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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Uma solução revolucionária da medicina

Imagine tratar uma lesão muscular ou entorse sem uso de analgésico, sem perder o conforto e a liberdade de movimento. Ou estimular uma região parcialmente paralisada sem medicamentos. Isso já é possível através da técnica de bandagem terapêutica, também conhecida como Kinesio Taping.
Criada no Japão há 38 anos, o método é uma solução revolucionária da medicina do esporte, e uma ferramenta eficaz para fisioterapeutas no tratamento e prevenção de lesões esportivas. A técnica teve início em 1973 pelas mãos do quiroprata japonês Kenzo Kase. A fisioterapeuta Belisa Kalsing, especialista na área, conta que para o doutor Kase, os músculos, faciais, ligamentos e tendões poderiam ser ajudados através de um apoio ou suporte externo. Bastava uma banda ou fita elástica que fosse capaz de auxiliar a função normal dos tecidos. “As bandagens existentes nessa época eram de materiais mais rígidos, que não proporcionavam conforto e a liberdade dos movimentos.
Nos jogos olímpicos de Seul, em 1988, a delegação japonesa utilizou essas bandagens pela primeira vez oficialmente, mas elas ganharam maior visibilidade nas olimpíadas de Pequim, onde foi possível verificar um elevado número de atletas que recorreram ao seu uso de forma a melhorar o desempenho desportivo”, diz Belisa.
A técnica Kinesio Taping é bastante usada na área de ortopedia e traumatologia, onde se enquadram com maior frequência as lesões desportivas, e vem sendo bastante popularizada no tênis, voleibol e futebol, também podendo ser aplicada em qualquer tipo de modalidade ou atleta. A fisioterapeuta explica que a bandagem elástica funciona como um método de alívio da dor, que tem como objetivo a estimulação do sistema tegumentar. “Ao entrar em contato com o corpo, a fita provoca um estímulo na pele, que chega ao cérebro em uma velocidade mais rápida que o estímulo de dor, inibindo a sensação dolorosa. O princípio de aplicação está baseado nas capacidades de regeneração natural do nosso corpo,” esclarece Belisa. A bandagem elástica permite uma sensação de suporte e estabilidade, promove analgesia e aumento do fluxo sanguíneo periférico. É indicado usá-la em qualquer desordem músculo-esquelética onde se busque de imediato o alívio da dor e o retorno da função normal da área afetada, mas a fisioterapeuta ressalta: “A aplicação da Kinesio não apresenta contra-indicações, porém deve-se ter uma atenção especial com indivíduos que apresentem problemas dérmicos, alergias ou com tendência à irritação de pele com outros tipos de ataduras ou materiais adesivos. Também se deve evitar exposição direta ao sol ou a elevadas temperaturas”, adverte. Ela explica também que pacientes que apresentarem alguma reação adversa, são orientados a tirar a bandagem imediatamente.
Mas como a banda é aplicada no corpo? Belisa explica: “A banda é feita de 100% de cóton, material permeável ao ar e resistente à água. Além de ser elástica, ela é fina, porosa, não tem medicamentos, tem expessura e peso similar à pele, contendo marcas na sua parte adesiva que simulam impressões digitais ou as veias existentes no nosso corpo.” A fisioterapeuta comenta que a cola é 100% acrílica, hipoalérgica e sensível ao calor. Antes da aplicação é necessário fazer a assepsia da região onde a bandagem será fixada. “Deve-se observar a existência de lesões cutâneas, fazer a limpeza da área com solução antisséptica, remover as pilosidades para melhorar a aderência das fitas. Por fim, o tecido ou músculo que se pretende aliviar, inibir ou ativar, deve ser previamente alongado para a correta aplicação e funcionalidade da banda. Após fixada, seus efeitos duram de três a sete dias, tempo em que a cola adere”, finaliza.

