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domingo, 10 de abril de 2011

Projeto para o futuro da ciência no Brasil

A Comissão do Fututo terá o “Rio Grande do Norte como palco para o projeto de construção de um parque tecnológico de neurociência, contribuindo para o desenvolvimento nacional”, declara o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloisio Mercadante, em sua visita à Escola Alfredo Monteverde, no bairro da cidade de Esperança, em Natal, conforme informação do jornal Diário de Natal.
Miguel Nicolelis, neurocientista de renome mundial, em conhecimento científico e humano, foi o principal agente de motivação para essa jornada de conhecimento, que terá como primeira ação a reunião de pesquisadores e cientistas que terão incumbência de discutir os rumos da ciência brasileira no longo prazo.
A Comissão assim denominada, se reunirá duas vezes ao ano com pesquisadores internacionais e quatro vezes ao ano com cientistas brasileiros. Sendo a primeira realizada neste mes. Será composta de 21 membros, 7 estrangeiros , 7 pesquisadores brasileiros que atuam no exterior e 7 de cientistas que residem no país. Sendo esta capitaneada pelo próprio Miguel Nicolelis.
Segundo o ministro Mercadante, essa comissão internacional ajudará muito na ciência do Brasil, buscando a interdisciplinariedade com varias áreas de conhecimento para assegurar a pluralidade. "Temos uma comissão internacional de grande respeito, a exemplo do que acontece na Europa e nos Estados Unidos," disse Mercadante.


Ex-ministros da Ciência e tecnologia serão convidados para o diálogo com a comissão, além de entidades científicas do Brasil, como a SBPC, além de instituições ligadas à física, biologia e matemática, com o objetivo de formular um projeto para o futuro da ciência do Brasil.


Comissão do Futuro da Ciência Brasileira
Presidente: Miguel A. L. Nicolelis, Duke University e ELS-IINN; Alan Rudolph, Biólogo, International Neuroscience Foundation, EUA; Alexander Triebnigg, Médico, Presidente da Novartis, Brasil; Conceição Lemes, Jornalista, Brasil; Débora Calheiros, Pesquisadora, EMBRAPA, Brasil; Jon H. Kaas, Neurocientista, Vanderbilt University, US National Academy of Science, EUA; Luiz A. Baccalá, Engenheiro, Escola Politécnica, USP, Brasil; Luiz Belluzzo, Economista, Professor Emérito UNICAMP, Brasil; Mariano Sigman, Neurocientista, Universidade de Buenos Aires, Argentina; Marilena Chauí, Filósofa e Professora, USP, Brasil; Mariluce Moura, Jornalista, FAPESP, Brasil; Mauro Copelli, Físico, UPFE, Brasil; Patrick Aebischer, Neurocientista, Presidente da École Polytechnique Fédérale de Lausanne, Suíça; Ricardo Abramovay, Cientista Político, FEA-USP, Brasil; Robert Bishop, Cientista Computacional, ex-CEO da Silicon Graphics, EUA; Ronald Cicurel, Matemático e Filósofo, Suíça; Selma Jerônimo, Médica-Pesquisadora, UFRN, Brasil; Stevens Rehens, Biólogo, UFRJ, Brasil; Thereza Brino, Educadora em Tecnologia da Informação, Brasil; Victor Nussenzweig, Médico, New York University, Brasil/EUA; William Feiereisen, Cientista Computacional, Intel, EUA .

Fernando Custódio

sábado, 2 de abril de 2011

O Brasil e a Ciência nos dias de hoje, uma questão de cultura.

Miguel Nicolelis é médico e neurocientista formado pela USP (Universidade de São Paulo). Seu nome já esteve dentre os cidadãos mais importantes do mundo, pois foi o primeiro brasileiro a ter um artigo publicado na capa da revista Science.
Nicolelis se destaca não somente pela relevância de seu trabalho com neurociência, mas também por enfatizar que a ciência deve servir como um fator de transformação social. E nesse caso,
Nicolelis tem respaldo para falar. Em fevereiro de 2007 foi inaugurada a unidade do Instituto Internacional de Neurociências Alfredo J. Monteverde em Natal no Rio Grande do Norte. O local na verdade é uma escola com o objetivo de promover a educação científica como inclusão social; a escola é voltada para crianças do nordeste com baixa condição financeira.
Essa é uma questão que deve ser difundida no Brasil, pois o país tem subsídios, basta investir muito mais na educação e por consequência na pesquisa. À iniciativa pode ser somada com a mídia, que deve investir em jornalistas especializados em reportar a ciência como algo para todos.
A questão é que a situação do Brasil em relação a ciência e pesquisa, ainda é precária. Não deve ser algo distinto da política e das políticas públicas e tão pouco visto como erudito. Se existem oportunidades (prouni, por exemplo) para que não somente os ricos estejam nos bancos universitários (onde a maior parte das pesquisas são fomentadas), deve haver oportunidades para que a familiarização com a ciência seja feita fora desses bancos também; mudar a cultura educacional do Brasil é essencial e urgente.

