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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"Vai ter aula ou vamos assistir filme?"

“O professor não vem. A atividade de hoje é filme”. A frase é comum, mas muitos professores trabalham para que a sétima arte seja usada em todo o seu potencial educacional. Em um processo que vai desde a escolha dos filmes, até a problematização final, o cinema pode ser uma excelente ferramenta para falar, sobretudo, de temas densos.

Em 2014, foi aprovada a lei 13006, que torna obrigatória a exibição de, no mínimo, duas horas mensais de cinema nacional nas escolas de ensino básico brasileiras. A nova lei, em vigor desde 26 de junho, deixa a sensação de que assistir cinema em sala de aula é uma prática comum, o que não é de todo verdadeiro. A forma como a sétima arte deve ser trabalhada em sala de aula não é consenso entre professores. Entretanto, independentemente de como usá-lo, um número expressivo de docentes acredita em seu potencial.

Para o professor Bebeto Badke, a "caixa preta" leva o aluno
para dentro de outra realidade. (Foto: Guilherme Benaduce)
Em 1936, Edgar Roquette-Pinto, considerado o pai da radiodifusão no Brasil, afirmava que “O ideal é que o cinema e o rádio fossem, no Brasil, escolas dos que não têm escolas”. Mesmo com a ampliação do sistema educacional, de uma forma diferente do que Roquette-Pinto imaginou, as mídias têm papel cada vez mais importante na formação intelectual e cultural das novas gerações. No ensino formal, a forma mais corrente é o uso de filmes que complementem a disciplina, servindo como uma ilustração daquilo que já foi trabalhado.

Diversos fatores são levados em conta, na hora de escolher um filme para uso em aula. O programa, a disciplina e a própria instituição fazem diferença. Para trabalhar o tema da Segunda Guerra Mundial, em uma aula de história, por exemplo, poderia ser usado A Lista de Schindler, de Steven Spielberg. No caso de uma instituição de ensino católica, uma possibilidade seria Irmão Sol, Irmã Lua, de Franco Zefirelli, que trata da vida de São Francisco de Assis.

O jornalista e professor da disciplina de Cinema no Centro Universitário Franciscano, Bebeto Badke, opta por películas que acredita serem pertinentes ao universo de hoje e, ao mesmo tempo, que ele julgue interessantes. Para ele, a “caixa escura” leva o aluno para dentro da obra, extrapolando à sala de aula. Bebeto explica que, muitas vezes, os alunos esquecem-se de si quando assistem a um bom filme. “Por isso, o cinema é uma ferramenta excelente para tratar sobre temas mais espinhosos, como drogas e preconceito”, evidencia. Bebeto conclui explicando que a disciplina de Cinema é um caso especial. Como o próprio formato cinematográfico é a pauta, não há temas que não possam ser abordados.

O cinema e a educação em Santa Maria

No segundo semestre de 2014, a professora
Valeska de Oliveira visita instituições com o
projeto Cinema Itinerante. (Foto: acervo Gepeis)
Em uma pesquisa realizada em 2014, o Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação e Imaginário Social (Gepeis) da Ufsm abordou mais de 650 professores de todas as redes de ensino sobre cinema e educação. Nos resultados, foi apontado que 94% dos professores de Santa Maria acreditam na importância desta relação e 57% deles usam, de fato, filmes em sala de aula. Entretanto, apenas 15% deles acreditam que o cinema seja uma forma de cultura.

Segundo a professora e coordenadora do Gepeis, Valeska de Oliveira, não é necessário que o professor trabalhe apenas com filmes que tenham relação direta com sua disciplina. Valeska garante que o cinema, como sétima arte, pode ser usado para ampliar o repertório cultural dos alunos. Para ela, todo o professor que busca estimular a percepção dos alunos, deveria se sentir livre para mostrar outros filmes. Para a professora, a formação cultural também é parte do papel do docente.

