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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Gripes suína e aviária: diferenças e semelhanças

Há alguns anos, a ameaça de uma pandemia de gripe aviária deixou boa parte do mundo em alerta e, segundo muitos especialistas, havia o risco de uma grande catástrofe internacional provocada pela doença . Isso se repete agora , com o surgimento de uma epidemia de gripe suína na América do Norte e casos dessa doença em vários outros países.
Gripe Suína
O vírus da atual gripe suína é o Influenza H1 N1, tipo A que foi isolado pela primeira vez em 1930. Mas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem outros subtipos de vírus. isso porque, assim como acontece no organismo humano, os vírus da gripe sofrem mutação contínua no porco, inclusive se misturando entre si. O H1N1,tipo A ,aliás, pode ter componentes genéticos do vírus da gripe aviária.
Gripe aviária
O vírus da gripe aviária que infecta humanos e pode causar mortes é o Influenza H5N1. Ele causou os primeiros estragos em 1997, quando a doença surgiu em Hong Kong, e em 2003, ano em que reapareceu com força no Sudeste Asiático. E ele não estava sozinho: o vírus teve algumas variações detectadas nos países em que aportou.
Sintomas
Gripe Suína
Em humanos, os sintomas da gripe suína são similares aos da gripe comum, e incluem febre acima de 39 º c , falta de apetite e tosse. Em alguns casos foi registrado catarro, dor de garganta, náusea, vômito e diarréia forte.
Gripe Aviária
Os sintomas da chamada gripe do frango também são parecidas com os da gripe comum: febre , mal estar, tosse e dor garganta, e ainda houve casos de conjuntivite. Nos pacientes que morreram, a doença evoluiu para uma pneumonia.
Contágio
Gripe suina
A gripe de origem suína não é contraída pela ingestão de carne de porco, mas por via aérea, de pesssoa para pessoa. de acordo com os centros de controle de enfermidade dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) , a temperatura de cozimento (71º Celsius) destrói os virus e as bactérias presentes na carne de gado suíno.
Gripe Aviária
Da mesma forma que a gripe suína , a aviária não é contraída pela ingestão da carne correspondente - no caso, a de frango, Mas não se pega de pessoa . O contágio ocorre por meio de contato direto com aves vivas infectadas. O vírus está presente nas fezes das aves, que depois de secas e pulverizadas, podem ser inaladas.
Marion Bittencourt

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O Tamiflu e o combate ao H1N1

O Tamiflu é o medicamento usado para combater a Gripe A (H1N1).
Mas você possui algum conhecimento sobre ele? Saiba que não é seguro e, muito menos recomendado, utilizá-lo sem orientação médica.
Algumas informações básicas: o fosfato de oseltamivir, uma pró-droga do carboxilato de oseltamivir, é o principal componente que vai inibir as enzimas neuraminidases causadoras do vírus da gripe. Esta droga não permite a entrada do vírus em células não infectadas e impede a replicação deste em outras já contaminadas.
As reações adversas mais freqüentes são náusea e vômito. Não deve ser utilizado na gravidez sem acompanhamento médico. O número de gestantes que falecem por causa da Gripe Suína vem aumentando a cada dia.
É contra-indicado em crianças abaixo de 1 (um) ano. Apenas deve ser usado em adultos e maiores de 8 (oito) de idade.
O Tamiflu é fabricado pelo laboratório Roche, único com os direitos da sua produção. Por este motivo não há genéricos dele no mercado. Mesmo porque até agora, o remédio está sendo distribuído para a população em postos, clínicas particulares e hospitais preparados para receber pacientes com sintomas da doença. Portanto, por decreto do governo, foi proibida a venda no país.


Por Jonathan Rodrigues

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Depois da gripe aviária, a suína

Comparando a gripe aviária com a suína tem-se a incerteza do volume de pessoas atingidas e a dimensão dos seus prejuízos. Mesmo com o estudo de vacinas que estão sendo fabricadas, a maioria das população não será atingida no primeiro momento. Com isso, existe a possibilidade do vírus se propagar ainda mais.
Apesar da Organização Mundial da Saúde, no caso da gripe aviária, ter sugerido cautela na divulgação de informações, devido às consequências que afetariam a população mundial, as pessoas precisam ter o conhecimento sobre o assunto . Com o vírus H1N1 houve uma divulgação maior do que em relação a gripe aviária, o que causou medo e preocupação, exigindo dos órgãos de saúde ações mais rápidas e drásticas na tentativa do controle da gripe.
O que se pode entender é que o sistema público de saúde, desta vez, se preparou melhor, não sendo ainda o ideal. No entanto, a qualificação e a preparação dos profissionais atendeu à população com orientações de como se prevenir.
Deixaram claro quem são as pessoas mais suscetíveis ao contágio, como higienizar, distribuindo panfletos informativos, espaço para tira dúvidas e postos de atendimento específicos para quem sentia os sintomas.
De tempos em tempos uma nova pandemia acontece, mutações dos vírus se instalam e se propagam pelo mundo, o estudo e a prevenção são determinantes para que novos tipos de males surjam.


