A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu seis fases, divididas em três periodos específicos que envolvem a geração de uma pandemia. Essas fases alertam para o desenvolvimento da gripe em seres humanos. Em alguns casos a falta de cuidados pode ocasionar a morte.
O primeiro período é o interpandêmico, e abrange duas fases. Na fase um ainda não foi detectado novos subtipos de gripe em seres humanos. Em animais pode estar presente um subtipo de vírus da gripe que tenha causado infecção em pessoas. Considera-se baixo o risco de infecção em humanos.
Na fase dois, não se detectaram novos subtipos do vírus da gripe em seres humanos. No entanto, circula entre animais um subtipo de gripe que supõe um risco importante de morbilidade em seres humanos.
O segundo período é o de alerta à pandemia e envolve três fases.
A fase três, são notificados casos de infecção humana por um novo subtipo. Não existem casos de transmissão inter-humanos. Com excessão de casos raros de transmissão por algum contato próximo.
Já na fase quatro, o objetivo é conter ou retardar a disseminação da infecção. Surgem pequenos conglomerados de casos, com menos de 25 pessoas, de duração inferior a duas semanas e limitadas a transmissão entre seres humanos. A propagação segue localizada, isso sugere que o vírus ainda não se adaptou ao ser humano.
Na última fase do periodo de alerta à pandemia , a fase cinco, aparecem focos maiores, entre 25 e 50 pessoas, eles duram entre duas e quatro semanas. Enquanto a transmissão de pessoa a pessoa segue localizada. O vírus já está cada vez mais adaptado ao ser humano. Mesmo não sendo plenamente transmissivel, o risco de pandemia é considerável.
A ultima etapa é o período pandêmico, onde está classificada a fase seis. Nela a transmissão do vírus aumenta consideravelmente e a doença se espalha por toda a populaçãol. É caracterizada por infecções comunitarias.
Para modificar o nível da pandemia (para acima ou para abaixo), a OMS tem de consultar um grupo de pessoas encarregadas de examinar todos os dados disponíveis.Tal grupo, a seguir, formulará recomendações ao Director Geral da OMS, que então decidirá se é preciso modificar o nível da pandemia.
Evandro Sturm
Vinicius Ferreira
Blog voltado ao ensino do jornalismo científico e à reflexão sobre a popularização da ciência.
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
Pandemia 2009 - A H1N1
Pandemias virais são raras na história mundial. Tipicamente, elas ocorrem em intervalos entre 10 e 50 anos. No século XX houve várias pandemias, que vitimaram milhões de pessoas. A mais recente pandemia é a Gripe A H1N1, popularmente chamada de Gripe Suína que, segundo dados da OMS, até agora já vitimou mais de 800 pessoas.
Uma pandemia afeta o mundo inteiro. São surtos de gripe que têm ocorrido em diversas partes do mundo e afetam, principalmente, os animais. Mas quando o vírus da gripe se torna uma pandemia humana, com a total capacidade de transmissão, é provável que se espalhe por todo o planeta e afete todas as populações, sem que as fronteiras nacionais ou situações sócio-econômicas representem uma barreira. Essas pandemias causam um súbito aumento no número de doentes e, muitas vezes, causam um imenso transtorno aos serviços de saúde e conseqüentemente, acarretam graves perturbações sociais e perdas econômicas.
Estudos mostram que um vírus pandêmico, totalmente transmissível a humanos, é capaz de se estender ao longo de todo o mundo em um período de três meses. Como esses vírus sofrem diversas mutações, eles se tornam muitos perigosos, pois esses subtipos virais atacam diretamente as pessoas que não são imunizadas a ele.
Uma pandemia afeta o mundo inteiro. São surtos de gripe que têm ocorrido em diversas partes do mundo e afetam, principalmente, os animais. Mas quando o vírus da gripe se torna uma pandemia humana, com a total capacidade de transmissão, é provável que se espalhe por todo o planeta e afete todas as populações, sem que as fronteiras nacionais ou situações sócio-econômicas representem uma barreira. Essas pandemias causam um súbito aumento no número de doentes e, muitas vezes, causam um imenso transtorno aos serviços de saúde e conseqüentemente, acarretam graves perturbações sociais e perdas econômicas.
Estudos mostram que um vírus pandêmico, totalmente transmissível a humanos, é capaz de se estender ao longo de todo o mundo em um período de três meses. Como esses vírus sofrem diversas mutações, eles se tornam muitos perigosos, pois esses subtipos virais atacam diretamente as pessoas que não são imunizadas a ele.
Luisa Schneiders e Thais Bueno
O que é a gripe?
A gripe é uma enfermidade causada por um vírus que é introduzido no corpo humano pelas vias respiratórias: nariz, garganta e vias pulmonares.
Entre os principais sintomas estão febre alta, mal estar geral e forte dor de cabeça causada pela infecção que pode durar uma semana. Existem atualmente dois grupos de vírus da gripe, A e B. Entre os dois, o vírus A é o mais perigoso, pois ele tem um potencial pandêmico e sua evolução se dá de maneira silenciosa. Entre os principais agravantes da doença de acordo com o boletim do Ministério da Saúde, são problemas metabólicos e respiratórios, cardiopatias crônicas, hipertensão arterial e imunodepressão, além de gestação.