Outra mudança necessária, segundo a professora Valeska, é abandonar a explicação antes de exibir um filme. A prática, que acontece, sobretudo, no ensino superior, direciona a visão de quem assiste. Deixar que os estudantes  visualizassem as películas e propusessem suas próprias questões, retiraria o controle das mãos do docente. Esta nova concepção de ensino demanda, entretanto, um preparo dos professores, que, muitas vezes, oferecem resistência a mudanças.

Vamos fazer um filme?

A partir do momento em que os professores usam filmes em sala de aula, a demanda dos alunos por produção é questão de tempo. O cinema é uma das mídias contemporâneas, nas quais as novas gerações estão enredadas, logo, pode ser uma saída para movimentar as escolas. Para suprir esta demanda, o Gepeis desenvolve um projeto de formação continuada, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), chamado “Enredos da vida, telas da docência: os professores e o cinema”.

A pesquisa "Enredos da vida, telas da docência: os professores e o cinema"
parte de três instâncias da relação do professor com o cinema. (Ilustração: OLIVEIRA, 2014)
Além das discussões sobre as vivências dos professores com o cinema, a iniciativa engloba a produção de curtas. O objetivo é que os estudantes possam participar da criação dos filmes e, depois, ver o resultado pronto e discuti-lo. A professora Valeska defende o protagonismo dos alunos por fazer com que se descubram potenciais até mesmo desconhecidos dos educadores. “O cinema não é um salvador, mas serve para exercer a imaginação criativa”, conclui a coordenadora do Gepeis.


Por Guilherme Benaduce e Tamires Rosa

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Tecnologia em prol da educação

Na era da tecnologia e informação todos os setores da sociedade são afetados por novas tendências e culturas e, em sala de aula, esta realidade não é diferente. O processo de aprendizado deve ser cada vez mais dinâmico para chamar a atenção dos alunos e tudo o que os professores vinculam à sua metodologia, é valido para que se obtenha êxito na retenção do aprendizado.
Segundo Tânia Losekann, mestre em arte e tecnologias digitais, a utilização correta dessas tecnologias em sala de aula oportuniza a interação imediata do aluno com o mundo. Tânia acrescenta que as pesquisas são mais abrangentes e atuais, com a utilização da internet, comparando com as efetuadas em livros nas bibliotecas das escolas, as tecnologias agregam rapidez, áudio e vídeo com um número bem maior de referenciais para desenvolver o conhecimento do aluno.
Com o advento da cibercultura houve uma nova estruturação da sociedade. Na área da educação os professores, que outrora eram detentores do conhecimento, emergiram para uma nova identidade e passaram a exercer o papel de guias nas investigações dos alunos.
O antigo ofício pedagógico determinava que os docentes deveriam ser o centro das atenções, e o único capaz de avaliar se o estudante era apto ou não. Este tipo de ensino é praticado há séculos em sala de aula, e continua sendo utilizado em muitos lugares.
Hoje, o professor apesar de adequar-se aos moldes contemporâneos, continua sendo o mentor da disciplina e escolhe o tema a ser discutido, porém, é o aluno que traça os melhores caminhos em busca do conhecimento. O antigo sistema de padronização caiu em desuso para se transformar em plataformas móveis de informação.
Conforme o gerente de Tecnologia da informação Luciano Cardona, é preciso também o apoio dos pais para orientar em relação aos limites estabelecidos, não deixando essa responsabilidade apenas para os professores. O uso de forma controlada e organizada trará benefícios, mas haverá momentos em que realmente o bloqueio é necessário.
A educação em formato digital beneficiará a todos os estudantes. Na Coréia do Sul, por exemplo, algumas escolas já não utilizam livros, e o governo deste país anuncia que até 2015 substituirão os livros por Smartphones e Tablets.
Segundo Cardona, o acesso a essas tecnologias tem se tornado cada vez mais acessível, e esse volume tem gerado certa preocupação.
Com a popularização de redes wi-fi e dos pacotes de dados de acesso à internet, as questões tornam-se mais preocupantes para os professores e orientadores. É preciso uma boa estratégia para que esse “recurso” possa a ser uma ferramenta de apoio na sala de aula incentivando o seu uso de forma consciente, na obtenção de conhecimento.

