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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Pesquisa revela interesse dos brasileiros em relação à Ciência e Tecnologia

                                                                
Em 2015, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) promoveu a quarta edição da pesquisa: Percepção Pública da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil. O estudo fez um levantamento sobre o grau de informação e conhecimento dos brasileiros em relação à Ciência e Tecnologia (C&T).

Já em 1979 foi realizada a primeira enquete sobre percepção pública da C&T nos Estados Unidos. A ação se repetiu ao longo dos anos seguintes no país. No entanto, o Brasil só fez sua primeira enquete em 1987, e duas pesquisas amplas em 2006 e 2010. Na pesquisa realizada em 2015, foi utilizado como base um questionário com 105 perguntas. Foram analisada a percepção dos brasileiros sobre temas relacionados ao C&T, que têm relevância e impacto nacional. 

A enquete foi aplicada em brasileiros com faixa etária inicial de  16 anos ou mais, divididos por gênero, escolaridade e renda declarada, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações foram coletadas em entrevistas realizadas em todas as regiões do Brasil. A caracterização dos entrevistados foi feita por meio do levantamento do perfil sociodemográfico e de avaliação das condições de vida e moradia. Um estudo preliminar baseado em pesquisas anteriores aplicadas no país examinou a formulação das perguntas quanto as escalas de resposta e organização dos dados. 

O interesse dos brasileiros sobre assuntos relacionados ao C&T é bastante elevado, no entanto, o acesso à informação científica e tecnológica é precário, especialmente em camadas sociais de menor escolaridade e renda salarial. Entre as enquetes de 2010 e de 2015, o interesse declarado caiu para a maioria dos assuntos. A TV é o meio mais utilizado para adquirir conhecimento em relação ao C&T. De acordo com a pesquisa, o nível de consumo de informação científica através deste meio e do rádio se manteve estável nos últimos anos, enquanto o acesso à informação científica em jornais, livros e revistas, que já era reduzido em 2010, decaiu ainda mais em 2015.

Os brasileiros  consideram os cientistas como fonte confiável de informação.  Com base em dados pesquisados em 2006, os cientistas  têm o nível mais alto de confiança entre os atores sociais , acima de jornalistas e médicos. 



Ciência e Tecnologia trazem otimismo aos brasileiros



Em 2015 foi realizada pela quarta vez, a pesquisa sobre a Percepção Pública da Ciência e da Tecnologia no Brasil feita pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O objetivo de tal pesquisa foi levantar o interesse, o acesso à informação, o conhecimento da população, especificamente homens e mulheres de diferentes graus de formações e escolaridades com idade acima de 16 anos, em relação a C&T. Ao todo, 1962 pessoas responderam à um questionário, que atuava com perguntas diretas e indiretas. Posteriormente, o questionário serviu para que fosse notado um certo otimismo da população em relação ao foco da pesquisa.

Histórico da pesquisa

Com o intuito de favorecer a inclusão social e contribuir para estimular os jovens à seguirem carreiras científicas, a ideia da pesquisa teve início nos Estados Unidos, no ano de 1979. Quase uma década depois, em 1987, o Brasil fez a sua primeira enquete nacional do tipo, trazendo pesquisas completas nos anos 2000. Desde aquela época, foi estudado e aperfeiçoado o método de pesquisa, de levantamento de dados relacionados ao tema, o que pôde identificar tendências e variáveis latentes para o estudo da evolução das atitudes e opiniões dos brasileiros ao longo do tempo. 

Os dados

Chamou a atenção dos pesquisadores que o acesso à informação e interesse pela Ciência e Tecnologia varia de grau crítico a cauteloso em relação à escolaridade e formação do entrevistado. Pessoas que tem menos conhecimento ou estudo, consequentemente, tem menor conhecimento sobre o assunto. Apesar dessas influências, os resultados das pesquisas acabaram por superar as expectativas: a atitude dos brasileiros em relação à ciência e tecnologia é bastante positiva e otimista, cerca de 61%, um número bem maior do que esportes, 56%, moda, 34%, e política que alcançou somente 28% da população. 

De acordo com os resultados da pesquisa, o otimismo seria devido a ciência e tecnologia trazer esperança à população no âmbito da transformação, ou seja, do que pode mudar na qualidade de vida das pessoas. Porém, fazendo uma relação entre a ciência e tecnologia com o meio ambiente, medicina e saúde, o número é bem mais elevado, cerca de 78%, comparando também à religião.

