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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Criança e Consumo: a Publicidade em Televisão para o Dia das Crianças

Apresentado por Patrícia Oliveira de Freitas, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, durante o Intercom Recife, neste ano, o artigo investiga os filmes publicitários direcionados ao público infantil e analisa a construção das peças publicitárias criadas para o dia das crianças no ano de 2010. O produto midiático utilizado para o trabalho foi a programação matinal das emissoras Globo e SBT, considerando que o público-alvo que se destina esse horário é infantil.
A pesquisa foi dividida em quatro etapas. A primeira consistiu em fazer a gravação e a avaliação quantitativa dos comerciais. Na segunda ocorreu a classificação e investigação dos comercias, mas de forma ampla. Na terceira foi feita a análise de conteúdo. Na ultima etapa será feito um estudo de recepção com crianças de uma escola pública.
A análise foi desenvolvida com base em 18 horas de gravação da programação do SBT e 16 horas da Rede Globo, totalizando 34 horas de gravação. No fim nas gravações foram totalizados 1050 filmes publicitários, os quais foram classificados em cinco categorias: beleza, criança, emissora, política e outras.
Das 1050 peças publicitárias, 475 eram direcionadas para as crianças, o que corresponde a 46% da publicidade analisada nas gravações. A porcentagem de publicidade direcionada ao público infantil foi dividida em quatro categorias: alimentos, brinquedos, calçados/acessórios/roupas, entretenimento e educativos /lojas/promoção, totalizando 140 produtos. Destes, a categoria que recebe mais destaque é a de brinquedos com 90 produtos. Por isto, recebe uma análise mais profunda no decorrer do artigo e é subdividida em: brinquedos para meninas, para meninos e para ambos.
Mesmo com a pesquisa ainda em andamento, Patrícia Freitas entende que os anúncios direcionados as crianças, vão além do fato de vender brinquedos, as peças publicitárias parecem funcionar como um tipo de pedagogia, que produzem valores e saberes.

Por Iara Menezes

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Quando fazer previsão de comportamento influencia atitudes futuras

     No momento em que uma pesquisa pede às pessoas para fazer uma previsão de comportamento, ela não explica que tais ideias podem influenciar os entrevistados no futuro. Para debater sobre o assunto os pesquisadores da Universidade de São Paulo, Leandro Leonardo Batista e Renato Narciso Cancela, levaram ao XXXIII Intercom em Caxias do Sul, os estudos sobre o Efeito da Auto-Profecia e como isso pode contribuir para o consumo sustentável.
     Através de estudos de casos de marketing e pesquisas de opinião os pesquisadores desenvolveram hipóteses, envolvendo responsabilidades socioambientais, como por exemplo,as intenções de compras de produtos que obtiveram resultados positivos de maior consumo após o estímulo dado com pesquisas de opinião. Os pesquisadores relacionam e descrevem no texto, os fenômenos que explicam as influências no comportamento futuro a partir de estímulos dados através dessas pesquisas prévias.
    O objetivo da investigação é explorar o potencial do efeito para incentivar ações socialmente desejáveis tais como jogar pilhas e baterias usadas em locais apropriados, e não, no lixo comum.
    Um exemplo de comportamento foi apresentado pelos dados do IBOPE de 2007. Coerentemente, em torno da metade da população dos maiores estados do Brasil acredita que reciclar é uma obrigação social (92%), mas não o fazem (70%). Portanto,concluem que estes indivíduos têm atitude incoerente em relação ao comportamento de fato.
     Self- Profecy, o fenômeno apresentado no artigo, é estudado há mais de 30 anos nos Estados Unidos e desperta pouco interesse no Brasil, mas, segundo eles, poderia ser um recurso utilizado para persuadir a população a ir do discurso à prática de bons hábitos de consumo mais sustentável. Fazer previsões de comportamentos pode influenciar os mesmos no futuro, defendem os autores.

Daiane Costa

sábado, 14 de novembro de 2009

Programação infantil: educação x entretenimento

Antes mesmo de serem alfabetizadas, as crianças são influenciadas pela mídia. Entre os trabalhos apresentados no 13º SEPE está o artigo “Mídia, infância e consumo” direcionado para o estudo da psicologia infantil. As crianças têm o hábito de serem entretidas pela televisão, antes freqüentarem a escola, pois as marcas do discurso televisivo, por exemplo, são absorvidas sem terem sido alfabetizadas. Para compreender este processo a acadêmica de Psicologia Priscila Diesel estudou as produções cientificas sobre o tema no Brasil. A revisão bibliográfica, orientada pela professora Caroline Buaes é uma análise sistemática do consumo midiático com crianças antes do período escolar. O assunto é muito discutido na psicologia, mas são poucas as publicações que dão voz a infância. “O foco da maioria das pesquisas publicadas é voltada para a educação” ressalta a acadêmica de Psicologia. A reflexão a cerca da cultura e comportamento das crianças podem ser consideradas preocupantes pelas suas conseqüências, já que a maioria da programação não tem cunho educativo e sim a busca pelo entretenimento.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sensibilidade para consumir