Por Carla Tavares
Fotos:Arquivo


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Tecnologia, conhecimento e educação

Na tarde desta sexta-feira ocorreu a conferência de encerramento do XV Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão. Neste ano, o evento teve como tema Educação e Ciência na Era Digital.
O professor Dr. Sérgio Roberto Franco,da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foi responsável por finalizar o simpósio. Na palestra com o tema Impactos da tecnologia no ensino universitário, Franco falou sobre a Era Digital que ficou conhecida como a Era da Informação, e salientou para a diferença entre ela e o conhecimento. “Informação é aquele dado que pode estar armazenado, ele está espalhado pelo mundo. O conhecimento é o processo humano, que não é produzido sozinho. Não existe conhecimento na internet”, afirma.
A popularização da ciência também foi abordada na palestra. “Outro dia estava procurando uma notícia sobre determinado assunto e foi incrível como eu achei de informações erradas. O conhecimento nunca é absoluto, ele sempre deixa algo de fora”
Franco ainda comentou que os avanços científicos não substituem o aprendizado em sala de aula. “Não é porque eu estou usando tecnologia que eu vou ter uma melhora na qualidade de ensino”. Ele ainda aproveitou para incentivar as pessoas a usarem o grande acesso à informação para questionarem mais os assuntos discutidos.
O professor encerrou a conferência com a questão da probabilidade relacionada ao ser humano. “A História se passa com possibilidades e não com probabilidades. A mesma tecnologia que gerou a bomba atômica criou a ressonância magnética”, declarou Franco.
Na conferência estavam presentes a Reitora da UNIFRA, Irani Rupolo, a Pró-reitora de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão, Solange Fagan,a pró-reitora de Graduação, Vanilde Bisognin, além de professores e acadêmicos da instituição.

Mais informações sobre o SEPE na Agência Central Sul de Notícias

Por Laudia Bolzan.

sábado, 6 de novembro de 2010

Uma nova política catalisada pela educação

A política e todas as esferas que estão interligadas a ela refletem o comportamento da sociedade em diferentes períodos históricos. Imersa também na educação, é necessário, primeiramente, entender os sujeitos e o contexto em que está inserido. Pensar educação dentro do campo político cultural exige muito mais que uma simples reflexão. É preciso saber onde se quer chegar e quais objetivos se pretende alcançar. Para um dos mais importantes educadores brasileiros, Paulo Freire, também filósofo, “a questão que se coloca é saber que política é essa, a favor de quê e de quem, contra o quê e contra quem se realiza".
Compreender a educação a partir da política significa desmembrar comportamentos e traços culturais de diferentes períodos históricos de uma nação. É exatamente esta ligação que a Doutora em Educação pela USP e Pós-Doutora pela EHESS (Paris), Izabel Petraglia, busca refletir em seu artigo intitulado “Educação complexa para uma nova política de civilização”.
Izabel destaca que o pensamento político não deve se aliar apenas à área, mas sim transcender povos e culturas distintas. “Uma política planetária, que contemple uma educação a favor dos seres humanos, porque somos e compartilhamos de uma cidadania terrestre”, cita. A autora, assim com o próprio título de seu artigo destaca, propõe uma educação complexa, capaz de gerar a reflexão e resgatar a essência e humanidade. Estas transformações, através de pequenos atos, geraria assim uma consciência transformadora no ser humano que seria capaz de promover uma transformação consistente do processo educacional. “Torna-se mais autônomo, e toda autonomia pressupõe também dependências de um tempo, uma cultura, uma linguagem, um lugar e de diversas histórias e relações”.
Para Izabel uma nova política de civilização aliadas aos processos educacionais exige uma reforma que aposte no aprofundamento e na intervenção. Além disso, estratégias de ação devem ser implantadas para que o ser humano volte a se perceber como ser modificador. “Este não é um sonho idealista, mas uma boa e saudável utopia, que se pode desejar e começar a fazer, fazendo-a práxis do cotidiano. Se utopia é o que não tem lugar no presente, entendemos que seja possível ao seu tempo”, conclui a autora em seu artigo.