Sabrina Kluwe

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Até onde vai um terremoto?

Apartamentos balançam, janelas trepidam e objetos se movem. Nas últimas décadas, como consequência de terremotos em outros países, a população brasileira têm se assustado com a possibilidade de abalos sísmicos. Moradores de prédios em diversas cidades do Brasil, em especial, São Paulo, Brasília e Manaus deixam suas casas, às pressas, acreditando que está ocorrendo um terremoto. O fenômeno, na verdade, é reflexo de terremotos distantes.
Conforme sismólogos norte-americanos, a primeira explicação é a de que qualquer terremoto gera oscilações (ondas sísmicas) que podem, dependendo da energia liberada pelo fenômeno e de fatores geológicos, se propagar na crosta terrestre até longas distâncias. Os prédios mais altos sentem essas ondas sísmicas com maior facilidade.
Quando ocorre um terremoto, são geradas vibrações sísmicas. Tais vibrações, conhecidas como ondas sísmicas, propagam-se pelo interior da Terra e são registradas em sismógrafos, ou seja, um aparelho que registra as ondas sísmicas do mundo inteiro. A velocidade e a amplitude dessas ondas dependem do meio que atravessam.
A revista “Ciência Hoje”, de junho de 2008, mostrou casos divulgados no jornal Folha de S. Paulo, de novembro de 2006. Um deles contava que quatro estados e o DF foram atingidos por um terremoto ocorrido na Argentina. O abalo tinha acontecido, a grande profundidade, na província argentina de Santiago Del Estereo, e teve magnitude 6.8 na escala Richter. Outro caso, noticiado em 16 de agosto de 2007, dizia a respeito dos moradores de Manaus que sentiram reflexos de um forte terremoto (magnitude 8) ocorrido no Peru, que causou 150 mortes naquele país.
Muitos dos abalos que assustam a população de grandes centros urbanos brasileiros são reflexos de terremotos andinos, ocorridos na região da cordilheira dos Andes, no oeste da América do Sul. O primeiro registro no Brasil de terremotos desse tipo, decorrentes da influência andina, ocorreu em 17 de agosto de 1906, às 0h40 (horário de Greenwich). O terremoto, com profundidade de 35 km e magnitude de 8.4 ocorreu no Chile. Seus reflexos foram sentidos no Mato Grosso. Desde então, foram registrados reflexos de 51 eventos distantes em cidades brasileiras, com notável aumento dessa ocorrência nos últimos 10 anos nas cidades de São Paulo, Manaus, Curitiba e Brasília.
O maior tremor já registrado no Brasil ocorreu em 1995 em Porto dos Gaúchos (MT), e teve magnitude 6.2. Não causou preocupação ou danos à população, já que era uma região pouco habitada na época. O país, porém, não está livre de terremotos, já que se situa no centro da placa Sul-americana, e no interior dessas placas ocorrem abalos sísmicos. No entanto, a ocorrência destes é menor no Brasil do que em qualquer região de limites de placa.

Alessandra Tonatto Noal

Matéria produzida com base na reportagem Reflexos no Brasil de terremotos distantes, da revista Ciência Hoje

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

OPINIÃO! A quebra de patente dos medicamentos

O assunto, além de polêmico, é de extrema importância. De um lado os países em desenvolvimento como o Brasil lutam para reduzir os custos dos medicamentos usados no tratamento de doenças como a AIDS. De outro, os laboratórios e a intenção de manter o alto custo dos remédios sob a justificativa de que boa parte do lucro é investida em pesquisas, as quais buscam novas descobertas para o setor e quebra de patentes pode desestimular pesquisadores em todo o mundo.
A patente de um produto compreende em garantir a proteção à propriedade intelectual. Sua prerrogativa é garantir ao inventor os direitos de fabricação e venda de seu invento. Mas essa garantia está beneficiando algumas grandes empresas farmacêuticas e matando milhares de pessoas, principalmente, em países pobres que não tem condições de bancar o alto custo dos produtos.
O Brasil liderou as reivindicações das nações em desenvolvimento feitas a Organização Mundial da Saúde (OMS). O texto pedia mais respeito aos países pobres, pois alguns medicamentos utilizados na saúde pública tinham preços diferentes para cada país. Um exemplo é a decisão adotada pelo Brasil de quebrar a patente de um medicamento usado no combate a AIDS, agora o País vai importar um genérico por um preço três vezes menor.
O presidente Lula afirmou que a mesma medida pode ser estendida a outros medicamentos. Assim, o Brasil poderia escolher de quem comprar ou até mesmo produzir tais remédios.
No meu entender isso seria um grande passo para o país, já que essa economia pode estimular as empresas e os pesquisadores nacionais. Mas acima de tudo, melhoraria as condições de vida de quem depende de medicamentos caros e não tem dinheiro para comprar.

