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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Uma esperança para quem luta contra o Vírus HIV

Teste realizado na Tailândia motiva pesquisadores brasileiros que buscam a cura da AIDS. Os estudos tinham um desenvolvimento lento depois de várias tentativas frustradas na criação de uma vacina. Agora a vacina respondeu imunologicamente ao vírus. Iniciativas como essa podem gerar mais investimento científico tanto por parte do governo quanto da iniciativa privada.
No ano de 2008, mais de 7 milhões pessoas foram infectadas por dia no mundo. A maioria dos contágios é registrada em países pobres e na população com idade entre 15 e 24 anos. A África Subsaariana é a região com mais casos, 72% das mortes mundiais ocorrem nesse local . Mesmo com números assustadores a Organização das Nações Unidas-ONU revela que houve redução do número de mortos pelo HIV.
Apenas no ano passado o Brasil registrou cerca de 13 mil casos da doença e pesquisas revelam que as relações sexuais crescem enquanto o uso de preservativo diminui. O índice de pessoas que se protegem é maior entre os jovens. Os adultos com parceiro fixo dispensam o preservativo na maioria dos casos.
Porém, ao mesmo tempo em que possibilidades de vacina contra a AIDS renovam as esperanças das pessoas contaminadas, fica claro que existem outras barreira além da científica. Apenas um terço da população mundial infectada tem hoje acesso universal aos medicamentos.
Para conter a epidemia do vírus é preciso uma conscientização e políticas públicas eficazes na prevenção e no tratamento da AIDS. O governo federal deve investir em programas que auxilie e informe os jovens sobre o Vírus e a importância de usar preservativos. O uso da camisinha é a melhor forma de se prevenir e prevenir o parceiro. A divulgação e os debates sobre o assunto ajudam a criar uma conscientização de saúde.
Não é possível conter a contaminação enquanto mecanismo de prevenção e doenças sexualmente transmissíveis forem tratados como tabus, por escolas, famílias e religiões.
É fundamental saber que a AIDS é uma doença séria e que até a cura existe um longo caminho.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Lançamento do livro Mídia: fonte & palanque do pensamento culturalista de Gilberto Freyre

Será lançado amanhã, 07, na Faculdade Social, em Salvador, Bahia, o livro Mídia: fonte & palanque do pensamento culturalista de Gilberto Freyre, do jornalista e doutor em Comunicação, Edson Fernando Dalmonte.
O livro apresenta a relação entre Gilberto Freyre (1900-1987) e o universo midiático, contex-tualizando seu pensamento e identificando as correntes teóricas que influíram no processo de formação do pesquisador, especialmente a Nova História.
Em atuação nos Estados Unidos, entre 1918 e 1922, Freyre entrou em contato com um jornalismo mais ágil e, com base em tal vivência, ao regressar ao Brasil, implantou modificações na práxis jornalística recifense, adotando linguagem mais precisa e objetiva. Em duas perspectivas, aponta a mídia como elemento fundamental para a trajetória do escritor pernambucano: como fonte para pesquisas – dada a necessidade de servir-se de suportes como notícias e anúncios de jornal, fotografias etc. – e como palanque para a manifestação de ideias. Com a habilidade de quem entendia do assunto, Freyre utilizou os meios de comunicação para difundir seu pensamento, publicando ininterruptamente artigos em jornais e revistas, o que lhe garantiu destaque no quadro intelectual de sua época. Tal recurso tomou dimensões mais amplas quando, em 1934, o Diário de Pernambuco integrou-se aos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, possibilitando a difusão das formulações teóricas de Freyre em escala nacional. Defende-se ainda que Gilberto Freyre se antecipou historicamente aos pesquisadores britânicos do Centro de Birmingham, tendo sido, portanto, um dos precursores da corrente intelectual denominada Estudos Culturais.
O evento acontece às 17h e 30 minutos e o livro é editado e distribuído pela editora da UFBA.
O autor é formado pela Universidade Federal do Espírito Santo, mestre em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo e doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Faculdade de Comunicação da UFBA. Professor e pesquisador, coordena o curso de Jornalismo da Faculdade Social da Bahia e integra o Cepad – Centro de Estudos e Pesquisa em Análise do Discurso, da Faculdade de Comunicação da UFBA. É membro da INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, e da SBPJor – Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo. Também pela Edufba, publicou Pensar o discurso no webjornalismo: temporalidade, paratexto e comunidades de experiência.