Leandro Ineu

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Debate: Jornalismo Cientifico I

O Jornalismo Científico apresenta como uma de suas características a construção de matérias mais interpretativas e explicativas. Isso é importante, pois em uma sociedade que deseja ter a informação cada vez mais rápido, esse é o diferencial. Um determinado assunto científico não perde sua importância com o tempo por ter, além de tudo, um papel educativo. Isso proporciona às pessoas um maior conhecimento e até a conscientização, quando os assuntos tratam de questões ambientais, por exemplo. Dessa forma os leitores, ouvintes e telespectadores também se tornam mais críticos e menos passivos perante a informação. Uma reportagem ao incentivar os receptores a se aprofundar sobre os assuntos discutidos é uma forma de investimento na educação.O jornalista, ao trabalhar com a ciência, também tem a possibilidade de incentivar novas pesquisas.
A qualidade das reportagens, como em todas as áreas do jornalismo, começa desde o momento da pauta. A habilidade do comunicador em utilizar as técnicas de entrevista da maneira mais adequada também faze parte do processo. A reportagem enquanto técnica jornalística se encerra com a escrita da matéria. Nesse momento, é necessário que o profissional saiba "contar" o que coletou em todas as etapas anteriores.

sábado, 14 de novembro de 2009

Educação Especial, professores especiais?

No 13º Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão foram expostos diversos pôsteres nas mais diversas áreas (sociais, humanas e da saúde). A educação direcionada para os deficientes físicos, visuais e auditivos foi analisada pela acadêmica de educação especial da UFSM, Thaís Marchi. A estudante questionou as práticas de ensino para propor novas idéias entre as instituições de ensino e estágios. O intuito é estreitar o contato do profissional com a realidade social e aumentar o tempo dos acadêmicos no ambiente que irão atuar. O artigo Surdez e a educação dos surdos: uma conversa narrada sobre o currículo traz um alerta aos gestores da universidade e das escolas para se comunicarem a fim de superar dificuldades. “É importante ressaltar que o professor de educação especial é preparado para trabalhar com surdos-mudos. Eu realizei um estágio senti a diferença no tratamento deles em relação a mim, por eu não ter a mesma necessidade. Eles preferem professores nas mesmas condições, por isto temos que estar preparados” conta Thaís. A proposta de modificar o modelo de ensino para educadores especiais faz reflexão nas discussões sobre a situação do ensino na atualidade, onde alunos deficientes e alunos que não possuem nenhuma necessidade em especial compartilham a mesma sala de aula.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Educação e inovação como tema principal de abertura do XIII SEPE

Iniciou hoje o XIII Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão (SEPE) da Unifra. A solenidade e palestra de abertura foram nesta manha no Conjunto I, no salão de Atos. Educação e Inovação foi o tema principal da palestra ministrada pelo Prof. Dr. Miguel Gonzalez Arroyo, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Por mais de uma hora o professor expôs dados, pensamentos e estudos sobre as continuas mudanças que a educação, a ciência, a licenciatura, a sociedade e os alunos estão vivendo. O professor destacou a desvalorização do trabalho e da educação. E falou de dados divulgados recentemente pela UNESCO sobre os estudantes de licenciatura. A maioria desses estudantes vivem com um a quatro salários mínimos por mês. E que 2/3 trabalham como professores, com carga horária acima da permitida. Os números ainda mostram que 76% dos estudantes são mulheres e 44% negros.
“A licenciatura está desvalorizada, e essa desvalorização estende-se também para as áreas de graduação”, afirma o professor. Na palestra Gonzáles destacou a mudança comportamental dos alunos e o não acompanhamento do mesmo pelos professores. Os alunos se modernizaram e os professores não. Ele afirma que o professor deve ter os olhos abertos e um olhar realista para sua sociedade. “A universidade ignora a sociedade, ela sabe pouco sobre sua sociedade”. Ao final da palestra Gonzalez exigiu dos professores e alunos o direito ao conhecimento.