sábado, 2 de maio de 2009

Ministério da Saúde prepara prevenção à gripe suína

O Ministério da Saúde está divulgando um vasto material científico e informativo para a população sobre a Gripe Suína. Traz o alerta de que ela é transmitida através de contágio, normalmente com porcos, mas que o vírus sofreu mutações, vindo a ser transmitido para pessoas, através da tosse, espirro, secreções respiratórias de pessoas infectadas.
Segundo o Ministério, no Brasil não foi detectada até o momento, nenhuma evidência da doença em humanos.
Os sintomas, são febre alta repentina, superior a 38ºC, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações. Devem ficar em alerta as pessoas que vieram do México e áreas afetadas dos Estados Unidos, nos últimos vinte dias, e evidenciando algum dos sintomas, procurar imediatamente um médico, sem ingerir nenhuma espécie de medicamento.
O ministério da Saúde as Secretarias de saúde já possuem planos emergenciais para enfrentar a doença em caso de epidemia pública. A principal é o monitoramento dos aeroportos, com viajantes chegam de áreas de risco da doença, também providência estão sendo adotadas pelas tripulações dos vôos sobre sinais que podem ter os sintomas da doença.
Como não existe vacina para tal vírus, serão indicados profissionais de saúde para tomar as precauções possíveis. Também não há registro de transmissão pela ingestão da carne bovina.

Fonte:http://www.fiocruz.br/

Por Gilberto A. Rezer

quarta-feira, 25 de março de 2009

PREPARAR, APONTAR, FOGO!

A escassez de notícias sobre a produção e o comércio de armas desenha um panorama pouco conhecido e muito contraditório do cenário nacional. Mesmo com a atual crise no setor econômico, o Brasil não deixa de investir na indústria bélica. Com o apoio do Governo Federal, empresas que tiveram seus funcionários demitidos, a partir de setembro do ano passado, os recontrataram e aumentaram os modos de produção.

Para cumprir um contrato de R$ 500 milhões com a Malásia, a Avibrás – Indústria Aeroespacial-, admitiu 400 funcionários. Entretanto, acumula uma dívida de R$ 640 milhões. O governo federal - maior credor do processo-, vai arcar com R$ 320 milhões, embora tenha informado que não pretende controlar as empresas de Defesa.

Outra indústria beneficiada foi a Mectron. A corporação vai produzir mísseis anti-radar para o Paquistão. O contrato de R$ 255 milhões vai impulsionar a produção e a qualificação dos empregados na empresa.

Segundo o grupo de pesquisas Small Arms Survey, do Instituto de Estudos Internacionais de Genebra (Suíça), o Brasil é um dos maiores fabricantes de armas de pequeno porte do mundo. A produção delas é cinco vezes maior do que os materiais recolhidos na campanha do Desarmamento, promovida pelo Ministério da Justiça entre 2004 e 2005.

A conseqüência da alta produção da indústria bélica está nas ruas, e as taxas comprovam. Embora o número de mortes por armas de fogo tenha caído em relação a 2003 , quando o Estatuto do Desarmamento entrou em vigor - 39.325 mortos -, o índice continuou alto no ano de 2007, ficando em 35.076 mortos.

As políticas públicas do atual governo buscam equilibrar os dois lados do duelo: de um lado, auxilia as empresas de armamento para que não entrem em crise e, em conseqüência, protagonizem demissões em massa nas fábricas; de outro, cria programas como o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI) para que os índices de mortes por armas de fogo sejam menores.