Marta Kochann e Marion Bittencourt.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Noticiência e a gripe A

Noticiência retorna, após um início de semestre adiado por conta das medidas de prevenção à pandemia da gripe A . Enquanto blog utilizado no ensino da disciplina de jornalismo científico, nesse semestre ele terá nela o seu fóco principal.
As pandemias podem provocar graves desequilibrios sociais e econômicos, uma vez que a grande parte da população trabalhadora é afetada e isso gera uma forte pressão aos serviços básicos.
Enquanto notícia, ela se impõe. Rapidez na transmissão e na propagação, capacidade de mutação, a impossibilidade de barreiras geográficas, prevenções possíveis, o atendimento aos infectados traduzem-se na pauta cotidiana que invade as redações e as vidas. Mais do que um acontecimento, ela, presente, será nosso objeto de estudo.

Da redação

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Influenza A em Santa Maria

Pouco mais de duas semanas que se noticiou a epidemia da nova gripe, o Influenza A (H1N1), o alarme soou no mundo todo. Cada país procurou uma forma de monitorar quem possivelmente possa ter contraído o vírus. Uma série de protocolos está sendo seguida para se evitar uma pandemia.
Em Santa Maria não é diferente. Conforme o Dr. José Farret, Secretário da Saúde do Município de Santa Maria, o Influenza A não é motivo para preocupação pelas pessoas na cidade. Mesmo assim, a Secretaria tem se preparado para o possível alastre da doença. “Nós já solicitamos (materiais) e estamos preparados para isso. Compramos mais de mil máscaras”, argumenta Farret.
Em casos de suspeitas de contaminação, a cidade conta com o Hospital Universitário, no qual é referência em isolamento de doenças epidemiológicas. “Dispomos de leitos de isolamento com equipes bastante capacitadas para essa situação”, conta a médica infectologista Clarissa do Amaral.
Não há vacinas ainda para a doença, e as já existentes também não ajudam no combate ao vírus no sistema imunológico. Clarissa alerta para os riscos de automedicação preventiva: “Se houver a contaminação do paciente, o antibiótico não serve para prevenção, somente para tratamento. Ele não é como uma vacina que deve ser tomada antes. Se confirmada a contaminação, nós usamos o medicamento Oseltamivir, que é o único com alguma ação, e deve ser usado até 48 horas depois do início da transmissão para um melhor resultado.”
Nos Estados Unidos, a propensão de contaminação da doença é na faixa etária de 25 a 44 anos. De acordo com a infectologista, é a faixa mais contaminada por corresponder à fatia da população mais ativa do país. “Se ocorresse um surto aqui no Brasil, provavelmente essa faixa etária também se aplicaria por aqui, pelos mesmos motivos - de ser a população mais ativa, que viaja mais, e entra mais em contato com outras pessoas. Isso não acontece tanto com os idosos. Essa gripe é altamente transmissível”, explica ela.

E o consumo de carne suína?

Ao contrário dos EUA onde o consumo de carne suína reduziu, no Brasil, tanto o consumo interno quanto o externo mantém o mesmo padrão. Segundo o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, o mercado do setor de carnes não foi afetado pela Influenza A. Contudo, em Santa Maria, enquanto um hipermercado da cidade diz não ter sofrido queda nas vendas do produto, outro afirma que houve uma redução de aproximadamente 30% no fornecimento da carne suína. Mesmo fazendo desconto de até R$3,00 no preço do quilo, não houve procura. De acordo com uma funcionária do setor de açougue do hipermercado, pessoas na faixa etária de 50 anos para cima são os que deixaram de consumir carne suína. Ao explicar a eles que a carne não transmite a doença, eles respondem que “o seguro morreu de velho”.

