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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Evento na Unifra reúne pesquisadores de nanomateriais de carbono

     Entre hoje e amanhã, 22 e 23 de setembro, pesquisadores da área de Nanociências estão reunidos no 6º Encontro da Rede Nacional de Pesquisa em Nanotubos e o 3º Encontro do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Nanomateriais de Carbono (INCT) que acontece na Unifra, em Sata Maria, RS.
     É a primeira vez  que o evento é realizado no Rio Grande do Sul, e conta com pesquisadores de todo o Brasil, que desenvolvem pesquisas na área de Nanomateriais de Carbono.
     O evento busca disseminar e qualificar as pesquisas na área de Nanomateriais de Carbono realizadas por pesquisadores brasileiros de diferentes instituições, com vistas ao desenvolvimento científico e tecnológico dessa área.
     Segundo a física Solange Binotto Fagan, coordenadora do evento e pró-reitora de pesquisa, trata-se de " um momento único para a Unifra que irá receber mais de 160 pesquisadores dos estados de Minas Gerais, Ceará, Pará, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Nanociências e a multidisciplinaridade

A nanociência e nanotecnologia têm como objetivo a compreensão e organização de átomos e moléculas em uma escala nanométrica, tratando as menores parcelas encontradas e assim desenvolvendo células inteligentes. Isso possibilita a reconstrução de matérias e muitas outras intervenções.
Um dos aspectos chave e que se torna cada vez mais importante para os pesquisadores dessa ciência, é a multidisciplinaridade por permitir a subdivisão do domínio de um conhecimento entre os profissionais da diversas áreas envolvidas. O grande desafio é aproximar cada vez mais esses profissionais .“Em algumas reuniões ocorridas por profissionais ligados a Nanociência a barreira de linguagem faz com que eles falem por muito tempo sobre o mesmo assunto, sem se entender”, diz a professora da Unifra, Solange Binotto Fagan.
A importância da multidisciplinaridade para a pesquisa na nanociência é incontestável, pois se a física contribui na dimensão nanométricas de uma pesquisa, a química, biologia e engenharia assumirão o estudo na composição, utilização e desempenho dos materiais.
A criação de novos materiais depende da contribuição de cada área profissional ligada à Nanociência, articulando o conhecimento entre as áreas envolvidas.
A Nanociência é a uma área de ciência altamente interdisciplinar, o que faz com que diferentes grupos de pesquisa tenham entre si projetos em comum colaboração. “Para pesquisar sobre nanocosmético, por exemplo, ou qualquer outro produto, é necessário uma boa comunicação entre os profissionais, no caso da formulação de filtro solar pela nanociência é necessária a colaboração e interação entre profissionais da física, matemática e química”, explica Solange.
Por Clarissa Pippi

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Pesquisa internacional investiga as propriedades de nanoestruturas à base de óxidos

Santa Maria integra uma rede mundial de pesquisa sobre nanoestruturas, através do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Nessa rede, uma linha de pesquisa denominada "Transportes Eletrônicos e Propriedades Elétricas e Magnéticas de Superfícies, Interfaces e Películas " está sendo desenvolvida por universidades do país inteiro, além de contar com a colaboração de pesquisadores de universidades estrangeiras. A UFSM participa nela com o projeto "Nanoestruturas à base de óxidos", que visa incorporar óxidos com ferromagnetos diluídos (DMS), isolantes ou semicondutores, no crescimento de sistemas de nanoestruturas. Financiada por várias fontes, incluindo CNPQ, agências públicas e privadas, além do centro de pesquisas IRCSET, da Irlanda, ela possui um total de verba disponível de aproximadamente 72.900 reais.
A pesquisa está no seu estágio inicial, ou seja, nanoestruturas à base de óxidos não têm, ainda, suas propriedades conhecidas. A equipe de pesquisa pretende consolidar o sistema de crescimento de filmes da UFSM e, junto com a UNIPAMPA, estabelecer o crescimento de filmes por eletrodeposição. Logo após, identificar óxidos com magnetos diluídos que apresentem magnetização a tempertatura ambiente, e estudar em detalhe suas propriedades magnéticas, elétricas e estruturais. "Já conseguimos nos aproximar do fim da primeira etapa. Os sistemas de deposição entrarão em funcionamento neste ano", comenta o coordenador do projeto, Lucio Strazzabosco Dorneles, PhD em Transportes Eletrônicos e Propriedades Elétricas de Superfícies; Interfaces e Películas. "São produzidos filmes ultrafinos de óxidos. Ultrafinos significa espessuras da ordem de dezenas ou centenas de nanômetros (20 - 300 nm). Estes filmes são analisados por diferentes técnicas, o que nos informa se eles tem ou não propriedades interessantes", explica Dorneles que pesquisa nanoestruturas desde 1994.
Segundo ele, nanoestruturas à base de óxidos são quaisquer estruturas construídas com algum óxido que tenham pelo menos uma das dimensões em escala nanométrica. "Ou seja, uma série de filmes ultrafinos de óxidos ou de metais de transição, empilhados. As estruturas que nós estudamos não são utilizadas em aplicações do dia-a-dia", complementa ele.
A pesquisa tem sua aplicação principalmente no meio acadêmico, porém, poderá ser utilizada também pela indústria, como por exemplo, aplicados em sensores.
A equipe de pesquisa é composta pelos professores brasileiros Luiz Fernando Schelp, doutor, especialista em transporte eletrônico em nano-estruturas; Marcos Carara, doutor, especialista em transporte eletrônico a altas freqüências em nano-estruturas; André Gündel (UNIPAMPA, Bagé), doutor, especialista em crescimento de filmes ultrafinos por eletrodeposição e caracterização in-situ;Paulo Pureur Neto (UFRGS, Porto Alegre), doutor, especialista em caracterização magnética e de transporte a baixas temperaturas; e pelos irlandeses Michael Coey (TCD, Dublin, Irlanda), doutor, especialista em magnetismo e James Lunney (TCD, Dublin, Irlanda), doutor, especialista em aplicações de LASER e plasma.
Entre os bolsistas estão os estudantes da UFSM Matheus Gamino Gomes, mestre e aluno de doutorado, e os graduandos Thiago José de Almeida Mori e Vivian Montardo Escobar.
Por Bruna Berwanger de Andrade e Patrícia Nunes

terça-feira, 7 de outubro de 2008

SIMPÓSIO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SEPE

O décimo segundo Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPE - e o 4º Salão de Iniciação Científica promovido pelo Centro Universitário Franciscano propicia um amplo espaço para que professores e alunos apresentem e divulguem seus trabalhos, o que garante a qualidade das atividades acadêmicas.


O tema deste ano é Nanociências na Universidade. As inscrições para envio de trabalhos estão encerradas, mas você pode participar das palestras e apresentações de trabalhos que ocorrerão do dia 5 até 7 de novembro, no Conjunto I da UNIFRA.

Mais informações no site do SEPE.

Por Bruna Berwanger de Andrade