Por Flavia Alli, Juliano Pires e Carlos Eduardo

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Tempestade global

São Paulo, 29 de setembro de 2008, 14h49min. A Bovespa se vê obrigada a acionar o circuit breaker: os negócios estão temporariamente interrompidos, pois a queda no mercado superou os 10%. O pior tombo da Bolsa de Valores de São Paulo nos últimos nove anos é o primeiro reflexo da turbulência global no Brasil. Setembro de 2008 ficará marcado pelo início de uma crise sem precedentes na história da economia moderna, que altera o rumo do capitalismo.
Tudo começou nos Estados Unidos. E não é tão complexo de entender: os bancos que concediam financiamentos habitacionais sofreram calote de muitos clientes. Como os títulos dessas dívidas eram negociados entre bancos, o efeito se espalhou. Só no dia 14 de setembro, 10 destes anunciaram socorro financeiro ao governo para tentar enfrentar a crise. No dia 29, porém, a Câmara dos Deputados norte-americana rejeita o plano de resgate financeiro. Como conseqüência, a Bolsa de Nova York cai 6,98%, a maior em pontos de sua história.
O fracasso refletiu em uma forte tensão no mercado financeiro do mundo todo, comparada somente à crise de 29. As bolsas de valores despencam, bancos anunciam falência e o dólar dispara em relação ao real. Para a população, fica o medo em investir, a sombra do aumento do desemprego, a alta dos juros e a dificuldade em fazer novos financiamentos.
Mas, afinal, que precedentes a crise trará ao cotidiano dos brasileiros? Nessa nova ordem da economia, como serão as relações que envolvem dinheiro e confiança, liberdade e regulamentos, iniciativa privada e Estado? Quais os cuidados que teremos de ter na hora de comprar, viajar, consumir?
A maioria destas perguntas continuará sem resposta definitiva e concreta por um bom tempo. Mas a partir da análise de mercado podemos chegar a algumas observações importantes. Mudanças radicais indicam que os mecanismos que impulsionaram a economia global nas últimas duas décadas serão aposentados. Após a crise, o mundo deverá se movimentar de forma mais lenta, de acordo com novas e severas regras. Que regras serão essas? Só o tempo poderá afirmar.

E o Brasil?
" O reflexo da crise financeira americana no Brasil será quase imperceptível." A frase é do presidente Lula, que mais uma vez manifesta otimismo diante de uma situação mais do que delicada. A crise pega o país no auge, quando o crescimento e o desenvolvimento são bem satisfatórios. Por outro lado, o país criou uma defesa consistente que deverá tornar menos devastadores os efeitos da tormenta. Ou seja, o Brasil não está entre os vulneráveis, e sim com um mercado interno vigoroso e agora pertencente ao grupo dos emergentes.
"Diferente das empresas americanas, onde o crédito era disponibilizado sem alienações e análises dos credores, no Brasil as instituições financeiras oferecem financiamentos com maior cuidado, com base em critérios seguros e garantias que asseguram, pelo menos temporariamente, a normalidade das operações financeiras domésticas", afirma Rosmeri Antunes, gerente de uma agência do Itaú em Santa Maria.
Porém, a crise afeta não somente o setor da economia. O aumento de 20% previsto para o exercício de 2009 na Cultura não vai se concretizar. A perspectiva é que o valor continue estacionado nos R$ 800 milhões.

E o brasileiro?
A maioria dos brasileiros passa longe da bolsa de valores. Porém, não significa que a população não será diretamente afetada pela crise econômica. Podemos notar pelo menos duas alterações importantes nas condições oferecidas para a compra de bens como carros e eletrodomésticos: na média do mercado, os juros já estão mais altos e os prazos encolheram.
Na compra de uma geladeira, por exemplo, o preço deve continuar o mesmo – exceto se o dólar continuar se valorizando frente ao real. Porém, se a compra for a prazo, a prestação vai ficar mais cara, com um prazo mais curto e o juro mais caro. Se a compra for à vista, não haverá diferença. Ou seja, o poder de compra do brasileiro tende a diminuir.
Rosmeri alerta para que os consumidores evitem financiamentos longos, contratos prevendo juros variáveis e compras em moedas estrangeiras. Em aplicações, os fundos de renda fixa, como os Certificados de Depósito Bancário(CDB), são os mais seguros e recomendados.
Embora o país esteja de certa forma protegido das conseqüências imediatas da crise, o desemprego que já afeta 3 mil trabalhadores por dia na Espanha e que atingiu 140 mil no Reino Unido e 40 mil trabalhadores na França só em agosto, deve chegar aos brasileiros nos próximos meses. Indústrias multinacionais como as montadoras Opel e BMW paralisaram toda sua produção na Europa, medida que tende a espalhar-se pelo mundo. Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), serão gerados 20 milhões de novos desempregados até o final de 2009, chegando a 210 milhões. Será a primeira vez que a humanidade atingirá essa marca.
" A crise é nos EUA, o Brasil vive um bom momento na economia, mas infelizmente já podemos sentir algumas conseqüências da turbulência aqui na região. Os negócios da minha empresa já estão sendo afetados, pois dois dos principais fornecedores, que buscam os produtos no exterior, elevaram os preços de venda. Outro importante fornecedor foi além: temeu pelo futuro incerto e decidiu interromper por tempo indeterminado todas as negociações da empresa. O dólar subiu e se tornou um fator preocupante. E isso tudo, como sempre, vai acabar estourando no bolso do consumidor final "– explica José Luiz de Oliveira, microempresário.

Por Diogo Viedo e Fabio de Oliveira