O acesso

Sobre o acesso a Ciência e Tecnologia, a pesquisa aponta que a TV ainda é o meio mais utilizado, cerca de 21%. Porém, a maioria dos entrevistados disseram informar-se “nunca, ou quase nunca” sobre o tema em outros meios de comunicação, como jornais, revistas, livros, rádio e conversas com amigos. Aproximadamente 20% da população acha que a divulgação é feita de forma insatisfatória, seja no que se refere ao número de matérias, quanto à qualidade do conteúdo.

Enquetes, tanto internacionais como nacionais, apontam que a maioria das pessoas entrevistadas afirmam que existem mais resultados benéficos em relação ao conhecimento científico e tecnológico são maiores que os maléficos. Em termos de otimismo quanto a ciência e tecnologia o Brasil é destaque, com 73% dos cidadãos em relação à 10 a menos em relação aos Estados Unidos (63%).





Pesquisa revela que mais da metade dos brasileiros associam C&T a mais benefícios para a humanidade

No ano de 2015 o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) realizaram a quarta edição da pesquisa Percepção Pública da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil. De acordo com as pesquisas divulgadas pelo CGEE, os objetivos principais dos relatórios, a priori, foi realizar um levantamento atualizado sobre interesse, grau de informação, atitudes, visões e conhecimento dos brasileiros em relação à Ciência e Tecnologia. Após, foi produzido uma análise da evolução dessa percepção pública sobre a área na última década.
A justificativa do projeto baseia-se em conhecer as percepções e até onde vai o conhecimento da população brasileira em Ciência e Tecnologia (C&T). A partir disso, também é possível compreender, segundo a pesquisa, as vertentes econômicas, políticas, culturais, educacionais da C&T. O que leva, por vezes, impulsionar e ampliar a área de conhecimento afim de restaurar e aprimorar políticas públicas em educação cientifica. Além de atrair os jovens – público alvo- a se inserir em pesquisas e carreiras científicas.


Meios de comunicação e como falar sobre Ciência e Tecnologia

Os resultados de 2015 apontam que 61% dos brasileiros declararam ter bastante interesse por assuntos relacionados a Ciência e Tecnologia - em conseguinte ficou Esportes, Moda e Política – porém, em comparação a pesquisa anterior divulgada em 2010, os interesses declarados em C&T foram de 65% da população.  Por mais que haja bastante interesse, o modo de consumir esse conteúdo, por vezes, fica prejudicado pelo pequeno suporte e auxilio que recebe – não só falando de conteúdo, mas também, de material humano para realizar pesquisas e inovações na área. Mesmo com o advento da tecnologia e o contínuo “boom” das mídias digitais o acesso a essa informação ainda é pequeno pelos meios tradicionais.
Na pesquisa, os entrevistados declaram que o meio que mais absorvem conteúdo com frequência sobre C&T é na TV. Em segundo lugar ficou a internet com a infiltração das redes sociais. Contudo, a maioria também indicou que “nunca, ou quase nunca” se informam sobre esta temática a partir dos outros meios como: jornal, rádio, revista, livros e conversas informais com amigos. O número que já era reduzido em 2010 para as pessoas que acessavam este conteúdo por meio de livros e revistas decaiu ainda mais em 2015.  Os dados revelam uma queda de 12% para 6% em 2015. Porém, o rádio ainda é a última opção para consumir conteúdo sobre C&T.
O que podemos tratar como evolução - nada mais efetivo e instantâneo – a aparição da internet e das redes sociais que obtiveram um aumento bastante relevante para a pesquisa. De 23% declarados consumidores em 2006, os resultados neste âmbito, foram para 48% em 2015.


Satisfação do público com as descobertas científicas 

 A partir disso, é possível verificar no estudo a noção de satisfação na publicação das descobertas cientificas pelos meios de comunicação. Segundo os dados, cerca da metade dos brasileiros credita que os veículos de comunicação noticiam de maneira satisfatória as descobertas na área de C&T. Todavia, ainda 20% avaliam satisfatória, no mesmo nível, a população considera que a informação não é satisfatória. Os motivos seriam o conteúdo da matéria, a escolha da linguagem – por vezes de difícil entendimento -, a incredibilidade das fontes, descompromisso/desinteresse com as causas e consequência que as aplicações em C&T podem trazer, e também, a matéria ser, por vezes, tendenciosa. 