O excesso de consumo sempre será prejudicial ao meio ambiente. Reduzir e reciclar são hábitos que devem ser introduzidos no cotidiano. Uma sociedade que explora cada vez mais seus recursos naturais e não aproveita os resíduos deve adotar uma nova postura, a fim de dar valor ao que é tratado como inútil.
As políticas públicas estão fazendo a sua parte no sentido de educar a população. A seleta coletiva é importante, mas todos os tipos de lixo ainda vão para o mesmo lugar? As empresas estão aderindo a política do verde, imprimindo seus panfletos em papel ecologicamente recicláveis e apoiando projetos de reflorestamento.
A sociedade, o poder público e as instituições querem mostrar atitudes ecologicamente corretas e ter atitudes sustentáveis, mas o capitalismo sempre fala mais alto. É impossível deixar de consumir. Então, quais seriam as "soluções" para os problemas ambientais?
Reduzir, reutilizar e reciclar. De nada adianta inventar novos produtos e não investir em novas alternativas para o reaproveitamento ou no tratamento de aterros ou lixões a céu aberto. São diversos os impactos ambientais que seriam evitados se esta alternativa fosse realmente pensada e aplicada no dia-a-dia. Ainda que existam pessoas que sobrevivam do lixo, a educação seria capaz de favorecê-los na mesma medida. Ou seja, toda a sociedade deve ter consciência de que consumir é uma necessidade e o modelo de consumo deve ser repensado.
As principais mudanças devem acontecer no comportamento das pessoas. O consumo consciente não é uma questão de conceito ou ideologia, mas uma atitude pela preservação do meio ambiente. O modo de vida, os valores e a sensibilidade do poder educativo pode mobilizar as pessoas, em um primeiro momento, para um posicionamento positivo para pensar e agir de forma ecológica. Assim, o processo de conscientização só tende e evoluir. Segundo o ecologista Marcelo Pelizzoli "o segundo nível deve ser a consciência crítica e a sensibilidade, para então contemplar o terceiro: o agir local para melhorar. Isso inclui uma educação relacional, emocional, afetiva, de valores".



Leia mais sobre o assunto:
Planeta Sustentável




quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A Doença do Consumismo



Quando o consumismo começa a ser algo patológico? Quais os sintomas? Em um programa de entrevista que assisti pela Globo, uma psicóloga explica um pouco mais sobre o assunto. Segundo a psicóloga Eliane Medlowicz, “O sintoma mais clássico, mais claro, é a questão de estourar o orçamento.Você compromete família, compromete o nome. É uma doença nova, fruto da sociedade contemporânea, e se chama Oniomania. O medicamento dado para esse tipo de problemática é o antidepressivo”.
Muitas pessoas compram somente para obter status, para demonstrar seu poder de compra ou superioridade. Há também aquelas que compram por necessidade, ou até mesmo por modismo. O problema surge quando há a necessidade de comprar, a obsessão pela compra. Essas pessoas são os chamados consumidores compulsivos e formam 3% da população brasileira.
Segundo o psicólogo Daniel Fuentes, a maioria dessas pessoas é composta por mulheres, mas todas possuem temperamento forte, são ágeis, dinâmicas, inquietas, perfeccionistas, possuem uma desenvoltura social e cultural maior, são imediatistas e muito inteligentes.É quase como os compulsivos por jogos, que possuem uma fixação ainda maior que a fixação do viciado pela cocaína.
A dificuldade de se sair dessa doença é imensa, e precisa ser tratada, às vezes, até com antidepressivos, já que a força de vontade não adianta sozinha – assim como todos os vícios. Acredito que o mundo consumista em que vivemos já passou da fase das necessidades e dos modismos, e agora encontramo-nos quase todos doentes por compras. Basta fazer uma pergunta: quanto tempo você agüentou sem comprar um celular novo, levando em conta que o seu, mesmo com três ou quatro anos de uso, ainda funcionava bem? É preciso que todos passemos por um regime de re-educação quanto ao consumo. A partir de agora, listinha na mão e só o essencial do essencial para a sobrevivência (sua e do planeta Terra).

Para quem quiser ler algo interessante sobre o consumismo, sugiro o blog Ser consumista.
Por Bibiane Moreira