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sábado, 15 de janeiro de 2011

Cientistas estudam micróbios das florestas

 A Fundação de Apoio à Pesquisa do Esrado de São Paulo, Fapesp, desenvolve projeto que estuda importância funcional das bactérias para a floresta. Pesquisas indicam que na Mata Atlântica cada espécie de árvore pode ter até 2 mil espécies bacterianas associadas
Desde 2006 cientistas ligados a um Projeto Temático do Programa Biota-Fapesp demonstraram que as plantas da Mata Atlântica possuem uma diversidade impressionante de bactérias associadas: cada espécie de árvore pode ter até 2 mil espécies bacterianas associadas, uma comunidade distinta - e única. O trabalho, divulgado na revista Science, sugeria que a função desses microrganismos para a dinâmica da floresta pode ser muito mais importante do que se imaginava.
 Agora, um outro Projeto Temático da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), iniciado em 2009, está aprofundando aquelas pesquisas a fim de entender melhor a diversidade microbiológica da floresta.
Um dos achados mais importantes até agora no novo projeto indica que a substituição de uma área de floresta por uma área de plantas cultivadas pode reduzir em mais de 99% a diversidade de bactérias associadas às superfícies das folhas. As consequências disso ainda estão sendo avaliadas.
A maior parte dos estudos está sendo realizada nas áreas pertencentes ao Temático que gerou os estudos concluídos em 2006, conhecido como Parcelas Permanente e coordenado pelo professor Ricardo Ribeiro Rodrigues, também da Esalq. O trabalho mais recente foi feito na parcela de 10 hectares localizada no Parque Carlos Botelho, onde existem 217 espécies de árvores.

( Agência Fapesp)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

2011, o Ano Internacional das Florestas

O plenário da Organização das Nações Unidas (ONU) reunido em 2006, declarou que este ano, 2011, seria o Ano Internacional das Florestas. Desde então vem sendo feitos preparativos para que as discussões ganhem proporção mundial. O documento da organização afirma:os esforços concertados deve centrar-se na sensibilização a todos os níveis para fortalecer a gestão sustentável, conservação e desenvolvimento sustentável de todos os tipos de florestas para o benefício de gerações atuais e futuras.
O
objetivo da ONU, além de chamar a atenção para o meio ambiente, é  a sustentabilidade, discutindo a relação do homem com as florestas e a questão da pobreza. Afinal, boa parte das matas mais preservadas do mundo estão localizadas em regiões com populações miseráveis.
estão previstos encontros e conferências em várias cidades do mundo.
No Brasil,  o calendário oficial prevê a realização do Tree Biotechnology 2011 - From genomes to integration and delivery, de 20 de junho a 01 de julho , na Bahia, sob a responsabilidade da  Rede Global de Cooperação em Ciência Florestal - IUFRO. A ONU lançou uma plataforma on line interativa onde é possível acompanhar os eventos e dialogar sobre sobre experiências com gestão de florestas.

Da redação

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Médicos alemães anunciam a cura de um caso de Aids

A revista Época desta semana traz uma matéria em que relata o caso de um doente que está curado da Aids e da leucemia. O caso pode ser um estímulo aos avanços das pesquisas nesta área.  Confira.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Chuva de meteoros atinge a Terra

Começou hoje, segunda-feira,13, uma das mais intensas chuvas de meteoros sobre o planeta. É a chamada Geminídeos. O anúncio foi feito pela Nasa, agência espacial americana.
A chuva, que pode ser vista a olho nu de qualquer lugar do planeta, deverá ocorrer até quinta-feira,16.
Segundo a Agência, são esperados de 50 até 80 meteoros por hora - no pico, poderão chegar a 120 por hora, e o período mais intenso do espetáculo será na madrugada de terça-feira.
Esses meteoros receberam o nome Geminídeos porque parecem vir da constelação de Gêmeos. De acordo com a agência espacial americana, provavelmente, esses meteoros são restos do objeto intitulado 3200 Phaethon - classificado como um cometa extinto.
Mais aqui.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ciência brasileira deve dar um salto qualitativo e ganhar o interior