Bárbara Weise

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A história no contexto educacional

O Museu Histórico Cultural das Irmãs Franciscanas também foi explorado no SEPE (Simpósio de Ensino Pesquisa e Extensão) 2009 da Unifra pelo viés educativo. O pôster, de autoria da responsável pelo museu, Irmã Ivone Rupolo e da auxiliar administrativa, Franciele Roveda foi denominado “Um espaço de sociabilidade, ensino e memória”.
Como lembra a irmã Ivone, a ação educativa não ocorre só na sala de aula, mas em diferentes lugares, principalmente quando se trata de história. “Desperta toda esta questão da curiosidade, interação do adulto com objeto, para toda cultura, todo conhecimento para toda uma prática educativa que venha contar a história”, completa.
Lá existem duas salas de exposição e salas destinadas à Madre Madalena, precursora das irmãs e à história da congregação, desde 1903, quando as suas representantes chegaram a Santa Maria. O público visitante é diverso, vai de alunos de séries iniciais a alunos mestrandos. Para isso, a linguagem tem que ser adaptada no acompanhamento dos grupos. Por este motivo também, as visitas são feitas mediante agendamento, dando tempo para que sejam expostos os objetos adequados aquele público, entre as mais de 23 mil peças museológicas. No ano passado foram contabilizados 310 visitas.
Muito além dos painéis, que ajudam a contextualizar a história de cada objeto, os visitantes conseguem interagir com a história, como no caso da marimba, um instrumento musical de madeira que era usado em rituais litúrgicos na Guatemala. “Tem toda essa comunicação do objeto com o visitante reportando para os momentos da história, na década de 70, 80 onde as irmãs coletaram rádios antigos, objetos representam missão das irmãs como Guatemala e Tanzânia”, detalha Franciéle.
O museu existe há dois anos, mas o acervo foi coletado há 35 anos. Ele fica na Avenida Medianeira, ao lado do supermercado Nacional.

Camila Gonçalves

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Comportamento: recolha a sujeira do seu bichinho

Quem nunca pisou nas “necessidades” de um cachorro que atire a primeira pedra! Este inusitado e desagradável fato vem se repetindo cada vez mais nas cidades, seja pelo aumento de animais abandonados ou pelos donos mal-criados que levam seus animaizinhos para passear e “esquecem” de recolher a sujeira deixada no caminho.
Um morador do bairro Moema, em São Paulo resolveu fazer a sua parte. Não. Ele não tem cachorro, nem gato. Também não matou os bichinhos da vizinhança. Mas, usou do bom humor para pedir às pessoas que passeiam com animais para recolherem a sujeira que tanto incomodava – e em alguns lugares ainda incomoda, e muito. Segundo o G1, a campanha já deu resultados. O dono da idéia contou que 90% do problema já foi solucionado.
Estive em São Paulo no começo do mês de outubro e me deparei com esta realidade. Porém, a consciência já pesou por lá. É muito comum ver donos de cães passeando pelas calçadas munidos de sacola plástica, jornal ou qualquer objeto que ajude na limpeza do ambiente “batizado” pelos animais.
De volta a Santa Maria, caminhando em um parque localizado na região central da cidade, pude notar que a maioria dos meus conterrâneos ainda não evoluiu neste quesito. Resultado: encurtei meu passeio, voltei para casa indignada e com o tênis sujo. Por isso, convido a todos para abraçar esta campanha. Recolha a sujeira que seu cachorrinho deixa na rua! Não sou contra animais. Bem pelo contrário, tenho três cachorros e sou totalmente a favor do passeio pelas ruas e calçadas da cidade. Porém, a responsabilidade pelos dejetos dos nossos animaizinhos é de cada um de nós. Recolha a sujeira, coloque em um lixo mais próximo e mantenha a cidade limpa e perfumada! Isso também é consciência ambiental.