A leitura de revistas e os jovens

A internet está tomando o espaço de muitos meios de comunicação. A revista é um veículo que vêm sendo prejudicado com as informações online. Para atrair leitores, as publicações estão se especializando em um público alvo. Um exemplo disso são as revistas voltadas para os jovens, geração acostumada desde cedo a utilizar a rede mundial de computadores.
Para aproximar os jovens, a revista usa como artifício, conteúdos voltados para o público adolescente. Assuntos sobre bandas famosas de sucesso nacional e internacional, testes de raciocínio, dicas de comportamento e sexualidade são os temas preferidos para atrair a atenção dos leitores.
O técnico de computação Ricardo Calai, 20 anos, é assinante da revista Men´s Healt há dois anos. Ele ressalta a importância do meio impresso na juventude. Para Calai, as matérias publicadas na revista incentivam os jovens a cuidarem da saúde e da sexualidade. “Quando leio as matérias sobre saúde, procuro seguir as dicas da revista”, afirma.
Já o estudante Leonardo Pereira, 21 anos acredita que revistas estão caindo em desuso. “Quando preciso de uma informação recorro à internet”, revela. Pereira busca os mais variados assuntos por sites de busca. O estudante conta que tem um relacionamento aberto com seus pais. Sempre que necessário tira suas dúvidas com eles. “Meus pais tem experiência, já vivenciaram todas as situações que eu passo”, justifica. Para Pereira as revistas mostram os temas polêmicos de maneira superficial.
A professora Deise Ferreira conta que em suas aulas procura estimular os aluno a utilizarem revistas como meio de informação. “Faço atividades de leitura em sala de aula e exercícios de recortes de reportagens”, lembra. Para ela, os jovens devem criar o hábito da leitura desde cedo, independente do meio de comunicação. Mas como a internet ainda não chegou na maioria das salas de aula, a preferência segue sendo revistas e jornais.
A maioria dos jovens procura por conteúdos na internet. Porém, alguns assuntos são tratados como tabus. Um exemplo disso é falar sobre a sexualidade na adolescência. As revistas tendem a abordar temas polêmicos de uma maneira que se aproxime cada vez mais dos jovens.
O interesse dos jovens pela leitura existe, porém com a internet os temas são selecionados pro cada pessoa. Na revista os temas são propostos pela editoria e o adolescente tem a possibilidade de ler um pouco de cada assunto.

Por Vinícius Ferreira

Mídia televisiva: vilã ou mocinha?


Não é preciso ser um especialista no assunto para perceber que pelo menos há 10 anos a televisão e a internet não eram objetos motivos de preocupação dos pais para com os filhos. Hoje, com o avanço da tecnologia e a própria “correria” da vida profissional, cada vez mais pais e/ou responsáveis deixam as crianças expostas ao computador, TV e outras mídias. A questão é: até que ponto esta exposição é saudável para os pequenos? A mídia cumpre seu papel, enquanto busca educar e informar? A mídia aliena e influencia de maneira errada o comportamento do público infantil? O conteúdo que está nas telas está de acordo com determinadas faixas-etárias? E mais: qual deve ser a atitude dos pais em relação a este panorama?
Uma pesquisa realizada pela Unesco em 2004, comprova que o tempo que as crianças gastam assistindo a televisão é, pelo menos, 50% maior que o tempo dedicado a qualquer outra atividade do cotidiano, como fazer a lição de casa, ficar com a família, ler ou brincar com os amigos.
A agrônoma Fátima Guedes, mãe de Yuri, 10 anos, reclama que o filho passa muito tempo na internet ou assistindo TV. Ela ainda compara que na sua época, o conteúdo dos desenhos na televisão, por exemplo, tinha um caráter mais educativo. “Sempre lembro que assistia o Sítio do Pica-Pau Amarelo, todos os dias o programa passava uma mensagem diferente. Hoje em dia não vejo uma identidade nos desenhos, a gente não sabe nem mais o nome do programa. São só temas de luta e brigas”, opina Fátima.
A psicóloga Vânia Fortes de Oliveira destaca a década de 80, como época em que surgiram programas que preocupavam os pais. “A mídia possui grande influência sobre o comportamento dos indivíduos e com as crianças não é diferente. Os programas da Xuxa e Angélica, por exemplo, tornaram-se fenômenos culturais no país. O culto ao consumismo infantil e a sensualidade das apresentadoras tirava a tranquilidade dos pais, pois estimulavam os pequenos a adquirirem comportamentos precoces”, explica Vânia.
Por outro lado, deve-se levar em consideração também a maneira como as crianças observam a televisão e não apenas o que os pais acham dela. Uma curiosa pesquisa realizada em 2004 pelo Grupo de Pesquisa em Educação e Mídia, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), aponta que crianças da região sudeste do Brasil, sabem enxergar a televisão de forma positiva e não tem dúvidas sobre o caráter educativo que ela possui. O estudo teve como suporte textos escritos por mais de 400 crianças, com idades entre 8 e 12 anos. Nas redações, elas expressavam o que pensavam sobre a TV.
Na pesquisa, um menino de 12 anos, de uma escola pública de Araguari, Minas Gerais coloca no texto que “nos dias de hoje a televisão vem de todos os cantos do mundo, trazendo educação, cultura de outros países, costumes de diferentes povos. A televisão traz conhecimento de todos os lugares”. Já os textos de uma menina e de um menino de uma escola pública de São Gonçalo, Rio de Janeiro diz: “O programa que eu não gosto de assistir é o filme Cidade de Deus, porque mostra muita coisa que é ruim para a vida de uma pessoa, mostra muita violência e as pessoas fumando maconha, mostra armas, brigas”.
Os textos provocam reflexão, à medida que se percebe que as crianças têm consciência do que estão assistindo e não precisam, necessariamente, ser influenciadas pela televisão. Todo este assunto que aborda a relação entre mídia e criança é muito amplo. As respostas relativas às questões do primeiro parágrafo deste texto abrem um leque de opção, opiniões e ângulos sobre o tema. O interessante é que os pais saibam impor limites às crianças e que as crianças possam escolher e saber aproveitar o que não só a televisão tem de bom para oferecer, mas todas as mídias que estão inseridas no cotidiano atual.