Divulgação da Ciência 

A pesquisa também aborda questões como visitações a espaços públicos, culturais e com valor científico. Assim, conforme os resultados, foi possível observar que o interesse dos brasileiros em participar e/ou visitar esses projetos cresceu significativamente nos anos de 2006 a 2015. A participação em feiras e olimpíadas elevou-se de 13% para 21%. Visitas na Semana Nacional de C&T, de 3% para 8%. Já a ida a museus ou centros de C&T aumentou de 4% para 12%. O estudo aponta que o crescimento mais efetivo se deu em regiões que tinham uma situação mais vulnerável em termos de infraestrutura de C&T, além é claro, da ausência de estratégias significativas para a divulgação da ciência.  
Esse trabalho desenvolvido pelo CGEE em parceria com o MCTI, ressaltou alguns pontos positivos para o nosso país tendo em vista conhecer o público brasileiro e como eles se apropriam dos projetos voltados Ciência e da Tecnologia.  De acordo com os números, a última pesquisa (2015) revela que cerca da metade da população (54%) opina que a C&T está associada “só a benefícios” para a humanidade. Outros 19% acreditam que a C&T atende-se por trazer “mais benefícios do que malefícios”. Só 4% dos entrevistados declaram que os malefícios prevalecem. Segundo o relatório, as opiniões equivalem a todos as faixas de renda e escolaridade em todas regiões do Brasil, prevalecendo um pouco mais na região Sul. 

Confiança e credibilidade 

A consequência assertiva destes resultados, advém, segundo os entrevistados, na confiança nos cientistas.  O texto traz que os cientistas ligados a instituições públicas tem o nível mais alto de confiança entre os atores sociais desde 2006. Ficando acima de jornalistas e até médicos. Assim, por meio deste estudo pudemos perceber que os brasileiros estão cada vez mais acreditando que estudos ligados a C&T são, de fato, relevantes para a sociedade. Além é claro de trazer grandes inovações que buscam facilitar e melhorar a qualidade de vida. Para finalizar a pesquisa, 78% dos brasileiros apoiam a iniciativa de haverem maiores investimentos de recursos públicos para a C&T. Com isso, o país avança e colhe frutos cada vez mais significativos para estabelecer uma garantia a população de evolução.  

A Ciência e a Tecnologia: um assunto constante entre os brasileiros

O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) realizaram em 2015, mais uma edição da pesquisa: Percepção Pública da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil. Este estudo tem como objetivos principais realizar um levantamento atualizado sobre interesses, grau de informações, atitudes, visões e conhecimento dos brasileiros em relação à Ciência e Tecnologia (C&T).
Essa pesquisa é realizada em vários países da Europa, Ásia e Estado Unidos. Aqui no Brasil já está na quarta edição. A primeira foi em 1987, já as de 2006 e 2010 foram mais amplas e qualitativas. Na edição de 2015 foram entrevistadas 1962 pessoas de todas as regiões do Brasil. A coleta de dados foi realizada entre os dias 22/12/2014 e 16/3/2015 e teve como base um questionário de 105 perguntas, para toda a população brasileira com 16 anos de idade ou mais, estratificada por gênero, faixa etária, escolaridade, renda declarada, com cotas proporcionais ao tamanho da população, segundo os dados do IBGE.
Segundo dados da pesquisa, 61% dos brasileiros declaram ter bastante interesse por assuntos de C&T, 56% afirmou ter interesse em Esportes, 34% assumiu ter interesse em Moda e 28% da população disseram ter interesse na Política. Os temas correlacionados com a C&T, como Meio Ambiente e Medicina/Saúde, é muito elevado, com 78% para ambos, comparável ao interesse por Religião que foi de 75%.


O meio mais utilizado para obter informações sobre C&T pelos brasileiros é a Televisão, seguidos dos jornais, revistas, livros, rádio e conversas com amigos. O consumo de informação científica na TV e no rádio se manteve estável nos últimos anos, entretanto o acesso em jornais, livros e revistas diminuiu ainda mais em 2015. Porém, o uso das redes sociais dobrou da pesquisa de 2010 para a de 2015. Cerca de 48% da população utiliza os meios sociais como fonte de informação.


