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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ciência Made in Brazil

 O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), é considerado um dos maiores pesquisadores do mundo na área de neurociências. Lidera pesquisas revolucionárias no tratamento o Mal de Parkinsons e procura entender como o circuito do cérebro produz todas as funções do corpo. Coordena há anos um grupo de pesquisadores da área de Neurociência da Universidade Duke (Durham, Estados Unidos). Após reconhecimento internacional, inclusive sendo lembrado para o Prêmio Nobel, retorna ao Brasil para implantar em Natal – RN, um Instituto Internacional de Neurociências (IINN), um investimento em ciência, cultura e inclusão social que teve um custo inicial de R$ 1 bilhão. Em entrevista dada ao programa Provocações da Tv Cultura, explicou o que pretendia com o projeto: “Acredito que a força do pensamento pode superar barreiras geográficas. Estamos nos instalando no Nordeste, justamente para provar que é possível fazer ciência longe dos grandes centros”. Além do Instituto ter como objetivo a disseminação do conhecimento científico pretende fomentar o progresso social e econômico do país, ter uma função eficaz na formação cultural das futuras gerações de brasileiros. O Instituto sofre com algumas dificuldades político-burocráticas. Segundo o próprio Nicolelis, existem interesses de grandes empresas estrangeiras em financiar o projeto brasileiro, mas estas doações são impedidas de chegarem até o Instituto. Acredita que a visão política brasileira é deficitária quando se fala em ciência, é necessário uma política globalizada e não provinciana. “Estamos tentando expandir ciência, tecnologia e conhecimento no país, temos que oferecer o que há de melhor , que no caso brasileiro é o talento humano.”

Felipe Martinz

II Jornada de Popularização da Ciência abre chamada para artigos

Estão abertas até o dia 10 de abril a chamada para os artigos à II Jornada de Popularização da Ciência, que acontece em Santa Maria, e será  realizada no dia 26 de abril no prédio 16 do campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
A proposta é discutir de forma interdisciplinar, as pesquisas desenvolvidas na área da Linguística e da Comunicação Social.
O Laboratório de Pesquisa e Ensino de Leitura e Redação (LABLER-UFSM), em parceria com o Projeto DCEROT-Divulgação Científica: Estratégias Retóricas e Organização Textual da UNISINOS e o Laboratório de Pesquisa em Comunicação do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA) vão apresentar, através de debates, o que estão pesquisando nessas áreas.
O público- alvo inclui estudantes de graduação, pós-graduação e integrantes de equipes de pesquisa das três instituições envolvidas. Os interessados podem se inscrever na modalidade de apresentador ou de ouvinte. Os artigos devem ser entregues até dia 10 de abril, visando o processo de midiatização da ciência. A perspectiva pode ser no discurso publicitário, jornalismo científico, popularização do tema ou a influência dos meios de comunicação no assunto.
O valor da inscrição para apresentador é de R$15,00 e para participar da Jornada como ouvinte o investimento é de R$10,00. Maiores informações no site w3.ufsm.br/lablerx
 
 Paola Schwelm ( Da redação da ACS)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Inscrições para a 63ª Reunião da SBPC encerram em 7 de abril

Os interessados em apresentar trabalhos na 63ª Reunião anual da SBPC têm até 7 de abril para efetuar sua inscrição para poder submeter o resumo.  O evento, que ocorre em Goiânia (GO) de 10 a 15 de julho, conta com cinco sessões de pôsteres. A expectativa é que o número de trabalhos apresentados supere 2 mil.
Podem ser submetidos resumos de trabalhos científicos, de qualquer área do conhecimento, de estudantes ou professores de educação superior, pesquisadores; trabalhos de professores de educação básica ou técnica que versem sobre experiências ou práticas de ensino-aprendizagem, e trabalhos de alunos do ensino médio e/ou profissionalizante, de iniciação científica ou dos institutos federais de ensino.
Para submeter um resumo é necessário que pelo menos um dos autores se inscreva no site do evento e pague a taxa de inscrição até 7 de abril. Feito isso, o inscrito tem até o dia 11 de abril para enviar o resumo. No site do evento (www.sbpcnet.org.br/goiania), constam as normas de inscrição e de submissão de resumos.
O tema central do evento é "Cerrado: água, alimento e energia", e conta  ainda com três programações paralelas: a SBPC Jovem, voltada para estudantes do ensino básico e técnico; a ExpoT&C, exposição de ciência e tecnologia; e a SBPC Cultural, mostra da cultura regional.
A 63ª Reunião é aberta ao público, que pode participar gratuitamente e sem inscrição prévia da maioria das atividades. A inscrição é necessária apenas para aqueles que pretendem apresentar trabalhos científicos, que queiram participar de um dos minicursos ou receber a programação impressa e o atestado de participação geral.

