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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Manhã de Literatura


As apresentações de trabalhos desta manhã quinta-feira, 27 de agosto, no XV Seminário Internacional de Letras (Inletras), ocorreu em três salas do prédio 16, do conjunto III. Os projetos foram elaborados por acadêmicos, professores, mestrandos e doutorandos de universidades de Santa Maria e região.
Dentre os temas abordados, em uma das salas se destacou a temática literária. O professor de Literatura da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Fábio Augusto Steyer foi o primeiro a exibir seu trabalho, que se tratava de um estudo feito por ele e um grupo de alunos, sobre a participação do escritor Gonçalves de Magalhães na formação da identidade nacional literária, ou seja, o quão foi importante suas obras para que a literatura brasileira começasse a assumir um caráter nacional, porque anteriormente, a maioria das obras feitas no país, não abordava nenhum tema de cunho pátrio. Fábio ainda salienta que Gonçalves de Magalhães foi um dos pioneiros no romantismo brasileiro e que o autor afirma que a poesia surgiu na época dos indígenas, chegando a compará-los com os trovadores medievais.
A professora do Centro Universitário Franciscano, Vera Elizabeth Farias nos apresentou seu trabalho sobre a Literatura Africana, com o título de Construção Identitária Ficcional: Cabo Verde de Chiquinho, que se trata de um estudo sobre a influência da obra do escritor português Baltazar Lopes da Silva, Chiquinho, na formação da identidade cultural cabo-verdiana. O romance é considerado uma das mais conhecidas obras de Cabo Verde e marca o início da literatura do país e temas locais como a cultura crioula, marcando um início de da revista cultural Claridade, que fazia parte de um movimento de liberação cultural, social e política da nação.
Já o professor de literatura, Lucas Zamberlan, nos trouxe um estudo muito atual com o título, Os (não) lugares da São Paulo, de Luiz Ruffato, a Metrópole Esterilizada. A questão dos não lugares, tratados pelo professor, se faz referência aos lugares passageiros, ou seja, que possuem um grande fluxo e pessoas e não se caracterizam por possuir nenhum laço histórico com a cidade, como por exemplo, aeroportos, rodoviárias, estações de trem, metros, meios de transporte, hotéis, supermercados e etc. Essa temática caí no mundo em que vivemos, por exemplo em São Paulo, metrópole rodeada de prédios, shoppings, empresas particulares, ou seja, nada mais importa, a história não é mais lembrada, quase ninguém mais faz questão que algo seja construído no lugar de algo histórico. O não lugar também se remete ao fato de não se poder distinguir as grandes metrópoles hoje em dia, segundo Lucas, para quem olha de dentro de um carro ou do alto de um prédio, não saberá decifrar em qual grande cidade ele está, pois a semelhança entre elas é cada vez mais gritante.

Por Guilherme Motta

Últimos trabalhos são apresentados nesta sexta-feira no XV Inletras

A última manhã de apresentações de trabalhos no XV Seminário Internacional de Letras( Inletras), teve início nesta sexta-feira, 28, as 8:30 h. Foram apresentados dez trabalhos nas salas do primeiro andar do prédio 16, no conjunto III, do Centro Universitário Franciscano.
Com 20 minutos de apresentação para cada um dos inscritos no seminário, diversos temas sobre comunicações no meio acadêmico e escolar, novas pesquisas e projetos com ideias diferentes encantaram quem acompanhou.
 Um dos trabalhos que marcou a manhã foi da Graduada em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria, Carla Carine Gerhardt, que tratou sobre a proposta de atividades para leitura detalhada de narrativa na perspectiva de pedagogia de gênero. O trabalho foi ministrado como atividade extracurricular na Escola Vicente Farencena, e utilizou do conto do Gato de Botas nas versões escritas pelos irmãos Grimm.
 Baseada na ideia da professora Cristiane Fuzer, que traz o ateliê de textos, e sendo sua orientada, Carla propôs diversas atividades como leitura e releitura dos textos, para que o entendimento seja cada vez melhor, além dos alunos fazerem sua própria análise textual, e poder contar a estória do seu ponto de vista, com todos os elementos já bem claros em seu entendimento. 
A professora da Universidade de Federal de Santa Maria, Ana Nelcinda Garcia Vieira, também trouxe  a tona uma discussão sobre uma oficina comandada por ela, de análise e adaptação de material didático de línguas. Com o trabalho desenvolvido em escolas públicas, e com baixo orçamento para tentar criar qualquer alternativa para melhorar o aprendizado, em busca de novos sistemas de ensino, ela se apropriou de alguns tipos de jogos e conseguiu trazer isso para todo o tipo de material que poderia ser descartado. Com essa atitude, gera nos alunos uma curiosidade e os instiga a também criarem novas brincadeiras, que tem como objetivo principal o novos métodos de letramento, que é o tema principal desta edição do seminário.


