Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador química. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador química. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O estudo da química no ensino médio

A Constituição Brasileira e a legislação de ensino dispõem que a educação para a cidadania é função primordial da educação básica nacional. Mas o que significa ensinar química para os estudantes? Será que o ensino de química que temos ministrado em nossas escolas tem preparado nossos jovens para o exercício consciente da cidadania?

A professora universitária, Ana Paula Greff Athayde, 36, explica que é bastante difícil avaliar o ensino de química nas escolas brasileiras. “Depende da escola, dos recursos materiais e de pessoal, do tipo de escola (pública ou privada), do currículo escolar, etc.” Para ela, em escolas públicas os recursos como laboratórios e pessoal para trabalhar, o tempo escasso para planejamento interdisciplinar são as principais dificuldades no cenário atual de ensino da química no Brasil. A aprendizagem da química mobiliza habilidades de ler, interpretar, fazer cálculos. Além disso, exige que se vá além do que pode ser visto. “É preciso relacionar fatos e conceitos, é preciso deduzir. E isso dá um trabalho... Às vezes, o aluno tem até que estudar!” brinca Ana Paula.

A professora também afirma que tornar o ensino de química mais dinâmico, depende de uma revisão do currículo da disciplina. “Não se pode ignorar a quantidade absurda de conteúdos que enfrenta um estudante que deseja fazer vestibular. E não se pode ignorar o vestibular.” Além disso, a professora alerta que não podemos esquecer o aperfeiçoamento dos professores e a expansão dos recursos materiais. “O governo tem que colocar a mão no bolso, tem que investir de verdade e esse dinheiro tem que ser gasto de forma adequada” conclui.

Mas e para quem enfrenta esse desafio nas escolas todos os dias? Conversamos com a estudante de ensino médio Mariele Dreon, de 17 anos, que falou um pouco sobre a sua opinião. Ela ressalta que a matéria química, em si, não é complicada “as minhas dificuldades com a matéria são em torno das nomenclaturas e terminologias”. A aluna ainda elogia seus professores e conclui que, a maioria teve êxito ao ensinar, porém alguns não souberam desenvolver uma dinâmica de aula que pudesse envolver os demais. Mariele ainda dá a dica “faço uma lista das coisas que preciso estudar e começo pelos itens que tenho mais dificuldade. Assim não estarei tão cansada e conseguirei compreender de forma mais completa o conteúdo.”

Muitos estudantes pensam que a química é uma ciência limitada às pesquisas de laboratório e à produção industrial. A verdade, é que ela está presente em nosso cotidiano, das mais variadas formas e em todos os momentos. A química estuda a matéria, suas transformações e a energia envolvida nesses processos. Além disso, ela explica diversos fenômenos da natureza e é a maior aliada dos avanços tecnológicos da nossa sociedade.

O acadêmico do curso de Química do Centro Universitário Franciscano, Luciano Mello Raguzzoni, de 20 anos, conta que começou a se interessar pela química no final do ensino médio e quando começou a freqüentar o cursinho. Ele relata que quando estava no ensino médio, a química era muita teoria e não envolvia atividades em laboratórios ou algum experimento. “Mas mesmo com as dificuldades, eu segui esse caminho.” desabafa Luciano. O acadêmico ainda acrescenta que a química no curso de química é diferente. “No curso você consegue achar lógica em tudo que você aprendia no ensino médio”. O acadêmico encerra sua colocação com uma proposta de que os alunos que tem dificuldades devem estudar e tentar contextualizar a química com seu cotidiano “assim a visão que vocês têm da química irá ficar mais fácil e ampla” completa.

A professora Ana Paula também dá um conselho “não entreguem exclusivamente ao professor a responsabilidade de seu sucesso escolar, não se ensina a quem não quer aprender. Sejam comprometidos.”


por Camilla Compagnoni

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A química na sala de aula

O acadêmico do curso de química Luciano Raguzzoni, do Centro Universitário Franciscano, apresentou na noite de quinta-feira, dia 06 de outubro de 2011, no 15º SEPE, um trabalho sobre "Produção de vídeos didáticos no ensino de química".
A apresentação ocorreu na sala 201 do conjunto I, junto com outros quatro trabalhos da área de ciência social. Em entrevista exclusiva, Luciano conta como foi realizar a pesquisa e o que o motivou a desenvolver o tema.
Segundo ele, a Química é um assunto tratado de maneira exclusivamente teórica na maioria das escolas. Luciano explica que o trabalho foi interessante, pois "trata de uma maneira melhor de utilizar a tecnologia dentro da sala de aula". A pesquisa de Luciano, visa a importância de "possibilitar que os alunos tenham acesso à conteúdos, que não podem ser viabilizados por falta de reagentes químicos na rede pública e espaço físico" ressalta o acadêmico.