A medicina aprova
O médico e fisioterapeuta Lucas Moro diz que estudos comprovam que o método Kinesio Taping pode contribuir com outras especialidades da medicina. Atualmente, vem sendo utilizado em casos neurológicos e estéticos. “Quem passou por uma cirurgia plástica, por exemplo, tem a técnica como aliada para drenar o edema e colaborar com o processo de cicatrização. Em pacientes neurológicos, o método é muito utilizado em casos de espasticidade (aumento do tônus muscular), sialorreia (perda não intencional de saliva pela boca), e paralisias”, explica. Segundo ele, o tratamento funciona também para acelerar cicatrização de feridas porque aumenta a circulação sanguínea no local. Moro diz que a bandagem terapêutica tem sido esperança para muitas vítimas de paralisias e sequelas decorrentes de lesões cerebrais provocadas por tumores, hemorragias, bloqueios nos vasos sanguíneos e acidentes. Ele conta que uma de suas pacientes, fez uma cirurgia cerebral para retirada de um angioma. O procedimento afetou a musculatura do rosto, ocasionando paralisia facial. Para reverter o quadro, foram recomendadas sessões de fisioterapia. Quando iniciou o tratamento, há cerca de um mês, conheceu a técnica da bandagem terapêutica. “Após duas semanas de uso da bandagem, a paciente começou a sentir os primeiros resultados, recuperando aos poucos o sorriso. Hoje, ela teve um avanço bastante expressivo no sorriso e nos movimentos faciais,” diz.
Embora a técnica tenha sido trazida há 11 anos no Brasil, pelo médico Nelson Morini Júnior, seu uso ainda é recente. Em 1998 a Therapy Taping Association foi criada no país.

Por Bruna Kozoroski

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Asma. Mais comum do que se imagina.

A asma brônquica, bronquite asmática ou a também conhecida bronquite alérgica é uma doença pulmonar frequente que está aumentando em todo o mundo. A doença se caracteriza pela inflamação crônica das vias aéreas, o que determina o seu estreitamento, causando dificuldade respiratória. Este estreitamento é reversível e pode ocorrer em decorrência da exposição a diferentes fatores desencadeantes. Esta obstrução à passagem de ar no momento de crise é revertida com uso de medicações, os conhecidos bronquiodilatadores, que dilatam os brônquios do pulmão, permitindo ao asmático uma sensação quase que imediata de alívio da falta de ar.
As vias aéreas são tubos que dão passagem ao ar. Elas iniciam no nariz, continuam como nasofaringe e laringe (cordas vocais) e, no pescoço, tornam-se um tubo largo e único chamado traquéia. Já no tórax, a traquéia divide-se em dois tubos (brônquios), direito e esquerdo, levando o ar para os respectivos pulmões.
Dentro dos pulmões, os brônquios vão se ramificando e tornam-se cada vez menores, espalhando o ar. A mucosa brônquica, que é o revestimento interno das vias aéreas, está constantemente inflamada por causa da hiper-reatividade brônquica (sensibilidade aumentada dos brônquios). Alguns médicos afirmam que a asma é hereditária, outros continuam dizendo que ela pode se desenvolver por qualquer estímulo, as causas da asma variam entre a população, nem todas as pessoas com alergia tem asma e nem todos os casos de asma podem ser explicados pela resposta alérgica do organismo a determinados estímulos os mais comuns são: as alterações climáticas, poeira doméstica, mofo, cheiros fortes, pêlos de animais, gripes ou resfriados, fumaça, ingestão de alguns alimentos ou medicamentos.
Os sintomas aparecem a qualquer momento do dia, mas tendem a piorar pela manhã ou à noite e ao tentarem praticar algum exercício físico, com o aumento da dificuldade respiratória a crise asmática inicia-se com tosse, chiado e dor no peito com uma forte falta de ar.
O tratamento para o asmático é algo que envolve todos os membros familiares, devido aos cuidados necessários que começam dentro de casa, com o ambiente em que vivem muitos objetos devem ser tirados de perto da pessoa, além de usar medicações e manter consultas médicas a limpeza da casa deve ser constante para minimizar a quantidade de crises. A prevenção de crises de asma é o melhor remédio para o asmático, que poderá usar os corticóides de longa duração, e o uso do aparelho de nebulização, evitando ao máximo agentes causadores da crise asmática.


