Blog voltado ao ensino do jornalismo científico e à reflexão sobre a popularização da ciência.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
A censura escondida
sábado, 6 de novembro de 2010
Uma nova política catalisada pela educação
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Paulo Lauda e Adelmo Simas Genro são tema de estudo em TFG
A jornalista Fernanda de Souza Couto, formada pela Unifra, teve como tema de seu Trabalho Final de Graduação o período entre a eleição e a cassação de Paulo Lauda e Adelmo Simas Genro. Ela expôs seu trabalho de pesquisa no último Sepe, com o título Tempos de Incerteza: da eleição à cassação de Paulo Lauda e Adelmo Simas Genro (Santa Maria – 1963 - 1964).
Médico em Santa Maria, Paulo Lauda era de família de ferroviários, posição importante na época. Adelmo Genro era natural de Pelotas mas encontrava-se há bastante tempo em Santa Maria, tendo ajudado a fundar o colégio Manoel Ribas - o suficiente para que educadores da cidade se identificassem com ele.
Paulo Lauda e Adelmo Simas Genro foram eleitos prefeito e vice-prefeito em 1963 em Santa Maria - RS, tendo seus mandatos cassados em maio do ano seguinte devido à alegação de subversão ao comunismo. Segundo Fernanda, o jornal A Razão foi escolhido para ser utilizado na pesquisa por ter sua existência mantida desde a época dessa eleição até os dias de hoje, na cidade.
O trabalho é de análise do discurso sobre o sujeito político (o discurso das mídias), o discurso do político, o discurso implícito e o discurso dos boatos, baseado no jornal da época em Santa Maria. Através do estudo, Fernanda conta ter percebido que já havia uma tendência nos jornais locais contra o candidato Paulo Lauda durante as eleições, apesar de seu assessor trabalhar no principal jornal da cidade àquela época. Ela explica que, até aquele momento, ainda era permitido que assessores trabalhassem em jornais durante as eleições. Para ela, o período do AI-5 e anterior ainda podem ser muito estudados pelo campo do jornalismo e da comunicação. Há uma cópia da TFG de Fernanda no Nupec, 6ª andar do prédio 14 - campus III da Unifra, para quem quiser conferir.
Texto e Fotos: Bibiane Moreira
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Projeto acadêmico analisa a feminização da política
“ A Feminizacão da Política: a discursividade jornalística de Dilma Roussef no Jornal Zero Hora”, é o título do trabalho que se insere na discussão sobre as relações entre jornalismo, política e construção da imagem pública de Dilma. A autora analisa as práticas comunicacionais de anunciabilidade e publicização da política como agenciadora de identidades e efeitos de sentido. O estudo aponta que a ministra chefe da Casa Civil Dilma Rousseff está sendo preparada para disputar a sucessão do presidente Lula. De acordo com a pesquisadora, sua possível candidatura é construída a partir de representações sociais que vinculam sua imagem ao seu prestígio e bom relacionamento com o Presidente Luis Inácio Lula da Silva que em junho de 2008, segundo dados do IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), conta com 57 % de aprovação do seu governo pelos brasileiros. " A campanha eleitoral para as eleições de 2010, já está nas ruas, mesmo sem autorizacão da Legislacão Eleitoral Brasileira”, conclui a acadêmica do oitavo semestre da Unifra.
O material analisado corresponde a veiculações no jornal entre os meses de março e maio deste ano.
Por Diogo Viedo
sábado, 20 de setembro de 2008
A biologia humana pode influenciar na opção política.
A pesquisa foi feita através de questionário e testes fisiológicos. Inicialmente os pesquisadores da universidade americana analisaram as respostas de 46 voluntários com opiniões políticas bem definidas. Os assuntos das questões tiveram temas variados, da guerra no Iraque às políticas de imigração.
Depois de responder o questionário, os voluntários foram submetidos a testes fisiológicos que monitoraram suas reações ao assistirem cenas neutras intercaladas com cenas ameaçadoras. Sons também foram utilizados para tentar amedrontar os participantes.
A força com que os voluntários piscavam ao ver as imagens também foi medida.
Após a análise dos testes os pesquisadores descobriram que as reações dos participantes se correlacionavam com a posição mais conservadora ou liberal de cada um. De acordo com os resultados, pessoas associadas às idéias de partidos conservadores demonstraram maior sensibilidade ao medo. Em contrapartida pessoas que se identificam com as características dos partidos mais liberais tendem a ter menos medo.
O coordenador do estudo, John Hibbing, salienta que a pesquisa não tem relevância política. Mas pode ajudar a compreender porque é tão difícil mudar a opinião política de uma pessoa.
Fonte