Por Flavia Alli, Neli Mombelli e Pricila Lameira

sábado, 2 de maio de 2009

Ministério da Saúde prepara prevenção à gripe suína

O Ministério da Saúde está divulgando um vasto material científico e informativo para a população sobre a Gripe Suína. Traz o alerta de que ela é transmitida através de contágio, normalmente com porcos, mas que o vírus sofreu mutações, vindo a ser transmitido para pessoas, através da tosse, espirro, secreções respiratórias de pessoas infectadas.
Segundo o Ministério, no Brasil não foi detectada até o momento, nenhuma evidência da doença em humanos.
Os sintomas, são febre alta repentina, superior a 38ºC, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações. Devem ficar em alerta as pessoas que vieram do México e áreas afetadas dos Estados Unidos, nos últimos vinte dias, e evidenciando algum dos sintomas, procurar imediatamente um médico, sem ingerir nenhuma espécie de medicamento.
O ministério da Saúde as Secretarias de saúde já possuem planos emergenciais para enfrentar a doença em caso de epidemia pública. A principal é o monitoramento dos aeroportos, com viajantes chegam de áreas de risco da doença, também providência estão sendo adotadas pelas tripulações dos vôos sobre sinais que podem ter os sintomas da doença.
Como não existe vacina para tal vírus, serão indicados profissionais de saúde para tomar as precauções possíveis. Também não há registro de transmissão pela ingestão da carne bovina.

Fonte:http://www.fiocruz.br/

Por Gilberto A. Rezer

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Gripe Suína foi prevista há seis anos

A reportagem de Mike Davis, publicada noThe Guardian no último dia 27, traz a crítica ao sistema internacional da Organização Mundial da Saúde e dos governos dos países industrializados que negligenciam os efeitos das pandemias, optando pelo isolamento das regiões afetadas ao invés de tratar e prevenir coletivamente os problemas.
Segundo ele, o H5N1, como é definido o vírus suíno, " é uma ameaça de desconhecida magnitude. Parece menos letal que a Síndrome Respiratória Aguda Grave de 2003 (Sars, sigla em inglês), mas, como gripe, pode ser mais durável que a Sars. Dado que as gripes sazonais domesticadas de tipo-A matam cerca de um milhão de pessoas por ano, mesmo um modesto aumento da virulência, especialmente se combinado com alta incidência, poderia produzir uma carnificina equivalente a uma grande guerra".
A informação é complementada pela advertência feita há seis anos pela revista Science que dedicou um artigo principal à evidência de que "depois de seis anos de estabilidade, o vírus da gripe suína norte-americana saltou para uma auto-estrada evolutiva".
A gripe suína (H1N1) foi identificada pela primeira vez durante a Grande Depressão, e de lá para cá, apenas se desviou ligeiramente do seu genoma original. "No entanto, em 1998 uma estirpe altamente patogénica começou a dizimar porcas numa fazenda da Carolina do Norte, e novas e mais virulentas versões começaram a aparecer quase anualmente, incluindo uma variante do H1N1 que continha os genes internos do H3N2 (o outro tipo de gripe tipo-A que circula entre os humanos) ", relata Davis. A preocupação dos virologistas entrevistados pela revista era de que um desses híbridos viessem a tornarem-se uma gripe humana. Eles acreditam que " o sistema agrícola intensivo da China meridional é a principal fábrica de mutação da gripe: tanto os "desvios" sazonais quanto os "desvios" genómicos. Mas a industrialização da criação de gado rompeu o monopólio natural da China sobre a evolução da gripe. A pecuária, em décadas recentes, tem-se transformado em algo que mais se parece à indústria petroquímica do que a feliz fazenda familiar descrita nos livros escolares. Em 1965, por exemplo, havia 53 milhões de porcos em mais de 1 milhão de fazendas; hoje, 65 milhões de porcos estão concentrados em 65 mil instalações. Foi a transição dos antiquados redis de porcos para vastos infernos de excrementos, contendo dezenas de milhares de animais com sistemas imunitários enfraquecidos". A mesma equipe de investigadores advertiu que o uso promíscuo de antibióticos nas suiniculturas estava a incentivar o crescimento de infecções de estafilococos resistentes, ao mesmo tempo, que os derramamentos de esgotos produziam erupções de E coli e de pfiesteria.
Davis aponta ainda a crítica feita pelos virologistas ao poder dos conglomerados de gado como as Smithfield Farms (porco e vaca) e a Tyson (frangos) empenhados não apenas na obstrução sistemática das investigação como ameaças de reter financiamentos aos investigadores.
"Isto não quer dizer que nunca se encontrem provas flagrantes: já há bisbilhotices na imprensa mexicana sobre um epicentro de gripe em torno de uma grande subsidiária da Smithfield no estado de Veracruz. Mas o que mais importa (especialmente dada a contínua ameaça do H5N1) é a maior configuração: a fracassada estratégia pandémica da OMS , o maior declínio da saúde pública mundial, a camisa de forças da indústria farmacêutica sobre os medicamentos essenciais, e a catástrofe planetária da produção de gado industrializada e ecologicamente demente."

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