Fonte:http://scholar.google.com.br/scholar?q=artigos+sobre+asma&hl=pt-BR&um=1&ie=UTF-8&oi=scholart

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Uma esperança para quem luta contra o Vírus HIV

Teste realizado na Tailândia motiva pesquisadores brasileiros que buscam a cura da AIDS. Os estudos tinham um desenvolvimento lento depois de várias tentativas frustradas na criação de uma vacina. Agora a vacina respondeu imunologicamente ao vírus. Iniciativas como essa podem gerar mais investimento científico tanto por parte do governo quanto da iniciativa privada.
No ano de 2008, mais de 7 milhões pessoas foram infectadas por dia no mundo. A maioria dos contágios é registrada em países pobres e na população com idade entre 15 e 24 anos. A África Subsaariana é a região com mais casos, 72% das mortes mundiais ocorrem nesse local . Mesmo com números assustadores a Organização das Nações Unidas-ONU revela que houve redução do número de mortos pelo HIV.
Apenas no ano passado o Brasil registrou cerca de 13 mil casos da doença e pesquisas revelam que as relações sexuais crescem enquanto o uso de preservativo diminui. O índice de pessoas que se protegem é maior entre os jovens. Os adultos com parceiro fixo dispensam o preservativo na maioria dos casos.
Porém, ao mesmo tempo em que possibilidades de vacina contra a AIDS renovam as esperanças das pessoas contaminadas, fica claro que existem outras barreira além da científica. Apenas um terço da população mundial infectada tem hoje acesso universal aos medicamentos.
Para conter a epidemia do vírus é preciso uma conscientização e políticas públicas eficazes na prevenção e no tratamento da AIDS. O governo federal deve investir em programas que auxilie e informe os jovens sobre o Vírus e a importância de usar preservativos. O uso da camisinha é a melhor forma de se prevenir e prevenir o parceiro. A divulgação e os debates sobre o assunto ajudam a criar uma conscientização de saúde.
Não é possível conter a contaminação enquanto mecanismo de prevenção e doenças sexualmente transmissíveis forem tratados como tabus, por escolas, famílias e religiões.
É fundamental saber que a AIDS é uma doença séria e que até a cura existe um longo caminho.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Câncer de pele: como saber se você é uma vítima

Responda as perguntas: Você tem mais de 40 anos? Tem a pele clara? Com sardas?
Cabelos loiros? Já teve alguma doença de pele? Se expõe muito ao sol sem proteção?
Se você respondeu sim a uma dessas questões você já está na zona de risco de contrair algum tipo de câncer de pele. "Indivíduos que trabalham com exposição direta ao sol são mais vulneráveis ao câncer de pele não melanoma, como também aqueles de pele clara, cabelos claros, olhos claros, com sardas e com mais de 40 anos, estão mais sujeitas às neoplasias," explica o médico clínico geral Maurílio César Pinto.
Ele aborda também a questão que os jovens que se expõe muito aos raios ultravioletas sem proteção estão sujeitos à doença. A maior incidência deste tipo de câncer se dá na região da cabeça e do pescoço, que são justamente os locais de exposição direta aos raios solares. Os melanomas são geralmente ligados a fatores genéticos.
O médico elucida que o carcinoma basocelular, mais freqüente, é também o menos agressivo. Este tipo e o carcinoma epidermóide são também chamados de câncer de pele não melanoma, enquanto o melanoma e outros tipos, com origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele), são denominados de câncer de pele melanoma.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) o número de casos novos de câncer de pele não melanoma estimados para o Brasil no ano de 2008, é de 55.890 entre homens e de 59.120 nas mulheres.
Os gaúchos, catarinenses e paranaenses devem se cuidar mais. O índice de câncer de pele não melanoma em homens na região sul tem um risco estimado de 82 casos para cada 100.000 homens. Nas mulheres o índice é o mesmo e também maior na região sul do Brasil, segundo dados do INCA.
"A prevenção do câncer de pele, inclusive os melanomas, inclui ações de prevenção primária por meio de proteção contra luz solar, que são efetivas e de baixo custo, como o uso de protetor solar em toda exposição ao sol e inclusive em dias nublados", diz Maurilio.
O auto - exame também contribui para o diagnóstico precoce. Se a pessoa notar o surgimento de manchas ou sinais novos ou a mudança em alguns, deve procurar o dermatologista.
A educação em saúde no sentido de prevenir essa doença é muito importante principalmente na nossa região do Brasil, esclarece o médico Maurilio César Pinto.
Por Bruna Berwanger de Andrade