Por Pedro Lucca

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

“Multiletramentos” e a compreensão da importância de fazer ciência

 Na noite da última terça-feira, 25 de agosto, ocorreu a abertura do XV Seminário Internacional de Letras (InLetras), no Salão de Atos do Conjunto III no Centro Universitário Franciscano. A 15ª edição do seminário propõe uma programação variada com oficinas, palestras e conferências. O tema discutido nesse ano aborda múltiplas linguagens e letramentos. Diferentes professores de Santa Maria e de fora participarão do evento durante todo o dia ao longo da semana, até a próxima sexta-feira, 28 de agosto.     
Angela Paiva Dionísio da UFPE.
Foto: Júlia Trombini. Lab. Fotografia e Memória
 A mesa temática da noite dessa terça “Multiletramentos” foi mediada pela professora Profª. Drª. Angela Paiva Dionísio, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e composta por três pessoas. Prof.ª Drª. Désirée Motta-Roth, Prof.ª Drª. Graciela Rabuske Hendges e Prof.ª Drª. Luciane Kirchhof Ticks, ambas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Discussões importantes foram levantadas pelas integrantes da mesa, como por exemplo, a importância do envolvimento com o academicismo e com a produção de material científico para as próximas gerações. Segundo a professora Désirée Motta-Roth  é fundamental que se faça ciência e que se tenha essa implicação com a pesquisa e produção científica, dentro na área do curso de letras e em todas as outras.
 A professora da UFSM Luciane Ticks enfatizou a produção acadêmica como uma necessidade para as próximas gerações. O envolvimento da atual geração com a produção científica e com pesquisas e reflexões será de enorme riqueza, para os que buscam de informações autênticas, que foram investigadas e analisadas por uma pessoa ou até mesmo por um grupo de pesquisa. 
 A questão da linguagem de das novas mídias também foi levantada durante a mesa temática. A professora Graciela Hendges ressalta que as novas tecnologias digitais foram capazes de mudar a maneira como livros e materiais didáticos, por exemplo. A força da imagem e de outros elementos semiológicos como vídeos, ilustrações e outras ferramentas, tem sido cada vez mais aliadas ao texto.  Para exemplificar essa questão, a pesquisadora exibiu três exemplos distintos de livros didáticos utilizados para compreender o corpo humano. Os livros tinham diferenças de décadas e era perceptível a invasão de imagens, ilustrações elaboradas e até mesmo com imagens reais da anatomia humana. Para Graciela é importante que nos adaptemos a essas formas de produzir textos científicos assim como outros gêneros textuais, já que as gerações atuais estão cada vez mais conectadas às mídias digitais.   

Por Julia Machado                                                                                                         


Debate sobre os novos multiletramentos na escola abre o XV Seminário Internacional em Letras

Abertura do XV INLetras, Foto: Victória Martins. Lab Fotografia e Memória
Na noite desta terça-feira, 25, iniciou o XV Seminário Internacional em Letras (InLetras) do Centro Universitário Franciscano (Unifra),na cidade de Santa Maria, RS, com a proposta temática de Múltiplas linguagens e letramentos/ multiletramentos e linguagens. O seminário realizado pelo curso de Letras da instituição e coordenado pela professora doutora, Najara Ferrari, também e coordenadora do curso, e tem por objetivo promover reflexões quanto às múltiplas linguagens e multiletramentos em circulação nos diferentes contextos da sociedade contemporânea. 
No início do evento a professora Najara destacou a importância do curso de letras dentro do Centro Universitário Franciscano, lembrando que o curso evoluiu com a instituição, completando 60 anos de história. “O XV Seminário Internacional em Letras é referência em toda a região sul e também é conceituado no país”, destaca a coordenadora.

Conferência de abertura


A Conferência de abertura do InLetras teve como convidada a Prof.ª Drª. Roxane Rojo da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), que falou sobre os novos multiletramentos na escola. 
Com o tema sobres os novos multiletramentos nas escolas, Roxane falou que as instituições de ensino devem se encarregar de levar até aos estudantes ferramentas que possibilitem que eles tenham acesso as múltiplas linguagens, a multiplicidade cultural e também à cultura das mídias.
Durante a conferência a palestrante usou como referência o antropólogo argentino Néstor García Canclini que em 1989, tematizando as políticas de hibridação, questiona se é possível democratizar não somente o acesso aos bens culturais e aos letramentos, mas também hibridá-los.  Para Rojo, assim como para Canclini, respondendo ao questionamento, conclui que tudo isso depende de ações econômicas e políticas.
De acordo com a palestrante, para haver o multiletramento dentro das escolas é necessário que elas descolecionem e recolecionem os bens patrimoniais e fratrimoniais, trabalhem o interdisciplinarmento das linguagens e da mídia e trabalhem a partir das novas tecnologias, para que os novos letramentos possam ser inseridos no cotidiano do discente.
“Para que haja novos letramentos é necessário antes de abranger as tecnologias, que exista um novo ethos, ou seja, uma melhor maneira de fazer, um novo conjunto de princípios”, afirma Roxane Rojo.
Roxane encerrou a conferência falando que todos os meios tecnológicos atuais e também os meios de comunicação estão dentro do conceito do multiletramento, como o hipertexto, a multimídia e a hipermídia.
Roxane possui graduação em Letras Neolatinas Português-Francês/Língua e Literatura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, mestrado e doutorado em Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
O XV Seminário Internacional em Letras do Centro universitário Franciscano ocorre até a próxima sexta-feira, 28, com mesas temáticas, eventos culturais, lançamentos de livros e apresentações de trabalhos.
Em anúncio na abertura do seminário a Coordenadora do evento Profª. Drª. Najara Ferrari, divulgou a data e o tema do XVI InLetras, que acontecerá em agosto de 2017 com o tema: Linguagem, tecnologias e formação de professores.

Por Laíz Lacerda