Marielle Pereira Flôres
Jornalista

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

YouTube também é cultura




A página de web “Youtube.com” foi analisada pelo jornalista Paulo Henrique Serrano. Ele avaliou o potencial do site de armazenamento de vídeos quanto seu potencial emprego na educação. Após delinear as ferramentas disponibilizadas para promover a melhor utilização dos vídeos, Serrano chegou a conclusão que, apesar de não ser usado, freqüentemente, com esse fim, o site pode auxiliar na difusão de conhecimentos na web.

Apesar de os vídeos mais vistos do site trazerem a “estética do grotesco”, ou seja, situações absurdas, como a famosa “Dança do Quadrado”, o pesquisador lembra que esses conteúdos exemplificam a maior liberdade de publicação propiciada pela web. Assim, materiais de caráter político que mostrem bastidores e denúncias poderão ser também podem ser disponibilizados sem o limite típico dos meios de comunicação em geral.

Sobre a utilização do canal de vídeos como ferramenta de ensino, Serrano levanta a possibilidade da postagem de vídeos gravados de videoconferências ou palestras, como a ministrada por Lúcia Santaella no III Congresso Internacional de Semiótica na UFES. Além destes, também podemos encontrar vídeos explicativos, que vão desde dicas culinárias a origamis.

Mas não apenas nos vídeos que Serrano aponta a possibilidade de gerar conhecimento. No site, são disponibilizados espaços para postagem de comentários sobre o filme em questão. Os visitantes podem discutir e complementar o vídeo e os comentários feitos pelos outros usuários, formando assim um conhecimento coletivo.

O compartilhamento de interesses e conhecimentos tem a única fronteira do interesse pessoal nos conteúdos. Cada internauta tem a liberdade de filtrar o dilúvio informacional, de acordo com seus próprios critérios e interesses. Qualquer conteúdo audiovisual encontra nesse site um suporte digital eficiente e gratuito.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Novas alternativas para o Ensino Médio no Brasil

Falar sobre educação no Brasil hoje levanta muitas discussões. Começando pelos baixos salários dos professores, falta de estruturas nas escolas públicas e o grande número de evasão escolar do ensino médio nos últimos anos. A nova proposta do Ministério da Educação prevê mudanças para solucionar estes problemas mais emergenciais.
Com essas alterações o ensino médio passa a ser interdisciplinar, reduzindo as doze disciplinas básicas para quatro grupos de conhecimento, entre eles: línguas, matemática, ciências humanas e ciências biológicas. Outro aspecto será a carga horária dos alunos e dos professores que irão aumentar e a liberdade para o aluno escolher 20% das disciplinas que cursará.
O ensino médio no Brasil é a etapa que menos recebe verbas públicas na educação. As verbas para pré-escola são maiores do que para o ensino médio. Isso se torna um problema, pois a pré-escola não é essencial para chegar ao ensino superior.
É claro que todas essas mudanças não vão se concretizar de um ano para outro. É preciso investimentos e uma modificação nas escolas começando com treinamento de professores que muitas vezes desatualizados. Essas mudanças que o MEC propõe são para tentar solucionar a evasão escolar e preparar os alunos para o Enem que a partir deste ano pode servir como vestibular em muitas universidades do país.
Esta nova forma de estimular os alunos a freqüentarem as escolas mesmo após um longo dia de trabalho oferecendo disciplinas alternativas que discutam assuntos culturais e que ofereçam experiências práticas e teóricas é muito importante para o avanço da educação no Brasil. Com isso os estudantes podem entrar em uma universidade com noções sobre vários temas o que pode ajudar na escolha da profissão.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mídia televisiva: vilã ou mocinha?