Assistência farmacêutica no Programa Hiperdia

As doenças cardiovasculares (DCV) são consideradas hoje, em diversos países, como a principal causa de mortalidade e de lesões físicas limitantes e definitivas. No Brasil, essas doenças são apontadas como a primeira causa de óbito. No ano de 2000, corresponderam a 28% do total de mortes.
A assistência farmacêutica que envolve desde o abastecimento do medicamento, da conservação, controle de qualidade, verificação de segurança e a eficácia terapêutica é fundamental em cada cidade na terapia medicamentosa contra as doenças cardiovasculares como o diabetes mellitus e a hipertesão.
Um grupo de academicos de Farmácia do Centro Universitario Franciscano, sabendo da necessidade da terapia, realizaram um trabalho de assistência farmacêutica aos pacientes cadastrados no Programa Hiperdia da Unidade de Saúde Ruben Noal, no bairro Tancredo Neves. O programa foi criado pelo Ministério da Saúde com o propósito de reduzir a morbimortalidade associada a essas doenças cardiovasculares.

Os acadêmicos trabalham no local organizando e dispensando medicamentos na farmácia do UBS Ruben Noal. Também realizam trabalhos de prevenção nos grupos do Hiperdia. Para cada paciente cadastrado no programa, ocorria um acompanhamento mensal no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora Aparecida.

O programa chegou a contar no mês ultimo mês de atividades (começou em Abril e foi até Julho) com 27 participantes. Nos encontros entre pacientes e acadêmicos, eram abordados temas educativos de interesse dos envolvidos. No local ainda ocorria à verificação da pressão arterial, glicemia e distribuição de medicamentos do Programa Hiperdia.

Com a atuação positiva dos acadêmicos, a participação da comunidade foi evoluindo em numero e também em solicitações por orientação sobre as doenças. Com essa campanha de prevenção e com o programa do MS, a comunidade percebeu que prevenir e se manter bem informada, continua sendo o melhor remédio.

Medidas preventivas e eficazes a serem adotadas para Prevenção em geral das DCV:




- Reduzir a ingestão total de gorduras da dieta, dando maior ênfase à redução da gordura saturada (de origem animal);



- Reduzir a ingestão do sal (no preparo dos alimentos e daqueles já previamente salgados);



- Reduzir a ingestão de produtos refinados (açúcar, doces, bolachas...)



- Aumentar a ingestão de carnes brancas, verduras, legumes, frutas, grãos integrais, etc;



- Iniciar a prática de atividade física, de intensidade moderada e com regularidade (3 a 5 vezes por semana);



- Manter um controle adequado dos níveis de pressão arterial sangüínea ( Hipertensão Arterial) e da Glicemia (açúcar no sangue - Diabetes Mellitus);



- Parar de fumar;



- Reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas;



- Procurar reduzir o nível de stress emocional: manter um bom convívio familiar, social e no trabalho, administrar melhor nosso tempo, determinando horários para trabalho, lazer, exercício, refeições, para um hobby... vida penosa com grande custo social e morte prematura.


Por Bruno Tech