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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Internet e a mudança no comportamento

Com o advento da internet as pessoas de mais idade tiveram que se adaptar ao novo suporte, enquanto os adolescentes já nascem familiarizados com a tecnologia. A ferramenta permite ao internauta o acesso ilimitado aos conteúdos disponibilizados na web. No entanto, ela não é apenas utilizada para o consumo de informações nas diversas vertentes, mas também é usada nas relações interpessoais. Porém, a rotina ativa no espaço virtual influencia no comportamento dos indivíduos.
Por meio das comunidades virtuais é comum o internauta criar uma identidade por trás da tela do computador. Isso lhe permite refugiar dos problemas de socialização que enfrentaria no contato pessoal, explica a psicóloga Anelise Araújo.
Uma parcela dos internautas que faz uso da ferramenta sofre com problemas de inibição, possuem vergonha em interagir face a face, e isso é vivenciado pelo repositor Danilo Munhão da Silva, de 26 anos. Ele acessa a internet de cinco a seis horas diárias e diz que através dos sites de relacionamento os diálogos fluem e o usuário fica mais a vontade. Além disso, fora do espaço virtual sente dificuldade de se expressar e não falaria a metade do que escreve.
O funcionário da TV Futura Thiago Jacobi Bürger, 26 anos, comentou que, às vezes, o contato é melhor no espaço virtual. O usuário sabe lidar com situações de nervosismo, se está mal humorado não deixa transparecer, além dos sentimentos de raiva, mágoa ser controlados. Dessa maneira, as conversar ocorre de acordo como a pessoa se apresenta. Ele utiliza sites de relacionamento como ferramenta de trabalho para supervisionar 26 integrantes da mídia televisiva. Em função disso, fica conectado cerca de 14 horas na web.
O comportamento dos usuários é alterado devido ao uso compulsivo da tecnologia. O modo de agir e a linguagem ficam claras na interatividade. Como o meio se caracteriza pelo dinamismo, rapidez nas postagens as palavras ganham formas por abreviaturas, siglas e pela utilização de emotions nas mensagens, esclarece a psicóloga. Porém, a linguagem virtual influencia na linguagem formal dos adolescentes, por estarem familiarizados com essa realidade.
A preocupação dos pesquisadores é quando isso afeta nas atitudes dos mesmos seja nas produções em sala de aula e no processo de alfabetização.
Segundo o estudioso Roberto Fasciani “nenhum instrumento ou tecnologia inventada pelo homem pode ser intrinsecamente positivo ou negativo, certo ou errado, útil ou perigoso. É só a utilização que disso se faz que pode ser julgada com regras éticas”.
A psicóloga Anelise alerta que os pais não devem proibir os filhos de usarem a tecnologia, mas a liberdade guiada, ou seja, a supervisão é a melhor coisa que se tem a fazer nestes casos.


Vanessa Barbieri Moro

Um comentário:

thiago disse...

Vanessa! muito boa a matéria agora estou me achando hehehehe.