uma constante: a preocupação ambiental e a crescente ocorrência de efeitos climáticos. A partir deste marco, o urbano se estabeleceu, provocando concentrações populacionais que acarretaram problemas de ordem sócio-econômica e política. Como exemplos, temos as catástrofes de Londres (1952), denominada como smog, e a do Japão (1953), conhecida como “Mal de Minamata”.
No Brasil, desde que os Portugueses chegaram à Bahia, já havia deslocamentos de materiais rochosos em terrenos, os famosos escorregamentos. A primeira impressão assustou, já que eles pouco conheciam as condições do solo brasileiro. Em 1989, a ONU, (Organização das Nações Unidas) constituiu a década seguinte como a propulsora de discussões e debates sobre os desastres naturais no mundo.
Desde então o crescimento demográfico aumentou consideravelmente e isso fez com que maior número de pessoas fosse atingido por desastres naturais, ou nem tão naturais. Luiz Eduardo de Souza Robaina, geólogo e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é especialista em áreas de risco e desastres naturais e trabalha com cartografia e zoneamento de áreas de risco.
De acordo com Robaina, o mapeamento consiste em inventários e históricos de acontecimentos registrados pela defesa civil. A partir de 2003, a consulta a estes dados passou a ser de forma mais organizada, favorecendo o trabalho dos profissionais da área.
A proliferação de fábricas de grande porte, o aumento do consumismo e o avanço do sistema econômico vigente contribuíram para que os efeitos climáticos se transformassem em desastres naturais, provocados, muitas vezes, pela ação direta do homem. “O avanço da ocupação urbana sem critério e a falta de planejamento e gestão são um grande contribuinte para os desastres naturais.”, argumenta Robaina.
Estas questões políticas e econômicas são as principais causas dos tantos prejuízos que temos acompanhado nos meios da comunicação. “Quanto mais vulnerável socialmente a população maior o risco ela sofre porque ela tem menos condições para enfrentar o problema”, comenta o professor.
Os espaços das cidades têm muito a ver com as relações sociais a que estão envolvidas. Onde não há interesse de especulação imobiliário é o local em que população mais pobre se estabelece. Não raro em encostas e locais de erosão do solo. No Rio Grande do Sul, os fenômenos que podemos observar com mais freqüência são: fortes estiagens, enchentes e especificamente em Santa Maria, os vendavais.
Na opinião do professor Luiz Eduardo Robaina, falta investimento para a prevenção. Estes investimentos podem ocorrer através de estudos meteorológicos, previsões e trabalhos detalhados mapeamento. O alto custo destes processos, fazem com que isso não seja tratado como prioridade em países como o Brasil. Outro ponto à ser trabalhado, é a educação ambiental e a conscientização nas comunidades menos favorecidas economicamente. Segundo Robaina, muitas vezes as prefeituras procuram os serviços de mapeamento das áreas de risco e querem o trabalho com urgência, entretanto, o trabalho é delicado e exige tempo, o que faz com que o executivo desista da continuidade. “As relações ambientais não estão desconectadas das ações políticas”, lembra Robaina.
Mas afinal, a quem cabe amenizar (ou pelo menos tentar) estes problemas? Onde está a sociedade para pressionar o poder público em prol da prevenção dos desastres ambientais? “É preciso o trabalho como cidadão e a do profissional como profissional e cidadão”, finaliza o professor Luiz Eduardo Robaina.

Por Sabrina Kluwe e Francieli Jordão

sexta-feira, 4 de março de 2011

Abertas inscrições para 12ª Reunião Bienal da RedPop

A Rede de Popularização da Ciência e da Tecnologia da América Latina e do Caribe – RedPop – está com a chamada de trabalhos aberta para os interessados em participarem de sua 12ª Reunião Bienal, que se realizará entre os dias 29 de maio e 02 de Junho de 2011, na Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, na cidade de Campinas, em São Paulo.
O tema da reunião é "A profissionalização do Trabalho de Divulgação Científica". O congresso internacional destina-se a profissionais atuantes em popularização científica e pesquisadores acadêmicos que tem a popularização e divulgação científica como objeto de estudo. O evento tem por objetivo propiciar o intercâmbio de experiências e resultados práticos, a divulgação de pesquisas relevantes a área e a reflexão a respeito de idéias, inovações e problemáticas relacionadas à divulgação científica.
O envio de Resumos Estendidos foram reabertos e o prazo de recebimento dos Trabalhos Completos foi prorrogado. Agora, os autores têm até 30 de março para submeter ambos os textos, a serem publicados no Caderno de Resumos e Anais do Evento.
Mais informações na página do congresso.