Não é preciso ser um especialista no assunto para perceber que pelo menos há 10 anos a televisão e a internet não eram objetos motivos de preocupação dos pais para com os filhos. Hoje, com o avanço da tecnologia e a própria “correria” da vida profissional, cada vez mais pais e/ou responsáveis deixam as crianças expostas ao computador, TV e outras mídias. A questão é: até que ponto esta exposição é saudável para os pequenos? A mídia cumpre seu papel, enquanto busca educar e informar? A mídia aliena e influencia de maneira errada o comportamento do público infantil? O conteúdo que está nas telas está de acordo com determinadas faixas-etárias? E mais: qual deve ser a atitude dos pais em relação a este panorama?
Uma pesquisa realizada pela Unesco em 2004, comprova que o tempo que as crianças gastam assistindo a televisão é, pelo menos, 50% maior que o tempo dedicado a qualquer outra atividade do cotidiano, como fazer a lição de casa, ficar com a família, ler ou brincar com os amigos.
A agrônoma Fátima Guedes, mãe de Yuri, 10 anos, reclama que o filho passa muito tempo na internet ou assistindo TV. Ela ainda compara que na sua época, o conteúdo dos desenhos na televisão, por exemplo, tinha um caráter mais educativo. “Sempre lembro que assistia o Sítio do Pica-Pau Amarelo, todos os dias o programa passava uma mensagem diferente. Hoje em dia não vejo uma identidade nos desenhos, a gente não sabe nem mais o nome do programa. São só temas de luta e brigas”, opina Fátima.
A psicóloga Vânia Fortes de Oliveira destaca a década de 80, como época em que surgiram programas que preocupavam os pais. “A mídia possui grande influência sobre o comportamento dos indivíduos e com as crianças não é diferente. Os programas da Xuxa e Angélica, por exemplo, tornaram-se fenômenos culturais no país. O culto ao consumismo infantil e a sensualidade das apresentadoras tirava a tranquilidade dos pais, pois estimulavam os pequenos a adquirirem comportamentos precoces”, explica Vânia.
Por outro lado, deve-se levar em consideração também a maneira como as crianças observam a televisão e não apenas o que os pais acham dela. Uma curiosa pesquisa realizada em 2004 pelo Grupo de Pesquisa em Educação e Mídia, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), aponta que crianças da região sudeste do Brasil, sabem enxergar a televisão de forma positiva e não tem dúvidas sobre o caráter educativo que ela possui. O estudo teve como suporte textos escritos por mais de 400 crianças, com idades entre 8 e 12 anos. Nas redações, elas expressavam o que pensavam sobre a TV.
Na pesquisa, um menino de 12 anos, de uma escola pública de Araguari, Minas Gerais coloca no texto que “nos dias de hoje a televisão vem de todos os cantos do mundo, trazendo educação, cultura de outros países, costumes de diferentes povos. A televisão traz conhecimento de todos os lugares”. Já os textos de uma menina e de um menino de uma escola pública de São Gonçalo, Rio de Janeiro diz: “O programa que eu não gosto de assistir é o filme Cidade de Deus, porque mostra muita coisa que é ruim para a vida de uma pessoa, mostra muita violência e as pessoas fumando maconha, mostra armas, brigas”.
Os textos provocam reflexão, à medida que se percebe que as crianças têm consciência do que estão assistindo e não precisam, necessariamente, ser influenciadas pela televisão. Todo este assunto que aborda a relação entre mídia e criança é muito amplo. As respostas relativas às questões do primeiro parágrafo deste texto abrem um leque de opção, opiniões e ângulos sobre o tema. O interessante é que os pais saibam impor limites às crianças e que as crianças possam escolher e saber aproveitar o que não só a televisão tem de bom para oferecer, mas todas as mídias que estão inseridas no cotidiano atual.

terça-feira, 19 de maio de 2009

As duas pontas de um giz

De um lado a estrutura do ensino privado, do outro a defasagem das escolas públicas