Professores  da UNB avaliam reportagem da Science e apontam o Manifesto da Ciência Tropical, de Miguel Nicolelis, como um balizador para os próximos anos
Um copo meio cheio, meio vazio. É assim que o neurocientista e ex-aluno da Universidade de Brasília, Sidarta Ribeiro, define o atual momento da ciência brasileira.
Personagem de uma grande reportagem recentemente publicada na revista Science, na qual é citado o neurocientista Miguel Nicolelis, ele afirma que é preciso dar um salto qualitativo na produção nacional e descentralizar o acesso à ciência. "O momento é propício. Crescemos muitos nos últimos oito anos, mas ainda há muito que melhorar", avalia.
Ribeiro e outros especialistas ouvidos pela UnB Agência apontam o Manifesto da Ciência Tropical como um balizador para esse "salto". O documento de autoria de Nicolelis é uma das referências nas sete páginas dedicadas ao Brasil na reportagem publicada na última sexta-feira, 3 de dezembro. "São 15 pontos que condensam o pensamento de especialistas sobre educação e ciência e tecnologia", afirma o biólogo da UnB Fernando Araripe.
O texto da revista internacional coloca o Brasil como um dos destaques na produção científica da América Latina. Hoje, o país, que conta com um ministério especializado desde 1985, responde por 60% dos gastos com pesquisas no continente e por 50% dos papers publicados.
Professor do Instituto de Biologia desde 1972 e ex-diretor da Sociedade Brasileira para o progresso da Ciência (SBPC), Isaac Roitman afirma que, apesar da produção científica brasileira estar estruturada, é necessário uma inflexão.
"Nosso grande gargalo ainda é o desafio de transformar a ciência em benefícios para a sociedade", observa. Segundo Issac, para isso é preciso descentralizar o acesso à ciência, como sugerido por Nicolélis por meio da criação de 16 Cidades da Ciência.
"Hoje há uma concentração da produção científica nas regiões Sul e Sudeste e nas capitais", diz. "Criar essas cidades em regiões carentes e interioranas é uma forma de expandir o alcance da ciência e a formação de cidadãos críticos", completa Roitman.

Desafios
Sidarta Ribeiro, graduado em Biologia pela UnB em 1993, explica que qualificar a produção nacional e os seus critérios de avaliação é outro desafio para o setor.
"Precisamos adotar as metodologias internacionais de avaliação, pois os critérios usados hoje não nos dão uma dimensão real do alcance da produção científica do país", analisa o professor, que trabalha com Miguel Nicolelis no Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra, sediado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desde 2003.
O especialista ainda aponta a oferta de uma educação de qualidade, principalmente nas séries iniciais, como outro desafio para a ciência brasileira. "É preciso federalizar a carreira do professor e nivelar os salários por cima", sugere o especialista. "Um docente que entra para dar aulas para crianças não pode ganhar menos que um professor universitário", observa Sidarta que, apesar de não ter vínculos formais com a UnB, faz visitas frequentes à Universidade. "Tenho muitos amigos lá", conta.

Política
A expectativa é de que o Manifesto de Nicolelis - que há 20 anos trabalha nos Estados Unidos, onde é professor e pesquisador na Universidade Duke - oriente as políticas públicas federais e estaduais para a educação e ciência e tecnologia.
"De nada adianta esse esforço para apontar diretrizes se não houver pressão e vontade política para implantar essas mudanças", comenta Fernando Araripe, do Departamento de Biologia Celular da UnB.
Entre as sugestões de Nicolelis encontram-se ainda o aumento dos investimentos de 4% a 5% do PIB em ciência e tecnologia na próxima década e a criação da carreira de pesquisador científico em tempo integral nas universidades federais.
"A reportagem de destaque na Science é um dos indicadores de que a ciência brasileira está avançando", observa Issac Roitman. "É preciso aproveitar esse momento fértil para o diálogo entre governo e especialista na criação de políticas de Estado para o setor", completa Araripe.

 Por UnB Agência