Do Giron: Eu era Google e não sabia: "De como internet desumaniza e limpa nossa memória Tem certos dias em que penso ser o verdadeiro homem de Cro-Magnon, ou esse novo tio-tata..."
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domingo, 14 de agosto de 2011
sábado, 6 de novembro de 2010
Uma nova política catalisada pela educação
A política e todas as esferas que estão interligadas a ela refletem o comportamento da sociedade em diferentes períodos históricos. Imersa também na educação, é necessário, primeiramente, entender os sujeitos e o contexto em que está inserido. Pensar educação dentro do campo político cultural exige muito mais que uma simples reflexão. É preciso saber onde se quer chegar e quais objetivos se pretende alcançar. Para um dos mais importantes educadores brasileiros, Paulo Freire, também filósofo, “a questão que se coloca é saber que política é essa, a favor de quê e de quem, contra o quê e contra quem se realiza".
Compreender a educação a partir da política significa desmembrar comportamentos e traços culturais de diferentes períodos históricos de uma nação. É exatamente esta ligação que a Doutora em Educação pela USP e Pós-Doutora pela EHESS (Paris), Izabel Petraglia, busca refletir em seu artigo intitulado “Educação complexa para uma nova política de civilização”.
Izabel destaca que o pensamento político não deve se aliar apenas à área, mas sim transcender povos e culturas distintas. “Uma política planetária, que contemple uma educação a favor dos seres humanos, porque somos e compartilhamos de uma cidadania terrestre”, cita. A autora, assim com o próprio título de seu artigo destaca, propõe uma educação complexa, capaz de gerar a reflexão e resgatar a essência e humanidade. Estas transformações, através de pequenos atos, geraria assim uma consciência transformadora no ser humano que seria capaz de promover uma transformação consistente do processo educacional. “Torna-se mais autônomo, e toda autonomia pressupõe também dependências de um tempo, uma cultura, uma linguagem, um lugar e de diversas histórias e relações”.
Para Izabel uma nova política de civilização aliadas aos processos educacionais exige uma reforma que aposte no aprofundamento e na intervenção. Além disso, estratégias de ação devem ser implantadas para que o ser humano volte a se perceber como ser modificador. “Este não é um sonho idealista, mas uma boa e saudável utopia, que se pode desejar e começar a fazer, fazendo-a práxis do cotidiano. Se utopia é o que não tem lugar no presente, entendemos que seja possível ao seu tempo”, conclui a autora em seu artigo.
Leandro Ineu
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Modelos de Comunicação Pública da Ciência
Discutir ciência, tecnologia e sociedade (CTS) com as suas implicações teóricas é uma tarefa que exige destreza e muito domínio. Afinal, exigem grande conhecimento prévio, tanto para pesquisadores, quanto para os recém-chegados na área. A discussão sobre os modelos de Comunicação Pública da Ciência foi levada ao XXXIII Congresso da Intercom pelos pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba, Antonio Roberto Faustino da Costa e Cidoval Morais de Sousa, e da USP, Fabricio José Mazzoco.
Com base em autores como Auler, Feemberg e Schor, os pesquisadores defendem que a ciência e a tecnologia andam lado a lado, apesar de apresentarem vários aspectos diferenciados. Para Feemberg (2003), enquanto a ciência busca o saber, a tecnologia almeja o controle. Compreender a interação ciência-tecnologia significa considerar a produção do conhecimento científico como intrínseca às práticas políticas, econômicas e sociais constitutivas dela própria.A maneira de articular ciência e tecnologia possibilita entender a sociologia da ciência que é, justamente, a relação entre elas. Segundo Schor (2007), pode-se entender, então, que a relação entre ciência e tecnologia deve ser tratada dentro de um mesmo contexto social. E dessa forma relacionar a ciência com: as aplicações tecnológicas e os fenômenos na vida cotidiana; abordar o estudo daqueles fatos e aplicações científicas que tenham uma maior relevância social; avaliar as implicações sociais e éticas relacionadas ao uso da ciência e do trabalho científico; e adquirir uma compreensão da natureza da ciência e do trabalho. Para Auler (2002) os estudos em CTS promovem a alfabetização científica.
Por outro lado,segundo eles, vêm sendo discutidas, com maior intensidade, as formas que os não-cientistas percebem e compreendem a ciência e como as mais diferentes vias institucionais podem ajudar a modificar essa compreensão. Dessa forma, chega-se ao “modelo de participação pública” que acredita em uma sociedade democrática e ativamente participativa nas decisões relacionadas às questões de ciência e tecnologia. O modelo busca uma relação de igualdade entre cientistas e público num mesmo diálogo. Ou seja, através de um debate aberto e participativo.
Para que tal modelo se concretize, são necessárias profundas mudanças de comportamento tanto para cientistas, quanto para o público. Entre elas, o esforço na valorização da educação científica, a aceitação da divisão de poder na política de ciência e tecnologia quando falamos dos cientistas. Já para o público, a busca de conhecimento permanente e reivindicação em debates.
Henrison Dressler
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