As múltiplas faces do Twitter


Com a instantaneidade da internet, uma nova ferramenta fez sucesso entre os internautas. No começo as regras e a operacionalidade ainda eram mistério, mas em pouco tempo, o Twitter foi se tornando um espaço onde pessoas comuns interagem com celebridades e autoridades e onde 140 caracteres são o suficiente para expressar uma opinião. Apesar de a pergunta do cabeçalho ser “What are you doing?”, algo como, “o que você está fazendo”, muita gente comenta acontecimentos políticos, econômicos e culturais.
O bacharel em Informática e Especialista em Segurança de Redes, Guilherme Giuliani, explica como funcionam os relacionamentos no twitter. Existem os followings e os followers, os primeiros são as pessoas que o usuário segue, os segundos são os seguidores do usuário. O twitteiro recebe atualizações do que seus followings escrevem e tudo que o mesmo escrever será visto por seus followers.
Guilherme explica que não há regras entre os usuários para seguir alguém, mas que há a possibilidade de bloqueio de um seguidor. “Segue-se deliberadamente qualquer pessoa. Às vezes pode haver alguém que nao quer ser seguido, aí coloca um cadeado e seleciona os seguidores”, exemplifica.
Quanto ao sucesso de cada Twitter, Giuliani acredita que o conteúdo das frases é fundamental e que outro fator que vai determinar o número de seguidores de uma pessoa é identificação dos demais usuários com o teor das postagens.
A designer santamariense Nanthala Betancourt (imagem) chegou a ficar em primeiro lugar nos twitters mais relevantes. Ela tem 1098 seguidores e descreve seu perfil em inglês, com palavras-chave como designer, blogs, espanhol, web 2.0, entre outras. No Twitter ela disponibiliza o link de seu blog. Quem navega por ele se depara com posts sobre a nova sede do Facebook, na Califórnia, inovações por todo o mundo como jogos, e trabalhos de agências de publicidade.
O publicitário Rogério Dias tem uma produtora de eventos e acredita que o Twitter é uma grande ferramenta de divulgação. “Assim como é chamado de microblog e pode ser ótimo para expressar idéias, informar, o Twitter também é como um outdoor no que diz respeito à promoções, tanto que a lei eleitoral poderia ser modificada para evitar estas formas de divulgação dos candidatos na eleição do ano que vem”, lembra.
O departamento de Presença Digital da Bullet realizou pesquisa ainda este ano para saber qual era o perfil dos usuários brasileiros do Twitter. Usuários da própria ferramenta divulgaram a pesquisa entre 27 e 29 de abril.
Conforme a consulta 61% são homens, 65,1% são jovens e adultos entre 21 e 30 anos, 82,8% são solteiro, 46% são do Estado de São Paulo e 10% são do Rio de Janeiro. Quanto à escolaridade, 37,6% são pessoas qualificadas, estudantes de ensino superior e 31,7% são graduadas.


Camila Gonçalves