Da redação.

Concurso de vídeo para difusão científica

O Museu Exploratório de Ciências (MC), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) abriu inscrições para o Minuto Científico, concurso de vídeos de difusão científica latinoamericana e caribenha.
A premiação será dia 30 de maio, durante a 12ª Reunião Bienal da Rede de Popularização da Ciência e Tecnologia na América Latina e no Caribe (RedPop) que acontecerá em Campinas (SP).
O concurso rem como tema a "Transformação"  e  aceita trabalhos nas categorias Jovem, para participantes com até 18 anos de idade, e Adulta. Os vídeos com duração entre 60 e 120 segundos, devem ser inscritos em apenas uma das três grandes áreas do conhecimento: ciências humanas e sociais, exatas e tecnológicas e biológicas. Para cada vídeo submetido, o participante deve encaminhar um resumo de até 250 palavras, link da produção no Youtube, declaração de posse e cessão de direitos autorais e ficha técnica da obra.
A inscrição tem o valor de 10 dólares ( ou o equivalente em reais) e vai até 11 de março, na página da 12ª Bienal da Red Pop - http://www.mc.unicamp.br/redpop2011.
Os interessados podem inscrever quantos trabalhos desejar, sendo necessário efetuar o pagamento da taxa de inscrição para cada vídeo enviado.
Cada obra vencedora receberá um prêmio de US$ 500, além de sua exibição nos portais: Revista Fapesp Online, 17ª Mostra Ver Ciências e Museu Exploratório de Ciências.
Organizado pelo MC, associado à Red Pop, o concurso é promovido com apoio do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast/MCT), do Rio de Janeiro

Fonte: (Agência MCT)

Da redação

sábado, 15 de janeiro de 2011

Cientistas estudam micróbios das florestas

 A Fundação de Apoio à Pesquisa do Esrado de São Paulo, Fapesp, desenvolve projeto que estuda importância funcional das bactérias para a floresta. Pesquisas indicam que na Mata Atlântica cada espécie de árvore pode ter até 2 mil espécies bacterianas associadas
Desde 2006 cientistas ligados a um Projeto Temático do Programa Biota-Fapesp demonstraram que as plantas da Mata Atlântica possuem uma diversidade impressionante de bactérias associadas: cada espécie de árvore pode ter até 2 mil espécies bacterianas associadas, uma comunidade distinta - e única. O trabalho, divulgado na revista Science, sugeria que a função desses microrganismos para a dinâmica da floresta pode ser muito mais importante do que se imaginava.
 Agora, um outro Projeto Temático da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), iniciado em 2009, está aprofundando aquelas pesquisas a fim de entender melhor a diversidade microbiológica da floresta.
Um dos achados mais importantes até agora no novo projeto indica que a substituição de uma área de floresta por uma área de plantas cultivadas pode reduzir em mais de 99% a diversidade de bactérias associadas às superfícies das folhas. As consequências disso ainda estão sendo avaliadas.
A maior parte dos estudos está sendo realizada nas áreas pertencentes ao Temático que gerou os estudos concluídos em 2006, conhecido como Parcelas Permanente e coordenado pelo professor Ricardo Ribeiro Rodrigues, também da Esalq. O trabalho mais recente foi feito na parcela de 10 hectares localizada no Parque Carlos Botelho, onde existem 217 espécies de árvores.

( Agência Fapesp)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

2011, o Ano Internacional das Florestas

O plenário da Organização das Nações Unidas (ONU) reunido em 2006, declarou que este ano, 2011, seria o Ano Internacional das Florestas. Desde então vem sendo feitos preparativos para que as discussões ganhem proporção mundial. O documento da organização afirma:os esforços concertados deve centrar-se na sensibilização a todos os níveis para fortalecer a gestão sustentável, conservação e desenvolvimento sustentável de todos os tipos de florestas para o benefício de gerações atuais e futuras.
O
objetivo da ONU, além de chamar a atenção para o meio ambiente, é  a sustentabilidade, discutindo a relação do homem com as florestas e a questão da pobreza. Afinal, boa parte das matas mais preservadas do mundo estão localizadas em regiões com populações miseráveis.
estão previstos encontros e conferências em várias cidades do mundo.
No Brasil,  o calendário oficial prevê a realização do Tree Biotechnology 2011 - From genomes to integration and delivery, de 20 de junho a 01 de julho , na Bahia, sob a responsabilidade da  Rede Global de Cooperação em Ciência Florestal - IUFRO. A ONU lançou uma plataforma on line interativa onde é possível acompanhar os eventos e dialogar sobre sobre experiências com gestão de florestas.

Da redação