Por Camilla Compagnoni

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Solução Verde


O cientista inglês Martyn Poliakoff,professor da Universidade de Nottingham, conhecido pela série de vídeos da internet sobre química “The Periodic Table of Videos”, veio ao Brasil para divulgar o seu trabalho na 34ª Reunião Anual de Química, em Florianópolis. Poliakoff foi nomeado o próximo Secretário de Relações Internacionais da Royal Society de Londres, uma das instituições científicas mais tradicionais e respeitadas do mundo. Em entrevista à revista Ciência Hoje, o cientista esclareceu uma série de questões fundamentais para a compreensão do papel da química na sociedade.
Sua linha de pesquisa principal é o estudo das substâncias supercríticas, que podem ser usadas como solventes mais limpos em reações químicas (uma alternativa ambientalmente sustentável aos solventes fósseis usados hoje pelas indústrias). “Comecei a estudar fluídos supercríticos antes de a química verde ter sido inventada. Quando esta começou, por volta da década de 1980, havia a necessidade de obter solventes mais limpos, e vi ali uma oportunidade”, relata Poliakoff.
Sua pesquisa é pioneira no campo da química verde e há 25 anos, o professor mantém um trabalho de divulgação científica que visa popularizar a ciência para o público leigo. O cientista afirma que grande parte das pessoas, não consegue visualizar a importância dos produtos químicos. Os consumidores ignoram a existência de produtos em tudo que utilizam no nosso dia – a – dia. “Enquanto eles não perceberem que essas substâncias estão em tudo o que compram, não se importam com o modo como elas são produzidas”, afirma.
Suas pesquisas apontam para uma alternativa sustentável aos produtos químicos existentes na indústria atual. Trata-se de uma nova maneira de fazer química, um campo em que poucos cientistas tentaram se arriscar. Porém a implantação da química verde no nível dos consumidores carrega, segundo ele, desafios consideráveis. O maior deles, de acordo com Poliakoff, são os custos para manter uma fábrica verde de produtos químicos. Na maioria das vezes elas migram para países emergentes com uma legislação ambiental menos rígida. “Por isso é tão importante investir na África,pois lá há poucas indústrias químicas e, se começarem a construí-las de forma limpa, será muito mais benéfico para todos.”
Quase todas as pesquisas de Poliakoff são feitas em colaboração com as indústrias. A química verde tem que ser usada para resolver os problemas dessas indústrias. Os super mercados, por exemplo, vendem a maioria das águas minerais e concentra grande poder econômico. Sendo assim, eles podem escolher se devem ou não usar produtos que agridam o meio ambiente, como o plástico usado nessas garrafas. Poliakoff confia nessa possibilidade. “Os supermercados são um bom modo de implementar a química verde, e isso já está começando a acontecer na Europa.”

Foto: Anne Purkiss

por Camilla Compagnoni e Dandara Flores

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A evolução do conceito de molécula

Em 1927, os físicos Max Born e Robert Oppenheimer, na época com 45 e 23 anos respectivamente, publicaram um artigo sobre física molecular e física da matéria condensada (utilizada quando o número de átomos e elétrons é muito grande). A publicação intitulada "Sobre a teoria quantica de moléculas", ainda manifesta-se em estudos da estrutura da matéria. Hoje, fenômenos que envolvem o movimento dos elétrons são melhor compreendidos graças ao modelo teórico adotado na época.

No século 19 o químico Gay-Lussac avançava nos estudos da ligação entre oxigênio e hidrogênio. Ele chegou a afirmar que a razão de um para o outro era de 2:1 e enunciou a sua lei de combinação volumétrica. Porém, ela estava em desacordo com o modelo atômico proposto pelo também químico John Dalton. Isso foi resolvido com o conceito de molécula de Dalton Avogrado. O químico provou que volumes iguais, de qualquer gás, continham o mesmo número de moléculas. Dessa forma, 1 litro de hidrogênio tem o mesmo número de moléculas que 1 litro de oxigênio. Até esse momento a lei era apenas hipótese. Somente após a morte de Avogadro ela foi apresentada e finalmente aceita no congresso internacional de química em Karlsruhe na Alemanha.

Restava agora explicar como os átomos se uniam e formavam as moléculas. Logo, em 1866 o químico inglês Edward Frankland utilizou a idéia de "valência" onde cada átomo recebe um valor cheio. Por exemplo: na representação H2O, hidrogênio tem valor 2 e oxigênio 1. Os estudos evoluem muito, então Michael Faraday, um físico-químico inglês junto com Joseph Thomsom iniciam testes com eletrólise, processo que separa os elementos químicos de um composto através do uso da electricidade.

Descobria-se então, em 1914, o elétron e com a preocupação da estabilidade entre átomos e moléculas nasce a teoria quântica, também de Born e Oppenhemer. Eles evidenciaram que a diferença entre as massas de elétrons e núcleos são motivadas pelas rotações moleculares. De acordo com Born-Oppenheimer é possível separar os diferentes tipos de movimentos de uma molécula. Com isso vários problemas atuais da física foram resolvidos com enorme precisão. É possível até, definir trajetórias que representam colisões entre átomos, ou seja, a criação de uma nova molécula.

Dois séculos se passaram e os avanços da física e química são notáveis, favorecendo inclusive a criação de novas áreas de pesquisa, como química quântica, física molecular e física da matéria condensada. Além disso, hipóteses que eram puramente empíricas agora são estudadas sob o ponto de vista da mecânica quântica. Ciência essa que ainda vai responder definitivamente como os átomos se combinam para formar moléculas estáveis.

Henrison Dressler
Esta matéria foi produzida com base em artigo publicado na Revista Ciência Hoje, edição maio de 2008.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Lançado edital de apoio ao Ano Internacional da Química

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou um edital de apoio ao Ano Internacional da Química. O objetivo é fomentar projetos de popularização da química por meio de projetos que promovam a divulgação científica e a melhoria da qualidade de educação em química. Algumas propostas serão aceitas, como: laboração, desenvolvimento, produção de materiais destinados a atividades de divulgação científica e tecnológica em química; promoção de eventos, cursos, oficinas, etc
A data limite para submissão das propostas é de 5 de outubro e serão financiadas com recursos em R$ 2 milhões aproximadamente.
Os possíveis proponentes devem ser professores ou especialistas com formação superior na área de química ou afins, ter currículo cadastrado na plataforma Lattes e possuir vínculo formal com a instituição de execução do projeto.
ver mais informações em http://www.jornaldaciencia.org.br/

Verônica Barbosa