Passou a ser quase rotina assistir nos últimos noticiários reportagens mostrando cidades arrasadas por temporais no sul do Brasil. As marcas da mudança do clima tem assustado a população tamanha a força da natureza. E outubro vem reunindo estes fenômenos.
No último final de semana, as rajadas de vento atingiram alguns bairros da cidade de Santa Maria no centro do RS, destelhando casas e arrancando orelhões. Na capital gaúcha, segunda-feira, 5 de outubro, muita destruição, alagamentos e problemas com a rede elétrica foram algumas das conseqüências causadas pelo caos das recentes tempestades.
Ainda não recuperados da chuva de granizo que varreu há pouco tempo o município de Itaara, também localizado na região centro do Rio grande do Sul, cabe saber se as cidades estão preparadas para “defender-se” desses novos e violentos eventos climáticos? No caso de Santa Maria, a meteorologia pode prever com antecedência esses fenômenos e reduzir estragos e mortes?
A aluna de meteorologia e estagiária do núcleo de Geodesastres do INPE, Elisa Glitzenhirn, explica que a variação da atividade climática no espaço de tempo, tem relevância predominante na resultante dos fenômenos. Ela conta que a posição geográfica tem influência neste aspecto: “Santa Maria está situada em um relevo de depressão rodeada de uma extensa cadeia montanhosa. Portanto, tem uma parcela benéfica, pois impede que tempestades mais severas se aproximem da região. E quando estas passam, já chegam sem força ao se instalar sobre a cidade. Em questão de minutos pode se diminuir ou aumentar a intensidade de um grande temporal. Por isso a importância do espaço de tempo”.
Por outro lado, afirma as conseqüências desastrosas que podem ser causadas pelo relevo: “Supondo que ocorresse um tornado em Santa Maria. A chance de ele sair da cidade é de certa forma impossível. Ele vai destruir tudo que puder enquanto tiver força porque não há lugar para o escoamento devido à parede de montanhas que nos cerca. Como as pessoas falam popularmente: “Santa Maria está dentro de um buraco”. E é verdade, por essa razão o tornado vai ficar batendo e voltando para o mesmo lugar.
Ela também comenta que a variação da temperatura tem ajudado muito na não intensificação das chuvas na região. Elisa fala que estamos e tivemos um pouco de sorte: “A nossa sorte é que na última terça-feira à noite, dia 6, esfriou antes chover. Se tivesse continuado quente como foi durante o dia e chovesse, cairiam granizos gigantes do tamanho ou quase como bolas de basquete,porque ao esfriar repentinamente ocorre uma inversão térmica que desfaz o fenômeno. Em dois minutos a temperatura baixou 10 graus. Isso foi uma característica do relevo da cidade que ajudou muito”.
Blog voltado ao ensino do jornalismo científico e à reflexão sobre a popularização da ciência.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
Curso de meteorologia na UFSM
O Gruma (Grupo de Modelagem Atmosférica) é formado por alunos do curso de Meteorologia da UFSM, Universidade Federal de Santa Maria. O grupo realiza estudos de caráter experimental e faz as previsões do tempo para a cidade. Segundo eles, a previsão pode ser feita com três dias de antecedência ocorrido o fenômeno. O índice de acertos nos estudos atinge 70%.
O grupo emite boletins diários pelo site oficial do Gruma, http://www.gruma.ufsm.br/, feito para alertar a população sobre possíveis tempestades.
O Gruma é formado por acadêmicos aprendizes e, desse modo, as atividades visam fornecer experiência na função e qualidade no ensino. Eles alertam essa condição por enfrentarem críticas sobre os erros nas previsões.
O professor Otávio Acevedo fala que a meteorologia de Santa Maria dispõe de avançados computadores para realizar as previsões, mas ressalta que a máquina não faz tudo. O meteorologista tem que lidar com as variações de cálculo e do tempo para desenvolver um trabalho eficaz e com quase 100% de certeza e acerto. “Não é algo padrão, o tempo muda muito rápido de uma hora para outra e o profissional tem que saber trabalhar com isso para obter consistência na sua previsão”.
Ele lamenta o fato do RS ser o único estado da região sul a não possuir um centro regional de meteorologia. “Isso seria importante para a descentralização do curso de meteorologia em si, pois existe apenas aqui na cidade e em Pelotas. Seria bom também para outras sedes do INPE em geral.
O professor defende ainda que as formas populares de reconhecer as possíveis viradas no tempo são muito válidas e verdadeiras. A experiência e opinião principalmente de pessoas mais velhas é de grande relevância. Explica que por residirem muitas vezes em lugares afastados do perímetro urbano por longo tempo, acabam por adquirir conhecimento real da variação do clima perto de suas moradias.
Seja informado por profissionais ou ditos populares, os habitantes da região de Santa Maria devem procurar ficar atentos a estes avisos e sinais. O simples fato de ter a informação, pode salvar muitas pessoas de acidentes provocados por estes eventos e até mesmo salvar a nossa vida. Pois como pôde-se perceber, o clima na região centro pode surpreender a qualquer minuto.
O grupo emite boletins diários pelo site oficial do Gruma, http://www.gruma.ufsm.br/, feito para alertar a população sobre possíveis tempestades.
O Gruma é formado por acadêmicos aprendizes e, desse modo, as atividades visam fornecer experiência na função e qualidade no ensino. Eles alertam essa condição por enfrentarem críticas sobre os erros nas previsões.
O professor Otávio Acevedo fala que a meteorologia de Santa Maria dispõe de avançados computadores para realizar as previsões, mas ressalta que a máquina não faz tudo. O meteorologista tem que lidar com as variações de cálculo e do tempo para desenvolver um trabalho eficaz e com quase 100% de certeza e acerto. “Não é algo padrão, o tempo muda muito rápido de uma hora para outra e o profissional tem que saber trabalhar com isso para obter consistência na sua previsão”.
Ele lamenta o fato do RS ser o único estado da região sul a não possuir um centro regional de meteorologia. “Isso seria importante para a descentralização do curso de meteorologia em si, pois existe apenas aqui na cidade e em Pelotas. Seria bom também para outras sedes do INPE em geral.
O professor defende ainda que as formas populares de reconhecer as possíveis viradas no tempo são muito válidas e verdadeiras. A experiência e opinião principalmente de pessoas mais velhas é de grande relevância. Explica que por residirem muitas vezes em lugares afastados do perímetro urbano por longo tempo, acabam por adquirir conhecimento real da variação do clima perto de suas moradias.
Seja informado por profissionais ou ditos populares, os habitantes da região de Santa Maria devem procurar ficar atentos a estes avisos e sinais. O simples fato de ter a informação, pode salvar muitas pessoas de acidentes provocados por estes eventos e até mesmo salvar a nossa vida. Pois como pôde-se perceber, o clima na região centro pode surpreender a qualquer minuto.
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