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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Música e saúde

A musicoterapia é um processo sistemático, com objetivos terapêuticos, para restaurar e manter a saúde das pessoas, podendo atuar como prevenção, tratamento ou reabilitação em alguns casos.
O musicoterapeuta, que é o responsável capacitado para conduzir esta terapia, trabalha com ritmos, melodias e harmonia, elementos que constituem a música. O processo é simples e pode utilizar objetos sonoros, instrumentos musicais, e voz em alguns casos pode até se utilizar a música gravada. A partir desses elementos rítmico-terapêuticos é feita a interação entre paciente e terapeuta, com experiências e vivências que podem envolver canto, movimentos corporais, toque de instrumentos, gravação da produção sonora realizada e escuta. A pessoa que deseja se tratar fazendo a musicoterapia não precisa ter conhecimento ou experiências prévias de música, o terapeuta considera toda a manifestação sonora que o paciente produz como sendo música.
Para Cláudia ketz, musicoterapeuta há dois anos, cada pessoa tem experiências e vivências distintas que caracterizam este indivíduo musicalmente, tornando-o distinto de outras pessoas também em sua identidade musical. Essa identidade musical deve ser pautada no início do processo terapêutico.
A musicoterapia não é um tratamento individual, ele pode ser feita integrada a outros tratamentos, no caso pessoas portadoras de alguma necessidade especial, normalmente utilizam a musico terapia integrada a um tratamento psicológico.
O tratamento não tem contra-indicações e nem idade certa. Pode ser feita desde mulheres grávidas, para uma melhor integração de mamãe-bebê, até idosos que desejam melhorar sua alta estima, ajudando também na estimulação de sua memória. Pacientes com AVC e isquemia também podem se utilizar deste benefício que a música traz.
Não existe idade nem restrição, basta que cada pessoa ou seu responsável sinta vontade de se render aos prazeres da música.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Estatina: benefícios e malefícios

A estatina é um fármaco utilizado para combater o alto colesterol, tipicamente conhecido como LDL e no tratamento de doenças inflamatórias crônicas. Seu uso está cada vez mais comum entre crianças e adolescentes com problemas de obesidade, porém existe controvérsia com relação a isso. Por ser um medicamente de uso continuo, existem riscos colaterais que normalmente não são ditos. Em uma entrevista a revista Época em julho deste ano, o pediatra Jatinder Bhatia, da Academia Americana de Pediatria falou que o “risco de tomar estatina na infância é inferior ao benefício do tratamento”, pois não existe nenhum estudo dos efeitos adversos desse medicamento a longo prazo, já que o mesmo pode ser utilizado durante 40 ou 50 anos, dependendo do tipo de tratamento e organismo de cada um.
Pacientes adultos que utilizam o mesmo sofrem com os efeitos colaterais. Dores musculares, insônia, nauses, são alguns desses efeitos.
Júpiter
Um estudo Chamado de Jupiter, apresentado American Heart Association, dia 11 deste mês nos Estados Unidos, revelou que a estatina até então utilizada no tratamento de colesterol,pode reduzir o número de problemas cardiovasculares em até 44% dos pacientes com nível normal ou baixo de colesterol. E mais, diz que somente nesses casos ela pode ser vantajosa se utilizada desde a infância, já que reduz a PCR -proteína C Reactiva, Ela é um marcador do tipo inflamatório que está relacionado com o processo de formação de depósitos de gordura nas paredes das artérias, e por este motivo, seus elevados níveis podem ser um fator de risco para doenças cardiovasculares. O melhor é que crianças e adolescentes sejam tratados com uma dieta equilibrada e exercícios, deixando o tratamento com estatinas em casos extremos de dislipidemia genética.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Oxitocina, o hormônio da amizade