Os brasileiros ainda não possuem o hábito de participar de atividades científicas-culturais, como visitar feiras, museus, bibliotecas, jardins botânicos e afins. Comparado à última pesquisa o Brasil evoluiu, mas ainda não atingiu os patamares da Europa. Assim como nas enquetes internacionais, a grande maioria dos brasileiros acredita que a ciência e a tecnologia trazem mais benefícios do que malefícios para a população. Segundo dados da pesquisa, a população brasileira avalia como positivo o avanço tecnológico. Os brasileiros, em sua maioria, confiam nos cientistas como fonte de informação.
A grande maioria dos brasileiros concordam que a pesquisa científica é essencial para a indústria, o que tem tornado a vida mais confortável. Porém, em algumas questões a população tem se mostrado divididos: a metade dos brasileiros discorda que a C&T ajuda a eliminar pobreza e fome no mundo e concorda que o uso dos computadores e a automação geram perda de emprego.
Além disso, eles consideram necessário o estabelecimento de padrões éticos sobre o trabalho dos cientistas e, que estes profissionais deveriam expor publicamente os riscos decorrentes da Ciência e da Tecnologia, pois as pessoas são capazes de compreender o conhecimento cientifico se for bem explicado.
A pesquisa revelou que o grau de avanço da ciência brasileira cresceu significativamente de 1987 a 2010, sofrendo uma retração em 2015. Em 1987 a pesquisa mostrou que 59% dos entrevistados apontava que a ciência brasileira estava atrasada no campo das pesquisas científicas e tecnológicas, já em 2006 e 2010 foram 35% e 28% da população, respectivamente. Agora em 2015, no entanto, pela primeira vez, aumentou a porcentagem dos brasileiros que considera a situação do País em pesquisa como atrasada, foram 43% da população. Um dos fatores que a pesquisa apontou para não haver um maior desenvolvimento na área da Ciência e da Tecnologia, seria a falta de investimentos por parte do governo.

Confira o questionário da Percepção Pública da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil de 2015.

Percepções dos brasileiros sobre ciência e tecnologia

A quarta edição da pesquisa: Percepção pública da ciência, Tecnologia e Inovação  no Brasil faz um levantamento sobre o interesse da população em relação a ciência e  a tecnologia no país. Na pesquisa de 2015 foram direcionadas 105 perguntas para a população brasileira com idades a partir de 16 anos. 
Para executar a análise, os resultados apresentados foram subdivididos. No interesse em grau de informação por C&T, podemos ver no gráfico apresentado na pesquisa que os brasileiros estão se preocupando mais com os assuntos referentes a saúde e ciência e menos com política. De 2010 a 2015 o interesse diminuiu na maioria dos temas, inclusive em C&T que reduziu em 4%. Apenas política e religião se mantiveram com os mesmos resultados. Em 2013 foi realizada uma pesquisa com a União Europeia (EU) na qual traz dados de 53% de interesse da população quando se fala em C&T. O número é menor comparado ao Brasil que tem 61% de pessoas interessadas.
O crescimento da internet e redes sociais vem para colaborar e facilitar o acesso a informação, mas a televisão ainda é o maior meio de comunicação para adquirir informações. Conforme resultados,  21 % dos brasileiros se informam com muita frequência pela TV e 49% com pouca frequência. A maioria dos entrevistados "nunca ou quase nunca" buscam o assunto C&T nos meios de comunicação de massa. O consumo de mídia entre rádio e TV se mantiveram estável na pesquisa. A busca por jornais, livros e impresso em geral diminuiu em 2010 e ainda mais em 2015.
Já o uso da internet aumento o dobro entre 2006 e 2015, de 23% para 48%. A internet ainda não é maior, mas está próximo da televisão com, pois a utilização é mais abrangente entre os jovens. A web, também por ser uma ferramenta plural, é vista como um bom recurso para ter informações do dia a dia e também sobre C&T, sites de pesquisas. jornais, revistas e redes sociais.
As descobertas científicas e tecnológicas são midiatizadas, mas, segundo a pesquisa, cerca de metade dos brasileiros estão satisfeitos com as notícias mostradas pela mídia e 20% consideram que a divulgação é parcialmente satisfatória. Um pouco mais de 20% afirmam que a informação não é satisfatória, tanto na quantidade quanto na qualidade do material exibido no meios de comunicação. 
A pesquisa indica alguns motivos para a mídia não mostrar de maneira satisfatória as descobertas tecnológicas.Os dados foram divididos entre TV, internet e jornais impressos. O jornal impresso é o meio mais atingido na questão de quantidade de matérias, 37,4% de material insuficiente, 1,7% mais que  a TV.  Outro ponto apresentado no estudo são as fontes não confiáveis, na qual a internet se sobressai com 32,1%. A TV e o jornal impresso se mantém com um pouco mais de 20%.
Já, nos quesitos tendenciosidade e conteúdo de má qualidade, a TV concentra 20,7%. O jornal impresso é 0,7% mais em conteúdo de má qualidade do que a televisão.
Os brasileiros estão visitando mais museus, bibliotecas e participam de atividades públicas em ciência. Conforme o estudo, em comparação aos países europeus, os dados ainda são baixos, mas houve uma crescente no país. Entre 2006 e 2015 a participação em feiras de ciências e olimpíadas aumentaram 8% e a visita em museus também cresceu 8%. 
É importante salientar que esse aumento é mais forte entre os jovens. As visitas feitas nos zoológicos e em tudo que é relacionado a natureza, alcança cerca de 30% dos brasileiros, até o ano passado. Outra observação significativa, de acordo com a pesquisa, é que o acesso à esses lugares são difíceis e a inexistência destes lugares em algumas regiões.