Há anos atrás as escolas particulares eram alternativas para alunos que não conseguiam acompanhar as aulas das escolas públicas. Porém, este quadro se inverteu. A instituição privada oferece qualidade de ensino, reforço aos alunos com dificuldades, infra-estrutura, tanto física como a de materiais para professores e alunos desenvolverem melhor suas atividades curriculares, e, talvez o aspecto mais relevante, segurança.
Na outra ponta do giz, encontra-se a escola pública. Com todas as dificuldades estruturais que iniciam em bibliotecas deficientes e defasadas, passando pelo vergonhoso salário pago aos professores, e chegando aos alunos que, dependendo de suas condições familiares, possuem obstáculos a mais em seu aprendizado.
“Preparo duas aulas diferentes. Na escola particular, posso passar vídeos didáticos ou fazer uso do laboratório de informática. Enquanto na pública, não posso exigir determinados materiais porque sei que alguns pais não terão condições de comprá-los e a escola também não os dispõe”, lamenta a professora do ensino fundamental de duas escolas, uma pública e outra privada, Terezinha da Rocha.
A farmacêutica, Deise Guerin, revela que optou pela escola particular para seu filho e não a pública, próxima a sua casa inclusive, em função da segurança e qualidade de ensino. O controle de entrada e saída de pessoas, organização e limpeza além de aulas diferenciadas, foram a fórmula que Deise avaliou para escolher a escola privada para o pequeno Bruno (foto), 10 anos, que desde os seis, estuda na mesma instituição. “Uma boa educação vai além de salas de aula. É preciso muito mais, como estrutura e ferramentas, para uma boa formação”, explica Deise.
Enquanto a professora Terezinha se preocupa com a formação de todos os seus alunos, a farmacêutica Deise pensa no futuro do filho, Bruno estuda para a prova de geografia, tramita no Senado o projeto de lei voltado à educação. O projeto número 480 de 2007, de autoria do senador Cristovam Buarque, “determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014”. O objetivo do senador é promover maior atenção e ações efetivas por parte dos políticos direcionados ao ensino público. Toda atuação que beneficie a educação e equilibre o ensino público e privado é esperada com urgência e a população brasileira agradece.



Texto e foto: Daiane Köhler

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Colégios técnicos federais vão apresentar trabalhos no Portal do Professor

Diretores dos colégios de aplicação, ligados a universidades federais reunem-se no próximo dia 17 com o secretário de Educação a Distância, Carlos Bielschowsky, para detalhar cronograma de atividades para o portal do professor, mantido pelo governo federal. A convite do ministro da Educação Fernando Haddad, os 12 mil alunos e 1,1 mil professores dos 16 colégios de aplicação , distribuídos em todas as regiões do país, ampliarão a troca de experiência e práticas pedagógicas aplicadas nas instituições consideradas como referência de qualidade na educação básica. Em contrapartida à colaboração dos colégios, o Ministério da Educação oferece recursos para o custeio da atividade extra e bolsas da Capes aos professores. O custeio e a oferta de bolsas também serão temas da reunião do dia 17. Lançado em 18 de junho deste ano, o portal é um mundo aberto ao professor. Um espaço de pesquisa e troca de informações com acesso a objetos de ensino de universidades de todo o mundo.

Por Diogo Viedo

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Olimpíada Basileira das Ciências

Alunos das séries iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio de todo o país vão ter, no ano que vem, a Olimpíada Brasileira das Ciências. A informação foi dada pela secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar, em entrevista à Agência Brasil. O principal objetivo das olimpíadas é ser um instrumento de estímulo e educação científica para os jovens tanto em escolas públicas quanto privadas. Além de funcionar como instrumento de identificação de talentos, ela cria um ambiente acadêmico que estimula os estudantes de forma positiva, contribuindo para a melhoria da qualidade da educação, segundo o conselheiro do grupo de trabalho de educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Isaac Roitman.

Por Diogo Viedo