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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Cientistas fazem mapa genético do câncer

As revistas “Science” e “Nature” publicaram três estudos que mostram a descoberta de que pedaços de genes muito diferentes entre si, seguem o mesmo caminho para entrar em ação e formar um tumor.
É um marco para os estudos da genética do câncer, pois os cientistas conseguiram mapear as alterações genéticas que transformam células normais do cérebro e pâncreas em dois dos tumores mais letais conhecidos. Os resultados apontam para uma nova forma de lutar contra o câncer e de descobri-lo mais cedo, pois a genética do câncer sempre foi um assunto complicado porque os genes culpados pelo tumor cerebral de uma pessoa são diferentes dos envolvidos no de outra. Se novos estudos comprovarem o efeito, os médicos podem, no futuro, usar testes para detectar o gene e determinar o prognóstico, sendo possível verificar se algum remédio funciona melhor em pessoas afetadas com o câncer.
Até hoje, os cientistas encontraram apenas uma pequena fração das alterações genéticas que explicam qualquer uma das 200 doenças que recebem o coletivo nome de “câncer”. Tumores diferentes requerem efeitos dominó diferentes para que as alterações genéticas apareçam, e também para determinar sua gravidade e qual tratamento vai funcionar. A principal descoberta foi o “caos” genético do câncer. Nenhum tumor era idêntico a outro. O câncer pancreático típico continham 63 alterações genéticas; o cerebral, 60. A partir de agora os cientistas pretendem produzir remédios que ao invés de atacarem um gene específico, ataquem a rota que eles seguem até a formação do tumor.

domingo, 7 de setembro de 2008

Plantas subtituem a utilização de derivados do petróleo com a produção de ácidos graxos não-usuais

Um grupo de pesquisadores australianos afirma estar muito próximo de transformar plantas chamadas Arabidopsis em biofábricas produtoras de Ácidos graxos não-usuais que poderão substituir os derivados do petróleo. As plantas agora conseguem acumular 30% desses Ácidos, que são geralmente retirados de derivados do petróleo e matéria-prima usada para a fabricação de tintas, plásticos e cosméticos.
ácidos graxos não-usuais
O grupo também está aplicando a técnica em outros vegetais, fazendo experimentos com plantas oleaginosas e esperando que os resultados sejam ainda mais satisfatórios. Os pesquisadores acreditam ter encontrado os principais genes para a manipulação dos vegetais, para que assim elas produzam o máximo de ácidos graxos não-usuais. Até o momento, a planta que rendeu melhores resultados é a Açafroa.
As vantagens em se utilizar plantas para obtenção desse tipo de matéria prima é um enorme avanço, pois com cada vez menos fontes de petróleo, a agressão ao solo causada e o elevado preço de seus barris, já está mais do que na hora de se encontrar outras fontes para substituir este material.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Governo brasileiro investirá em vacinação anti-HIV

O Ministério da Saúde investirá R$ 25 milhões em pesquisas para desenvolver dois tipos de vacina contra o vírus HIV nos proximos quatro anos. A informação é do ministro José Gomes Temporão na abertura do 1º Seminário Internacional de Vacina Anti-HIV. Segundo ele, em 2006, o Ministério da Saúde investiu R$ 5 milhões em pesquisas sobre vacinas para HIV. Também outros órgãos governamentais ligados ao Ministério da Ciência e Tecnologia – como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) devem fazer contribuições financeiras para o projeto.

As pesquisas que já estão sendo desenvolvidas têm o objetivo de desenvolver uma vacina terapêutica e outra preventiva. Estes estudos realizam-se nas universidades públicas estaduais como a de Campinas (Unicamp) e a de São Paulo (USP). A vacina terapêutica visa a cura mas se isso não acontecer pelo menos ela poderá proporcionar ao paciente para que ele passe longos períodos sem a necessidade de tratamento anti-retroviral. Com isso os pacientes sentirão menos efeitos colaterais dos medicamentos.
Segundo a assessora técnica do Ministério da Saúde, Cristina Possas, a vacina terapêutica é desenvolvida em várias fases, inclusive uma que passa pelo teste nas células do paciente. Já a vacina preventiva é desenvolvida em 3 fases (pré-clínica, clínica, e teste em voluntários). Nela, o Brasil está atualmente na fase 2. Em todo o mundo estima-se que $ 1 bilhão venha sendo investido em pesquisas de vacinas contra o HIV de acordo com pesquisas do Ministério da Saúde.

Fonte:

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Dengue:moléculas com características diferentes em células infectadas podem servir de marcadores da doença

Pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre a dengue poderá render aos médicos uma nova ferramenta para acompanhar a evolução da doença, que já provocou dezenas de mortes este ano no Brasil.
O grupo da UFRJ detectou algumas proteínas que têm expressão diferenciada nas células do fígado
infectadas pela doença. Os resultados permitirão um melhor entendimento dos mecanismos da dengue.

Segundo a pesquisadora que conduziu o estudo – a bioquímica Russolina Zingali, do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ –, o fígado é um importante órgão envolvido na evolução da dengue.
O estudo das proteínas expressas pelos genes de suas células (proteômica) pode ajudar a entender melhor seu papel nessa doença.
Os pesquisadores analisaram as células do figado que estavam infectadas com o vírus da dengue, pois não existe modelo animal em que a doença se desenvolva de forma semelhante à dos humanos.


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Por Bibiane Moreira

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Olimpíada Basileira das Ciências

Alunos das séries iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio de todo o país vão ter, no ano que vem, a Olimpíada Brasileira das Ciências. A informação foi dada pela secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar, em entrevista à Agência Brasil. O principal objetivo das olimpíadas é ser um instrumento de estímulo e educação científica para os jovens tanto em escolas públicas quanto privadas. Além de funcionar como instrumento de identificação de talentos, ela cria um ambiente acadêmico que estimula os estudantes de forma positiva, contribuindo para a melhoria da qualidade da educação, segundo o conselheiro do grupo de trabalho de educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Isaac Roitman.

Por Diogo Viedo