Perspectivas sobre C&T

De acordo com a análise, desde 1987 cresce o número de pessoas que acreditam que a ciência e tecnologia está associada a benefícios. Hoje essa opinião é da maioria dos brasileiros. A maior parte da população, 73%, acredita que a C&T traz mais benefícios do que malefícios ou só benefícios. Apenas 4% acreditam que os malefícios sejam superiores. Em 2010, os dados em relação a benefícios chegavam a 81%. A pesquisa foi realizada em todas as faixas de renda, escolaridade e em todas as regiões do Brasil. 
Os gráficos da pesquisa mostram que o mundo pensa que a C&T traz mais benefícios à humanidade. O Brasil é um dos países mais otimistas e é, em dados, parecido com a China. Nos EUA, por exemplo, são 8% da população que acreditam apenas em malefícios na C&T. Essa referência dos americanos é baixa, mas ainda é superior ao Brasil onde 4% dos brasileiros que consideram malefícios.
Outra perspectiva trazida pelo estudo é o cientista como fonte de informação de confiança. Na escala de atores sociais pesquisados, o cientista ligado às instituições públicas tem nível mais alto de confiança. Logo abaixo do cientista, está o jornalista e o médico. O índice de confiança do jornalista subiu desde 2006 e superou o dos médicos em 2015. O jornalista possui 0,74% de confiança, 0,4% mais que os médicos. Os políticos nesta escala se mantém baixo.
No estudo, os brasileiros acreditam que a C&T proporcionou mais conforto na vida e contribuirá para diminuir a desigualdade social do país, mas mais da metade dos brasileiros vê problemas com a C&T. Metade dos brasileiros acreditam que a ciência e tecnologia não pode eliminar a fome no mundo e concorda que os computadores e automação geram perda de empregos. Mais da metade da população considera a C&T como causadora de problemas ambientais e acham que os cientistas tem conhecimento que isso pode causar perigo a todos. 
A maioria dos brasileiros julgam que os cientistas devem expor os riscos com o passar do tempo na C&T e que deveria ter participação popular nas decisões tomadas quando o assunto for ciência e tecnologia.

Ciência e Tecnologia no Brasil

Na pesquisa, é possível ver que desde 1987 a ciência brasileira não crescia quanto ao investimento no campo de pesquisas científicas e tecnológicas. Em 1987 era 59%, depois em 2006 e 2010 diminuíram, 35% e 28% respectivamente. Pela primeira vez, em 2015 aumentou a parcela em que os brasileiros consideram a situação do país como atrasada em 43%.  
A maior parte da população, 78% apoia a ideia de que devem ser feitos mais investimentos na C&T. 
Uma comparação feita no estudo entre Brasil e outros países, mostra que os americanos acreditam menos que os brasileiros no maior investimento de recursos na ciência. No Brasil, 3% da população considera que deveria diminuir, contra 12% nos EUA. Na Suécia, França e Espanha ficam na média de 40% a favor.
Outro ponto levantado na pesquisa é que os brasileiros consideram que os maiores investimentos devem ser feitos nos medicamentos e tecnologias médicas. Depois em energias alternativas e agricultura. Em menos proporção de investimentos em mudanças climáticas e exploração de recursos da Amazônia. 
Uma análise realizada dentro da pesquisa é que são poucas as pessoas que lembram de algum cientista.
 Em 2015, 12% dos brasileiros de alguma instituição que fala pesquisa e apenas 6% lembraram de um cientista de nome brasileiro. Esses dados são menores do que em 2010, reduziu 6% em nomes de instituição e nomes de cientistas.