O Vírus da gripe A ataca não só seres humanos, mas também algumas aves e mamíferos . Em contato com um animal de outra espécie já infectado pela gripe, o vírus A pode intervir em material genético do mesmo e assim produzir um novo vírus híbrido.
Como todos os vírus da gripe, o vírus da gripe A passa por um processo de mutação. Para se tornar contagiosa acredita-se que outros vírus influenza como o da gripe espanhola em 1918, sofreram modificações na sua composição original. Após a projeção de contágio o vírus passou a infectar a população, espalhando-se rapidamente. Como a gripe tipo A modifica sua estrutura constantemente, há necessidade de criação de uma vacina atualizada a cada ano.
Mateus Martins e Dinis Cortes
Entre os principais sintomas estão febre alta, mal estar geral e forte dor de cabeça causada pela infecção que pode durar uma semana. Existem atualmente dois grupos de vírus da gripe, A e B. Entre os dois, o vírus A é o mais perigoso, pois ele tem um potencial pandêmico e sua evolução se dá de maneira silenciosa. Entre os principais agravantes da doença de acordo com o boletim do Ministério da Saúde, são problemas metabólicos e respiratórios, cardiopatias crônicas, hipertensão arterial e imunodepressão, além de gestação.
O Vírus da gripe A ataca não só seres humanos, mas também algumas aves e mamíferos . Em contato com um animal de outra espécie já infectado pela gripe, o vírus A pode intervir em material genético do mesmo e assim produzir um novo vírus híbrido.
Como todos os vírus da gripe, o vírus da gripe A passa por um processo de mutação. Para se tornar contagiosa acredita-se que outros vírus influenza como o da gripe espanhola em 1918, sofreram modificações na sua composição original. Após a projeção de contágio o vírus passou a infectar a população, espalhando-se rapidamente. Como a gripe tipo A modifica sua estrutura constantemente, há necessidade de criação de uma vacina atualizada a cada ano.
Mateus Martins e Dinis Cortes
Orientação da OMS na web
Em 2005 a Organização Mundial de Saúde preparou uma série de medidas para informar sobre a Gripe Aviária em seu website: Neste ano, com a pandemia da nova gripe, Influenza A também conhecida por H1N1, a OMS preparou um esquema ainda maior no que diz respeito à informação. Há quatro anos, o site promovia atualizações constantes e recentes sobre o número de casos da doença e medidas sugeridas para amenizar o risco de transmissão. Entre estas medidas estão orientações a cerca de cuidados básicos de controle e recomendações a pessoas que precisam viajar para o exterior. Naquela época o site também disponibilizou uma espécie de newsletter. Jornalistas podiam se cadastrar pelo site e receber mensagens automáticas por email. Assim, atualizariam as notícias a todo momento.
Com o avanço da gripe H1N1 e a confirmação de vários casos no mundo, a OMS disponibiliza em seu site a mesma ou maior cobertura sobre o tratamento, sintomas, informações sobre a possível vacina, o controle, formas de prevenção, centros regionais de informações, centros estratégicos, documentação técnica, riscos biológicos.
Devido ao rápido avanço da nova gripe, a OMS também lançou um documento que visa a recomendação para diminuir o impacto da pandemia na sociedade, além notícias constantemente atualizadas.
Devido ao rápido avanço da nova gripe, a OMS também lançou um documento que visa a recomendação para diminuir o impacto da pandemia na sociedade, além notícias constantemente atualizadas.
O site atual também apresenta um mapa interativo sobre os casos confirmados no mundo. Enfim, todo um aparato que tente sanar as dúvidas do público em geral.
Bárbara Weise e Maitê Vallejos
Bárbara Weise e Maitê Vallejos
O papel do jornalista científico e a saúde pública
O jornalista científico faz a mediação entre pesquisadores e sociedade. Dessa forma, um de seus papéis é decodificar uma linguagem mais específica e complexa. Os receptores da informação passam, a partir desse momento, entender melhor o processo das pesquisas e sua finalidade. A linguagem comum entre pesquisadores se torna de dífícil compreensão pelos leigos .
A importância desse profissional se torna mais visível quando a saúde pública está em foco, como é o caso da Gripe A. Meios de comunicação se pautam de assuntos relacionados a doença. como prevenção, o tipo de vírus, a forma de contágio e os procedimentos necessários. Outra abordagem está relacionada ao avanço das pesquisas e as medidas governamentais adotadas.
A situação alarma a sociedade, pois a cada momento surgem mais casos suspeitos e mais mortes são confirmadas. Uma das medidas necessárias é a correta divulgação de informações , tanto por parte de profissionais da saúde, do governo e da mídia que deve buscar o esclarecimento dos fatos. Em um momento delicado, o maior cuidado deve ser em relação à espetacularização dos fatos. Os acontecimentos devem ser noticiados, mas criar pânico entre as pessoas não é a solução. Devem sim ser indicadas as formas de se prevenirem e de saberem diferenciar os sintomas de doenças semelhantes , como no caso a gripe sazonal e a Gripe A.
O jornalista científico precisa seguir certos parâmetros exigidos pela profissão. A busca por diferentes fontes e instituições gera a credibilidade para o veículo e para o profissional . Além disso, ouvir todos as versões possíveis relacionadas ao mesmo acontecimento também é muito importante. Como toda notícia, a informação científica , também requer pesquisa, apuração de qualidade e a correta tradução de estudos para os leitores, ouvintes ou telespectadores.
Francine Boijink e Vanessa Moro
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