A oxitocina é um hormônio produzido pelo hipotálamo, armazenado na hipófise posterior. Sua função é promover contrações uterinas durante o parto e auxiliar a saída do leite durante a amamentação, por este motivo é conhecida como hormônio do amor.
Mas não são apenas estas as funções do hormônio oxitocina. Em um estudo feito pelas psicólogas Laura Cousin Klein e Shelley Taylor da Universidade da Califórnia, diferente dos homens, as mulheres em uma situação de stress se tornam mais solidárias, buscando desta forma uma solução pacífica para seus problemas. A responsável por este tipo de reação nas mulheres é a oxitocina. Quando liberado para responder a uma questão relacionada ao stress, a oxitocina encoraja as mulheres e faz com que elas protejam seus filhos e procure a companhia de outras mulheres. Por este motivo, quanto mais amizades se cultiva, mas oxitocina as mulheres produzem, o que lhes proporciona um efeito calmante, intensificado pela presença do estrogênio. Já nos homens, a testosterona diminui a força da oxitocina.
Segundo a psicóloga Shelley Taylor, da Universidade da Califórnia, a amizade restaura o bem-estar, protege a saúde e prolonga a vida.
Mais aqui.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Brasil investe 13 milhões em pesquisa com células-tronco

Recentemente, o Ministério da Saúde aprovou um orçamento de R$ 13 milhões em três anos para a pesquisa das células-tronco da qual participam alguns grandes hospitais brasileiros como o Instituto do Coração - SP, Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras - RJ, entre outros. A sociedade científica comemora.
As células tronco são também conhecidas como células mãe e são aquelas que possuem a melhor capacidade de se dividir, dando origem a células semelhantes às progenitoras. Essas células recuperaram tecidos danificados por doenças ou traumas, sendo encontradas em células embrionárias e em vários locais do corpo, como cordão umbilical , na medula óssea, no sangue, no fígado, na placenta e no líquido amniótico.
No Brasil, os tratamentos com células-tronco são feitos apenas em grandes centros de pesquisa, como os grandes hospitais e somente para pacientes que assinam um termo de consentimento e concordam em participar desses estudos clínicos (lei da biosegurança). O país é um dos aproximadamente 17 que investe em pesquisas com células tronco. O número de países que fica atrás é pequeno, Lituânia, Áustria, Irlanda e Itália, e em todos esses casos, a proibição teve um viés religioso marcante, pois entra em questão o uso do embrião, a vida para a igreja católica.
Nos Estados Unidos, um grande impulsionador nas pesquisas de células tronco Christopher Reeves, o "Super Homem", após a queda de um cavalo ficou tetraplégico, mas mesmo com grandes aparatos tecnológicos ele não conseguiu recuperar seu movimentos. O mesmo não aconteceu com dois gatinhos no Estado da Bahia, Digo e Lola, que eram paraplégicos e conseguiram recuperar seus movimentos. O tratamento foi feito à base de células tronco retiradas da medula óssea perto da região da bacia, após 15 dias cultivadas em laboratório elas foram novamente implantadas na espinha dos gatos, área lesionada, o resultado foi excelente. A pesquisa teve a participação de professores da escola de medicina veterinária da Universidade Federal da Bahia, em parceria com a Fundação Osvaldo Cruz. Digo que fez o tratamento há um mês já consegue realizar alguns movimentos curtos. Já Lola que realizou o procedimento há 15 dias, ainda tenta firmar suas patinhas traseiras.
Pesquisadores ainda não encontraram respostas para dizer porquê alguns animais tem mais capacidade de regeneração do que outros. Eles constataram apenas que essa capacidade aumenta ou diminui dependendo da complexibilidade de cada organismo. Por algum motivo na distribuição da genética de cada animal, uns possuem carga positiva para regeneração e outros não.
A questão é polêmica e complexa. Sabe-se apenas que a regeneração é uma propriedade fundamental que permite aos seres humanos e animais a capacidade de sobreviver a muitos tipos de "agressões", mas que não está presente em todos indivíduos da mesma maneira.
Cabe tentar descobrir novos processos.A Hydra, por exemplo, um pequeno pólipo, parente das águas-vivas, nunca envelhece. Ela tem constantemente renovada as células de seu corpo e não morre.