Fonte:Ascom SBPC

quarta-feira, 23 de março de 2011

I Concurso Luso-Brasileiro de Cartum Universitário

A Intercom e Museu Nacional da Imprensa de Portugal lançam, através de uma parceria inédita, o I Concurso Luso-Brasileiro de Cartum Universitário, que visa fortalecer as relações universitárias entre Brasil, Portugal e demais países de língua portuguesa, através da linguagem universal do humor.
O Concurso não terá tema definido e é dirigido a alunos de graduação e pós graduação que poderão apresentar trabalhos nas seguintes categorias: charge, caricatura, tiras em quadrinhos e cartum, propriamente dito. O júri, em número ímpar, será composto por representantes da duas entidades organizadoras.
Serão atribuídos prêmios e destaques aos três melhores trabalhos de cada uma das categorias mencionadas, separadamente aos alunos de Graduação e de Pós-Graduação. A entrega dos prêmios será feita em cerimônia pública durante o Congresso Nacional da Intercom, onde será também realizada uma exposição destes trabalhos.
Para se inscrever, os interessados devem identificar as obras e enviá-las juntamente com a ficha de inscrição do autor, fornecida pela organização do Salão, e de um pequeno currículo atualizado, para os seguintes endereços: cartum.intercom@gmail.com . Para fazer download da ficha de inscrição, acesse o endereço no intercom.
As inscrições poderão ser feitas de 15 de março às 24 horas do dia 15 de maio de 2011.


Fonte: Intercom

sexta-feira, 18 de março de 2011

Enchentes, casos e explicações

Imagem de São Lourenço do Sul durante a enchente no dia 10/03/2011
Foto: osustorap.blogspot.com
Em dez de março de 2011 a cidade gaúcha de São Lourenço do Sul, localizada na região sul do Estado, foi atingida por uma forte enchente, a sétima da última década no RS. Existem diversos fatores que levaram à ocorrência do desastre. “Enchente é uma quantidade anormal de água, ocupando um espaço que normalmente tem menor volume hídrico”. Esta é uma das definições apresentadas pelo Doutor em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental, Toshio Nishijima.
O desastre de São Lourenço pode ser explicado por sua localização na bacia hidrográfica. Grande parte da cidade fica entre a Lagoa dos Patos e o rio Camacuã e, segundo Nishijima, “um excesso de chuva nas partes mais altas da bacia hidrográfica, num solo mal utilizado com baixa infiltração, faz com que o volume de água aumente”, atingindo comunidades e pessoas que moram nessas áreas. O solo não dá conta de absorver a quantidade de água da chuva, a vasão do rio não escoa a água que acaba por invadir as cidade. Eventos trágicos como este se repetem ao longo do tempo. É possível evitá-los?
Em Niterói (RJ), a Universidade Federal Fluminense criou um sistema de pluviômetros (que medem a quantidade de chuva) de baixo custo, feitos de garrafa PET, e com uma régua colada na garrafa. Cada casa possui um e na medida que a água atinge o nível crítico, significa que as pessoas devem deixar aquele local pois há possibilidade de desabamento e inundação.
Segundo o Doutor, soluções existem, e são divididas em dois tipos: soluções estruturais e não estruturais. Obras de engenharia, obediência as leis de uso do solo, por si só não irão resolver o problema. “Deve-se trabalhar com atitudes e valores de pessoas que irão afetar esta bacia hidrográfica”, explica. O fenômeno é físico, porém o problema é social. Regiões mais baixas, de mata ciliar, que deveriam ser conservadas, são ocupadas por comunidades. “Geralmente são comunidades menos favorecidas economicamente”, destaca.
Por Paulo Cadore e Rodrigo Ricordi